2.10.2015

Ilha Queimada Grande (A Ilha das Cobras)




1º. Queimada Grande, Brasil
O lugar mais perigoso do mundo para visitar fica no Brasil! A Ilha de Queimada Grande, no litoral sul de São Paulo, foi apontada como o verdadeiro inferno na Terra. Esta localizada a 36km da costa Continental de Itanhaém. Ela só é paradisíaca vista bem de longe. O lugar possui a incrível média de nove serpentes por metro quadrado – são cerca de quatro mil no total. E são todas do tipo Jararaca-Ilhoa (Bothrops insularis), com um veneno extramemente potente, capaz de matar uma pessoa em poucos instantes. Para ver como esse lugar é perigoso, ninguém pode entrar na ilha sem autorização da Marinha.
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A placa que existia na Ilha Queimada Grande alertando para as serpentes venenosas, desapareceu. Foi arrancada pelo tempo. Mas para os pescadores da região o aviso era desnecessário. Todos sabem que a ilha não é um lugar receptivo e jamais desembarcam lá. São esses homens do mar os responsáveis pelo nome da ilha. Cientes do risco que corriam ao desembarcar em terra firme, eles ateavam fogo na mata costeira para afugentar as serpentes. A técnica deu origem à denominação Queimada Grande, mas foi incapaz de ameaçar o reinado da Jararaca-Ilhoa. O desembarque na Ilha Queimada Grande é proibido.
Não há extensão de praia devido à pouca presença de areia ao redor da ilha. Possui duas elevações: a primeira mais plana onde se localiza um pequeno farol e a segunda constituída por uma elevação de 206 metros. Não há praias nem enseadas que possam facilitar o desembarque, que é feito nas plataformas rochosas, de grande quantidade de limo, o que torna ainda mais difícil. Tem uma superfície de 430.000m², com uma topografia irregular. Sua vegetação é composta por árvores altas, formando maciço bosque. Em seus rochedos formam-se grutas.
Jamais uma reserva de Mata Atlântica teve protetores tão temidos quanto a Ilha Queimada Grande, que dista 36 km. da costa continental de Itanhaém, litoral Sul de São Paulo. Lá não existe posto da Polícia Florestal, nem um plantão permanente de bravos ecologistas. Mas poucos se atreveriam a disputar o território com as 15.000 cobras – no mínimo – que povoam a ilha, quase todas serpentes da espécie Bothrops insularis , mais conhecida como jararacas ilhoas. São parentes das jararacas continentais, só que donas de um veneno de 12 a 20 vezes mais forte.  A ilha é um paraíso com excesso de serpentes.
O desenvolvimento dessa espécie se deu por causa do isolamento geográfico a que foi submetida desde a época da glaciação da Terra, há uns 10.000 anos. Quando as águas do degelo cobriram grandes extensões de terra, formaram-se várias ilhas, como essa. A maioria dos animais migrou para o continente. Os demais, impossibilitados de nadar, ficaram confinados, sobreviveram apenas aqueles que puderam se adaptar às condições da ilha. Presa numa ilha rochosa onde o alimento se resume a aves, a jararaca passou a subir em árvores, o que não é natural para as espécies do continente. Seu veneno tornou-se mais potente para garantir a morte imediata da presa que, se demorasse para morrer, poderia acabar no mar. A cor da pele da cobra tornou-se menos vistosa: ocre uniforme, que varia até um marrom claro, chamando pouca atenção. Povoadas de uma infinidade de animais marinhos (barracudas, peixes-frade, peixes-voadores, arraias, tartarugas), as águas do entorno da Ilha têm ótima visibilidade e uma atração extra: o naufrágio do Tocantins, um cargueiro de 110 metros de comprimento que se encontra quase na vertical. Há também o navio mercante Rio Negro, já aos destroços, um pouco afastado do local onde se encontra o Tocantins. Não é à toa que ninguém mais mora lá desde 1918, quando a marinha automatizou o farol da ilha. Até então, apesar da inexistência de água potável (os animais bebem apenas a água da chuva), havia sempre um faroleiro com sua família na Queimada Grande. Mas os sucessivos relatos de acidentes fatais com as serpentes inviabilizaram o farol manual e chamaram a atenção dos biólogos do Instituto Butantã, que intensificaram as viagens à ilha a partir de 1984, tendo a primeira pesquisa científica neste viveiro natural para o estudo desse estranho fenômeno biológico, se deu em 1914, mas somente em 1920 foi possível um estudo mais detalhado da espécie por Afrânio do Amaral, do Instituto Butantã.
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É linda não?
Mas não se deixe enganar pela beleza dessa maravilhosa ilha.
Os hóspedes não são nada amigáveis.
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