12.29.2011

doença de Kawasaki

DOENÇA DE KAWASAKI
Esta doença foi descrita, em 1967, por um pediatra japonês, chamado Tomisaku Kawasaki. Ele descreveu um grupo de crianças com febre, manchas na pele, conjuntivite, vermelhidão da garganta e da boca, inchaço das mãos e pés e inchaço nos gânglios linfáticos (ínguas) no pescoço, e inicialmente chamou-lhe síndrome muco (mucosas da boca e olhos alteradas) - cutâneo (alterações da pele) ganglionar (aumento dos gânglios linfáticos do pescoço). Alguns anos mais tarde, incluíram-se neste grupo de sintomas complicações cardíacas, tais como aneurismas (dilatação dos vasos sanguíneos) das artérias coronárias.
O que é?
A doença de Kawasaki é uma vasculite sistêmica aguda, o que significa que existe uma inflamação das paredes dos vasos sanguíneos, que pode evoluir para dilatação (aneurismas), principalmente, das artérias coronárias (os vasos que fornecem sangue ao coração). Porém, nem todas as crianças com esta doença irão desenvolver aneurismas. A maioria terá sintomas agudos e transitórios, mas sem complicações.
É uma doença comum?
A doença de Kawasaki é uma doença rara, no entanto é uma das formas mais comuns de vasculite na infância. É quase exclusivamente uma doença de crianças pequenas. Cerca de 80 em 100 pacientes (80%) têm menos de cinco anos. É ligeiramente mais frequente nos meninos do que nas meninas Apesar da doença de Kawasaki ser diagnosticada ao longo de todo o ano, podem ocorrer algumas variações, com um aumento de casos no final do inverno e da primavera nos países de clima temperado. É mais comum nas crianças japonesas, mas há casos descritos em todo o mundo.
Quais são as causas da doença?
A causa da doença de Kawasaki é incerta, embora se suspeite que haja uma origem infecciosa. Em certos indivíduos predispostos geneticamente, há reações anormais, provavelmente, causados por um agente infeccioso (alguns vírus ou bactérias), podendo iniciar uma inflamação e danos nos vasos sanguíneos.
É hereditária? Porque é que o meu filho(a) tem esta doença? Pode ser prevenida? É contagiosa?
A doença de Kawasaki não é hereditária, porém, suspeita-se que haja uma predisposição genética. É muito raro haver mais do que um membro da família com esta doença. Além disso, não é contagiosa nem pode ser prevenida. É possível, embora raro, acontecer um segundo episódio da doença, na mesma pessoa
Quais são os principais sintomas?
A doença começa com febre alta, para a qual não há razão aparente, durante pelo menos cinco dias e a criança fica muito irritada. A febre pode ser acompanhada ou seguida de uma conjuntivite (vermelhidão do olho), sem pus nem secreções.
A criança pode ter vários tipos de irritação da pele, semelhantes aosarampo, escarlatina, urticária, etc. A irritação da pele afeta, principalmente, o tronco, as extremidades e a área das fraldas.
Verificam-se alterações na boca, que podem ser lábios muito vermelhos e rachados, língua vermelha, chamada de língua “em morango”, e vermelhidão na faringe.
As mãos e os pés também podem inchar e haver vermelhidão das palmas das mãos e dos pés. Estes sintomas são seguidos (por volta da segunda ou terceira semana) por uma descamação característica, na ponta dos dedos das mãos e dos pés.
Mais de metade dos pacientes apresenta um inchaço dos gânglios linfáticos no pescoço, chegando a medir, pelo menos 1,5 cm.
Às vezes, outros sintomas como inchaço ou dor nas articulações, dor abdominal, diarreia, irritabilidade, dores de cabeça, entre outros, podem ser registrados.
O envolvimento do coração pode ser a manifestação mais grave da doença de Kawasaki, uma vez que podem surgir complicações a longo prazo. Sopros cardíacos, arritmias ou alterações identificadas por meio do ecocardiograma, podem ser detectadas. No coração, a inflamação pode causar diferentes problemas, como pericardite (inflamação da membrana que envolve o coração), miocardite (inflamação do músculo do coração) e alguns problemas nas válvulas. Porém, a principal característica desta doença é o desenvolvimento dos aneurismas nas coronárias.
A doença é igual em todas as crianças?
A gravidade da doença varia de criança para criança. Nem todos os pacientes têm todas as manifestações clínicas e a maioria não terá complicações cardíacas. Apenas 2 em cada 100 crianças com a doença de Kawasaki desenvolvem aneurismas.
É frequente que bebês (com menos de um ano de idade) apresentem formas incompletas da doença, o que significa que elas não apresentam todas as manifestações clínicas típicas, tornando o diagnóstico mais difícil. Algumas destas crianças podem desenvolver aneurismas.
A doença na criança é diferente da doença dos adultos?
Esta é uma doença típicamente infantil. Poderá haver formas semelhantes desta vasculite em adultos, mas com apresentação diferente.
Como é que é diagnosticada?
Pode-se fazer um diagnóstico definitivo se houver, durante pelo menos cinco dias, febre sem causa aparente e se esta for acompanhada de pelo menos 4 destas 5 características: conjuntivite bilateral, inchaço de gânglios linfáticos, irritação da pele, vermelhidão da boca e da língua e alterações nas extremidades. Para se fazer um diagnóstico definitivo é importante que se conclua que estes sintomas não são indicadores de outra doença.
Se um diagnóstico definitivo não for possível, deverá ser considerada uma forma incompleta da doença.
Qual é a importância dos exames?
Não há resultados laboratoriais específicos para esta doença, no entanto eles refletem o grau de inflamação. São indicadores de inflamação: a velocidade de hemossedimentação (VHS) elevada frequentemente mais elevada do que em doenças semelhantes, aumento dos glóbulos brancos e das plaquetas e a anemia (diminuição dos glóbulos vermelhos .
Os pacientes devem fazer, periodicamente, exames de sangue até que os valores encontrados voltem ao normal.
O eletrocardiograma (ECG) e o ecocardiograma devem ser feitos logo na fase inicial da doença. O ecocardiograma pode detectar aneurismas, uma vez que consegue avaliar a forma e o tamanho das artérias coronárias. No caso de uma criança com problemas nas coronárias, são necessários estudos e avaliações adicionais.
Pode ser tratada/curada?
A maioria das crianças com doença de Kawasaki pode ser curada, no entanto, e apesar de fazerem o tratamento adequado, alguns pacientes desenvolvem complicações cardíacas. A doença não pode ser prevenida, mas a melhor maneira de diminuir as complicações cardíacas é fazer um diagnóstico o mais cedo possível e começar um tratamento rapidamente.
Quais são os tratamentos?
Uma criança com doença ou indícios da doença de Kawasaki deve ser hospitalizada para observação e controle de eventuais problemas cardíacos.
Para diminuir o risco de complicações cardíacas, o tratamento deve ser iniciado logo que o diagnóstico seja feito. O tratamento consiste em aspirina ou gamaglobulina intravenosa, ambas em doses altas. Ambos os tratamentos farão com que a inflamação diminua e os sintomas agudos desapareçam. A dose alta de gamaglobulina intravenosa é uma parte essencial do tratamento já que vai prevenir, em grande parte dos pacientes, a ocorrência de de aneurismas. Os corticosteróides também podem ser indicados, embora menos frequentemente.
Quais são os efeitos secundários dos medicamentos?
O tratamento com gamaglobulina é, normalmente, bem tolerado. É conhecido que o tratamento com aspirina pode causar intolerância gástrica, bem como uma alteração temporária das enzimas do fígado.
Quanto tempo deve durar o tratamento?
Na maioria dos pacientes, a dose total de gamaglobulina é dada em uma única vez, embora, às vezes, seja necessário administrá-la uma segunda vez.
Inicialmente, as doses altas de aspirina deverão ser administradas, até a febre desaparecer, e depois deve ser reduzida. A dose baixa de aspirina é mantida porque evita que se formem trombos nos vasos sanguíneos. É necessário prevenir a formação dos trombos (coágulos de sangue) dentro dos aneurismas, uma vez que poderão causar um enfarte cardíaco, a complicação mais perigosa da doença de Kawasaki.
Uma criança sem aneurismas tomará aspirina durante algumas semanas, mas crianças com aneurismas deverão tomá-la durante mais tempo.
E quanto a terapias não convencionais/complementares?
Nesta doença não se devem fazer tratamentos não convencionais.
Que tipo de check-ups periódicos são necessários?
Os indivíduos com a doença de Kawasaki deverão fazer regularmente exames de sangue, como o hemograma e a velocidade de hemossedimentação (VHS) , até que voltem ao normal.
São necessários ecocardiogramas sequenciais para avaliar a presença de aneurismas coronários e seguir o seu curso; a frequência com que devem ser feitos depende da presença e do tamanho do aneurisma. A maioria dos aneurismas desaparece.
O pediatra, o cardiologista pediátrico e o reumatologista pediátrico devem seguir estas crianças. Quando não há reumatologista pediátrico, o pediatra, juntamente com o cardiologista, deverá seguir estes pacientes, especialmente aqueles que tiverem problemas de coração.
Quanto tempo se manterá a doença?
A doença de Kawasaki tem três fases: 1) aguda, que inclui as duas primeiras semanas com presença de febre e dos outros sintomas; 2) sub-aguda, da segunda à quarta semana, período no qual a quantidade das plaquetas começa a aumentar e os aneurismas aparecem; 3) a fase da recuperação/remissão, que vai do primeiro ao terceiro mês, quando os exames laboratoriais voltam ao normal e se resolvem ou diminuem as deficiências nos vasos sanguíneos (aneurismas das artérias coronárias).

Qual é a evolução a longo prazo da doença (prognóstico)?
Para a maioria dos pacientes, o prognóstico é excelente, uma vez que poderão levar uma vida normal, com um crescimento e um desenvolvimento normais.
O prognóstico dos pacientes com deficiências persistentes das artérias coronárias depende sobretudo do desenvolvimento de estenoses e oclusões (estreitamento do vaso sanguíneo devido à formação de coágulos sanguíneos).
Há recomendações para a vida diária? As crianças podem praticar esportes ? As crianças podem ser vacinadas?
Não se aconselha a vacinação de pacientes por um período de 3 a 6 meses, uma vez que a doença e o tratamento com a gamaglobulina afeta o sistema imunitário e este efeito pode durar até 6 meses.
As crianças que não tiveram quaisquer complicações cardíacas não terão qualquer restrição quanto à prática de esportes ou de outras atividades do dia-a-dia. Porém, as crianças com aneurismas coronários deverão consultar um cardiologista pediátrico, caso na adolescência queiram praticar atividades desportivas, quer sejam ou não competitivas.

12.27.2011

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De onde vem os cigano ?

De onde vem os cigano ?

 

 

Os ciganos são povos tradicionalmente nômades, originários do norte da Índia e que hoje vivem espalhadas pelo mundo, especialmente na Europa, sendo sempre uma minoria étnica nos países onde vivem.

São subdivididos em diversos grupos, como os sintos e os caló.

Devido à ausência de uma história escrita, a origem e a história inicial dos povos rom foram um mistério por um longo tempo. Há 200 anos, antropólogos culturais criaram a hipótese de uma origem indiana dos roma, baseada na evidência lingüística, o que foi confirmado pelos dados genéticos.

Acredita-se que os roma têm as suas origens nas regiões do Punjab e do Rajastão, no subcontinente indiano. Eles iniciaram a sua migração para a Europa e África do Norte, pelo planalto iraniano, por volta de 1050.

Até meados do século XVIII, teorias da origem dos roma se limitavam a especulações. Então, em 1782, Johann Christian Cristoph Rüdiger publicou sua pesquisa que apontava a relação entre o romani e o hindi. Trabalhos seguintes deram apoio à hipótese que o romani possuía a mesma origem das línguas indo-arianas do norte da Índia.

Fonte(s):

Wikipédia

de onde viemos

Quem somos? De onde viemos? E para onde vamos? Quer saber a resposta?EU TAMBÈM

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terremoto


Destruição causada por um terremoto
Terremotos, também chamados de abalos sísmicos, são tremores passageiros que ocorrem na superfície terrestre. Esse fenômeno natural pode ser desencadeado por fatores como atividade vulcânica, falhas geológicas e, principalmente, pelo encontro de diferentes placas tectônicas.
Conforme a teoria da Deriva Continental, a crosta terrestre é uma camada rochosa fragmentada, ou seja, ela é formada por vários blocos, denominados placas litosféricas ou placas tectônicas. Esses gigantescos blocos estão em constante movimento, podendo se afastar (zona de divergência) ou se aproximar (originando uma zona de convergência).
Nas zonas de convergência pode ocorrer o encontro (colisão) entre diferentes placas tectônicas ou a subducção (uma placa mais densa “mergulha” sob uma menos densa). Esses fatos produzem acúmulo de pressão e descarga de energia, que se propaga em forma de ondas sísmicas, caracterizando o terremoto.
O local onde há o encontro entre as placas tectônicas é chamado de hipocentro (no interior da Terra) e o epicentro é o ponto da superfície acima do hipocentro. As consequências podem ser sentidas a quilômetros de distância, dependendo da proximidade da superfície que ocorreu a colisão (hipocentro) e da magnitude do terremoto.

Demonstração do hipocentro (foco) e do epicentro de um terremoto
A magnitude é a quantidade de energia liberada no foco do terremoto, sendo medida a partir de uma escala denominada Escala Richter. A intensidade é a consequência causada pela ação do sismo, a destruição provocada por esse fenômeno. A escala mais utilizada para se classificar a intensidade é a de Mercalli.
Entre os efeitos de um terremoto de grande magnitude em áreas povoadas estão a destruição da infraestrutura (ruas, estradas, pontes, casas, etc.), além de mortes. Os sismos nos oceanos provocam a formação de ondas gigantes (tsunamis). Essas ondas podem atingir as áreas continentais, gerando grande destruição.
Milhares de terremotos ocorrem diariamente no mundo. No entanto, a maioria apresenta baixa intensidade e tem hipocentro muito profundo, sendo assim, os terremotos são pouco percebidos na superfície terrestre. O Japão, localizado em uma zona muito sísmica, é atingido por centenas de terremotos por dia.
Os lugares mais atingidos por terremotos são os territórios localizados em zonas de convergência de placas, em especial os países situados nos limites das placas tectônicas. Entre as nações que estão nessa situação podemos destacar o Japão, Indonésia, Índia, Filipinas, Papua Nova Guiné, Turquia, Estados Unidos da América, Haiti, Chile, entre outras.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

12.26.2011

abc

Tênia



Tênia, a Solitária

Tênia ou Solitária é um verme platelminte (de corpo achatado) parasita de diversos animais vertebrados, inclusive do homem.
A Taenia
solium
e a Taenia saginata são as mais conhecidas por parasitarem o intestino delgado do homem.


 

Taenia saginata
 
Taenia solium

Os seus hospedeiros intermediários são o porco, no caso da
Taenia solium e o boi no caso da Taenia saginata.
O presunto e outros embutidos não cozidos são alimentos de especial risco.
Causa a Teníase.
Taenia solium
Taenia saginata
 
Previna-se:
- Não consuma carne de porco e boi crua ou mal passada;
- Qualifique suas condições de higiene.


Vermes

Ancilostomo


O ancilostomo é um verme parasita e nematódeo (de corpo cilíndrico).
A transmissão se dá pelos ovos, que penetram
na pele humana.
Causa a Ancilostomose.



 
Face do ancilostomo.

Sintomas:


- fraqueza;
- cansaço;
- anemia;
- fezes com sangue (devido as hemorragias causadas pelas mordidas).



Ancilostomo.

Previna-se:


- sempre utilizar calçados;
- cuidar das crianças quando brincam na terra;
- tratar os doentes;
- educar a população;
- saneamento básico.

Ancilostomo no microscópio


Vermes
Esquistossomo


O esquistossomo (Schistosoma. hematobium, Schistosoma intercalatum, Schistosoma japonicum, Schistosoma malayensis, Schistosoma mansoni e Schistosoma
mekongi
)
é um verme parasita e platelminte (de corpo achatado).
A transmissão se dá pelos ovos, que penetram na pele
humana.
Causa a Esquistossomose,
Bilharzíase ou barriga d'água (a barriga cresce devido ao inchacho do fígado). Na América apenas o Schistosoma mansoni é encontrado.

Na ilustração abaixo, o macho equivale ao verme de cor salmão e a fêmea equivale ao verme lilás.




Sintomas:
Começa com a disseminação das larvas pelo sangue e a divisão das larvas nos pulmões e depois no fígado, que ativa o sistema imunitário surgindo:

- febre;
- mal estar;
- dores de cabeça;
- fraqueza;
- dor abdominal;
- diarreia com sangue;
- falta de ar;
- tosse com sangue.


Esquistossomo

Previna-se:


- saneamento básico com esgotos e água tratadas;
- erradicação dos caramujos que são hospedeiros intermediários da doença;
- proteção dos pés e pernas com botas de borracha com solado antiderrapante;
- informar a população das medidas preventivas da doença;
- evitar entrar em contato com água que contenha caramujos.
O conjunto destes sintomas chama-se "Katayama".

Pessoa com barriga d'água

Vermes


Oxiúro


O oxiúro é um verme parasita e nematódeo (de corpo cilíndrico).
A transmissão se dá pela ingestão dos ovos.
É a única parasitose que ainda é hoje comum nos países desenvolvidos, atingindo particularmente as crianças.
Causa a oxiurose, oxiuríase,enterobiose ou enterobíase.

Oxiúro

Sintomas:
- prurido (coceira) na região anal;
- irrabilidade;
- diarreia;
- náuseas;
- emagrecimento;
- vômitos;
- dores abdominais;
- (lesões na mucosa, dermatite e infecções podem aparecer na região anal).

Nas mulheres, o verme pode provocar vaginite; e, em casos mais graves, o verme pode se deslocar até as trompas e bloqueá-las, o que pode provocar a esterilidade.



Oxiúro em microscópio

Previna-se:


- HIGIENE.
O modo de prevenção é a higiene, pois a contaminação é pela ingestão dos ovos.


As manchas amareladas da figura acima são oxiúros.

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