8.29.2011

Davy Jones e o navio Holândes Voador


O Davy Jones, também chamado David Jones, segundo lenda popular de marinheiros, era um demônio do mar que atormentava marinheiros até a morte, atraia tempestades para navios despreparados, confundia capitães e pilotos para os fazer errar a rota de seus navios e bater em rochedos, recifes, bancos-de-areia ou entrar em correntes marítimas perigosas. Outras lendas dizem que Davy Jones era o capitão de um navio-fantasma chamado Holandês Voador, que era tripulado por espíritos marinhos ou por marinheiros que tinham vendido suas almas à Davy Jones em troca de um serviço ou de suas vidas, e, segundo a lenda, o demonio do mar ainda era capaz de convocar e controlar o monstro-marinho Kraken, para que seguisse seus funestos propósitos.

Ainda há lendas que dizem que Davy Jones era na verdade apenas um marinheiro, que, frustrado por seus sentimentos humanos e seu sofrimento, arrancou seu coração e o colocou em um baú, que enterrou em uma ilha longínqua e inabitada, para que nunca fosse encontrado e, desde então, ele vaga pelo mar fazendo as ações vistas acima. Reza a lenda que se um homem encontrar o coração de Davy Jones, que ainda bate, ele poderá matar o demônio do mar e, por isto, este fará qualquer coisa pelo homem que o ameaça de morte.

8.23.2011

Mandrágoras.



Mandrágoras.

Os feiticeiros da Idade Média acreditavam que as mandrágoras eram um tipo de meia-criatura entre o ser humano e o vegetal. Suas folhas reluziam à noite(por isso também eram conhecidas como velas do demônio) com um brilho estranho. Seus frutos e folhas exalavam um odor narcótico e sem igual. Sua raiz possuía a forma de uma pequena figura humana, com uma vida própria e esquisita, pronta para tornar-se o auxiliar de um mortal que tivesse coragem suficiente de tomar posse dela.



Porém tomar posse de uma mandrágora era uma ousadia repleta de perigos, porque ao ser arrancada da terra, ela soltava um grito tão assustador que aquele que o ouvia ficava insano ou caia morto no mesmo lugar.

Assim, o feiticeiro que desejava possuir uma mandrágora tinha que seguir um ritual no mínimo curioso:

Ao encontrar a planta, que geralmente crescia aos pés de um local sobre o qual estavam os restos mortais de um criminoso condenado a forca(debaixo de uma árvore ou cadafalso por ex.), o feiticeiro teria que ir buscá-la ao pôr-do-sol.



Sob os raios da luz do sol se pondo, ele tinha que desenhar três círculos ao redor da planta, tampava seus ouvidos com cera e se colocava contra o vento, para não sentir o odor narcótico da mandrágora.

Ele levava consigo um cachorro faminto e algum tipo de alimento, com o qual o cachorro poderia ser seduzido. Com uma barra de marfim ele soltava a terra ao redor da planta e cuidadosamente amarrava o cachorro a mesma, se afastava e mostrava o alimento para o cachorro, que em seguida corria ao encontro da refeição e assim puxava a planta da terra. Ao passo em que a planta era arrancada do solo o feiticeiro soprava uma trombeta o mais alto possível, para abafar o grito da mandrágora. O Cachorro, acreditavam, morria ali mesmo.



Assim, tendo conseguido arrancar a planta sinistra da terra, o feiticeiro envolvia-a em um pedaço de linho branco e poderia assim apressar-se pela escuridão que se formava tendo em mãos seu merecido prêmio.

Depois de colhida, separavam-se a raiz das folhas e de acordo com o propósito, eram manipuladas e ou consagradas em diferentes rituais para que determinado espírito possuísse a raiz assumindo assim o papel de auxiliar magístico de seu dono. Os cuidados com as mandrágoras variavam de acordo com o propósito ao qual elas serviriam, as mais cabulosas necessitavam de alimentar-se com leite, mel e sangue(do seu próprio dono), algumas eram vestidas com pequenas túnicas vermelhas com símbolos mágicos desenhados e, basicamente todas deveriam ser guardadas numa caixa envolta em seda e banhada quatro vezes ao ano com vinho. O liquido que sobrava após o banho possuía virtudes mágicas e poderia ser utilizados em feitiços.

Tantos mistérios rondam esta planta que mesmo nos dias atuais muitos a temem, muitos a desejam e poucos atrevem-se a arrancá-la do solo. São tantas lendas que a envolvem que as pessoas até duvidam de sua real existência. Mas não tenham dúvidas, esta planta escrota do capeta de fato existe.



A verdadeira mandrágora, Atropa Mandrágora Officinarum, pertence a ordem de plantas Solanaceae, uma ordem muito conhecida entre as bruxas, feiticeiros, magos , xamãs, alquimistas e velhos hippies malucos. Desta mesma ordem também estão o Meimendro, a Dulcamara, o Estramônio e a Trombeteira (Aquela mesma da música do Ventania, da qual se faz um chá muito louco), todas com uma fama sinistra.

Por mais fantásticas que algumas histórias possam parecer, algumas destas antigas crenças sobre as mandrágoras são baseadas em fatos. A planta possui realmente uma raiz grande e gorda, que traz uma grosseira semelhança com a forma humana. Ela sem dúvida possui um perfume estranho, que alguns apreciam e outros detestam, e certamente ela possui propriedades narcóticas, alucinógenas, afrodisíacas e analgésicas. Na verdade a mandrágora é provavelmente o anestésico mais antigo utilizado pelo homem.



Nos tempos mais remotos, a raiz era utilizada para colocar os pacientes prestes a passar por uma cirurgia em estado de sono profundo, durante o qual as operações poderiam ser realizadas. A raiz era infundida ou fervida e um pouco era dado para o paciente beber, entretanto, tomava-se certos cuidados quanto à dose, porque quando usada em excesso poderia causar um sono do qual não se acordava mais. Outras vezes era usada apenas umedecendo um tecido para ser ministrada externamente.

A crença de que a mandrágora brilha a noite tem uma base de fato. Por alguma razão suas folhas atraem os vaga-lumes, e são essas pequenas criaturas, cuja luminescência esverdeada é muito impressionante, que fazem a planta brilhar na escuridão. Qualquer desavisado certamente poderia sentir-se assustado com a aparência da planta no escuro e achar que as antigas lendas sobre seus poderes diabólicos eram verdadeiras.

Até mesmo o grito temeroso pode ter ao menos um pouco de verdade de onde a lenda foi ganhando mais força. Essas plantas com raízes grandes e encorpadas geralmente crescem em lugares úmidos e quando são arrancadas da terra, soltam um ruído gritante (Claro que não tão alto quanto diziam). As lendas de pessoas que endoideciam têm mais a ver com o odor narcótico exalado pelas folhas na hora de arrancá-las do que com o ruído em si. Imaginem o sujeito já doidão com o cheiro da planta arrancando uma raiz que lembra um ser humano e que ainda grita. Quem consegue imaginar a cena também pode imaginar o que este mesmo sujeito poderia sair falando dessa situação.E claro, todos sabemos que "quem conta um conto aumenta um ponto".

Naturalmente todos os detalhes horrendos da lenda da mandrágora foram mantidos vivos por aqueles que vendiam as mandrágoras. As pessoas pagavam quantias exorbitantes por uma mandrágora em bom estado e com forma humana, e as guardavam como importantes talismãs. Muitos picaretas esculpiam em raízes formas humanas e vendiam como mandrágoras originais. Um antigo livro intitulado Thousand Notable, descreve passo a passo como fazer sua mandrágora falsa.

Mas nem todos preparavam as raízes apenas para vender e obter lucros, algumas tradições antigas de magos, alquimistas, bruxas e xamãs preparavam suas mandrágoras cuidadosamente e acreditavam de fato que elas poderiam abrigar um determinado espírito ou ter algum poder magístico, que os auxiliariam em suas práticas e rituais.Eram colhidas geralmente em noites de lua cheia sob a realização de alguma cerimônia ou ritual. Algumas tradições secavam lentamente a raiz em forma de homem em fogueiras ou em areia quente, o Balneum Arenae dos alquimistas.(Dai uma das origens da lenda do Homúnculo)



As mandrágoras secas e já consagradas (ou supostamente possuídas por algum espírito) eram passadas como relíquias ou amuletos aos membros de diferentes gerações de um determinado grupo ou família, sempre de forma secreta, principalmente na idade média, pois, adivinhem só o que acontecia quando os inquisidores achavam um bonequinho bizarro desses em sua casa?

A planta é citada na Bíblia em Gênesis na história de Lea 30:14 e também em Cantares de Salomão 7:13, só histórias estranhas. Também citada por Shakespeare em Romeu e Julieta. Acredita-se que o remédio que julieta usou para fingir estar morta tenha sido extraído de uma mandrágora. Muitos escritores flertaram com as lendas e as propriedades secretas das mandrágoras. É o caso por ex. de Platão em A República, Madame Blavatsk em A Doutrina Secreta, Maquiavel em A Mandrágora e Hans Heinz Ewers em Alraune( que significa mandrágora em alemão).

Hoje em dia ela ainda é usada como amuletos de sorte, prosperidade e proteção, é usada com fins magísticos e afrodisíacos, usadas também em doses seguras na fabricação de remédios homeopáticos e também usadas por algumas pessoas como droga recreativa. Podemos ver a caricatura desses homenzinhos estranhos em diversos filmes,livros jogos e desenhos. Como no filme de Guillermo Del Toro, O Labirinto de Fauno, no jogo de MMORPG Ragnarok e até mesmo nas histórias infantis de Harry Potter.



Existem coisas que o tempo não consegue apagar da memória das civilizações. São as lendas, os mitos, os símbolos, as tradições e tantas outras coisas significativas que compõe nosso Inconsciente Coletivo. E acreditem, isso tem um bom motivo.

Então era isso! Espero ter conseguido passar a bola.
Tenham todos um ótimo inicio, meio ou fim de semana!

O valioso sangue azul do caranguejo-ferradura


O caranguejo-ferradura (Limulus polyphemus) é um dos seres vivos mais antigos que existem no planeta. Uma estranha criatura que parece saída do filme "Alien", capaz de suportar até um ano sem se alimentar e de resistir temperaturas e salinidades extremas. Um fóssil vivente que habita nosso planeta desde há 445 milhões de anos antes inclusive que os dinossauros.

Mas agora seu número se encontra em decréscimo de forma lenta, mas constante, devido à mudança climática, a pesca predatória e as capturas para as indústrias farmacêuticas. Infelizmente para o bicho, seu cotado sangue azul tem numerosos usos médicos e é utilizada para salvar inumeráveis vidas humanas.

Desde 1950, quando cientistas descobriram que o sangue de cor azul do caranguejo-ferradura se coagulava em contato com as bactérias E.coli e Salmonela, as pesquisas nunca mais pararam. Um destes últimos estudos se centrou em um peptídeo que os caranguejos-ferradura elaboram e que inibe a replicação do Vírus da Imunodeficiência Humana. Os ensaios pré-clínicos mostram que é tão efetivo como a zidovudina, um medicamento clássico contra a AIDS. Inclusive astronautas da NASA testaram na Estação Espacial Internacional um dispositivo médico de alta tecnologia que utiliza enzimas primitivas dos caranguejos de ferradura para o diagnóstico de doenças humanas.
O segredo que faz que o sangue do caranguejo seja de grande utilidade para a indústria biomédica está baseado na simplicidade e efetividade de seu sistema imunológico. Uma verdadeira cascata de enzimas, que produzem coagulação quando se encontram com o material das paredes celulares da maioria das bactérias. Os caranguejos-ferradura vivem sob constante ameaça da infecção em um hábitat que pode conter milhares de milhões de bactérias por mililitro.

A diferença dos seres humanos, os caranguejos não têm hemoglobina no sangue, senão que utilizam a hemocianina para transportar oxigênio. E é devido à presença de cobre na hemocianina e não de ferro, que o sangue adquire a peculiar cor azul.

É tão importante este sangue azul que provavelmente muitos de nós devemos a vida a estes caranguejos. E não é um exagero já que o LAL (lisado de amebócitos de Limulus) extrato aquoso de amebócitos do caranguejo é utilizado com frequência em testes para detectar as endotoxinas bacterianas em numerosos produtos farmacêuticos. Além de ser uma forma singela, barata e segura para detectar impurezas é uma ferramenta importante no desenvolvimento de novos antibióticos e vacinas.

O sangue do caranguejo-ferradura não só se converteu em uma poderosa "arma médica", também é um grande negócio. No mercado mundial, um litro de sangue deste caranguejo tem um preço aproximado de 15.000 dólares. Uma indústria que gera 50 milhões de dólares ao ano só nos EUA. Mas isso empalidece em comparação com seu valor para a indústria farmacêutica.

Para obter o composto LAL, requer-se o sangue de ao menos 500.000 caranguejos ao ano, dos quais são extraídos ao redor de 100 mililitros perfurando o pericárdio de seu primitivo coração. Durante o processo 15% dos caranguejos morrem, os demais são devolvidos à água.
Fonte: Nat Geo e Wired.




8.22.2011

Notre-Dame

História:



Notre-Dame está situada na Ile de la Cité, local que abriga as origens da cidade de Paris e habitado por tribos celtas há mais de 2000 anos. Uma dessas tribos, a dos parisii, acabou por dar o nome à cidade, anteriormente conhecida como Lutécia. A ilha oferecia um bom ponto de cruzamento do Rio Sena na rota entre o norte e o sul da Gália e era de fácil defesa. A aldeia se expandiu sob o domínio do Império Romano, dos francos e dos reis capetos, até formar o núcleo da cidade atual. É o local mais antigo de Paris e as ruínas de suas primeiras edificações, anteriores ao nascimento de Cristo, podem ser vistas sob o nível de pavimentação atual da praça diante da catedral. Atualmente todas as distâncias rodoviárias da França são calculadas a partir da catedral.

Regressar a Locais Míticos

A construção de Notre-Dame de Paris aconteceu por iniciativa de Maurice de Sully, filho de uma camponesa que recolhia madeira às margens do Loire. Depois de se formar mestre em Teologia e bispo de Paris, Maurice mandou demolir duas antigas e pequenas igrejas do século VI na ilha do Sena, dedicadas a Santo Estêvão e a Nossa Senhora (que já haviam sido edificadas em substituição a um antigo templo romano), e lá colocou a primeira pedra do novo edifício em 1163, na presença do papa Alexandre III, segundo nos conta a tradição. Estava então iniciada uma obra que levaria cerca de 170 anos para ser concluída.

Não se conhece o nome do primeiro arquiteto de Notre-Dame de Paris. Sua identidade perdeu-se ao longo dos séculos, mas seu plano de obra conserva-se no museu de L’Oeuvre Notre-Dame na cidade de Estrasburgo. Durante o decênio de 1170, o primeiro mestre foi substituído por um outro, também anônimo, sem que ocorresse qualquer interrupção nos trabalhos. Algumas modificações foram introduzidas, embora mantido o esquema inicial. O segundo arquiteto deixou seus trabalhos por volta de 1200, e o terceiro iniciou a edificação dos suportes, contrafortes e pilares da fachada, ficando encarregado um quarto arquiteto, anônimo como os anteriores, de realizar a junção da fachada com a nave, de 1210 até 1220, aproximadamente.

Uma inscrição gravada em uma das pedras do transepto sul deixa-nos finalmente o nome de um dos arquitetos de Notre-Dame de Paris – Jean de Chelles, morto em 1258. Tal registro foi efetuado por Pierre de Montreuil, seu sucessor, morto em 1269, numa homenagem póstuma em um tempo em que os artistas não subscreviam suas obras, compartilhando com todos sua autoria.

A Catedral:



Em 1330, data do término da construção, Notre-Dame ostentava 130 metros de comprimento, um grande transepto e torres gêmeas de 69 metros. Suas rosáceas são, sem dúvida alguma, umas das mais belas em todo o mundo. A rosácea oeste, na fachada logo acima da Galeria dos Reis, foi montada antes do ano de 1220 e possui 9,7 metros de diâmetro, enquanto as rosáceas dos transeptos possuem 12,9 metros de diâmetro cada uma. A do norte ficou pronta por volta de 1252 e a do sul em 1258.

Rosácea e Vitrais do Transepto Norte



Nas missas e concertos musicais a Catedral de Notre-Dame de Paris é inundada pelos sons de seus dois órgãos. O menor, no coro, tem 2000 tubos, e o outro 8000, provavelmente o maior em toda a Europa.

Fundidos em bronze, os primeiros sinos de Notre-Dame foram transformados em canhões em 1791. O Bourdon, instalado em 1400, foi fundido novamente por ordem de Luís XIV. Pesa 13 toneladas e seu badalo 500 kg. Não toca senão nas festas de Natal, de Ramos, de Páscoa, da Ascensão, de Pentecostes, Todos os Santos, ou nos grandes acontecimentos da França. Quatro outros sinos, fundidos em 1858 com o bronze dos canhões conquistados na batalha de Sebastopole, substituíram os da Idade Média.

Notre-Dame de Paris sempre foi o refúgio hospitaleiro de todo infortúnio. Na Idade Média os doentes que vinham implorar a Deus o alívio de seus sofrimentos em Notre-Dame permaneciam até à sua cura. Destinavam-lhes uma capela situada perto da segunda porta e iluminada por seis lamparinas. Ali passavam as noites.

A Catedral é o asilo inviolável das pessoas perseguidas e o sepulcro dos mortos ilustres. É a cidade dentro da cidade, o núcleo intelectual e moral do aglomerado, o coração da atividade pública, a apoteose do pensamento, do saber e da arte. Fulcanelli nos conta que pela abundante floração dos seus ornamentos, pela variedade dos temas e das cenas que a enfeitam, a catedral aparece como uma enciclopédia muito completa e variada, ora ingênua, ora nobre, sempre viva, de todos os conhecimentos medievais. Estas esfinges de pedra são assim educadoras e iniciadoras em primeiro lugar.

Este povo cheio de quimeras, de figuras grotescas, de figurinhas, de carrancas, de ameaçadoras gárgulas - dragões, vampiros e demônios – é o guardião secular do patrimônio ancestral. A arte e a ciência, outrora concentradas nos grandes mosteiros, escapam-se da oficina, acorrem ao edifício, agarram-se aos campanários, aos pináculos, aos arcobotantes, suspendem-se das abóbadas, povoam os nichos, transformam os vitrais em pedras preciosas, o bronze em vibrações sonoras e desdobram-se pelos portais numa alegre revoada de liberdade e de expressão. Nada mais cativante que o simbolismo dos velhos alquimistas habilmente traduzido pelos estatuários medievais. A este respeito, Notre-Dame de Paris, igreja filosofal, é sem dúvida um dos exemplares mais perfeitos e, como disse Victor Hugo, "A síntese mais satisfatória da ciência hermética, de que a igreja de Saint-Jacques-la-Boucherie era um completo hieróglifo".

Os alquimistas do século XIV lá reuniam-se semanalmente, no dia de Saturno, no grande portal ou no portal de São Marcelo, ou ainda na Porta Vermelha toda decorada de salamandras. Denys Zachaire informa-nos que o hábito se mantinha ainda no ano de 1539, nos domingos e dias de festa; e Noël du Fail diz que o encontro de tais acadêmicos era em Notre-Dame de Paris.

Conforme outras catedrais góticas e a maioria das igrejas, Notre-Dame tem a sua abside virada para sudeste e a sua fachada para noroeste, enquanto os transeptos, formando os braços da cruz, estão orientados do nordeste para o sudoeste. Trata-se de uma orientação invariável, de tal maneira que, fiéis e profanos, entrando no templo pelo Ocidente, caminhem em direção ao santuário com a face voltada para o lado onde o sol se ergue, em direção ao Oriente, à Palestina, berço do Cristianismo. Saem das trevas e dirigem-se para a luz.

Mutilações:



Notre-Dame de Paris ao longo se seus séculos de existência foi alvo de inúmeros ataques e mutilações. Victor Hugo com sua genialidade literária, escreveu em 1831 o romance "Nossa Senhora de Paris" , obra que em meio à belíssima trama, chamava a atenção do povo e autoridades francesas, para o estado lamentável em que se encontrava a catedral, vítima indefesa da ação do tempo, a quem chamou de cego, e dos homens, a quem chamou de estúpidos.

Por volta do final da Idade Média, "os mendigos tinham-se tornado uma praga assustadora", escreve Huizinga. "Invadiam a igreja em bandos numerosos e perturbavam as funções sagradas com lamentações e clamores; entre eles havia péssimos sujeitos". Eustache Deschamps, alegre poeta cortês, exorta os padres a expulsá-los a pauladas, matá-los, queimá-los. Em 02/02/1492, acontece uma violenta pancadaria na catedral

As mutilações que se seguiram foram muitas: os vitrais medievais haviam sido substituídos no século XVIII por determinação do clero, em mais um gesto de profunda ignorância, apenas por manterem o interior da catedral em uma penumbra. "Desejosos de luz", trocaram-nos por outros de vidros claros, quase incolores...

Ainda no século XVIII seu altar gótico foi substituído pelo barroco, assim como outros elementos, e para deter a armada Prussiana conduzida pelo duque de Brunswick, a Revolução mandou fundir os relicários, os candelabros, os crucifixos de bronze, os sinos, que transformaram em canhões. A seguir, procedeu-se uma busca nas tumbas, para reunir anéis; com o chumbo dos esquifes arcebispais, fabricaram-se balas de artilharia.

Não era a primeira vez que Notre-Dame via os sagrados paramentos transformarem-se em material bélico. Dois séculos antes, os cônegos haviam sido obrigados a fundir vasos preciosos e o relicário de ouro, que guardava o braço de Santo André (?), para ajudar o rei na guerra contra os huguenotes.

Notre-Dame foi saqueada e depredada durante os anos de 1793 – 1794 por revolucionários. Mais de uma centena de estátuas foram destruídas na ocasião, inclusive as 28 da fachada, na Galeria dos Reis de Judá, confundidos com reis da França pelo povo. Em 1977, 21 das 28 cabeças foram encontradas durante escavações na Rue de la Chausée-d’Antin, perto da Ópera de Paris.

Nessa época a religião foi abolida em Notre-Dame de Paris, os revolucionários mudaram seu nome para "Templo da Razão", e a antiga catedral passou a servir como depósito de vinho e suprimentos. Mais tarde a ex-catedral foi leiloada e comprada pelo fundador do socialismo utópico francês, Claude-Henri de Rouvroy, com a intenção de demoli-la. Mas, em um dos poucos casos em que a burocracia é bem vinda, os trâmites para a consumação da compra dificultaram sua formalização, e, nada mais foi concretizado.

A religião foi reinstituída em 18/04/1802, e em 02/12/1804 na catedral, Napoleão coroa-se Imperador da França. Mas o estado de conservação de Notre-Dame de Paris era lamentável, e assim permaneceu até a publicação do romance de Victor Hugo, causando uma onda crescente de interesse pelo magnífico edifício, massacrado primeiro pelos "restauradores", e segundo pelos revolucionários.

A restauração da catedral teve início no ano de 1844 com a destinação de verbas e a contratação de dois arquitetos bastante conceituados na França: Lassus e Viollet-le-Duc. Victor Hugo, os condes Beugnot, De Bondy, De Gasparin, De Rambuteau, o duque De La Force e o escritor Montalembert foram indicados como supervisores. Depois da morte de Lassus, em 1857, Viollet-le-Duc prosseguiu sozinho, e as obras da restauração foram concluídas, entre críticas e polêmicas, oficialmente em 1864.

Notre-Dame correu sério perigo mesmo depois das obras de restauração de Viollet-le-Duc. Em 26/05/1871, na época da Comuna, novamente revolucionários amontoaram todas as suas cadeiras, acendendo sob elas um fogo que deveria arder lentamente. No entanto, um condenado à morte prestes a ser fuzilado, revelou o fato à seu confessor que deu o alarme e a igreja foi salva. Há mais de um século a catedral não corre mais perigos desse tipo, e retomou sua merecida função de templo nacional dos franceses: Te Deum em 17 de novembro para a vitória de 1918, funerais do marechal Foch em 1929, toque dos sinos para a libertação de Paris em 24/08/1944, e funerais do General de Gaulle em 12/11/1970. Durante a Segunda Guerra Mundial a Rosácea Norte foi desmontada por parisienses que temiam ataques alemães.

Notre-Dame de Paris tem uma enorme importância na história francesa. Catedral da capital da França, ela foi sempre associada aos acontecimentos seculares da vida da nação. Notre-Dame continua erguida, sendo permanentemente restaurada, com suas mensagens e ensinamentos medievais ainda válidos para os dias de hoje. Testemunha muda e gigantesca da genialidade e também da ignorância da raça humana

escorpião


O que simboliza o escorpião?. Segundo o Dicionário de Símbolos de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, alguns modos africanos têm medo de dizer o nome do animal para não atrair más vibrações. Para os Maias, o escorpião representa o deus da caça. Os egípcios até o transformaram na bondosa deusa Selket, que delegava poderes aos feiticeiros de sua seita. Na mitologia grega o escorpião foi o vingador de Ártemis, deusa da caça, que mandou o animal picar Orião, que tentou violentar a jovem caçadora. Por esse feito, o escorpião foi transformado em uma constelação. Transformação é a palavra chave para entender os regidos pelo signo de Escorpião, disse a astróloga do Árvore do Bem, Mônica Horta: "Os escorpianos possuem uma tensão interna muito grande porque sabem que mais cedo ou mais tarde vão passar por transformações profundas que não terão volta". Ficou assustado com todos esses aspectos negativos? Não se preocupe. Por ser um animal ligado a vibrações mais sombrias, é justamente em momentos de dificuldade que o Escorpião mostra toda a sua habilidade de contra-atacar e dar a volta por cima. Escultura de Sir Jacob Epstein (1880 - 1959). Lucifer 1944-5 Quem é Lúcifer? Esta é a pergunta para o Árvore do Bem. Você também gostaria de saber mais sobre a esse polêmico assunto? Então vamos lá: Lúcifer, em latim ‘lucifer’, sem o acento, significa "estrela da manhã”. A palavra também pode significar “o que leva o archote”. O luciferário é aquele que leva as lanternas nas procissões, daí sua ligação com a luz, ‘o que traz a luz’. Lúcifer, para os antigos romanos, também era o nome do planeta Vênus, “o mais brilhante, que desaparece de repente no céu”. Como Lúcifer foi se tornar sinônimo de Anjo Mau, Príncipe das Trevas ou discípulo de satanás, é uma longa história. Nos primórdios da religião cristã, os padres da Igreja se depararam com um problema: como abordar o mal? Até então, a existência do mal não era citada entre as interpretações dos textos revelados. No entanto, o mal visivelmente existia no mundo. Havia de se encontrar uma forma de explicá-lo. Em uma religião onde Deus, que é o próprio bem e é onipotente, onde haveria espaço para o mal? De certa forma aceitar a existência do mal era colocar em discussão a existência de um Deus único e absolutamente bom. Os primeiros formuladores da teologia católica fizeram um grande esforço para encontrar nos textos revelados uma passagem que pudesse lançar uma lua nessa questão. E precisavam fazer isso de uma maneira que não colocasse em cheque o poder divino do bem. Lúcifer, como a representação do mal, surgiu deste esforço. A versão popular que conhecemos hoje é a de que Lúcifer, o portador da luz, era um anjo bom com um cargo de confiança no céu. Um dia ele rebelou-se, traiu a Deus e por isto foi expulso de lá. Ele teria sido jogado do céu e caído aqui na terra. Quando caiu, ele afundou e só parou quando chegou ao centro da terra, onde reina. Ao ser jogado na terra, de certa forma, Lúcifer se torna humanizado. O fato de ser um anjo caído, diminui sua importância perante o Bem, definindo a presença do Mal, sem ameaçar a onipotência divina. No entanto, apesar da profecia de Isaías (onde se baseia a interpretação que leva a Lúcifer) não estar falando especificamente do Diabo, e sim da queda do Rei Nabucodonosor, é lá que se encontra a explicação do mal para a religião católica: "Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! como foste lançado por terra tu que prostravas as nações!" (Is 14,12) Luciferianismo No século IV, na Sardenha, o Bispo de Cagliari inaugurou o luciferianismo, uma doutrina herética de Lúcifer. Os adeptos desta doutrina são chamados de luciferianos. O luciferianismo pode ser definido como o culto e a devoção a uma energia denominada Lúcifer. Qual é a simbologia do signo de Áries? Quem nos enviou esta pergunta foi a Agnes Romagnolo, de Ibiporã, no Paraná. A palavra Áries é carneiro, em latim. De acordo com o Dicionário de Símbolos de Jeran Chevalier Alain Gheerbrant, página 189, o carneiro simboliza a força da criação que desperta o homem e o mundo e que assegura a recondução do ciclo vital. É ardente, macho, instintivo e potente. Ele associa o ímpeto e a generosidade a uma obstinação que pode conduzir à obcecação. Essas características são atestadas no mundo inteiro, por meio de numerosos mitos, costumes e imagens simbolizantes. Ámon, divindade egípicia do Ar e da fecundidade é representado com a cabeça de carneiro. Outro exemplo é Knum (ou Quenum), o Deus que, segundo as crenças do antigo Egito modelou a criação, é o Deus-carneiro por excelência, o carneiro procriador. Carneiros mumificados têm sido encontrados em abundância, neles residiam as forças que asseguravam a reproduçãos dos vivos; seus chifres entravam na composição de muitas coroas mágicas, destinadas a deuses e a reis, coroas essas que eram o próprio símbolo do temor irradiado pelo sobrenatural. Da Gália à África, da Índia à China, há a mesma celebração dessa cadeia simbólica que associa fogo criador, fertilidade e, em última instância, imortalidade. Assim, nos Vedas, o cerneiro relaciona-se com o Agni, regente do fogo e, principalmente, do fogo sacrificial. Zodíaco No zodíaco, é o primeiro signo, situando-se a ao longo de 30 graus a partir do equinócio da primavera. Nesse momento, a natureza desperta, após o entorpecimento do inverno, e por isso esse signo simboliza antes de mais nada o desabrochar da primavera - portanto, o impulso, a virilidfade (é o principal signo de Marte), a energia, a independência e a coragem. Signo positivo ou masculino por excelência. É um símbolo intimamente ligado à natureza do fogo original. É uma representação cósmica da potência animal, do fogo, a um só tempo criador e destruidor, cego e rebelde, caótico e prolixo, generoso e sublime que de um ponto central se difunde em todas as direções. Essa força se relaciona ao brotar da vitalidade priemira, com tudo aquilo que um processo inicial tem de impulsão pura e irracional, de descarga eruptiva, indomável, de sopro inflamado... O que é Mandrágora? A Patrícia Peres nos escreveu dizendo que adorou o Árvore do Bem, pois surgiram muitas dúvidas interessantes sobre os mais diversos assuntos depois que nos visitou. Ela gostaria de saber mais sobre a planta mandrágora e se também gostaria de ver uma imagem ou foto dela. Pesquisamos no Dicionário de Símbolos de Jeran Chevalier Alain Gheerbrant, na página 586 e a resposta esta aí. Mandrágora é a planta que mais dá lugar a superstições e práticas mágicas. Ela simboliza a fecundidade, revela o futuro, busca a riqueza. Seu nome científíco é mandragora autumnalis. existe ainda a mandrágora caulescens e mandragora officinarum. No Egito as bagas da mandrágora, da grossura de uma noz, de cor branca ou avermelhada, eram consideradas o símbolo do amor por suas qualidades afrodisíacas. Os gregos a chamavam de Planta de Circe, a Mágica. Sua raiz é muito nutritiva e por isso, nas operações mágicas, significa as virtudes curativas e a eficácia espiritual. "O Voto de Minerva" Vanderli, que mora na cidade de Santos-SP, nos escreveu perguntando sobre o Voto de Minerva. Ele gostaria de saber por que este voto de desempate é chamado de "voto de Minerva". E você? Sabe o que está por trás da expressão voto de Minerva? Segundo a mitologia, Athena e Poseidon queriam ser patronos de uma cidade. Os dois brigaram, brigaram , até que os deuses resolveram votar qual dos dois tomaria o poder. Todas as deusas votaram em Athena e os deuses em Poseidon. Zeus se negou a votar e Athena ganhou por um voto de diferença ficando com a cidade. Só que, para amansar o ego de Poseidon, as mulheres ficaram impedidas de votar. A história dos homens se baseou no mito. Surgiu no antigo Senado romano o voto de Minerva, o voto da decisão. Eles tinham uma tradição de, nos debates, quando uma questão era muito polêmica e acabava em empate, era permitido ao presidente o voto de Minerva, para decidir a questão. Minerva é o nome romano de Atena, a deusa grega da sabedoria. Ela é também a deusa das artes e do artesanato, da ciência e do comércio e da medicina. Mais tarde se tornou também a deusa da guerra. Ela é filha de Júpiter. No templo do monte de Capitólio foi adorada junto com o pai e Juno, com quem formava uma tríade poderosa de deuses. Acredita-se que Minerva inventou os números e os instrumentos musicais. O culto à deusa nasceu na cultura etrusca e o povo a chamava de Menrva ou Menerva. Os romanos homenagearam Minerva dando seu nome a este voto. Pois é um voto que exige sabedoria para ser dado. E Minerva, uma das mais admiradas da mitologia da Roma e da Grécia antiga, sempre foi representada com uma coruja nas mãos, símbolo da sabedoria. Gostaria de saber qual a diferença entre a estrela de Salomão e a estrela de David? Tem alguma? Qual? A principal diferença entre a estrela de David e a estrela de Salomão é a quantidade de pontas. A estrela de David tem seis pontas, e a de Salomão cinco. A estrela de David representa duas pirâmides cruzadas, há divergências quanto a origem de seu formato. Há quem acredite que a origem da estrela vem do grego, língua em que a palavra David é composta por 2 Deltas (letra em formato de triângulo - que representa a letra "D"), e por este motivo a estrela é composta por 2 triângulos. Desde o século XIX a Estrela de David tem sido o símbolo mais usado entre os judeus de todas as partes do mundo. Já a estrela de Salomão, a de cinco pontas, representa os cinco Salomãos, e é um símbolo do povo árabe, muçulmano. Também é conhecida como pentagrama, é uma espécie de talismã ou amuleto, formada por linhas retas entrelaçadas. Dizem que uma correntinha com o pingente da estrela de Salomão dá orientação nos momentos de dificuldade no trabalho. O que quer dizer Namaste? Namaste, em sânscrito, que é a língua dos Vedas, antigos textos espirituais da Índia, que dizer "eu reverencio a divindade que existe em você" ou "a divindade que existe em mim reverencia a divindade que existe em você". Em português, segundo o professor Hermógenes, você deve pronunciar “namasté”, com acento na última sílaba, mas o “e” fechado. Esta reverência expressa a crença de que cada um de nós tem dentro de si uma chama divina, que, para os hindus, está localizada no chakra do coração. O gesto que acompanha Namaste é juntar as mãos como se você fosse fazer uma oração na altura do chakra do coração e abaixar a cabeça. Esta postura, que para nós é sinônimo de oração, para os hindus também é um gesto sagrado, ou mudra, chamado Anjali Mudra. A palavra “anjali” significa “oferenda”. É tanto um gesto de adoração quanto de saudação. Na Índia, Anjali Mudra é usado para saudar amigos, professores, estranhos, deuses, rios sagrados ou para manifestar a alegria por um novo dia, nas chegadas e nas partidas, nos encontros e nas despedidas. Uma variação da saudação é colocar as duas mãos juntas na altura do terceiro olho, ou seja, entre as sobrancelhas. Quem foi Lilith? Pergunta de Arthur Eduardo Guida Leite De acordo com as tradições da cabala judaica (quer dizer a vertente mais mística do judaísmo), Lilith seria a primeira mulher de Adão. Contam que ela e Adão estariam unidos pelas costas e, ambos teriam sido criados como gêmeos, da terra. Lilith exigiu de Adão um tratamento de iguais, os dois discutiram e ela, cheia de fúria, pronunciou o nome de Deus e fugiu. Outras versões falam que ela fugiu para ter relações sexuais com Satã, gerando filhos demonìacos. Esta versão aparece até na doutrina islâmica. Existem ainda uma outra versão que diz que Lilith foi a primeira mulher de Adão, mas que foi expulsa por ele porque se recusou a se submeter a ele no ato sexual. Em todas as versões, a imagem que surge é de uma personagem arrogante, independente e rebelde, que será para sempre a sombra de Eva. Lilith representa o lado sombrio do feminino e os aspectos mais destrutivos das primeiras Grandes-Mães das mitologias primitivas. Dizem que sua morada é no fundo dos oceanos e que é bom mantê-la lá, para que ela não perturbe as famílias nem devore os recém-nascidos. Este aspecto sombrio do feminino é tão forte que os gregos retomam Lilith na pele das Lâmias, trágicas filhas de Hécate, a Lua Nova, sombria e escura. Durante a Idade Média, Lilith vai sendo asismilada aos demônios femininos como os súcubos. Foram encontrados vários amuletos com a imagem de Lilith. Talvez para mantê-la apaziguada. E a literatura está cheia de superstições para proteger as crianças de sua fúria. Onde fica o Monte Olimpo? Pergunta de Ana S., do Rio Grande do Sul O Monte Olimpo é a mais alta montanha da Grécia. Fica ao norte e é parte de uma cadeia conhecida com os Bálcãs, que se estende pela Iugoslávia, Albânia, Macedônia e Bulgária, segundo o Atlas Mundial. O Monte Olimpo tem 2918 m de altitude e acredita-se que tenha sido a morada de Zeus, o senhor de todos os deuses dos gregos. Na verdade, a história deve ter sido contada ao contrário. A montanha mitológica, tão alta que abrigava os deuses em tempos primitivos existiu primeiro na alma dos gregos e apenas mais tarde seu similar geográfico foi nomeado. Os mitos contam que doze deuses moravam no Olimpo: Zeus; sua mulher, Hera, a deusa dos partos e da família, seus dois irmãos, Poseidon, deus dos mares, Hades, deus do mundo subterrâneo. Suas duas irmãs, Deméter, deusa da vegetação e Héstia, deusa do fogo do lar. Depois vinham os filhos de Zeus: Apolo, o deus da luz e da inteligência; Ártemis, deusa das florestas e da natureza selvagem; Atena ou Palas Atena, a deusa das cidades e da vida civilizada; Ares, o deus da guerra. Também moravam lá Afrodite, a deusa da beleza, que na Ilíada de Homero é apresentada como filha de Zeus, mas que em mitos anteriores nasce da espuma do mar; Hefaistos, filho de Hera, o deus do fogo e Hermes, também filho de Zeus, o mensageiro dos deuses. A descrição que temos do Olimpo está na Ilíada, livro de 800aC e atribuído ao escritor grego, Homero. A morada dos deuses era situada no cume da montanha e sua entrada era um gigantesco portão de nuvens, guardado pelas Estações do Ano. Ali os deuses decidiam os destinos dos homens, além de darem lindas festas cujo cardápio incluía um doce, chamado Ambrosia e uma bebida inebriante, conhecida como Néctar. As três Graças dançavam e Apolo tocava lira. “Homero diz que jamais o vento perturbava a paz tranqüila do Olimpo, nunca chovia nem nevava”, ensina Edith Hamilton, no livro Mitologia; “só a vastidão do firmamento sem nuvens à volta, por todos os lados, e a glória luminosa da luz do Sol, difundindo-se pelas suas muralhas”. Ariadne, Afrodite e Dionísio, do pintor italiano TintorettoQuem foi Ariadne? Pergunta enviada por Ariadne, de Cachoeiro de Itapemirin, no Espírito Santo. Ariadne é uma personagem da mitologia grega que a gente conhece sem conhecer. Vou contar a história. Houve um dia um rei, chamado Minos, que governava a ilha de Creta no meio do Mediterrâneo. Lá ele mandou construir um complicadíssimo labirinto que servia de morada para o fruto dos amores proibidos da rainha, Pasífae com um touro. A monstruosa criatura, que ficou conhecida como o Minotauro (o touro de Minos), alimentava-se uma vez por ano, com 7 moças e 7 rapazes da cidade de Atenas. Cansados deste tributo tão duro, os atenienses organizaram um grupo para matar o Minotauro. O jovem herói, Teseu, fazia parte do grupo. Assim que chegaram à Creta, Ariadne, filha de Minos com Pasífae, avistou Teseu e se apaixonou por ele. Foi dela a idéia genial que permitiu que Teseu entrasse no labirinto, matasse o monstro e encontrasse a saída: Ariadne deu a ele um enorme novelo de lã que ele ia desenrolando à medida em que se embrenhava pelos caminhos escuros. Com medo da fúria do pai, ela foge com Teseu, certa de que ela também a amava. Mas o jovem abandona a moça numa ilha, onde ela é encontrada pelo deus Dionísio, que, fascinado pela sua beleza, resolve casar com ela. Como presente de casamento, o deus deu a Ariadne uma coroa de ouro, que se transformou numa constelação. Algumas histórias contam que Ariadne foi muito feliz com Dionísio, com quem teve quatro filhos. Outras, ao contrário, falam de um casamento infeliz e até que ela teria sido morta por ordem do marido. Ariadne ficou famosa, não só porque sua coroa está impressa no céu, mas também porque sua estratégia virou sinônimo de engenhosidade e é até hoje conhecida como O Fio de Ariadne. Qual a diferença entre o candomblé e a umbanda? Pergunta de Carolina Soares, de São Paulo As chamadas religiões afro-brasileiras, como o candomblé, nasceram dos cultos que faziam parte da vida e da cultura dos escravos africanos trazidos para o Brasil. Até hoje, elas são expressões da cultura negra, embora, a cada dia, aumente o número de brancos que participam de seus rituais. Mas se umbanda e candomblé tiveram a mesma origem, elas se separaram ao longo do tempo. Ao contrário do candomblé, que tem preservadas as suas raízes africanas, a umbanda apresenta-se como uma reinterpretação brasileira de vários elementos, que incluem até a filosofia kardecista. De fato, além do riquíssimo panteão de orixás ou divindades, que compartilha com o candomblé, a umbanda celebra em seus rituais espíritos intermediários entre os homens e os orixás. Esses espíritos, chamados “guias” não são individualizados como na doutrina espírita, mas generalizações ou estereótipos. É o caso, por exemplo, dos espíritos de índios, chamados caboclos, ou de negros escravos, conhecidos como pretos-velhos. (Consulta: O Livro das Religiões, de Jostein Gaarder, da Editora Companhia das Letras) Quem foi Carlos Castañeda? Pergunta enviada por João B., de São Paulo. Se você também quiser enviar uma pergunta, escreva para belotti@ig.com Boa parte da vida de Carlos Castañeda permanece um mistério. E sua obra ainda provoca grandes discussões. Como certeza, sabe-se que ele foi o autor de mais de oito livros sobre seus contatos e sua vida com um índio yaqui, de Sonora, no México, chamado don Juan Matus. Seu primeiro livro, A Erva do Diabo, foi escrito quando ele ainda era um estudante de antropologia da Universidade da Califórnia, onde, dizem ele inclusive obteve um mestrado. E foi publicado em 1968, no auge do movimento que viria a ser chamado Nova Era. O próprio Castañeda, quando conheceu don Juan estava fazendo pesquisas sobre o peiote e outras ervas alucinógenas, usadas pelos índios para provocar estados alterados de consciência que poderiam ser reveladores e abrir as portas para uma percepção diferente do mundo. Aliás, Portas da Percepção, é o título de um dos outros livros de Castañeda. Neste primeiro livro, o jovem candidato a antropólogo ainda mantém o tom “científico”, nos seguintes, porém, transforma-se mesmo em aprendiz do brujo don Juan e abandona toda a pretensão acadêmica. Os livros até hoje atraem milhares de leitores. A idéia por trás deles é que a Verdade, com V maiúsculo está em algum lugar dentro de nós mesmos e, pode ser conhecida, uma vez que ousarmos mergulhar nas profundezas do nosso ser. Entre as críticas que se fazem à obra de Castañeda é justamente esta familiaridade com os conceitos típicos da Nova Era. Nos seus últimos livros, por exemplo, ele ensina uma série de movimentos, chamados Passes Mágicos, que embora sejam apresentados como tendo sido transmitidos por várias gerações de índios mexicanos, parecem muito próximos dos exercícios de yoga ou dos exercícios de respiração que são a base de muitas escolas de auto-ajuda. Embora, deve-se dizer que o foco proposto por don Juan seja original e consistente com seus ensinamentos. Para ele, a energia nasce quando conseguimos manter nossa intenção focada. Críticas à parte, a obra de Castañeda ainda é usada até hoje quando se quer falar de Xamanismo moderno. O mistério cerca a vida de Castañeda a partir da publicação daquele seu primeiro livro. Até a data da sua morte é incerta e os direitos autorais sobre seus livros estão ainda em discussão. Para muitos, ele não morreu. Assim como seu mestre don Juan, apenas atravessou a Porta para o Infinito. Se você quiser mergulhar neste universo controverso, mas fascinante, comece lendo a Erva do Diabo, publicado pela Editora Nova Era. Qual é a lenda de São Cipriano? Pergunta enviada por Cleide, do Rio de Janeiro. Se você também quiser mandar uma pergunta, escreva para belotti@ig.com Os seres humanos sempre se deixaram seduzir pela magia. O poder de controlar a Natureza e, mesmo, forças maiores até do que as naturais, sempre fascinou nossa espécie. Feiticeiros, bruxos, encantadores e adivinhos, para o bem e com igual freqüência, para o mal, sempre estiveram à mão dos interessados ou dos incautos para fazer feitiços, amuletos, sortilégios, rezas, enfim, toda a sorte de encantamentos que pudessem modificar o rumo dos eventos, alterar a sorte, mudar o destino. A herança das bruxas da Idade Média, ao contrário do que a gente costuma imaginar, não ficou enterrada nas cinzas das fogueiras. Disfarçada, enviesada, a magia continuou atiçando a imaginação dos homens. Ao longo do tempo, muitas orações, mesmo proibidas, foram usadas para a magia. Laura de Mello e Souza, no seu livro O Diabo e a Terra de Santa Cruz, diz que “tratava-se de um ramo da magia ritual em que era irresistível o poder de determinadas palavras divinas e, sobretudo, do nome de Deus”. A oração de São Cipriano é uma destas preces que foram usadas pelo seu poder de exorcizar o mal e controlar o amor ou a sorte. E veio para o Brasil na bagagem dos primeiros portugueses, na forma de um livreto proibido: O Livro de São Cipriano. Dizem que São Cipriano foi o primeiro bruxo. Mas a lenda mistura e confunde dois Ciprianos, um doutor da Igreja, que viveu em Cartago, logo nos dois primeiros séculos depois de Cristo. E outro que teria vivido em Antioquia, chamado, O Mago. O Cipriano sábio ficou conhecido como o Papa Africano e foi martirizado por Valeriano, em 257, deixou vários escritos canônicos e seríssimos, mas existem muitos textos populares atribuídos a ele que beiram a heresia. Um e outro estão cercados de lendas que falam de magia e de crenças pagãs. A lenda de São Cipriano está ligada à lenda de Santa Justina. Cipriano era um jovem amante das artes ocultas e da magia. Viajava muito pela Grécia, pelo Egito e, foi até a Índia para aperfeiçoar seus conhecimentos. Um dia, alguém pediu que ele fizesse um feitiço de amor para uma jovem chamada Justina. Apesar de usar todos os seus poderes, a virtude da moça foi mais forte e Cipriano acabou apaixonado e arrependido. Decidiu servir a Deus em vez do Demônio e tornou-se bispo de Antioquia, foi martirizado e decapitado por ordem do imperador romano, Diocleciano. O dia 26 de setembro é dedicado a São Cipriano e a Santa Justina. Existe uma oração de São Cipriano , mas se você quiser saber mais sobre a oração e sobre o famoso Livro de São Cipriano deve ler o livro de Jerusa Pires Ferreira, O Livro de São Cipriano, uma Legenda de Massas, da Editora Perspectiva. Vale a pena! Quem foi o rei Salomão? Pergunta enviada por Fernanda Oliveira. Se você também quiser mandar uma pergunta, escreva para belotti@ig.com O rei Salomão era filho e sucessor de outro famoso monarca do Velho Testamento: Davi. Salomão, cujo nome em hebraico quer dizer “cheio de paz”, reinou de 970 a 931 aC. Davi era um pastor que passou por várias e severas peripécias para se tornar um dos mais importantes reis construtores de Israel. Salomão, filho temporão, já nasceu príncipe e teve um reinado marcado pela tranqüilidade e pela paz. E em tempos de paz, o comércio floresce e as artes humanas se desenvolvem. Dizem que foi nesta época que os judeus desenvolveram o senso comercial que viria a se tornar sua marca registrada. Riqueza e prosperidade, estas são as duas palavras que caracterizam o reinado de Salomão. E quando a preocupação não está na guerra, as artes da paz acabam sendo estimuladas. Além de embelezar Jerusalém e transformá-la no centro político e geográfico do reino, Salomão construiu o Templo para abrigar as relíquias da fé judaica, no local exato que Deus tinha ordenado em sonhos a seu pai, Davi. A tradição, tanto para judeus, quanto para muçulmanos, ensina que este lugar é o mesmo Monte Moriá, onde Abraão ia sacrificar seu filho Isaac. Hoje, o local, chamado em árabe Haram-esh-Sharif, o “nobre santuário” e em hebraico: Har Habait, “o monte do templo”, guarda apenas a lembrança do templo, completamente destruído pelos babilônios em 587aC. Não era um templo comum. O projeto arquitetônico tinha sido revelado em sonhos a Davi por Deus, “em pessoa”. Nem era o seu tamanho que impressionava, mas a beleza das suas formas e o luxo dos acabamentos. O Templo era a marca da cidade sagrada e o eixo da fé e da cultura judaicas. Foi reconstruído mais uma vez e destruído definitivamente pelos romanos no ano 70 da nossa época. Além do Templo, Salomão, o maior sábio de Israel, escreveu alguns dos mais belos textos da Bíblia. O Livro dos Provérbios, O Livro da Sabedoria e o Cântico dos Cânticos. Mesmo que ninguém possa assegurar com certeza de que saíram das mãos do rei, estas obras foram escritas sob sua inspiração e, sem dúvida, estimuladas pela sua sabedoria. Como era um soberano de mente aberta, Salomão abriu seu reino para as influências estrangeiras, inclusive, tomando mulheres dos reinos vizinhos como esposas. Está escrito no Livro dos Reis (1 Reis 11:4) “A muitas mulheres estrangeiras o Rei Salomão amou: a filha do Faraó, além de mulheres moabitas, menonitas, edomitas sidonianas e hititas”. Mas delas todas, a mais famosa foi a Rainha de Sabá. O romance entre os dois foi tema de canções e de poemas que estimularam a imaginação não apenas de judeus, mas também de cristãos e de muçulmanos. Oficialmente, tudo não passou de um amor platônico, mas na Etiópia, de onde veio a bela rainha, existem histórias que falam de um filho do par real, Meneleque. Coincidência ou não, o imperador da Etiópia é chamado pelo título de “Leão de Judá” e o emblema nacional do país é uma estrela de seis pontas, igualzinha a que aparece no escudo de Davi, na bandeira de Israel. Qual é a simbologia da balança do signo de Libra? Pergunta enviada por Luciana. Se você também quiser mandar uma pergunta, escreva para belotti@ig.com A balança é o símbolo da justiça, da medida, da avaliação ponderada dos fatos, não apenas para nós, ocidentais, mas para muitos outros povos. Também não é só de avaliação humana que o símbolo fala. A balança representa o equilíbrio universal, a lei eterna que rege todas as coisas, o sentido por trás do movimento do mundo. O símbolo lembra harmonia e conciliação. Muito antes de Cristo, os babilônios, por exemplo, já reconheciam a constelação de Libra no céu. Ela marcava o equinócio de outono, no qual o dia e a noite tem a mesma duração e, portanto, estão em perfeito equilíbrio. No Egito antigo, o deus Osíris pesava numa balança as almas dos mortos para julgar o seu valor. Para os gregos, este símbolo de medida e de ordem, tanto para o mundo dos homens quanto para o mundo natural, é representado por Têmis, a deusa da lei universal. Outra deusa da ordem é Maat, dos egípcios, também associada com a balança. Em muitas representações da balança, ela aparece junto com uma flecha ou um ponteiro ou, ainda uma espada, todos símbolos do eixo imutável que alinha todas as coisas e mantém o equilíbrio do universo. Entre as representações cristãs, Miguel, o Arcanjo do Julgamento, por exemplo, aparece segurando uma balança e uma espada. E esta idéia de grande julgamento associada ao símbolo da balança também aparece no Corão, assim como na Pérsia e na China, onde a balança está associada às sociedades secretas e relacionada ao direito e à justiça divina. Dá para entender porque este vai ser um dos símbolos favoritos dos alquimistas e das ciências ocultas em suas tentativas de compreender e de reunir o mundo visível e o mundo invisível e de equilibrar aquilo que é corpóreo com o que é imaterial. A Balança como signo do Zodíaco, representa o tempo intermediário do ano astrológico. O Sol entra em Libra por volta do dia 23 de setembro e fica neste signo até o dia 22 de outubro. Como está associado ao equinócio, no qual dias e noites têm a mesma duração, o símbolo aqui também fala de equilíbrio, mas lembra que ele nasce daquilo que é essencialmente oposto e complementar, yin e yang, bom e mal, atração e recuo, medo e ousadia. O que simboliza o escorpião?. Segundo o Dicionário de Símbolos de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, alguns modos africanos têm medo de dizer o nome do animal para não atrair más vibrações. Para os Maias, o escorpião representa o deus da caça. Os egípcios até o transformaram na bondosa deusa Selket, que delegava poderes aos feiticeiros de sua seita. Na mitologia grega o escorpião foi o vingador de Ártemis, deusa da caça, que mandou o animal picar Orião, que tentou violentar a jovem caçadora. Por esse feito, o escorpião foi transformado em uma constelação. Transformação é a palavra chave para entender os regidos pelo signo de Escorpião, disse a astróloga do Árvore do Bem, Mônica Horta: "Os escorpianos possuem uma tensão interna muito grande porque sabem que mais cedo ou mais tarde vão passar por transformações profundas que não terão volta". Ficou assustado com todos esses aspectos negativos? Não se preocupe. Por ser um animal ligado a vibrações mais sombrias, é justamente em momentos de dificuldade que o Escorpião mostra toda a sua habilidade de contra-atacar e dar a volta por cima. Escultura de Sir Jacob Epstein (1880 - 1959). Lucifer 1944-5 Quem é Lúcifer? Esta é a pergunta para o Árvore do Bem. Você também gostaria de saber mais sobre a esse polêmico assunto? Então vamos lá: Lúcifer, em latim ‘lucifer’, sem o acento, significa "estrela da manhã”. A palavra também pode significar “o que leva o archote”. O luciferário é aquele que leva as lanternas nas procissões, daí sua ligação com a luz, ‘o que traz a luz’. Lúcifer, para os antigos romanos, também era o nome do planeta Vênus, “o mais brilhante, que desaparece de repente no céu”. Como Lúcifer foi se tornar sinônimo de Anjo Mau, Príncipe das Trevas ou discípulo de satanás, é uma longa história. Nos primórdios da religião cristã, os padres da Igreja se depararam com um problema: como abordar o mal? Até então, a existência do mal não era citada entre as interpretações dos textos revelados. No entanto, o mal visivelmente existia no mundo. Havia de se encontrar uma forma de explicá-lo. Em uma religião onde Deus, que é o próprio bem e é onipotente, onde haveria espaço para o mal? De certa forma aceitar a existência do mal era colocar em discussão a existência de um Deus único e absolutamente bom. Os primeiros formuladores da teologia católica fizeram um grande esforço para encontrar nos textos revelados uma passagem que pudesse lançar uma lua nessa questão. E precisavam fazer isso de uma maneira que não colocasse em cheque o poder divino do bem. Lúcifer, como a representação do mal, surgiu deste esforço. A versão popular que conhecemos hoje é a de que Lúcifer, o portador da luz, era um anjo bom com um cargo de confiança no céu. Um dia ele rebelou-se, traiu a Deus e por isto foi expulso de lá. Ele teria sido jogado do céu e caído aqui na terra. Quando caiu, ele afundou e só parou quando chegou ao centro da terra, onde reina. Ao ser jogado na terra, de certa forma, Lúcifer se torna humanizado. O fato de ser um anjo caído, diminui sua importância perante o Bem, definindo a presença do Mal, sem ameaçar a onipotência divina. No entanto, apesar da profecia de Isaías (onde se baseia a interpretação que leva a Lúcifer) não estar falando especificamente do Diabo, e sim da queda do Rei Nabucodonosor, é lá que se encontra a explicação do mal para a religião católica: "Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! como foste lançado por terra tu que prostravas as nações!" (Is 14,12) Luciferianismo No século IV, na Sardenha, o Bispo de Cagliari inaugurou o luciferianismo, uma doutrina herética de Lúcifer. Os adeptos desta doutrina são chamados de luciferianos. O luciferianismo pode ser definido como o culto e a devoção a uma energia denominada Lúcifer. Qual é a simbologia do signo de Áries? Quem nos enviou esta pergunta foi a Agnes Romagnolo, de Ibiporã, no Paraná. A palavra Áries é carneiro, em latim. De acordo com o Dicionário de Símbolos de Jeran Chevalier Alain Gheerbrant, página 189, o carneiro simboliza a força da criação que desperta o homem e o mundo e que assegura a recondução do ciclo vital. É ardente, macho, instintivo e potente. Ele associa o ímpeto e a generosidade a uma obstinação que pode conduzir à obcecação. Essas características são atestadas no mundo inteiro, por meio de numerosos mitos, costumes e imagens simbolizantes. Ámon, divindade egípicia do Ar e da fecundidade é representado com a cabeça de carneiro. Outro exemplo é Knum (ou Quenum), o Deus que, segundo as crenças do antigo Egito modelou a criação, é o Deus-carneiro por excelência, o carneiro procriador. Carneiros mumificados têm sido encontrados em abundância, neles residiam as forças que asseguravam a reproduçãos dos vivos; seus chifres entravam na composição de muitas coroas mágicas, destinadas a deuses e a reis, coroas essas que eram o próprio símbolo do temor irradiado pelo sobrenatural. Da Gália à África, da Índia à China, há a mesma celebração dessa cadeia simbólica que associa fogo criador, fertilidade e, em última instância, imortalidade. Assim, nos Vedas, o cerneiro relaciona-se com o Agni, regente do fogo e, principalmente, do fogo sacrificial. Zodíaco No zodíaco, é o primeiro signo, situando-se a ao longo de 30 graus a partir do equinócio da primavera. Nesse momento, a natureza desperta, após o entorpecimento do inverno, e por isso esse signo simboliza antes de mais nada o desabrochar da primavera - portanto, o impulso, a virilidfade (é o principal signo de Marte), a energia, a independência e a coragem. Signo positivo ou masculino por excelência. É um símbolo intimamente ligado à natureza do fogo original. É uma representação cósmica da potência animal, do fogo, a um só tempo criador e destruidor, cego e rebelde, caótico e prolixo, generoso e sublime que de um ponto central se difunde em todas as direções. Essa força se relaciona ao brotar da vitalidade priemira, com tudo aquilo que um processo inicial tem de impulsão pura e irracional, de descarga eruptiva, indomável, de sopro inflamado... O que é Mandrágora? A Patrícia Peres nos escreveu dizendo que adorou o Árvore do Bem, pois surgiram muitas dúvidas interessantes sobre os mais diversos assuntos depois que nos visitou. Ela gostaria de saber mais sobre a planta mandrágora e se também gostaria de ver uma imagem ou foto dela. Pesquisamos no Dicionário de Símbolos de Jeran Chevalier Alain Gheerbrant, na página 586 e a resposta esta aí. Mandrágora é a planta que mais dá lugar a superstições e práticas mágicas. Ela simboliza a fecundidade, revela o futuro, busca a riqueza. Seu nome científíco é mandragora autumnalis. existe ainda a mandrágora caulescens e mandragora officinarum. No Egito as bagas da mandrágora, da grossura de uma noz, de cor branca ou avermelhada, eram consideradas o símbolo do amor por suas qualidades afrodisíacas. Os gregos a chamavam de Planta de Circe, a Mágica. Sua raiz é muito nutritiva e por isso, nas operações mágicas, significa as virtudes curativas e a eficácia espiritual. "O Voto de Minerva" Vanderli, que mora na cidade de Santos-SP, nos escreveu perguntando sobre o Voto de Minerva. Ele gostaria de saber por que este voto de desempate é chamado de "voto de Minerva". E você? Sabe o que está por trás da expressão voto de Minerva? Segundo a mitologia, Athena e Poseidon queriam ser patronos de uma cidade. Os dois brigaram, brigaram , até que os deuses resolveram votar qual dos dois tomaria o poder. Todas as deusas votaram em Athena e os deuses em Poseidon. Zeus se negou a votar e Athena ganhou por um voto de diferença ficando com a cidade. Só que, para amansar o ego de Poseidon, as mulheres ficaram impedidas de votar. A história dos homens se baseou no mito. Surgiu no antigo Senado romano o voto de Minerva, o voto da decisão. Eles tinham uma tradição de, nos debates, quando uma questão era muito polêmica e acabava em empate, era permitido ao presidente o voto de Minerva, para decidir a questão. Minerva é o nome romano de Atena, a deusa grega da sabedoria. Ela é também a deusa das artes e do artesanato, da ciência e do comércio e da medicina. Mais tarde se tornou também a deusa da guerra. Ela é filha de Júpiter. No templo do monte de Capitólio foi adorada junto com o pai e Juno, com quem formava uma tríade poderosa de deuses. Acredita-se que Minerva inventou os números e os instrumentos musicais. O culto à deusa nasceu na cultura etrusca e o povo a chamava de Menrva ou Menerva. Os romanos homenagearam Minerva dando seu nome a este voto. Pois é um voto que exige sabedoria para ser dado. E Minerva, uma das mais admiradas da mitologia da Roma e da Grécia antiga, sempre foi representada com uma coruja nas mãos, símbolo da sabedoria. Gostaria de saber qual a diferença entre a estrela de Salomão e a estrela de David? Tem alguma? Qual? A principal diferença entre a estrela de David e a estrela de Salomão é a quantidade de pontas. A estrela de David tem seis pontas, e a de Salomão cinco. A estrela de David representa duas pirâmides cruzadas, há divergências quanto a origem de seu formato. Há quem acredite que a origem da estrela vem do grego, língua em que a palavra David é composta por 2 Deltas (letra em formato de triângulo - que representa a letra "D"), e por este motivo a estrela é composta por 2 triângulos. Desde o século XIX a Estrela de David tem sido o símbolo mais usado entre os judeus de todas as partes do mundo. Já a estrela de Salomão, a de cinco pontas, representa os cinco Salomãos, e é um símbolo do povo árabe, muçulmano. Também é conhecida como pentagrama, é uma espécie de talismã ou amuleto, formada por linhas retas entrelaçadas. Dizem que uma correntinha com o pingente da estrela de Salomão dá orientação nos momentos de dificuldade no trabalho. O que quer dizer Namaste? Namaste, em sânscrito, que é a língua dos Vedas, antigos textos espirituais da Índia, que dizer "eu reverencio a divindade que existe em você" ou "a divindade que existe em mim reverencia a divindade que existe em você". Em português, segundo o professor Hermógenes, você deve pronunciar “namasté”, com acento na última sílaba, mas o “e” fechado. Esta reverência expressa a crença de que cada um de nós tem dentro de si uma chama divina, que, para os hindus, está localizada no chakra do coração. O gesto que acompanha Namaste é juntar as mãos como se você fosse fazer uma oração na altura do chakra do coração e abaixar a cabeça. Esta postura, que para nós é sinônimo de oração, para os hindus também é um gesto sagrado, ou mudra, chamado Anjali Mudra. A palavra “anjali” significa “oferenda”. É tanto um gesto de adoração quanto de saudação. Na Índia, Anjali Mudra é usado para saudar amigos, professores, estranhos, deuses, rios sagrados ou para manifestar a alegria por um novo dia, nas chegadas e nas partidas, nos encontros e nas despedidas. Uma variação da saudação é colocar as duas mãos juntas na altura do terceiro olho, ou seja, entre as sobrancelhas. Quem foi Lilith? Pergunta de Arthur Eduardo Guida Leite De acordo com as tradições da cabala judaica (quer dizer a vertente mais mística do judaísmo), Lilith seria a primeira mulher de Adão. Contam que ela e Adão estariam unidos pelas costas e, ambos teriam sido criados como gêmeos, da terra. Lilith exigiu de Adão um tratamento de iguais, os dois discutiram e ela, cheia de fúria, pronunciou o nome de Deus e fugiu. Outras versões falam que ela fugiu para ter relações sexuais com Satã, gerando filhos demonìacos. Esta versão aparece até na doutrina islâmica. Existem ainda uma outra versão que diz que Lilith foi a primeira mulher de Adão, mas que foi expulsa por ele porque se recusou a se submeter a ele no ato sexual. Em todas as versões, a imagem que surge é de uma personagem arrogante, independente e rebelde, que será para sempre a sombra de Eva. Lilith representa o lado sombrio do feminino e os aspectos mais destrutivos das primeiras Grandes-Mães das mitologias primitivas. Dizem que sua morada é no fundo dos oceanos e que é bom mantê-la lá, para que ela não perturbe as famílias nem devore os recém-nascidos. Este aspecto sombrio do feminino é tão forte que os gregos retomam Lilith na pele das Lâmias, trágicas filhas de Hécate, a Lua Nova, sombria e escura. Durante a Idade Média, Lilith vai sendo asismilada aos demônios femininos como os súcubos. Foram encontrados vários amuletos com a imagem de Lilith. Talvez para mantê-la apaziguada. E a literatura está cheia de superstições para proteger as crianças de sua fúria. Onde fica o Monte Olimpo? Pergunta de Ana S., do Rio Grande do Sul O Monte Olimpo é a mais alta montanha da Grécia. Fica ao norte e é parte de uma cadeia conhecida com os Bálcãs, que se estende pela Iugoslávia, Albânia, Macedônia e Bulgária, segundo o Atlas Mundial. O Monte Olimpo tem 2918 m de altitude e acredita-se que tenha sido a morada de Zeus, o senhor de todos os deuses dos gregos. Na verdade, a história deve ter sido contada ao contrário. A montanha mitológica, tão alta que abrigava os deuses em tempos primitivos existiu primeiro na alma dos gregos e apenas mais tarde seu similar geográfico foi nomeado. Os mitos contam que doze deuses moravam no Olimpo: Zeus; sua mulher, Hera, a deusa dos partos e da família, seus dois irmãos, Poseidon, deus dos mares, Hades, deus do mundo subterrâneo. Suas duas irmãs, Deméter, deusa da vegetação e Héstia, deusa do fogo do lar. Depois vinham os filhos de Zeus: Apolo, o deus da luz e da inteligência; Ártemis, deusa das florestas e da natureza selvagem; Atena ou Palas Atena, a deusa das cidades e da vida civilizada; Ares, o deus da guerra. Também moravam lá Afrodite, a deusa da beleza, que na Ilíada de Homero é apresentada como filha de Zeus, mas que em mitos anteriores nasce da espuma do mar; Hefaistos, filho de Hera, o deus do fogo e Hermes, também filho de Zeus, o mensageiro dos deuses. A descrição que temos do Olimpo está na Ilíada, livro de 800aC e atribuído ao escritor grego, Homero. A morada dos deuses era situada no cume da montanha e sua entrada era um gigantesco portão de nuvens, guardado pelas Estações do Ano. Ali os deuses decidiam os destinos dos homens, além de darem lindas festas cujo cardápio incluía um doce, chamado Ambrosia e uma bebida inebriante, conhecida como Néctar. As três Graças dançavam e Apolo tocava lira. “Homero diz que jamais o vento perturbava a paz tranqüila do Olimpo, nunca chovia nem nevava”, ensina Edith Hamilton, no livro Mitologia; “só a vastidão do firmamento sem nuvens à volta, por todos os lados, e a glória luminosa da luz do Sol, difundindo-se pelas suas muralhas”. Ariadne, Afrodite e Dionísio, do pintor italiano TintorettoQuem foi Ariadne? Pergunta enviada por Ariadne, de Cachoeiro de Itapemirin, no Espírito Santo. Ariadne é uma personagem da mitologia grega que a gente conhece sem conhecer. Vou contar a história. Houve um dia um rei, chamado Minos, que governava a ilha de Creta no meio do Mediterrâneo. Lá ele mandou construir um complicadíssimo labirinto que servia de morada para o fruto dos amores proibidos da rainha, Pasífae com um touro. A monstruosa criatura, que ficou conhecida como o Minotauro (o touro de Minos), alimentava-se uma vez por ano, com 7 moças e 7 rapazes da cidade de Atenas. Cansados deste tributo tão duro, os atenienses organizaram um grupo para matar o Minotauro. O jovem herói, Teseu, fazia parte do grupo. Assim que chegaram à Creta, Ariadne, filha de Minos com Pasífae, avistou Teseu e se apaixonou por ele. Foi dela a idéia genial que permitiu que Teseu entrasse no labirinto, matasse o monstro e encontrasse a saída: Ariadne deu a ele um enorme novelo de lã que ele ia desenrolando à medida em que se embrenhava pelos caminhos escuros. Com medo da fúria do pai, ela foge com Teseu, certa de que ela também a amava. Mas o jovem abandona a moça numa ilha, onde ela é encontrada pelo deus Dionísio, que, fascinado pela sua beleza, resolve casar com ela. Como presente de casamento, o deus deu a Ariadne uma coroa de ouro, que se transformou numa constelação. Algumas histórias contam que Ariadne foi muito feliz com Dionísio, com quem teve quatro filhos. Outras, ao contrário, falam de um casamento infeliz e até que ela teria sido morta por ordem do marido. Ariadne ficou famosa, não só porque sua coroa está impressa no céu, mas também porque sua estratégia virou sinônimo de engenhosidade e é até hoje conhecida como O Fio de Ariadne. Qual a diferença entre o candomblé e a umbanda? Pergunta de Carolina Soares, de São Paulo As chamadas religiões afro-brasileiras, como o candomblé, nasceram dos cultos que faziam parte da vida e da cultura dos escravos africanos trazidos para o Brasil. Até hoje, elas são expressões da cultura negra, embora, a cada dia, aumente o número de brancos que participam de seus rituais. Mas se umbanda e candomblé tiveram a mesma origem, elas se separaram ao longo do tempo. Ao contrário do candomblé, que tem preservadas as suas raízes africanas, a umbanda apresenta-se como uma reinterpretação brasileira de vários elementos, que incluem até a filosofia kardecista. De fato, além do riquíssimo panteão de orixás ou divindades, que compartilha com o candomblé, a umbanda celebra em seus rituais espíritos intermediários entre os homens e os orixás. Esses espíritos, chamados “guias” não são individualizados como na doutrina espírita, mas generalizações ou estereótipos. É o caso, por exemplo, dos espíritos de índios, chamados caboclos, ou de negros escravos, conhecidos como pretos-velhos. (Consulta: O Livro das Religiões, de Jostein Gaarder, da Editora Companhia das Letras) Quem foi Carlos Castañeda? Pergunta enviada por João B., de São Paulo. Se você também quiser enviar uma pergunta, escreva para belotti@ig.com Boa parte da vida de Carlos Castañeda permanece um mistério. E sua obra ainda provoca grandes discussões. Como certeza, sabe-se que ele foi o autor de mais de oito livros sobre seus contatos e sua vida com um índio yaqui, de Sonora, no México, chamado don Juan Matus. Seu primeiro livro, A Erva do Diabo, foi escrito quando ele ainda era um estudante de antropologia da Universidade da Califórnia, onde, dizem ele inclusive obteve um mestrado. E foi publicado em 1968, no auge do movimento que viria a ser chamado Nova Era. O próprio Castañeda, quando conheceu don Juan estava fazendo pesquisas sobre o peiote e outras ervas alucinógenas, usadas pelos índios para provocar estados alterados de consciência que poderiam ser reveladores e abrir as portas para uma percepção diferente do mundo. Aliás, Portas da Percepção, é o título de um dos outros livros de Castañeda. Neste primeiro livro, o jovem candidato a antropólogo ainda mantém o tom “científico”, nos seguintes, porém, transforma-se mesmo em aprendiz do brujo don Juan e abandona toda a pretensão acadêmica. Os livros até hoje atraem milhares de leitores. A idéia por trás deles é que a Verdade, com V maiúsculo está em algum lugar dentro de nós mesmos e, pode ser conhecida, uma vez que ousarmos mergulhar nas profundezas do nosso ser. Entre as críticas que se fazem à obra de Castañeda é justamente esta familiaridade com os conceitos típicos da Nova Era. Nos seus últimos livros, por exemplo, ele ensina uma série de movimentos, chamados Passes Mágicos, que embora sejam apresentados como tendo sido transmitidos por várias gerações de índios mexicanos, parecem muito próximos dos exercícios de yoga ou dos exercícios de respiração que são a base de muitas escolas de auto-ajuda. Embora, deve-se dizer que o foco proposto por don Juan seja original e consistente com seus ensinamentos. Para ele, a energia nasce quando conseguimos manter nossa intenção focada. Críticas à parte, a obra de Castañeda ainda é usada até hoje quando se quer falar de Xamanismo moderno. O mistério cerca a vida de Castañeda a partir da publicação daquele seu primeiro livro. Até a data da sua morte é incerta e os direitos autorais sobre seus livros estão ainda em discussão. Para muitos, ele não morreu. Assim como seu mestre don Juan, apenas atravessou a Porta para o Infinito. Se você quiser mergulhar neste universo controverso, mas fascinante, comece lendo a Erva do Diabo, publicado pela Editora Nova Era. Qual é a lenda de São Cipriano? Pergunta enviada por Cleide, do Rio de Janeiro. Se você também quiser mandar uma pergunta, escreva para belotti@ig.com Os seres humanos sempre se deixaram seduzir pela magia. O poder de controlar a Natureza e, mesmo, forças maiores até do que as naturais, sempre fascinou nossa espécie. Feiticeiros, bruxos, encantadores e adivinhos, para o bem e com igual freqüência, para o mal, sempre estiveram à mão dos interessados ou dos incautos para fazer feitiços, amuletos, sortilégios, rezas, enfim, toda a sorte de encantamentos que pudessem modificar o rumo dos eventos, alterar a sorte, mudar o destino. A herança das bruxas da Idade Média, ao contrário do que a gente costuma imaginar, não ficou enterrada nas cinzas das fogueiras. Disfarçada, enviesada, a magia continuou atiçando a imaginação dos homens. Ao longo do tempo, muitas orações, mesmo proibidas, foram usadas para a magia. Laura de Mello e Souza, no seu livro O Diabo e a Terra de Santa Cruz, diz que “tratava-se de um ramo da magia ritual em que era irresistível o poder de determinadas palavras divinas e, sobretudo, do nome de Deus”. A oração de São Cipriano é uma destas preces que foram usadas pelo seu poder de exorcizar o mal e controlar o amor ou a sorte. E veio para o Brasil na bagagem dos primeiros portugueses, na forma de um livreto proibido: O Livro de São Cipriano. Dizem que São Cipriano foi o primeiro bruxo. Mas a lenda mistura e confunde dois Ciprianos, um doutor da Igreja, que viveu em Cartago, logo nos dois primeiros séculos depois de Cristo. E outro que teria vivido em Antioquia, chamado, O Mago. O Cipriano sábio ficou conhecido como o Papa Africano e foi martirizado por Valeriano, em 257, deixou vários escritos canônicos e seríssimos, mas existem muitos textos populares atribuídos a ele que beiram a heresia. Um e outro estão cercados de lendas que falam de magia e de crenças pagãs. A lenda de São Cipriano está ligada à lenda de Santa Justina. Cipriano era um jovem amante das artes ocultas e da magia. Viajava muito pela Grécia, pelo Egito e, foi até a Índia para aperfeiçoar seus conhecimentos. Um dia, alguém pediu que ele fizesse um feitiço de amor para uma jovem chamada Justina. Apesar de usar todos os seus poderes, a virtude da moça foi mais forte e Cipriano acabou apaixonado e arrependido. Decidiu servir a Deus em vez do Demônio e tornou-se bispo de Antioquia, foi martirizado e decapitado por ordem do imperador romano, Diocleciano. O dia 26 de setembro é dedicado a São Cipriano e a Santa Justina. Existe uma oração de São Cipriano , mas se você quiser saber mais sobre a oração e sobre o famoso Livro de São Cipriano deve ler o livro de Jerusa Pires Ferreira, O Livro de São Cipriano, uma Legenda de Massas, da Editora Perspectiva. Vale a pena! Quem foi o rei Salomão? Pergunta enviada por Fernanda Oliveira. Se você também quiser mandar uma pergunta, escreva para belotti@ig.com O rei Salomão era filho e sucessor de outro famoso monarca do Velho Testamento: Davi. Salomão, cujo nome em hebraico quer dizer “cheio de paz”, reinou de 970 a 931 aC. Davi era um pastor que passou por várias e severas peripécias para se tornar um dos mais importantes reis construtores de Israel. Salomão, filho temporão, já nasceu príncipe e teve um reinado marcado pela tranqüilidade e pela paz. E em tempos de paz, o comércio floresce e as artes humanas se desenvolvem. Dizem que foi nesta época que os judeus desenvolveram o senso comercial que viria a se tornar sua marca registrada. Riqueza e prosperidade, estas são as duas palavras que caracterizam o reinado de Salomão. E quando a preocupação não está na guerra, as artes da paz acabam sendo estimuladas. Além de embelezar Jerusalém e transformá-la no centro político e geográfico do reino, Salomão construiu o Templo para abrigar as relíquias da fé judaica, no local exato que Deus tinha ordenado em sonhos a seu pai, Davi. A tradição, tanto para judeus, quanto para muçulmanos, ensina que este lugar é o mesmo Monte Moriá, onde Abraão ia sacrificar seu filho Isaac. Hoje, o local, chamado em árabe Haram-esh-Sharif, o “nobre santuário” e em hebraico: Har Habait, “o monte do templo”, guarda apenas a lembrança do templo, completamente destruído pelos babilônios em 587aC. Não era um templo comum. O projeto arquitetônico tinha sido revelado em sonhos a Davi por Deus, “em pessoa”. Nem era o seu tamanho que impressionava, mas a beleza das suas formas e o luxo dos acabamentos. O Templo era a marca da cidade sagrada e o eixo da fé e da cultura judaicas. Foi reconstruído mais uma vez e destruído definitivamente pelos romanos no ano 70 da nossa época. Além do Templo, Salomão, o maior sábio de Israel, escreveu alguns dos mais belos textos da Bíblia. O Livro dos Provérbios, O Livro da Sabedoria e o Cântico dos Cânticos. Mesmo que ninguém possa assegurar com certeza de que saíram das mãos do rei, estas obras foram escritas sob sua inspiração e, sem dúvida, estimuladas pela sua sabedoria. Como era um soberano de mente aberta, Salomão abriu seu reino para as influências estrangeiras, inclusive, tomando mulheres dos reinos vizinhos como esposas. Está escrito no Livro dos Reis (1 Reis 11:4) “A muitas mulheres estrangeiras o Rei Salomão amou: a filha do Faraó, além de mulheres moabitas, menonitas, edomitas sidonianas e hititas”. Mas delas todas, a mais famosa foi a Rainha de Sabá. O romance entre os dois foi tema de canções e de poemas que estimularam a imaginação não apenas de judeus, mas também de cristãos e de muçulmanos. Oficialmente, tudo não passou de um amor platônico, mas na Etiópia, de onde veio a bela rainha, existem histórias que falam de um filho do par real, Meneleque. Coincidência ou não, o imperador da Etiópia é chamado pelo título de “Leão de Judá” e o emblema nacional do país é uma estrela de seis pontas, igualzinha a que aparece no escudo de Davi, na bandeira de Israel. Qual é a simbologia da balança do signo de Libra? Pergunta enviada por Luciana. Se você também quiser mandar uma pergunta, escreva para belotti@ig.com A balança é o símbolo da justiça, da medida, da avaliação ponderada dos fatos, não apenas para nós, ocidentais, mas para muitos outros povos. Também não é só de avaliação humana que o símbolo fala. A balança representa o equilíbrio universal, a lei eterna que rege todas as coisas, o sentido por trás do movimento do mundo. O símbolo lembra harmonia e conciliação. Muito antes de Cristo, os babilônios, por exemplo, já reconheciam a constelação de Libra no céu. Ela marcava o equinócio de outono, no qual o dia e a noite tem a mesma duração e, portanto, estão em perfeito equilíbrio. No Egito antigo, o deus Osíris pesava numa balança as almas dos mortos para julgar o seu valor. Para os gregos, este símbolo de medida e de ordem, tanto para o mundo dos homens quanto para o mundo natural, é representado por Têmis, a deusa da lei universal. Outra deusa da ordem é Maat, dos egípcios, também associada com a balança. Em muitas representações da balança, ela aparece junto com uma flecha ou um ponteiro ou, ainda uma espada, todos símbolos do eixo imutável que alinha todas as coisas e mantém o equilíbrio do universo. Entre as representações cristãs, Miguel, o Arcanjo do Julgamento, por exemplo, aparece segurando uma balança e uma espada. E esta idéia de grande julgamento associada ao símbolo da balança também aparece no Corão, assim como na Pérsia e na China, onde a balança está associada às sociedades secretas e relacionada ao direito e à justiça divina. Dá para entender porque este vai ser um dos símbolos favoritos dos alquimistas e das ciências ocultas em suas tentativas de compreender e de reunir o mundo visível e o mundo invisível e de equilibrar aquilo que é corpóreo com o que é imaterial. A Balança como signo do Zodíaco, representa o tempo intermediário do ano astrológico. O Sol entra em Libra por volta do dia 23 de setembro e fica neste signo até o dia 22 de outubro. Como está associado ao equinócio, no qual dias e noites têm a mesma duração, o símbolo aqui também fala de equilíbrio, mas lembra que ele nasce daquilo que é essencialmente oposto e complementar, yin e yang, bom e mal, atração e recuo, medo e ousadia.

8.17.2011

como hipnotizar uma pessoa


como hipnotizar uma pessoa

pessoal este topico dedico aquelas pessoas que querem pegar seus coleguinhas de surpresa e fazer o que voce quer(dependedo do que voce quer ui!) , é um metodo perigoso tambem porque alem de ele hipnotizar com isso ele pode criar falsas lembraças e assim simplesmente pode esta pessoa pode pensar que ja viveu aquilo que voce falo (acontece com o bagulho de ver vidas passadas) e tambem fazer ele comer bosta pensado q é chocolate =D  , podem ver que nao disse muita coisa sobre hipnose simplesmente dei uma breve coisa q voce pode fazer.

 
 
Siga as orientações corretamente e NÃO tente alterações !!!!!!

1° - TESTE DE IMAGINAÇÃO

Coloca-se o paciente em pé com os dois pés bem juntos, de costas para você explicando que trata-se apenas de um exercício, um teste de imaginação e que ele deverá prestar bastante atenção ao que você lhe está dizendo, você deverá falar calmo e com tom positivo. "Por favor, feche seus olhos e relaxe, feche seus olhos e relaxe, vamos iniciar um exercício de imaginação. Não deixe que outros sons te incomodem; você deverá prestar bem atenção somente ao que eu vou te dizer. Seus braços estão totalmente relaxados, seu braço direito, pense no seu braço direito totalmente relaxado, agora no seu braço esquerdo, pense no seu braço esquerdo totalmente relaxado. Você só poderá abrir os olhos quando eu tocar em sua testa." Continue dizendo em tom monótono e calmo: "Imagine agora que você esta em uma praia, uma praia tranqüila, com areias brancas e água azul, areia brancas e água azul, as ondas, a espuma das ondas, as ondas estourando na praia, uma praia tranqüila, com areias brancas e água azul. Imagine agora um barco, um barco que está sobre a água, e as ondas que balançam este barco, um barco sobre a água e as ondas balançando este barco. Se imagine dentro deste barco, em pé, se imagine dentro deste barco em pé, e as ondas que batem em seu casco, as ondas batendo em seu casco fazendo o barco sacudir, fazendo o barco sacudir muito, você em cima de um barco cujas ondas fazem ele sacudir muito, sacudindo para frente, para traz, sacudindo cada vez mais, sacudindo para um lado, para o outro, sendo muito difícil permanecer em pé pois o barco está sacudindo muito, cada vez mais." Continuar a repetir tais afirmações até o ponto em que o paciente, inconscientemente, comesse a se balançar. Toque então em sua testa suavemente e diga para ele abrir os olhos. Pergunte se está tudo bem e qual foi a sensação dele.

2° - QUEDA PARA TRAZ.

Coloque suavemente as mãos sobre as costas do paciente, na altura dos ombros e inicie dizendo: "Estou colocando minhas mãos apoiadas nos teus ombros, imagine que elas são poderosos imãs, poderosos imãs que estão te atraindo, estão te puxando para traz. Não reaja, pois a força de atração é muito forte, quanto mais você reage, mais eles te atraem, mais eles te puxam para traz, não tenha medo, os imãs são muito poderosos e te atraem para traz, cada vez mais estão te puxando." Repetir tantas vezes quanto forem necessárias tais afirmativas, até que o paciente começa a pender para traz, quando então você toca suavemente em sua testa e ordena que este abra os olhos.

3- MOBILIDADE DOS BRAÇOS.
Coloca-se o paciente em pé com os dois pés bem juntos, de costas para você ou sentado, explicando que trata-se apenas de um exercício de relaxamento e imaginação e que ele deverá prestar bastante atenção ao que você lhe está dizendo, você deverá falar calmo e monótono, com tom positivo. "Por favor, feche seus olhos e relaxe, feche seus olhos e relaxe, vamos iniciar um exercício de relaxamento e imaginação. Não deixe que outros sons te incomodem; você deverá prestar bem atenção somente ao que eu vou te dizer. Seus braços estão totalmente relaxados, seu braço direito, pense no seu braço direito totalmente relaxado, agora no seu braço esquerdo, pense no seu braço esquerdo totalmente relaxado. Você só poderá abrir os olhos quando eu tocar em sua testa." Passe suavemente seus dedos ao longo do braço esquerdo do paciente e diga: "Pense agora somente no seu braço esquerdo, somente no seu braço esquerdo, imagine que ele esta muito leve, cada vez mais leve, muito leve, leve como uma nuvem, leve como uma nuvem branca e bonita e como teu braço está muito leve ele está se elevando, pois nele está amarrado um balão, em seu braço que está muito leve, está amarrado um balão, um balão muito grande e bonito, um balão muito grade e bonito que está levantando o teu braço, imagine que teu braço está levantando, não tente
resistir, pois a força do balão é muito grande e ele levanta o teu braço, cada vez mais levanta o teu braço." Continue repetindo tantas vezes quanto forem necessárias tais afirmativas, até que o paciente comece a levantar o braço, quando então você toca suavemente em sua testa e ordena que este abra os olhos.

4° - LIGAÇÃO DAS MÃOS.

Coloca-se o paciente em pé com os dois pés bem juntos, de costas para você explicando que trata-se apenas de um exercício, que ele não deverá temer nada, que ele deverá prestar bastante atenção ao que você lhe está dizendo, você deverá falar calmo e com tom positivo. "Por favor cruze seus dedos com os braços bem esticados à sua frente, de forma que os dedos da mão direita estejam bem unidos aos da mão esquerda; agora vire a palma das mãos para frente, sem separar os dedos; coloco suas mãos sobre a cabeça, com os dedos o mais fortemente unidos. Feche seus olhos e relaxe, feche seus olhos e relaxe, você só poderá abrir os olhos quando eu tocar em sua testa; vamos iniciar um exercício de imaginação. Não deixe que outros sons te incomodem; você deverá prestar bem atenção somente ao que eu vou te dizer. Suas mãos estão totalmente unidas, contarei até cinco, e quando eu terminar, será impossível separar os dedos.
Nesse momento o paciente tenta soltar as mãos, sem sucesso, você toca suavemente sua testa, manda abrir os olhos e soltar as mãos. Caso algum paciente mesmo assim não consiga, você mesmo as soltará manualmente, dizendo que este resultado é totalmente normal.

poste aqui sua experiencia

8.16.2011

animais raros



Além de estranhos são raros, ou por estarem em extinção devido ao desmatamento, ou por se tornarem peças de colecionadores excêntricos.

1 Psychrolutes marcidus
O blobfish, ou o peixe mais feio do mundo, é raramente encontrado vivo. Habitante das águas profundas do mar da Austrália e Tasmânia, tem consistência gelatinosa e densidade levemente menor que a da água, assim é quase levado por ela e usa pouco seus músculos flácidos.

2 Phycodurus eques
Este dragão marinho é um peixe que vive disfarçado de alga. Vive na Austrália flutuando em águas superficiais. Por ser muito camuflado, caça por emboscada. Atualmente encontra-se ameaçado.

3 Tremoctopus violaceus
Também conhecido como polvo de véu, a fêmea desta espécie é 40.000 vezes mais pesada do que o macho. Enquanto ela mede até dois metros de comprimento, ele chega aos míseros 2,4 cm. A fêmea costuma estender seu véu quando ameaçada para parecer maior e mais assustadora do que já é.

4 Archaeidae
Uma família de aranhas com que só come outras aranhas. A forma estranha, composta por pescoço e pinças alongadas ajuda na caçada. Conhecidas como aranhas assassinas ou pelicanos, são encontradas na Austrália, Madagascar e África do Sul.

5 Uroplatus phantasticus
Mais conhecida como lagartixa satânica com cauda de folha, a espécie acima é natural da ilha de Madagascar. Mas, como vários animais da região, corre risco de ser extinta por causa da destruição de seu habitat e caça feita por colecionadores. A lagartixa usa sua aparência para camuflagem e, apesar do olhar satânico, só se alimenta de insetos.


Fonte: Revista Galileu

tourada


A tourada

por Tiago Jokura
É um espetáculo sangrento em que um toureiro enfrenta, quase sempre até a morte, um touro selvagem dentro de uma arena. A fiesta nacional da Espanha tem origem em caçadas a touros que rolavam já no século 3 a.C. No fim do século 18 - quando assumiu seu formato atual -, a distração já havia caído definitivamente no gosto popular. Hoje, as mais de 550 arenas espanholas empregam cerca de 200 mil pessoas, movimentando mais de 4,4 bilhões de reais por ano. Além da Espanha, as touradas são disputadas em países como México, Peru e Colômbia. Na maioria das nações, contudo, elas são proibidas por causa da crueldade a que os animais são submetidos. No Brasil, festas como a Vaquejada e a Farra do Boi - hoje proibida - também judiam dos bichos. Para entidades protetoras dos animais, o "espetáculo" não passa de mera carnificina: elas estimam que, por ano, nada menos que 250 mil touros sejam sacrificados no mundo sob aplausos de uma plateia. :
LUTA DESIGUAL
O toureiro e seus ajudantes formam uma cuadrilla para matar o touro
No 1º terço do espetáculo (tercio de varas), o touro selvagem, com idade entre 4 e 6 anos, e mais de 460 kg, é solto na arena - de raça feroz, é treinado à risca pra briga. O toureiro, ou matador, faz movimentos com o capote - capa vermelha de forro amarelo - para atiçar a fera. Como só vê preto e branco, o que a incita são os volteios da capa.
O touro é conduzido até um dos dois picadores, cavaleiros com lanças que ferem o bicho para ir minando sua força. A ponta da lança, em forma de T, limita a profundidade das picadas. Os cavalos são vendados - para não se assustarem com o touro - e cobertos com uma lona grossa para protegê-los das chifradas.
Depois que o touro foi enfraquecido com pelo menos duas estocadas, começa o tercio de banderillas. É quando os banderilleros entram em cena, cravando três pares de estacas coloridas, com ponta de arpão, no pescoço do bicho. O objetivo é deixar a fera ainda mais furiosa para o desfecho da peleja.
Na parte final (tercio de muerte), o matador usa uma pequena capa, empunhada com uma das mãos, para realizar a faena, driblando o animal bem de perto e perigosamente - chifradas na virilha, axilas, pescoço e tórax não são raras, e podem ser fatais. Nesta hora, quando o toureiro exibe sua habilidade, é que a torcida grita "olé!"
O matador recebe uma espadona de aço de quase 1 m para liquidar a fatura. Com a capa rente ao chão, ele vai colocando o bicho na posição ideal para o bote: de cabeça baixa e patas dianteiras juntas. Com isso, ressalta a área logo acima do pescoço, onde será dado o golpe fatal - se a estocada atingir a aorta (o que nem sempre acontece), a morte é instantânea.
A luta toda dura em média 20 minutos. Se o desempenho do toureiro for excepcional, ele recebe o prêmio máximo - as duas orelhas e o rabo da fera, cortados na hora -, além de sair da arena nos ombros da galera. Quanto ao touro, sua carcaça é arrastada para fora da arena e sua carne é vendida aos açougues locais.

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