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10.09.2010

Trepanação procedimento cirúrgico mais antigo de todos

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Imaginem só um buraco de 2.5 a 5 cm de diâmetro, perfurado à mão no crânio de um homem vivo, sem qualquer anestesia ou assepsia, durante longos 30 a 60 minutos. Esta é talvez a forma mais antiga de cirurgia de cérebro conhecida, a chamada Trepanação (de trupanon grego, broca).

Foram achados crânios com sinais de trepanação praticamente em todas as partes do mundo onde o homem viveu. Esta é provavelmente, o procedimento cirúrgico mais antigo de todos. As primeiras descobertas históricas e médicas sobre a trepanação na antiguidade foram feitas em 1867, por E.G. Squier, na América do Norte, e por Paul Broca, na Europa. Existem evidências de que a trepanação já era realizada há mais de 40.000 anos atrás.
A trepanação foi realizada ao longo de todas as eras, provavelmente por razões diferentes. Foi praticada na Idade de Pedra, no Egito Antigo, na Grécia nos tempos pré-históricos e clássicos romanos, no Oriente Médio e Distante, entre as tribos célticas, na China (antiga e recente), na Índia, entre os Maias, Astecas e Incas, entre os índios brasileiros (Karaya e Eugano), nos Mares de Sul, e na África do Norte e Equatorial (onde ainda se realiza até hoje).

Nunca saberemos ao certo como e quando o homem primitivo chegou à descoberta da trepanação e as razões pelas quais ela era realizada. Os especialistas acreditam que de acordo com a cultura e com a época, a trepanação poderia realizada para os seguintes fins:

Rituais mágicos e religiosos, para trazer sorte e oferecer sacrifício, etc. Em muitas culturas (principalmente as que eram conhecidas como "adoradores de cabeças", porque atribuíam significado especial à cabeça e ao cérebro em sua religião), a trepanação era muito comum, e a placa redonda de osso tirada de um crânio era usada como um amuleto. Há a possibilidade que o número grande de crânios trepanados achados em postos militares fosse de inimigos, que eram usados como "provedores" destes amuletos.

Terapias feitas por curandeiros, principalmente devido à crença que ao abrir o crânio espíritos ruins ou demônios que habitariam o corpo do paciente seriam libertos. Estas trepanações podem então ser consideradas antecessoras das psicocirurgias, pois provavelmente as indicações mais comuns eram doenças mentais, epilepsia, cegueira e etc.

Para o tratamento de condições médicas legitimas tais como enxaquecas fortes, fraturas e feridas do crânio, osteomielite, encefalite, pressão intracranial elevada a hematomas, hidrocefalia e tumores de cérebro, etc. De fato, para algumas destas condições, a trepanação pode ter um efeito terapêutico real e ainda é utilizada desta forma por neurocirurgiões.

Nos Mares de Sul e em tribos africanas do norte (Rifkabyla e Hausa) e na Quênia (Kisi), a trepanação ainda é realizada, particularmente para aliviar feridas de guerra infligidas à cabeça. O Pai da Medicina, Hipócrates, escreveu instruções detalhadas sobre como fazer trepanações do crânio para uma variedade de condições médicas.
Até o século 18, na Europa bem como na Idade Média, a trepanação era muito comum como procedimento médico tais como as sangrias, ou seja; não tinha nenhuma utilidade médica real. A trepanação repetida era comum. Sabe-se que Príncipe Philip de Orange foi trepanado 17 vezes pelo seu médico. De La Touche, um médico francês, trepanou um paciente 52 vezes em um período de dois meses! Desde os tempos romanos, também muitos médicos acreditavam que as placas de osso (chamadas rondelles) tiradas de crânios trepanados, tinham valor terapêutico quando pulverizadas e misturadas com outras beberagens dadas aos pacientes para várias doenças.
A trepanação podia ser feita de duas maneiras: por abrasão de osso (usando uma pedra afiada ou uma faca de vidro vulcânico) ou serrando (usando trépanos semicirculares que cortavam por meio de um movimento circular constante, como era feito pelas civilizações de América Central e do Sul). Os egípcios inventaram o trépano circular, constituído por um tubo com bordas dentadas, que corta muito mais fácil por meio de rotação, e que foi usado extensivamente na Grécia e Roma, dando origem ao "trépano de coroa", usado na Europa entre o séculos 1 e 19. Uma das invenções principais em tecnologia de trepanação foi a espiga central, que era usada para centrar o movimento de rotação sobre o mesmo ponto do osso, de forma que uma precisão melhor fosse alcançada.

Quanto tempo levava uma trepanação cirúrgica?
Quando é feita em uma única sessão (sim, em algumas culturas a trepanação é feita em várias sessões, que podem levar até 12 dias!), ocupa de 30 a 60 minutos de serrar contínuo ou perfurar. Paul Broca, o onipresente neurocirurgião francês e antropólogo, determinou este fato experimentalmente em animais e cadáveres, em 1867.
Seria possível os pacientes sobreviverem a uma operação tão drástica, sem antibióticos, assepsia ou anestésicos?
É difícil de acreditar, mas julgando-se a partir do número de crânios que mostravam cura e regeneração do osso nas bordas, a proporção de pacientes que sobreviviam à provação de uma trepanação era bastante alta, de 65 a 70%. Em 400 crânios examinados por um pesquisador, 250 mostravam recuperação. Em tempos modernos (séculos 14 a 18) esta proporção era muito mais baixa e às vezes aproximava-se de zero. Birner (1996) cita que um trepanador "profissional" chamado Mery, perdeu todos seus pacientes em 60 anos de atividade. A causa mais comum de morte era infecção das meninges ou do cérebro como também hemorragias. Se estes fatores são cuidadosamente controlados (por exemplo, interrompendo a ação do trépano antes de tocar as meninges de cérebro), é uma operação relativamente segura. Em 1962, um neurocirurgião peruano executou uma trepanação em um paciente com trauma craniano, usando os instrumentos cirúrgicos do Peru antigo. O paciente sobreviveu.
(Fonte do texto: Revista cérebro e mente)





Vídeo de uma trepanação


Autora: Sâmara Danielly

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