5.31.2011

ANJOS E DEMÔNIOS DE VERDADE

ANJOS E DEMÔNIOS DE VERDADE, EM VÍDEOS, E DOCUMENTÁRIOS...

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Grandes Enigmas del Siglo XX - 02 - Illuminati y Masones I
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Grandes Enigmas Del Siglo Xx - 02 - Illuminati Y Masones Ii
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La Misteriosa Muerte de Juan Pablo I
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Este explosivo documentário conta a história real de uma antiga irmandade secreta, uma nova e devastadora arma de destruição e um objetivo chocante:

O Vaticano. Pela primeira vez, a verdade é mostrada por trás de um terrível plano para a destruição do mundo.

O Vaticano é uma sepultura perigosa?
Existem mais alvos ao redor do mundo?
As armas de devastação estão posicionadas para causar resultados catastróficos?
Poderia esta inimaginável cena acontecer?
Os Russos estão por traz de tudo, o urso está para levantar. Estas fantásticas revelações chocarão você, principalmente se você for católico!

O documentário “Anjos e Demônios – Segredos Revelados” (Angels & Demons Revealed, EUA) é filme-irmão de “Desmascarando o Código da Vinci”.

Realizado pela mesma equipe técnica, e de novo sob o comando de Michael Bouson, o programa produzido pelos estúdios Venture foi realizado para exibição após o grande interesse despertado pelo documentário anterior, que analisou os fatos históricos mencionados no livro de Dan Brown.

A equipe do documentário mostra a infiltração de membros da organização na antiga URSS.

Documentos secretos de antigos oficiais da KGB, filmandos com câmera escondida. Fala sobre a morte de João Paulo I, assassinado por um cardeal italiano e afirma que Stalin pertencia ao grupo. A equipe fez uma entrevista, com um oficial desertor da KGB.

Anjos e Demônios – Segredos Revelados (Angels & Demons Revealed, EUA, 2004). Direção: Michael Bouson. Documentário. Duração: 67 minutos.
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La Hermandad Secreta de los Masones.
A Irmandade Secreta dos Maçons
(Secret Brotherhood of Freemasons)

46 min. / Dublado em Português

Maçonaria.
Para alguns, a palavra sugere um grupo social inofensivo com certo gosto pelos espetáculos pomposos.
Outros imaginam uma conspiração sinistra com juramentos sangrentos e uma rede secreta de homens poderosos e influentes.
Incrivelmente poderosos em determinados momentos, tiveram papel crucial no nascimento de diversas nações.
Porém, sua história também tem um lado oculto, um lado que conduz a uma conspiração, ao seqüestro, ao assassinato e a um trágico final. Vamos assistir a uma série de narrações que desvendam a irmandade secreta dos maçons.
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La Conspiracion de Sociedades Secretas.Spanish
Alquimia.Ciencia.o.Magia.-.(18.de.40).(Documental.Grandes.Enigmas.Hist...
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Caballeros Templarios
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http://video.google.com/videoplay?docid=-2918568703462776656&ei=VzQLSs3MNprAqgKjq6ibAg&q=TEMPLARIOS&hl=pt-BR&emb=1&dur=3
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Los templarios y el Grial, Jiménez del Oso
http://video.google.com/videoplay?docid=1887173778665174041&hl=pt-BR
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EL_CAMINO_A_LA_TIRANIA_POR_ALEX_JONES_.wmv
http://video.google.com/videoplay?docid=-3769431223681626643&ei=EzcLSrezJYLIrgLcnJ2aAw&q=LOS+MASONES&hl=pt-BR&emb=1&dur=3
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Alex jones este periodista que desenmascara a estos grupos de poder,como los illuminati,la gran masoneria,jesuitas,club bilderberg.etc. y como los EE.UU. tiene listos los campos de concentraciones para esclavisar a los cristianos y todo aquel que se oponga al nuevo orden mundial.«
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teoria da conspiração.
The_Illuminati_Volume_1_1.2.avi
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http://video.google.com/videoplay?docid=-4070735014351366742&hl=pt-BR
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The_Illuminati_Volume_1_2.2.avi
http://video.google.com/videoplay?docid=-8502224312149806920&hl=pt-BR
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La puerta secreta al Eden -Gnosis Kabbalah Y Alquimia
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La Puerta Secreta al Eden
=http://video.google.com/videoplay?docid=8299859995116861386&hl=pt-BR
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ATENCION: Ver este documental equivale a tomar la píldora roja de la película Matrix.
Después que usted vea este video no puede hecharse para atrás ignorando su contenido.
Esta es la más grande Verdad que ha tenido que ser guardada en secreto en el tiempo ya que permanentemente ha sido tratada de ser eliminada a través de la historia de la humanidad por aquellos que no la comprenden.
Si no está preparado para este conocimiento no vea este video, repito, NO LO VEA. No nos hacemos responsables de posibles efectos o traumas psicológicos que le pueda causar el conocer la Verdad de la vida si no está preparado. =
La Santa Inquisicion
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PEDRA DA ROSETA

A PEDRA DA ROSETA, VÍDEOS E TEXTOS.

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Egipto descifrado
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A Pedra de Roseta
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A expedição militar e científica que o imperador Napoleão realizou ao Egito trouxe consigo, entre outras inúmeras antiguidades, uma pedra encontrada em agosto de 1799 por soldados franceses que trabalhavam sob as ordens de um oficial chamado Bouchard.
Na luta contra ingleses e turcos, eles estavam restaurando e preparando os alicerces para ampliação de um antigo forte medieval, posteriormente chamado de Forte de São Juliano, nas proximidades da cidade egípcia de Rachid (que significa Roseta, em árabe), localizada à beira do braço oeste do Nilo, perto de Alexandria, junto ao mar. Dois anos depois, pelo Tratado de Alexandria, o achado foi cedido aos ingleses e hoje se encontra no Museu Britânico de Londres.

Tendo ficado conhecida como Pedra de Roseta, é uma estela de basalto negro, de forma retangular, medindo 112,3 cm de altura, 75,7 cm de largura e 28,4 cm de espessura e que numa das faces, bem polida, mostra três inscrições em três caracteres diferentes, em parte gastas e apagadas em virtude do contato com a areia por milênios.
Na parte superior, destruída ou fraturada em grande parte, vê-se uma escrita hieroglífica com 14 linhas; o texto intermediário contém 22 linhas de uma escrita egípcia cursiva, conhecida como demótico, e a terceira e última divisão da pedra é ocupada por uma inscrição de 54 linhas em língua e caracteres gregos.
Os três textos reproduzem o mesmo teor de um decreto do corpo sacerdotal do Egito, reunido em Mênfis, em 196 a.C., para conferir grandes honras ao rei Ptolomeu V Epifânio (205 a 180 a.C.), por benefícios recebidos.

Apesar da aparência insignificante da pedra, os estudiosos logo perceberam o seu valor pelo fato de apresentar textos egípcios acompanhados por sua tradução em uma língua conhecida, o que vinha, enfim, estabelecer pontos de partida e de comparação tão numerosos quanto incontestáveis.
Por ordem de Napoleão Bonaparte a estela foi reproduzida e litografada e várias cópias enviadas a diversos especialistas em línguas mortas. Entretanto, passaram-se 23 anos desde a data de sua descoberta até que um homem, Jean-François Champollion, pudesse decifrar integralmente o seu conteúdo.

A Pedra de Roseta estará eternamente ligada ao nome de Champollion, pois foi ela que serviu de base aos estudos que o levaram finalmente à decifração dos hieróglifos.
A verdade é que, ajudado pelo fato de que aquela estela continha o mesmo texto grafado em hieróglifos, demótico e grego, ele reconheceu nela o nome de Ptolomeu em grego e demótico e, assim, pode identificar o cartucho com o mesmo nome em hieróglifos, dando, assim, um passo importantíssimo na solução do enígma.

Mas afinal, o que estava escrito nessa famosa Pedra de Roseta?
Pelo que diz o texto, o faraó Ptolomeu V Epifânio havia concedido ao povo a isenção de uma série de impostos e o fato, evidentemente, agradara a todos.
Em sinal de agradecimento os sacerdotes resolveram erguer uma estátua de Ptolomeu V em cada templo e organizar festividades anuais em sua honra.
Para deixar registrada para sempre tal decisão, gravaram-na em várias estelas comemorativas e colocaram uma delas em cada templo importante da época. Os soldados de Napoleão toparam com uma dessas pedras. Apesar de estar mutilada, foi possível reconstituir a totalidade do texto original da estela graças a outras cópias do decreto que foram encontradas. Ele diz:
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No decorrer do reinado do jovem que sucedeu a seu pai na realeza, Senhor dos Diademas, mui glorioso, que estabeleceu o Egito e foi piedoso perante os deuses, triunfante sobre seus inimigos e que restaurou a paz e a vida civilizada entre os homens, Senhor dos Festivais dos Trinta Anos, semelhante a Ptah, o Grande, um rei como Rá, grande rei dos países Alto e Baixo, progênie dos Deuses Filopatores, aprovado por Ptah, a quem Rá deu a vitória, imagem viva de Amum, filho de Rá, PTOLOMEU, ETERNO, AMADO DE PTAH, no nono ano, quando Aetos, filho de Aetos, era sacerdote de Alexandria e os deuses Sóteres e os deuses Adelphoi e os deuses Evergetes e os deuses Filopatores e o deus Epifânio Eucaristo; Pyrrha, filha de Philinos, sendo Athlophoros de Berenice Evergetes, Areia, filha de Diogenes, sendo Kanephoros de Arsinoe Filadelfo; Irene, filha de Ptolomeu, sendo sacerdotisa de Arsinoe Filopator; aos quatro do mes de Xandikos, de acordo com os egípcios, o 18ª de Mekhir.

O DECRETO.
Estando reunidos os Sacerdotes Principais e Profetas e aqueles que adentram no templo interior para aparamentar os deuses, e os Portadores de Abano e os Escribas Sacrados e todos os demais sacerdotes dos templos da terra que vieram se encontrar com o rei em Mênfis para a festa da assunção de PTOLOMEU, ETERNO, O BEM AMADO DE PTAH, O DEUS EPIFÂNIO EUCARISTO, o sucessor de seu pai na realeza; estando todos reunidos no templo de Mênfis nesse dia, declaram que:

considerando que o rei PTOLOMEU, ETERNO, O BEM AMADO DE PTAH, O DEUS EPIFÂNIO EUCARISTO, o filho do rei Ptolomeu e da rainha Arsinoe, os deuses Filopatores, foi um benfeitor tanto do templo quanto daqueles que vivem nele, bem como de seus assuntos, sendo um deus oriundo de um deus e de uma deusa amados de Hórus, o filho de Ísis e de Osíris, que vingou seu pai Osíris, estando propiciamente inclinado em relação aos deuses, destinou à renda dos templos riquezas e milho e empreendeu muitas despesas para a prosperidade do Egito e para a manutenção dos templos e foi generoso sobretudo com seus próprios meios; e isentou alguns e abrandou para outros os impostos e taxas cobrados no Egito, para que essas pessoas e todas as demais pudessem viver em prosperidade durante seu reinado; e considerando que ele anulou os débitos que numerosos egípcios e o restante do reino tinham com relação à coroa;
e considerando que para aqueles que estavam presos e aos que estavam sob acusação há muito tempo, ele decidiu aliviá-los das cargas que pesavam contra eles;
e considerando que ele confirmou que os deuses continuarão a viver das rendas dos templos e das dotações anuais recebidas, tanto de milho quanto de bens, bem como das rendas destinadas aos deuses pelos vinhedos, jardins e outras propriedades que pertenciam aos deuses durante o reinado de seu pai;
e considerando que ele também decidiu, em respeito aos sacerdotes, que eles não devem, para admissão ao sacerdócio, pagar mais do que as taxas estabelecidas durante o reinado do seu pai e até o primeiro ano do seu próprio reinado; e desobrigou os membros das ordens sacerdotais da viagem anual a Alexandria;
e considerando que ele decidiu que não haverá mais nenhum recrutamento compulsório para a marinha; e que da taxa sobre tecido de linho fino pago pelos templos à coroa ele reduziu dois terços; e que qualquer que tenham sido as negligências de tempos passados, ele as corrigiu devidamente, destacando-se muito particularmente as taxas tradicionais a serem pagas apropriadamente aos deuses; e igualmente a todos ministrou justiça, como Thoth, o grande e grande; e decretou que aqueles que retornam da guerra e aqueles que foram espoliados de seus bens nas épocas de turbulência, devem, no seu retorno, ser autorizados a ocupar suas antigas propriedades;
e considerando que ele autorizou o desembolso de grande quantidade de dinheiro e milho para enviar a cavalaria, a infantaria e a marinha contra aqueles que invadirem o Egito por mar e por terra, a fim de que os templos e todos aqueles que habitam na terra possam estar em segurança; e que tendo ido a Lycopolis, no nomo de Busirite, com um abundante arsenal e outras provisões, para constatar e dissipar o descontentamento provocado por homens ímpios que perpretraram danos aos templos e a todos os habitantes do Egito, ele a circunvalou de pequenas colinas, canais e complicadas fortificações; quando o Nilo, que habitualmente inunda as planícies, teve uma grande cheia no oitavo ano do seu reinado, ele a evitou construindo em numerosos locais desvios para os canais, por um custo irrisório, e confiando a guarda desses locais à cavalaria e à infantaria, em pouco tempo, ele tomou de assalto a cidade e matou todos os homens ímpios, tal como o fizeram Thoth e Hórus, o filho de Ísis e Osiris, em tempos passados, para subjugar os rebeldes no mesmo distrito; e como seu pai havia feito com os rebeldes que haviam molestado a terra e lesado os templos, ele veio a Mênfis para vingar seu pai e sua própria realeza e os puniu como eles mereciam; aproveitando-se de sua vinda, ele fez executar as cerimônias adequadas da sua coroação;
e considerando que ele dispensou o que era devido à coroa pelos templos até o seu oitavo ano, não exigindo sequer uma pequena quantidade de milho ou dinheiro; e que fez descontos também nas multas para os tecidos de linho fino não entregues à coroa e para os que foram entregues diminuiu as taxas pelo mesmo período; e que ele também isentou os templos do imposto de uma medida de grão para cada medida de terra sagrada e, da mesma forma, de uma jarra de vinho para cada medida de terra dos vinhedos;
e considerando que ele fez muitas oferendas a Ápis e a Mnevis e aos outros animais sagrados do Egito, pois ele é muito mais preveniente do que os reis que o precederam com relação a tudo que lhes dizia respeito; e que para seus funerais ofertou o que era conveniente com prodigalidade e fausto, e que o que foi pago aos seus santuários específicos o foi regularmente, com sacrifícios e festivais e outras observâncias costumeiras, e que ele manteve a honra dos templos do Egito de acordo com as leis; e que ornou o templo de Ápis com um rico trabalho, dispendendo com isso grande quantidade de ouro, prata e pedras preciosas;
e considerando que ele fundou templos e santuários e altares e reparou aqueles que necessitavam de reparo, tendo o espírito de um deus benfeitor no que diz respeito à religião;
e considerando que, após levantamento, ele vem reconstruindo, durante seu reinado, os mais honoráveis dos templos, como se fazia necessário;
em recompensa pelo que os deuses lhe têm dado saúde, vitória e poder, e todas as demais coisas boas, e ele e seus filhos permanecerão na prosperidade por todos os tempos.

COM FORTUNA PROPÍCIA:
Foi decidido pelos sacerdotes de todos os templos da terra aumentar grandemente as honras devidas ao Rei PTOLOMEU, ETERNO, O BEM AMADO DE PTAH, O DEUS EPIFÂNIO EUCARISTO, igualmente as de seus pais, os Deuses Filopatores, e as de seus ancestrais, os Grandes Evergetes e os Deuses Adelphoi e os Deuses Sóteres e colocar no local mais proeminente de cada templo uma imagem do ETERNO REI PTOLOMEU, O BEM AMADO DE PTAH, O DEUS EPIFÂNIO EUCARISTO, que será chamado simplesmente "PTOLOMEU, o defensor do Egito", ao lado do qual deverá permanecer o deus principal do templo, entregando-lhe a cimitarra da vitória, e tudo será fabricado segundo os usos e costumes egípcios; e que os sacerdotes prestarão homenagem às imagens três vezes por dia, e colocarão sobre elas as vestimentas sagradas, e executarão outras devoções habituais como são devidas aos demais deuses nos festivais egípcios;

e construir para o rei PTOLOMEU, O DEUS EPIFÂNIO EUCARISTO, descendente do Rei Ptolomeu e da Rainha Arsinoe, os deuses Filopatores, uma estátua e um santuário de ouro em cada um dos templos, e colocá-lo na câmara interior com os outros santuários; e nos grandes festivais nos quais os santuários são levados em procissão, o santuário do DEUS EPIFÂNIO EUCARISTO será levado em procissão junto com os demais.E para que ele possa ser facilmente reconhecido agora e para todo o sempre, deverão ser colocadas sobre o santuário dez coroas reais de ouro, às quais será acrescida uma naja, à semelhança de todas as coroas ornadas com najas que estão sobre os demais santuários, no centro da coroa dupla que ele usava quando adentrou o templo de Mênfis para realizar as cerimônias de sua coroação; e na superfície que rodeia as coroas, ao lado da coroa acima mencionada, deverão ser colocados símbolos de ouro, em número de oito, significando que esse é o santuário do rei que uniu os países Alto e Baixo. E como o aniversário do rei é celebrado no 30º dia de Mesore e como também se celebra o 17º dia de Paophi, dia em que ele sucedeu a seu pai, esses dias foram considerados como dias de devoção nos templos, pois eles são fontes de grandes bençãos para todos;

e foi decretado ainda mais que um festival terá lugar nos templos por todo o Egito nesses dias de cada mês, acompanhados de sacrifícios e libações e todas as cerimônias costumeiras dos outros festivais e oferendas serão feitas aos sacerdotes que servem nos templos. E um festival terá lugar em honra do Rei PTOLOMEU, ETERNO, O BEM AMADO DE PTAH, O DEUS EPIFÂNIO EUCARISTO, anualmente, nos templos por todos os cantos da terra no 1º dia de Thoth durante cinco dias, durante os quais eles usarão guirlandas e executarão sacrifícios e libações e outros sacramentos habituais, e os sacerdotes de cada templo serão chamados os sacerdotes do DEUS EPIFÂNIO EUCARISTO e mais os nomes dos outros deuses que eles servem; e seu sacerdócio será inscrito sobre todos os documentos oficiais e será gravado nos anéis que eles usam;e os particulares serão também autorizados a assistir os festivais e a instalar o santuário supra-mencionado em suas casas; executar as celebrações supra-mencionadas anualmente, a fim de que todos e cada um possa saber que os homens do Egito exaltam e honram o DEUS EPIFÂNIO EUCARISTO, o rei, de acordo com a lei.

Este decreto será inscrito sobre uma estela de pedra nos caracteres sagrados e nativos e gregos e será erigida em cada um dos templos de primeiro, segundo e terceiro graus, ao lado da imagem do Rei Eterno.
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Mas afinal, de que maneira Champollion chegou à decifração dos hieróglifos?
A primeira palavra do texto em grego da pedra de Roseta que ele identificou entre os hieróglifos foi o nome de Ptolomeu, formado por oito sinais envolvidos por um cartucho. Inicialmente teve dificuldades em interpretar os símbolos porque continuava apegado à idéia de que a escrita egípcia era ideográfica.
Quando raciocinou que por ser um nome grego, ou seja, estrangeiro, dificilmente poderia ter sido grafado com ideogramas, e que provavelmente fora escrito da maneira como era pronunciado, procurou transpor o nome da língua grega para a egípcia. Para alcançar esse objetivo o linguista francês percorreu um caminho reverso.
Partindo da forma grega do nome, Ptolemaios, verteu o nome, som a som, do grego para o copta, deste para o demótico, daí para o hierático e, finalmente, para os hieróglifos. O resultado a que chegou foi Ptolmys. Embora ele soubesse que sinais inscritos em uma elípse indicavam o nome de um faraó, não sabia estabelecer o sentido da leitura e, assim, não era possível descobrir a correspondência entre as letras e os hieróglifos.

Quando Champollion teve acesso à inscrição de um obelisco descoberto em Philae, as coisas se tornaram mais claras.
O monumento também continha um texto grafado em hieróglifos, demótico e grego, no qual aparecia o nome de outro faraó, Ptolomeu Evergetes II, e, pelo que pode ser deduzido pela inscrição grega ao pé do obelisco, o de sua esposa Cleópatra III.
Comparando os cartuchos de Ptolomeu e Cleópatra, notou que possuíam em comum os sinais que representavam as letras P, T, O e L. Havia um pequeno complicador porque os dois sinais para a letra T eram diferentes em ambos os cartuchos.
Ele deduziu, porém, acertadamente, que eram sinais homófonos, isto é, eram símbolos iguais para o mesmo som como o que acontece, por exemplo, com F e PH. A conclusão lógica foi a de que alguns hieróglifos tinham mesmo o valor de letras. Desse ponto em diante seus trabalhos tomaram rumo decisivo. A partir das quatro letras conhecidas foi possível deduzir, por suas posições, as que faltavam. Passou a contar, então, com um total de 12 fonogramas identificados. Aplicou-os a um terceiro cartucho e conseguiu decifrar o nome de Alexandre, escrito como Alksentrs.

Na evolução dos estudos, Champollion começou a deduzir os princípios da escrita egípcia. Considerando os símbolos isoladamente e tomando seus nomes em copta, percebeu a equivalência entre o valor do hieróglifo e a primeira letra da palavra naquela língua. Por exemplo, o leão, pronunciado labor em copta, tinha o valor da letra L; o desenho da mão, toot em copta, tinha o valor da letra T; o desenho da boca, ro em copta, tinha o valor da letra R, e assim sucessivamente.
Partindo de sons simples assim isolados e aplicando seus valores fonéticos em todos os trechos em que apareciam, ele buscava, a seguir, ajuda no texto grego para imaginar que som, em copta, poderia ter a tradução de determinada palavra grega. Até aqui ele estava convencido de que o seu método de tradução funcionaria com todos os nomes não egípcios.
Tendo reunido cartuchos do período greco-romano da história egípcia, Champollion conseguiu decifrar 79 nomes de reis para os quais identificou todas as letras.
Quando, finalmente, em setembro de 1822, examinou cartuchos de nomes de faraós puramente egípcios — Ramsés e Tutmés (Tutmósis) — e conseguiu decifrá-los, percebeu que havia encontrado realmente a chave do entendimento da escrita hieroglífica.

Decifrar o significado dos sinais hieroglíficos e mesmo ler nomes de reis de pouco adiantaria se não fosse possível traduzir os textos nos quais esses elementos estavam inseridos.
Um dos principais fatores que permitiram a tradução foi o fato da língua copta ter sobrevivido até o século XVI da nossa era como a língua da população cristã do Egito. Mesmo na atualidade ela ainda é lida, embora não entendida, nas igrejas coptas.
Seu vocabulário é constituido de palavras egípcias suplementadas por um considerável número de palavras emprestadas diretamente do grego. Profundo conhecedor do copta que era, Champollion tinha condições de traduzir palavras gregas da pedra de Roseta para aquela língua.
Depois que descobriu os princípios da escrita egípcia, passou a procurar nos locais adequados do trecho em hieróglifos as palavras cujas "letras" correspondiam àquelas das suas traduções em copta. A tarefa era dificultada pelo fato dos egípcios não separarem as palavras umas das outras.
Na medida em que aumentou o número de hieróglifos decifrados, ele inverteu o processo e passou a traduzir para o copta palavras que ele podia ler em hieróglifos e, assim, entender o seu significado.
Havia limitações nesse esquema porque eram poucas as palavras egípcias que haviam sido preservadas em copta e outras haviam sido tão deturpadas nessa última linguagem que era difícil reconhecer suas origens no idioma egípcio.
Nos casos em que o copta não podia ajudar na interpretação de uma palavra, Champollion recorria a métodos dedutivos, baseado nas várias ocorrências de uma mesma palavra em contextos diferentes, ou ao hebreu, idioma no qual foram preservadas muitas palavras do tronco comum semítico, as quais também foram incorporadas à linguagem egípcia.
Desta maneira os egiptólogos puderam fazer a leitura de praticamente todos os sinais hieroglíficos e entender o significado de grande parte do vocabulário egípcio.

O grande mistério que envolvia a decifração dos hieróglifos era devido ao fato de que a estrutura desse sistema de escrita combina três categorias de símbolos: os fonogramas (do grego phone = som + gramma = caracteres escritos), os ideogramas (do grego idea = idéia + gramma = caracteres escritos) e os determinativos. Ao contrário do que geralmente se pensa, a escrita hieroglífica é em parte fonética. Muitos dos símbolos funcionam como fonogramas, ou seja, são sinais gráficos que representam um som fundamental (fonema) ou uma sequência de fonemas.
Nesses casos se emprega uma imagem não para significar o que ela representa, mas apenas pelo valor fonético daquilo que ela representa. Por exemplo: a figura de uma lebre não é usada geralmente para escrever lebre, mas sim para grafar os dois sons fundamentais que entram na palavra que significa lebre em egípcio, isto é, o W e o N.
Os fonogramas são sempre consonantais, pois a escrita hieroglífica não grafa as vogais. A prática usual dos estudiosos ao traduzirem um texto hieroglífico consiste em intercalar entre as consoantes as letras e ou o, mas isso é meramente convencional. É por isso que os nomes próprios egípcios de faraós e personagens importantes são grafados por vezes de formas diferentes.

Há três categorias de fonogramas.
Aqueles que representam apenas um som são chamados de sinais "alfabéticos". Eles formam um pequeno conjunto cujos componentes equivalem, aproximadamente, do ponto de vista sonoro, às letras do nosso alfabeto. A figura da boca, por exemplo, representa a letra R; o desenho da mão, a letra T e um pedaço de tecido dobrado, a letra S. Os fonogramas que representam dois sons, isto é, sinais que grafam uma sequência de duas "letras", chamados de biliterais, são, teoricamente, mais de 600, considerando-se o número de combinações possíveis com os diversos sinais "alfabéticos". Na prática, apenas 90 eram empregados.
Alguns exemplos são o desenho de uma cesta, representando as letras NB; a figura de uma lebre, significando WN; um rosto, indicando as letras HR. Finalmente, os fonogramas que representam três sons, ou seja, grafam uma sequência de três "letras", denominados triliterais, são cerca de 60. Entre eles figuram um coração e uma traquéia, símbolo das letras NFR; uma tira de sandália, que era lida como NKH e um pão sobre uma esteira, grafia das letras HTP.

Enquanto que os fonogramas grafam a palavra decompondo-na em seus sons fundamentais, os ideogramas escrevem-na de maneira global. Eles indicam o significado de uma palavra pictoricamente, sem mostrar como deve ser lida. Exemplificando: posso escrever Sol foneticamente; mas também posso escrever ideograficamente, empregando o desenho do Sol.
Os símbolos empregados como ideogramas significam aquilo que eles representam e outras idéias que possam estar associadas a ele. O ideograma do Sol, por exemplo, pode significar o astro em si ou qualquer outra palavra de sentido associado ao Sol e suas características como luz, brilho, dia, pôr-do-Sol, etc.
O ideograma de um barco pode significar vários tipos de embarcação como bote, barcaça, navio e também verbos referentes à navegação. Para distinguir uma palavra da outra os egípcios usavam os sinais determinativos, como veremos mais adiante.

Nessa categoria dos ideogramas, quando a idéia é abstrata e difícil de exprimir com uma só figura, seria natural que os escribas criassem uma espécie de enigma figurado combinando duas ou mais imagens para escrever a palavra. E eles faziam exatamente isso.
Em português, por exemplo, poderíamos desenhar a figura de um bochechudo deus dos ventos e um rosto contraído para escrever a palavra ardor.
A relação entre representação e significado pode ser direta ou indireta. É direta, por exemplo, quando se mostra um contorno com um palácio no ângulo para significar recinto, palácio.
É indireta, por exemplo, quando se mostra um falcão para significar o nome do deus Hórus. Dos aproximadamente 700 hieróglifos que eram de utilização frequente no cotidiano, pelo menos 100 sempre permaneceram ideográficos e nunca se tornaram símbolos fonéticos. É curioso notar que um sinal ideográfico, além de representar a palavra que retratava, também podia exercer o papel de um determinativo para a representação fonética da mesma palavra.
Exemplificando: o desenho de um obelisco, palavra grafada tekhen em egípcio, podia significar exatamente isso — obelisco. Mas também podia vir após os hieróglifos fonéticos das consoantes t+kn+n como um determinativo do significado da palavra obelisco.

Finalmente, os determinativos são sinais que, colocados no final de uma palavra, têm a função de indicar em que classe semântica se enquadra a palavra que eles determinam. São, portanto, classificadores, puramente gráficos, e sem correspondentes na língua falada.
Por exemplo: tudo aquilo que implica a idéia de violência é seguido pelo sinal de um braço armado; termos que designam seres de prestígio se encerram com um homem barbudo sentado; o determinativo de água se emprega com as palavras que designam as grandes extensões de água, os líquidos, e mesmo com aquelas que significam ter sede ou matar a sede. Embora os determinativos não fossem de uso obrigatório, tinham importante papel na escrita. Permitiam, por exemplo, que se fizesse a distinção entre palavras homófonas.
Os termos ser estabelecido e sofrer eram escritos da mesma maneira: MeN. O que distinguia as duas palavras era o determinativo de abstrato (um papiro selado), no primeiro caso, e o determinativo de mal (um pardal), no segundo.
O professor Lionel Casson nos mostra um outro exemplo: As letras hnu podiam ser pronunciadas como qualquer coisa desde hiniu a ohanou e ter vários sentidos diferentes. Por isso a palavra nunca é encontrada sem um de vários determinativos:
um vaso de cerveja para indicar a palavra de uma medida para líquidos; um homem fazendo o sinal ritual de regozijo para indicar a palavra correspondente a alegria, e as figuras de um homem e de uma mulher sobre um símbolo de plural (três traços paralelos) para indicar a palavra que significava vizinhos ou companheiros. Graças a esse sistema, os egípcios podiam usar o mesmo grupo de letras para indicar até 10 palavras inteiramente diferentes.

Ainda para esclarecer o emprego dos determinativos, façamos de conta que queremos escrever com hieróglifos palavras da língua portuguesa. Tomemos, por exemplo, a palavra ramo. O desenho de um ramo de árvore pode representar não só a palavra ramo em si, mas também todas as palavras que contenham o grupo consonantal RM: Roma, aroma, remo, arma, rima, Remo, etc.
Ao escrever uma frase como cortei um ramo de árvore o hieróglifo do ramo seria usado sem qualquer determinativo. Nos demais casos o ramo seria acompanhado por um hieróglifo que representasse cidade, para a palavra Roma; um nariz, para a palavra aroma; um remo, para a palavra remo; um braço armado para a palavra arma; um sinal de conceito abstrato (um papiro selado), para a palavra rima e um homem sentado para o nome próprio Remo.
Se quisséssemos esquever Rômulo, acrescentaríamos ao ramo a letra L (a figura de um leão) e mais um homem sentado para indicar tratar-se de um nome próprio. Além de servir muito adequadamente para distinguir palavras homófonas, o determinativo tinha a vantagem de delimitar as palavras dentro da sucessão contínua dos sinais da escrita, já que não havia espaços em branco entre elas. São essas, portanto, as três funções que os hieróglifos podiam desempenhar: fonogramas, ideogramas e determinativos.
Alguns sinais exerciam apenas uma delas. Outros podiam exercer, alternativamente, duas ou até mesmo as três funções. Aparentemente isso tudo poderia gerar uma infinidade de combinações e uma grande confusão. Na prática as mesmas palavras eram quase sempre escritas do mesmo modo.

Não havia regras fixas para a combinação das três categorias de sinais. Isso dependia dos usos e de tradições, as quais variaram ao longo do tempo. Entretanto, alguns princípios fundamentais permaneceram estáveis, como se segue:1) Os sinais puramente ideográficos estavam essencialmente limitados aos nomes das divindades e aos termos do vocabulário fundamental. Frequentemente o ideograma é identificado como tal por um traço que o acompanha.
Assim, o desenho de uma boca com o traço representa, ideograficamente, boca, fórmula, enquanto que o mesmo desenho sem o traço é o sinal alfabético para R;2) Com muita frequência as palavras são escritas com a ajuda de fonogramas, geralmente seguidos de um ou vários determinativos, como já vimos nos exemplos dados acima.
Assim, SeKHeR, que significa plano, diretiva, era escrito com os fonogramas S, KH e R, seguidos do determinativo de abstrato (um papiro selado);3) Os fonogramas são correntemente empregados de forma redundante para explicitar parcial ou totalmente um ideograma, ou até mesmo um outro fonograma.
A figura de um escaravelho pode significar, por si só, KHePeR, cujo sentido é nascer, vir a ser. Esse hieróglifo é frequentemente combinado com o sinal alfabético R e, nesse caso, não se lê KHePeR+R, mas apenas KHePeR, pois o R é uma redundância, ou seja, um complemento fonético. Os complementos fonéticos podem funcionar em vários graus. Um ideograma ou um fonograma de dois ou três sons podem ser explicitados por outros fonogramas.
Por exemplo, a figura de um muro, ideograma para a palavra JeNeB, que significa exatamente muro, pode ser explicitado por JeN (um peixe) e o sinal alfabético B, enquanto que esse mesmo JeN é, por sua vez, explicitado pelos sinais alfabéticos J e N.

Se tudo isso parece confuso para você, com certeza não o era para os escribas. Ao escrever uma palavra ele poderia, na maioria dos casos, adotar um dentre vários métodos diferentes. Podia simplesmente escrever o ideograma, geralmente acompanhado por um traço vertical sob ele, indicando que aquele sinal tinha valor de ideograma.
Com maior frequência, entretanto, ele usaria fonogramas seguidos por um ideograma, ou seja, por um determinativo que esclareceria o sentido geral da palavra. Quando existisse um sinal biliteral ou triliteral adequado o escriba o empregaria e, frequentemente, lhe acrescentaria alguns sinais alfabéticos, mesmo que estes já estivessem incluídos no fonograma.
Tão incômoda e ilógica parece ser essa multiplicidade de sinais, — comenta o egiptólogo T. G. H. James — que é difícil de entender o processo de raciocínio pelo qual eles evoluiram, e ainda mas difícil de imaginar porque teriam continuado com tão pouca alteração durante um período de tempo tão longo.

Conforme já dissemos, os egípcios não escreviam as vogais. Elas apenas eram grafadas quando eram semiconsoantes, ou seja, quando exerciam função de consoante. Tal fato não é surpresa para o mundo moderno que conhece as línguas árabe e hebraica, as quais também não escrevem as vogais.
Porém, como diz com muita graça o escritor Federico Mella, em caso de necessidade, há sempre um árabe ou um israelense por perto para tirar-nos as dúvidas, ao passo que entre nós não existe nenhum antigo egípcio para nos ensinar. Na maioria dos casos as vogais não eram escritas e torna-se difícil para nós, e frequentemente impossível, imaginar qual teria sido a pronúncia correta de tais palavras.
Quando viável, os estudiosos baseiam-se nas palavras coptas correspondentes. Vejamos os exemplos dados por aquele autor: O deus de Tebas se escreve IMN. Eis por que os gregos chamavam de Amenófis, Amenmenes, etc., os faraós que traziam nomes a ele dedicados; é provável que a dicção certa fosse Amen, como prefixo, e Amon sozinho. Outro exemplo é o nome de Nefertiti que se escrevia NEFERTI, obviamente de difícil pronúncia.
Visando somente superar estas dificuldades fonéticas, espalhou-se o uso de inserir entre as consoantes a vogal E e até mesmo outra se possível. Por esta razão nós chamamos a bela rainha Nefertiti ou Nefertite. É provável que a dicção mais adequada seja Nofretiti. Mas trata-se apenas de um método circunstancial, ao qual se recorre na falta de apontamentos, isto é, quase sempre; e também não constitui norma.
Por exemplo, o nome do deus de Mênfis se escreve PTH, e se lê comumente PTAH, e não Peteh ou Petehe. Acrescentamos que esse H era áspero, mas permanece o fato de que não sabemos como soava no idioma egípcio — salvo em poucas exceções de que se tem conhecimento.
E o autor conclui: Deparamos com diversas dificuldades diante da escrita etrusca: podemos lê-la, mas não traduzi-la. Aqui, pelo contrário, podemos traduzi-la, mas não pronunciá-la. Isto causa com frequência muitas desigualdades na maneira de escrever os nomes dos faraós e das cidades.

NOTA: O nome de Ptolomeu era escrito PTOLMIIS. O de Cleópatra era grafado QLIOPATRAT. O T final era uma desinência feminina, comum a todos os nomes femininos egípcios, o que também se usava em copta e Champollion bem conhecia. O último sinal, um ovo, enfatizava novamente que se tratava de uma mulher.

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FONTE:
http://www.geocities.com/tioisma2002/decifra2.htm

ANO QUE VEM EM JERUSALEM...? DOCUMENTÁRIOS...

ANO QUE VEM EM JERUSALEM...? DOCUMENTÁRIOS...

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Jerusalem El Secreto de la Alianza
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Em 5 de junho de 1967, deu-se início à Guerra dos Seis Dias. Conflito armado pelos israelenses, com o apoio dos EUA, atacaram o Egito, a Síria e a Jordânia.
Depois da vitória, os israelenses anexaram-se à península do Sinai, faixa de Gaza, Cisjordânia e colinas da Golan.

Anos depois do conflito arábe-israelense, o Egito voltou a ocupar o deserto do Sinai. Em 1967, adiantando um ataque iminente do Egito e da Jordânia, Israel surpreendeu as nações aliadas, lançando um ataque preventivo e arrasador à força aérea egípcia.

Em 5 de junho, ao amanhecer, a força aérea israelense (FAI), fez um ataque coordenado às principais bases aéreas do Egito, destruindo todos os seus aviões no solo e inutilizando as pistas, marcando o início da Guerra dos Seis Dias.

No período da guerra, a FAI, destruiu 350 aviões árabes e perdeu 31. O exército Egípcio tinha 7 divisões e cerca de 950 carros de combate.
O exército israelense montou a Operação Lençol Vermelho, fazendo um ataque-relâmpago.

Em 8 de junho, os israelenses fizeram uma armadilha, destruindo 60 tanques, 100 caminhões e 300 veículos. Para reabrir o estreito de Tiran, foi enviado um grupo de combate para o sul da península, a fim de encontrar com as forças pára-quedistas que saltavam em Sharma-el-Sheikh, não teve luta porque a guarnição egípcia havia se retirado.
Dificilmente na história militar, ocorreu uma vitória tão ampla e que foi conquistada em tão pouco tempo, foram apenas 4 dias para derrotar um grande exército com 7 divisões.
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Guerra de Yom Kippur
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http://video.google.com/videoplay?docid=-8757823140780495887&ei=7PEWSvKpBI64rgLHz-SxDg&q=LAS+GUERRAS&hl=pt-BR&emb=1&dur=3
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O presidente Nasser do Egito morreu em 1970, e Anuar Sadat assumiu seu lugar. Os dois eram bem diferentes na forma de governar, Sadat imprimia uma política mais moderada e pragmática.
Quando assumiu a presidência do Egito, sua preocupação inicial era de recuperar os territórios perdidos para Israel durante a Guerra dos Seis Dias. Por esse motivo, o Egito e a Síria arquitetaram uma nova ofensiva militar contra Israel.
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O ataque foi realizado no dia 6 de outubro de 1973, quando os judeus comemoravam o Yom Kippur, ou Dia do Perdão.
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O início da Guerra foi vantajoso para os árabes, o Egito obteve de volta um trecho da península do Sinai, a Síria recuperou as Colinas do Gola. Com a ajuda dos Estados Unidos, os israelenses venceram o conflito e expandiram suas fronteiras ocupando territórios da Síria, do Egito e da Jordânia.
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Com o Fim da Guerra do Yom Kippur importantes modificações ocorreram no aspecto geopolítico do Oriente Médio. A Síria aprofundou os laços com Moscou, já o Egito abandonou sua relação com a URSS, e se aproximou dos EUA.
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Jerusalen y los Esenios, Jiménez del Oso
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Situación geográfica de los Evangelios:Jerusalén II, Pasión, muerte...
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Las Cruzadas 1 Jerusalén, la ciudad deseada - Cruzada de Bush luego 2...
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Las Cruzadas 2 Jerusalén, la ciudad deseada - Cruzada de Bush luego 2...
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Importância de Fortalecer Israel

Podemos concluir que Israel, por todas as suas características e pelo seu desenvolvimento histórico, representa uma peça-chave no embate civilizacional que permeia a dinâmica das relações internacionais neste início do século XXI


O impacto do Oriente Médio na estabilidade do sistema internacional ganhou outra dimensão a partir dos atentados terroristas de 2001 nos Estados Unidos. Os dois conflitos prolongados no Afeganistão e no Iraque, envolvendo forças ocidentais, os desafios abertos de Mahmoud Ahmadinejad, presidente iraniano, empenhado em aniquilar Israel e em levar adiante a expansão do programa de enriquecimento de urânio (doravante em escala industrial), as ações de países como a Síria e o Irã, que colaboram explicitamente com grupos terroristas que operam contra Israel, como por exemplo o Hezbollah, e as atividades da Rússia, um país que se torna cada vez mais influente na região, constituem uma dinâmica que parece indicar que o Oriente Médio ainda deverá se manter por algum tempo como o foco principal das atenções no cenário internacional.

O Irã afirma-se cada vez mais em sua posição de “rogue state” e requer respostas mais duras da parte do Ocidente. Contudo, dificilmente os Estados Unidos poderão enfrentar mais uma guerra convencional na região. Devemos frisar, aqui, a palavra “convencional”. Diante da necessidade imperativa de neutralizar uma ameaça concreta à sobrevivência de algum de seus aliados, os Estados Unidos, que são a maior potência militar do mundo, dispõem de condições de agir, porém a um custo possivelmente muito elevado perante a opinião pública internacional. Além do mais, o desgaste político interno com a abertura de uma nova frente de batalha também seria muito grande e provavelmente insustentável.

A Europa, que conta há décadas com a ajuda do poderio militar norte-americano para a sua integridade e sobrevivência, dedicou-se a construir um paraíso onírico kantiano onde a utilização da força é praticamente impensável e toda e qualquer ameaça deve ser enfrentada através do diálogo e do multilateralismo institucionalizado. Internamente, dedicam-se à manutenção de seu modelo de Estado de bem-estar social, cujos efeitos já começam a se fazer sentir na economia da região. Diante do aumento da longevidade e da queda das taxas de natalidade dos europeus, a população está envelhecendo e há cada vez menos jovens disponíveis para sustentar a elevada e crescente proporção de reformados. O aumento paralelo da islamização do continente europeu, que podemos traduzir como captação de imigrantes de baixa qualificação, a elevada taxa de desemprego na União Européia, situada em 7.9% em 2006 de acordo com a Eurostat, e a condenação de modelos como o da Suíça, um país que atrai empresas e investimentos através da aplicação de tributações mais, digamos, decentes, completam o quadro que indica que o atual modelo econômico europeu não deverá se sustentar por muito tempo.

Um ator importante, que está se tornando cada vez mais representativo no cenário mundial, é a Rússia. O país, pela sua própria configuração geográfica, sempre teve vocação imperial. O urso russo está enjaulado desde o fim da Guerra Fria, com a fragmentação do bloco soviético, porém a vocação russa independe de orientações ideológicas e de sistemas políticos internos. O país é uma potência terrestre que, se conseguir acesso aos mares quentes, tornando-se uma potência anfíbia, obterá um significativo incremento de poder. O geopolítico inglês Halford John Mackinder já tinha visto isso no início do século XX e toda a Doutrina Truman, formulada no início da Guerra Fria para conter o expansionismo soviético, baseava-se em considerações geopolíticas dessa espécie.

Independente das opções econômicas da União Soviética terem contribuído para o colapso do bloco e de sua população ter sido mantida, em sua maior parte, na miséria e na fome, se o país tivesse conseguido tornar-se uma potência marítima, na época, provavelmente teria conseguido estabelecer celeiros em outros lugares do mundo. Teria sido um império sustentável? Dificilmente. Ao contrário da sofisticada dominação hegemônica, que transnacionaliza os recursos de poder (“hard” e “soft”), a bruta dominação imperial perde a sua sustentabilidade através do progressivo esgotamento decorrente da transformação contínua de recursos econômicos em militares.

Contudo, o embate entre o urso russo e a baleia americana, chamados a “concentrar nas mãos o destino da metade do mundo”, conforme previsto por Alexis de Tocqueville ainda no século XIX, não terminou com o desfecho da Guerra Fria em 1991. É claro que nas dinâmicas mais complexas das relações internacionais do século XXI a continuação do confronto entre os Estados Unidos e a Rússia não se dará em um ambiente de bipolaridade. A Rússia disputará seus interesses com pelo menos dois países próximos que caminham a passos largos para o status de grandes potências: a China e a Índia. Saber trabalhar com esses dois Estados, portanto, será de fundamental importância para a estruturação de uma possível nova contenção e para o desenvolvimento da configuração mundial nas próximas décadas.

Diante de uma muito provável mudança de mãos da administração norte-americana para os democratas, geralmente avessos a pensar no longo prazo, cabe uma advertência para que nesse mesmo longo prazo não acabemos todos mortos: é necessário continuar fortalecendo os sistemas de inteligência norte-americanos, tanto de coleta quanto de análise de informações. A política internacional mostra tanto a sua face quanto as suas máscaras na diplomacia, porém a sua gestão real se dá nas atividades de inteligência. Recentemente, o presidente norte-americano George W. Bush aprovou uma nova estratégia de contra-inteligência determinada a expandir as operações contra espiões e terroristas estrangeiros, ao mesmo tempo intensificando a coordenação entre agências norte-americanas, o que é fundamental para a despolitização da inteligência. Será que a próxima administração dará continuidade a essa estratégia? De acordo com notícia recente no The Guardian (13 de abril de 2007), as atividades da inteligência russa na Inglaterra alcançaram o mesmo nível da Guerra Fria.

Com a perda recente de grande parte de sua influência no Leste Europeu, devido à entrada de países dessa região na União Européia, a Rússia está concentrando suas atividades principalmente no Oriente Médio. O Irã é visto por muitos analistas como um país que tem a pretensão de se tornar uma potência regional. Ora, ter essa pretensão é algo natural e inerente à condição anárquica do sistema internacional. Contudo, nos últimos tempos, o Irã age mais como peão da Rússia do que como potência autônoma. Na diplomacia aberta, a Rússia alinha-se ao mundo livre na condenação do programa iraniano de enriquecimento de urânio, porém no mundo real ela fornece armas convencionais e sistemas de defesa antiaérea para o Irã (como o TOR-M1, entregue ao Irã no início deste ano), além de criar dificuldades no Conselho de Segurança para a aprovação de resoluções mais duras contra esse país.

Alimentando as pretensões do Irã, a Rússia ganha um aliado significativo na região. No mapa do Oriente Médio, quem corre o risco mais imediato é Israel, tanto por razões geopolíticas quanto por motivos civilizacionais. Trata-se da única democracia de tipo ocidental na região, o que favorece com direitos de cidadania inclusive a minoria árabe no país. Israel também identifica-se com o núcleo duro da ocidentalidade, o que lhe garante o ódio e a repulsa das correntes de pensamento que se autodenominam “progressistas”. Nos meios acadêmicos e informativos ocidentais, com freqüência acusa-se Israel de praticar terrorismo de Estado. Contudo, pouco se diz acerca do verdadeiro terrorismo de Estado que é praticado por países como o Irã e a Síria, que armam e fomentam grupos radicais para o assassínio de civis israelenses. Quem critica as ações de represália de Israel como sendo “anti-humanitárias” para com a população civil palestina, geralmente esquece de mencionar que Israel age para defender os seus civis, enquanto os grupos terroristas islâmicos defendem-se com os seus civis, utilizando-os covardemente como escudos humanos.

Cercado por nações hostis desde a sua criação, Israel somente tomou a iniciativa nas agressões em 1956 e 1967. Nessas duas ocasiões, os ataques foram de natureza preventiva. A espiral de violência que ganhou intensidade durante todo o ano de 1955, alimentada por Nasser com sua ofensiva de guerrilhas contra Israel, e o incremento do dilema de segurança, ocasionado pela aquisição ostensiva de armas soviéticas pelo Egito, não deu muitas alternativas a Ben-Gurion. Com a nacionalização unilateral do Canal de Suez por Nasser em 26 de julho de 1956, em outubro desse mesmo ano o Reino Unido, a França e Israel lançaram a Operação Mosqueteiro contra o país árabe. A Campanha do Sinai, como é conhecida em Israel essa segunda guerra árabe-israelense, foi facilmente vencida por Israel, porém a vitória militar terminou ofuscada pelas pressões políticas dos Estados Unidos e da União Soviética dentro do contexto e da lógica da Guerra Fria. Em 1967, o ataque israelense foi uma antecipação aos movimentos do Egito e da Jordânia. Desde maio desse ano, os exércitos árabes já estavam reunindo forças ao longo das fronteiras de Israel e a frente árabe constituída pelo Egito, Jordânia e Síria recebia contínuo apoio soviético.

Atualmente, Israel convive em seu dia-a-dia com o flagelo do terrorismo, que interfere no desenvolvimento de suas atividades econômicas. Deve ser dito que, em termos econômicos, Israel nunca se voltou integralmente a favor do livre mercado. Porém, é necessário ressaltar que a prosperidade e o bem-estar econômico devem ficar sempre em segundo plano diante do objetivo primordial da segurança e da necessidade fundamental da sobrevivência. Não será o “livre comércio” e nem o “liberalismo” que conseguirão pacificar a região do Oriente Médio e tornar segura a vida dos israelenses. A estabilidade é conseqüência da implementação de boas escolhas estratégicas e não de idealismos que têm pouca aplicação diante de ameaças bastante concretas. Se queres a paz, prepara-te para a guerra (“si vis pacem, para bellum”), já dizia o escritor militar romano Vegetius, por volta de 390 a.C. Assim, deve-se primeiro garantir a sobrevivência através do fortalecimento das capacidades de poder perante os outros Estados da região. Depois, pode-se começar a pensar nos benefícios da paz para o desenvolvimento de relações econômicas que promovam o bem-estar e a prosperidade. Acusar Israel de ser um país “socialista” e reclamar da falta de engajamento dos israelenses em modelos de liberalismo econômico e político evidencia um elevado grau de miopia, em geral vinculado ao vício de concentrar-se nas efemeridades da pequena política e nos aspectos de caráter religioso, ideológico e cultural, em detrimento do contexto mais amplo das relações internacionais, onde não há muito espaço para opiniões de diletantes.

Apesar de todas as dificuldades que Israel enfrenta, desde 2003 o país vem realizando, com bastante sucesso, algumas mudanças em suas orientações econômicas. Israel é uma economia de mercado tecnologicamente avançada e equipamentos de alta tecnologia representam parte considerável de sua pauta de exportações. A participação do governo na economia, em geral bastante significativa, está diminuindo substancialmente. O país também apresenta uma interessante trajetória de crescimento nos últimos anos. Em 2004, seu PNB cresceu 4.8%. Em 2005, a taxa de crescimento foi de 5.2% e, em 2006, de 5.1%. A taxa de crescimento da economia israelense em 2006 foi elevada em comparação à média mundial e ultrapassou em quase dois pontos percentuais a média dos países da OCDE (situada em 3.2% nesse mesmo ano).

No índice de liberdade econômica publicado pela Heritage Foundation, cuja metodologia foi revista em 2007, Israel aparece no início do terceiro grupo, o dos países moderadamente livres, ocupando a 37ª posição logo abaixo da Coréia do Sul. O Brasil aparece nesse mesmo grupo, só que no outro extremo, ocupando a 70ª posição, abaixo da Tunísia (69º) e bem abaixo de Belize (56º). No que diz respeito a países da América Latina, o índice da Heritage coloca Israel somente atrás do Chile, que ocupa a 11ª posição e está no segundo grupo, o dos países em sua maior parte livres, de El Salvador, na 29ª posição e também no segundo grupo, e do Uruguai, situado no mesmo grupo de Israel, só que na 33ª posição.

O desempenho econômico de Israel e a possibilidade de voltar-se um pouco mais para a liberalização de sua economia deve-se, em parte, à presença norte-americana na região. A campanha dos Estados Unidos no Iraque, independente dos seus resultados mais visíveis serem aparentemente negativos, já deu pelo menos um fruto bastante significativo: contribuiu para aumentar a segurança em Israel. O regime de Saddam Hussein era um dos principais patrocinadores do terrorismo anti-israelense na região e a eliminação dessa ameaça permitiu que Israel possa ceder um pouco de espaço, nas suas preocupações, às reformas econômicas dos últimos anos.

Podemos concluir que Israel, por todas as suas características e pelo seu desenvolvimento histórico, representa uma peça-chave no embate civilizacional que permeia a dinâmica das relações internacionais neste início do século XXI. Devemos ter em conta que o fundamentalismo islâmico volta-se imediatamente contra o inimigo mais próximo, que é Israel, mas seu oponente é, de fato, a civilização ocidental como um todo. Não podemos desconsiderar também a Rússia, um país comprometido com a sua vocação histórica e que está sabendo tirar proveito das tensões no Oriente Médio para a concretização de seus interesses geopolíticos. Em um momento de fraqueza da identidade ocidental, fortalecer Israel também é importante porque a sobrevivência desse país envolve uma série de valores que deveriam continuar sendo caros ao Ocidente.

Diante da debilidade européia, em termos militares, e da dificuldade que seria para os Estados Unidos entrarem abertamente em novos conflitos armados na região, talvez uma das melhores opções estratégicas disponíveis na atualidade seja fortalecer cada vez mais o Estado de Israel (tanto nos aspectos militares quanto econômicos). Apesar das dificuldades estratégicas que enfrenta desde o início de sua existência, ultimamente o país vem galgando posições no ranking mundial da liberdade econômica e no crescimento sustentável. Além disso, também possui uma indústria de alta tecnologia, o que o torna bastante atraente para a captação de investimentos – ao contrário da América Latina, onde seria irresponsável desperdiçar recursos, visto que a região, além de não representar tanta importância geopolítica quanto Israel no panorama atual, optou por estacionar em retóricas ideológicas da década de 1970.
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FONTE: Cláudio TellezMatemático e Analista Internacional, é chileno e nasceu na Alemanha (Bochum) em 7 de novembro de 1976. Colunista do site Mídia Sem Máscara desde 2003 e do site Ratio Pro Liberte desde 2004, atualmente desempenha a função de Vice-Presidente de Formação e Projetos no Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista (CIEEP), onde também escreve artigos e resenhas de livros
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CONFLITO ÁRABE-ISRAELENSE

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LIVRO: EGITO - UMA VIAGEM AO BERÇO DE NOSSA CIVILIZAÇÃO (*)

AUTOR: FÉLIX MAIER

A diáspora judia

A presença judaica na antiga Palestina terminou depois que os romanos abafaram duas revoltas judias, uma em 70 e outra em 135 de nossa era.

A primeira revolta começou com judeus e samaritanos matando-se uns aos outros. Com a chegada do general romano Vespasiano e sua tropa de 60 mil soldados, os judeus refugiaram-se em Jerusalém. Com a morte de Nero, Vespasiano foi proclamado imperador, retornando a Roma. Seu filho Tito assumiu o comando da campanha contra os judeus e em 70 ocupou e destruiu a cidade de Jerusalém, promovendo um banho de sangue. Apesar de ordens contrárias de Tito, o Templo de Salomão, reconstruído por Herodes (2º Templo), foi demolido, permanecendo apenas uma parede do mesmo, que hoje conhecemos por "Muro das Lamentações". Somente uma pequena parte das muralhas da antiga cidade de Jerusalém não foi destruída.

No ano de 130, o Imperador Adriano começou a reconstrução da antiga Jerusalém em ruínas, com um templo dedicado a Júpiter. Devido a essa tentativa de paganização, os judeus rebelaram-se mais uma vez contra os romanos. Foram novamente massacrados e os que sobreviveram proibidos de pôr os pés na Cidade Sagrada. Jerusalém passou a se chamar Aelia Capitolina e os romanos aboliram o nome "Judéia". A partir de 135, a população judia remanescente na Palestina restringiu-se a um pequeno número, completando-se a diáspora dos judeus, que a partir de 70 começaram a se espalhar por todos os cantos do mundo.

Após o domínio árabe, que começou em 637, permeado por um curto domínio do Reino Latino de Jerusalém - dos Cruzados (1099-1291) -, os muçulmanos governaram a Palestina até 1917, quando as tropas britânicas expulsaram as forças turcas do país e estabeleceram um domínio até 1948, data de criação do Estado de Israel. Embora os turcos otomanos tivessem permitido o retorno à Palestina de refugiados judeus perseguidos pela Inquisição espanhola, a maioria deles preferiu escolher outros países.

A partir da década de 1880, intelectuais judeus do leste europeu criaram um movimento político chamado "sionismo", que pretendia restabelecer na Palestina um Estado para o povo judeu espalhado pelo mundo. A palavra "sionismo" vem de "Sião", antigo nome da cidade de Jerusalém. O judeu húngaro Theodor Herzl publicou Der Judenstaat (O Estado Judeu), abordando idéias de assentamentos judeus na Palestina, a Eretz Israel ou a "pátria histórica dos judeus". Em 1897, Herzl organizou o Primeiro Congresso Sionista, na Suíça, e foi criada a Organização Sionista Mundial. Foi cogitada a criação de um Estado judeu em outro território, fora da Palestina. Foram propostos a Argentina, o Chipre e o Sinai. Até a Uganda foi oferecida. Os judeus, porém, permaneceram fiéis ao sonho de estabelecer uma nova pátria na Eretz Israel.

Embora existissem menos de 1.000 judeus em Jerusalém até o século XVI, na década de 1880 esse número aumentou para 25.000, contra 600.000 cristãos e muçulmanos. O motivo dessa imigração era fundamentalmente religioso. As aliot ou "levas de imigração" para a Palestina intensificaram-se a partir do movimento sionista, formando uma base econômico-social de inspiração socialista, com a criação dos kibbutzim, as famosas colônias agrícolas judaicas. Em 1914, cerca de 30 colônias sionistas já haviam se estabelecido na Palestina, somando 40.000 judeus na região, embora houvesse crescente restrição dos otomanos.

A partilha da Palestina

Em 2 de novembro de 1917, o Governo britânico reconheceu a "Declaração Balfour" - de seu Ministro do Exterior, Arthur James Balfour -, que concedia o direito do estabelecimento de um lar judeu na Palestina. A Palestina tinha sido tomada dos turcos pelos ingleses ao fim da Primeira Guerra Mundial e a Liga das Nações concedeu ao Reino Unido mandato sobre a Palestina, para que principiasse a criação do Estado judeu.

Com o crescimento do antagonismo árabe-judeu, começou a haver restrições à imigração judia para a Palestina. Em 1922, Winston Churchill publicou o Livro Branco, que restringia oficialmente a imigração dos judeus. É a época em que aparecem os primeiros grupos terroristas judeus, como o Irgun de Menachen Beguin, aterrorizando árabes, britânicos e os próprios judeus que não apoiavam suas ações. Violentos distúrbios ocorreram em 1929 e 1936, quando foram atacadas muitas aldeias judaicas. Nessa mesma época, milhares de judeus europeus imigraram para a Palestina, fugindo do nazismo.

O hebraico ressurgiu como língua oficial para os judeus na Palestina, um idioma falado e vivo, graças principalmente ao trabalho de Eliezer Ben-Iehudá.

Com o fim da II Guerra Mundial, o problema da Palestina apresentava outro aspecto. Seis milhões de judeus haviam perecido no holocausto nazista e o movimento sionista passou a exercer uma maior pressão internacional para a criação do Estado judeu. Assim, a questão palestina foi levada à Assembléia-Geral da ONU, em Flushing Meadows, presidida pelo embaixador brasileiro Osvaldo Aranha. Em 29 de novembro de 1947, foi votada a partilha da Palestina, prevendo um território judeu e outro palestino, com 33 votos a favor, 13 contra e 10 abstenções. Jerusalém teria status de cidade internacional.

Convém salientar que a ONU destinou aos judeus as terras mais férteis da Palestina, como a planície costeira e a planície do Esdrelon, além do Lago da Galiléia. Embora a população árabe, na época da partilha, comportasse 2/3 da população total da Palestina, de 1.936.000 habitantes, a ONU lhe destinou apenas 42,88% do território, com terras arenosas e pobres.

Em 14 de maio de 1948, em Tel Aviv, David Ben-Gurion leu a proclamação da independência do Estado judeu. Oito horas após esse ato, o Estado de Israel foi invadido por tropas de países árabes vizinhos.

À espera do "5º round"

No "boxe" árabe-israelense, eles finalizaram o "4º round" em 1973. Depois de enxugarem seu suor com a toalha, tomarem um novo fôlego, quando ocorrerá o "5º round"?

Horas após a criação do Estado de Israel, o Egito, a Síria, a Jordânia e o Iraque atacaram o país judeu, não aceitando a decisão da ONU sobre a partição da antiga Palestina. Após essa guerra vitoriosa, Israel aumentou seu minúsculo território em 50%.

Os palestinos, em sua maioria, fugiram para a Jordânia, convictos de que os árabes venceriam a guerra e que poderiam voltar depois para suas casas. Israel arrasou vilas-fantasma inteiras dos antigos moradores e proibiu a volta dos mesmos após a guerra, iniciando-se assim a diáspora palestina. Muitos palestinos estabeleceram-se no Egito, no Líbano e principalmente na Jordânia. Outros atravessaram os oceanos para procurar novo lar, inclusive no Brasil. No Egito há muitas indústrias de renome comandadas por palestinos, como a Cristal Asfour.

[[[A parte árabe da antiga Palestina, que deveria formar o novo Estado palestino, foi anexada pela Jordânia em 1950.]]]

Os guerrilheiros palestinos começaram a entrar em choques violentos contra o Exército da Jordânia, culminando em 1970 num sangrento massacre de palestinos, conhecido como "Setembro Negro". Os sobreviventes foram expulsos para o sul do Líbano, onde Yasser Arafat montou seu quartel-general.

O "2º round" começou em 1956, quando Násser nacionalizou o Canal de Suez e proibiu o seu uso a Israel. O Estado judeu ocupou a Península do Sinai e a Faixa de Gaza, pertencentes ao Egito. Sob pressão internacional, Israel foi obrigada a retornar a seus antigos limites. Para fazer valer a resolução da ONU, dentre a forças internacionais de paz enviadas para o Sinai e Gaza, convém salientar a presença do Batalhão Suez, composto pelos boinas azuis brasileiros, que se fizeram presentes na região a partir de 1957.

Em 1967, foi um "knock-out" que Israel aplicou nos árabes logo no primeiro assalto - usando mais uma vez um termo do boxe. Em apenas 6 dias, Israel tomou toda a Península do Sinai, a Faixa de Gaza, toda a margem oeste do Rio Jordão (Cisjordânia) e as Colinas de Golã, na Síria. Os aviões no Cairo sequer conseguiram alçar vôo. Foram bombardeados no solo.

Há analistas que consideram aquele conflito como a "guerra da água", o líquido precioso que Israel foi buscar no solo da Cisjordânia, nas nascentes do Rio Jordão (Colinas de Golã), além de passar a ter completo controle das águas do Jordão. No recente tratado de paz com a Jordânia, Israel se comprometeu a desviar uma parte da vazão das águas do Rio Jordão ao país vizinho. Muitos apostam que uma futura guerra na região, se houver, será uma guerra pela água.

Durante a Guerra de 1967, aumentou o terrorismo de Israel contra os palestinos dos territórios ocupados. Muitas aldeias inteiras foram destruídas pelos judeus, os tratores alisando o terreno, a população tendo que fugir para escapar do massacre. As terras dos "ausentes" foram confiscadas para instalação de bases militares e assentamentos agrícolas. Formaram-se "cinturões" de assentamentos judeus em torno das principais cidades da Cisjordânia, como Hebron, Belém, Ramallah, Jericó e Nablus, além de Jerusalém. De 1967 até 1983, foram instaladas 163 colônias (kibbutzim) na Cisjordânia e 12 em Gaza. No Golã sírio foram estabelecidos 29 kibbutzim entre 1967 e 1980. Enquanto os colonos judeus na Cisjordânia podiam perfurar poços artesianos de até 300 m de profundidade, os palestinos só podiam atingir 100 m. Além disso, foi fixado para os palestinos um limite máximo de água bombeada por dia. Todos os governos anteriores ao atual governo de Yitzak Rabin procuraram acelerar o ritmo de assentamentos nos territórios ocupados, com a intenção clara de saturar a área com população judia, de modo que a ocupação judaica se tornasse irreversível.

Além da ocupação dos territórios árabes efetuada na Guerra de 1967, deve-se destacar a invasão no sul do Líbano, em 1978, a partir de quando Israel passou a ocupar 10% do território libanês. O objetivo prioritário daquela operação foi o de apoderar-se das águas do rio Litani. A autoproclamada "zona de segurança" israelense no sul do Líbano, desta forma, destinou-se a aumentar em 50% a captação de água no país e não a defender o país contra ataques árabes a partir do Líbano, como a mídia israelense tem propalado.

Em 1969 e 1970 houve a chamada "Guerra de Atrito" entre Israel e o Egito, ao longo do Canal de Suez, onde Israel havia instalado a fortificada linha de defesa Bar Lev. As tropas de ambos os lados faziam escaramuças, com perdas de vidas humanas, devendo ser destacada a operação cinematográfica de Israel ao apreender uma estação de radar egípcia no lado ocidental do Canal. Porém, a "Guerra de Atrito" não pode ser considerada uma guerra convencional.

Entre 1948, ano de criação do Estado judeu, e 1970, mais de 1.300.000 imigrantes judeus se instalaram na Palestina, aumentando a população judia de 700 mil para 3.000.000. A Lei do Retorno concede, ainda hoje, cidadania israelense a qualquer judeu no exterior que chegue para viver no país. Após o fim da União Soviética, houve grande fluxo de judeus russos a Israel, além de judeus africanos, como os falashas etíopes, atraídos pela política desenfreada de assentamentos do governo Yitzhak Shamir, principalmente nos territórios ocupados. Porém, após a Guerra do Golfo, com a nova situação política no Oriente Médio em direção à paz entre árabes e judeus, os EUA negaram um empréstimo de 10 bilhões de dólares a Israel, para congelar a política de rápida ocupação do solo da Cisjordânia. Entre 1990 e 1993, 550.000 imigrantes se estabeleceram no Estado judeu. Em 1994, foram apenas 78.000.

No "4º round", em 1973, houve uma fenomenal reação do adversário de Israel, na chamada Guerra do Ramadã, como a chamam os egípcios, ou Guerra do Yom Kippur, assim conhecida em Israel. Num ataque fulminante, o Egito furou a fortificada linha de defesa Bar Lev, ao longo do Canal de Suez, e se aprofundou nos desertos do Sinai, ao mesmo tempo em que a Síria avançava pelo norte do Mar da Galiléia. A data escolhida para o ataque não podia ter sido melhor: no dia 6 de outubro comemorava-se a festa religiosa do Yom Kippur, em Israel, o "Dia do Perdão", num sábado, quando tudo pára naquele país, inclusive a transmissão das emissoras de rádio e televisão.

O Egito havia se preparado muito bem para a revanche, criando sua 4ª Força Armada, a Força de Defesa Aérea - lição aprendida no vexame dos seus aviões sendo bombardeados no Cairo em 1967. Com seu enorme arsenal soviético e uma eficaz proteção antiaérea contra ataques de seu inimigo, o Egito obteve logo nas primeiras horas de combate importantes vitórias.

Aprofundaram-se no Sinai 250 aviões de combate egípcios que destruíram, na primeira hora, 3 aeroportos, 10 bases de mísseis superfície-ar, 3 postos de comando israelenses e centros de monitoração e interferência eletrônica. Como se pode ler no livro The Ramadan War, 1973, de Hassan El Bardi e outros, caiu por terra o mito da invencibilidade israelense. O front do Canal de Suez foi testemunha de 2.000 peças de artilharia que despejaram 3.000 toneladas de explosivos em 53 minutos. Menos de seis horas após o início do combate, 5 Divisões egípcias cruzaram o Canal, 80.000 soldados furaram a até então inexpugnável Linha Bar Lev. Hoje, na região do Lago Timsah encontra-se um memorial à Guerra, no local onde havia uma das mais fortificadas cidadelas israelenses.

É muito provável que o Egito e a Síria tivessem chegado a Tel Aviv, não fosse a rápida ponte-aérea de suprimentos feita pelos americanos, além de fornecerem fotos aéreas de posições egípcias e sírias para Israel. Os americanos teriam sido chantageados por Israel se não fornecessem rápida ajuda: os judeus poderiam utilizar suas armas atômicas. Segundo uma reportagem do Herald Tribune, de 21 Out 91, Seymour M. Hersh afirma em seu livro The Samsom Option que para o Estado judeu não restaria outra senão A Opção Sansão. Essa opção, como o Sansão da Bíblia, era o de, morrendo, matar o maior número de inimigos. Ou seja, se necessário, usariam as bombas atômicas contra as nações árabes que estavam ameaçando Israel e também contra algumas cidades soviéticas. Mesmo com o perigo de Israel desaparecer do mapa. O holocausto, a batalha de Armagedon, poderia ter ocorrido naquele conflito.

Segundo o mesmo livro, as bombas nucleares israelenses saíram dos silos para serem instalados em lançadores pelo menos três vezes: duas vezes durante a guerra de 1973 e uma vez durante os ataques iraquianos de mísseis Scuds durante a Guerra do Golfo, em 1991.

Os israelenses, até hoje, nunca confirmaram seu arsenal atômico, avaliado em mais de 100 ogivas nucleares pelo livro The Samsom Option. O complexo nuclear israelense estaria instalado nos subterrâneos de Dimona, no Deserto do Negev. O livro afirma, ainda, que Israel colocou minas nucleares terrestres nas Colinas de Golã e que possui centenas de bombas de nêutrons capazes de destruir grande número de tropas inimigas.

Até hoje, a imprensa ocidental sempre se refere à Guerra do Yom Kippur como mais uma vitória israelense, tentando diminuir o valor do surpreendente ataque egípcio. Isso não é novidade, pois a literatura ocidental também nunca deu o devido valor às antepassadas façanhas de Saladino frente aos Cruzados na Terra Santa. A verdade é que por muito pouco Golda Meir e Moshe Dayan não viram seu diminuto país ser varrido da face da terra.

Com a ameaça dos soviéticos frente à ajuda americana na guerra de 1973, é assinado um armistício. Após muitas negociações, incluindo a reunião em Camp David, nos EUA, Anwar Al-Sadat, do Egito, e Menachen Beguin, de Israel, assinaram um Acordo de Paz, em 1979. Esta decisão ocasionou o assassinato de Sadat por extremistas muçulmanos, que não aceitavam negociar com o Estado judeu. Sem dizer que Sadat oferecera asilo político ao antigo Xá do Irã, Rehza Pavlavi, destronado por Khomeiny, o que irritou todos os xiítas do mundo. Com o Acordo, Israel se comprometeu a devolver o Sinai ao Egito, o que veio a ocorrer somente em 1982.

Devido à ajuda americana aos judeus, os países árabes boicotaram a venda de petróleo ao Ocidente. Os preços quadruplicaram da noite para o dia, afetando a economia de todos os países dependentes da importação do petróleo. O Brasil, que tinha baseado seu Programa Nacional de Desenvolvimento em cima de um petróleo barato, sofreu duro golpe, pois importávamos mais de 80% do óleo cru. Com os preços altos, os grandes países produtores de petróleo - o cartel da OPEP - enriqueceram-se rapidamente, a exemplo da Arábia Saudita, graças à chamada "guerra do petróleo" de 1973.

A guerra de 1973 foi a mais custosa de todas as guerras que o Egito teve com Israel, tanto em vidas humanas, quanto em material bélico. Ainda hoje vêem-se muitas carcaças de carros de combate no Sinai, bem como esqueletos humanos inteiros pros¬trados nas escaldantes areias do deserto. Volta e meia há gente indo pelos ares, após pisar numa mina que não foi desativada. Isso acontece, muitas vezes, em praias lindíssimas do Mar Vermelho, por onde passam muitos turistas. Critica-se o Egito por não ter mapeado suas minas, o que permitiria sua destruição após a guerra.

Até o recente Acordo de Paz com a Jordânia, o Egito era o único país árabe que tinha relações diplomáticas com Israel, porém frias. Dois terços do Exército egípcio encontram-se estacionados perto do Canal de Suez, onde tropas se movimentam continuamente em acampamentos provisórios. Não há intercâmbio cultural entre os dois países e o comércio bilateral é insignificante. Nas escolas egípcias, quando se estuda geografia, os mapas não apresentam o Estado de Israel e sim a Palestina. O nome "Israel" não é se¬quer pronunciado. Salah, o egípcio que trabalhava na aditância militar, só se referia a Israel como Phalistina (Palestina) - nome proveniente dos antigos habitantes da região de Gaza, os filisteus.

Uma vez eu disse a alguns egípcios no British Council, onde estudava inglês, que iria conhecer Israel. Eles se espantaram e procuraram me demover da idéia, dizendo que era muito mais interessante visitar a Jordânia, por exemplo. Eu achava que aqueles alunos tinham a mente mais aberta que a população menos esclarecida, pois desejavam trabalhar no Canadá, Estados Unidos ou na Austrália, em busca de um futuro mais promissor, já que no Egito a perspectiva de emprego era sombria. Para isso estavam estudando o inglês. Nunca imaginava que o preconceito contra os judeus era tão forte entre estes.

Nos últimos 15 anos, o vôo de turistas de Israel para o Egito não teve sua contrapartida, apesar do Acordo de Paz entre os dois países. Enquanto 1 milhão de turistas israelenses visitaram o Egito na década de 80, somente 3 mil egípcios visitaram Israel no mesmo período. Continua a barreira ideológica dos egípcios, que vêem Israel como agressor, querendo exterminar os palestinos. Mesmo o Papa Shenouda III, o Patriarca da Igreja Copta, do Egito, disse ao Al-Ahram nº 161 de 24-30 Mar 94: "Nós, os coptas, não visitaremos Jerusalém enquanto não pudermos lá andar lado a lado com nossos irmãos muçulmanos".

Os árabes criticam, até hoje, a política expansionista de Israel, temendo que o país judeu estenda seus limites desde o Vale do Nilo até o Eufrates. Parece uma acusação sem fundamento. Porém, se observarmos o mapa do "Grande Israel" estampado em uma moeda israelense de 100 sheqalim, não podemos deixar de dar razão aos árabes.

No momento, com a nova situação criada no Oriente Médio, após a Guerra do Golfo, não se vislumbra de imediato um novo choque entre os contendores. Com o Acordo de Paz entre Israel e a OLP de Yasser Arafat, em 13 de setembro de 1993 - o que valeu o Prêmio Nobel da Paz em 1994 para Yasser Arafat, Yitzak Rabin e Shimon Perez -, a situação da contenda árabe-israelense toma novos rumos, até então considerados inimagináveis. Engatinhando como nação em Gaza e no enclave de Jericó, não se sabe ainda se a autodeterminação dos palestinos será mesmo efetivada. Há que se considerar as dificuldades financeiras do incipiente Estado palestino, os ataques dos grupos extremistas, quer judeus, como a Espada de Davi, quer islâmicos como o Hamás e a Jihad Islâmica, que não aceitam sequer a existência do Estado de Israel, e a disposição de Israel implementar, no futuro, a completa devolução da Cisjordânia.

Com o atual governo Mubarak alinhado aos Estados Unidos, o que torna sua cabeça uma mira em potencial das metralhadoras dos fundamentalistas islâmicos, é mais provável que um ataque contra Israel pudesse partir da Síria ou do Iraque. Porém, a Síria, sem o antigo apoio soviético e mais contido, visando a recuperação das Colinas de Golã, não se arriscaria a invadir o Estado judeu e ter que enfrentar as modernas armas americanas. O Iraque, por hora, está se recuperando da surra sofrida na Guerra do Golfo, em 1991, e não arriscaria uma aventura semelhante à que tentou no Kuwait. Assim, quem poderia iniciar o "5º round"?

Com o Acordo de Paz com Israel, o Egito recuperou todo o Sinai e sua auto-estima como nação. O dia 6 de outubro, data do início da Guerra do Ramadã, é um feriado importante no país - Dia do Exército -, assim como a data da devolução do Sinai, comemorada no dia 24 de abril. Todos os anos são chamados veteranos de guerra para essas comemorações que visam enaltecer os feitos de guerra do país, em 1973, após as várias derrotas fragorosas anteriores.

Para o Egito, a paz com Israel é fundamental. Já desistiu da devolução da Faixa de Gaza. Quer que esse território, junto com a Cisjordânia, forme um Estado palestino. As guerras só trouxeram prejuízo para o Egito, o êxodo rural aumentou, a cidade do Cairo inchou e está um caos, a falta de empregos é crônica.

Um Egito governado por muçulmanos fundamentalistas poderia fornecer meios de se armar a "lona" para mais uma contenda árabe-israelense, o "5º round". Esse perigo existe, pela ação desencadeada por extremistas, com ataques a turistas, policiais, intelectuais, cristãos coptas e autoridades governamentais, visando minar o governo com a crise social que se alastra. O turismo caiu de 50 a 70% nos últimos 2 anos, os hotéis estão vazios, assim como os famosos navios que fazem os cruzeiros no Nilo. Como sabemos, o turismo é a segunda maior fonte de moeda estrangeira, depois do Canal de Suez. Uma parcela considerável da população egípcia vive dessa renda.

O conflito árabe-israelense é satirizado pela magistral pena do chargista egípcio Gomaala, do jornal Al-Ahram, editado em inglês, principalmente no que tange à parcialidade da ONU e dos EUA frente àquele problema, sempre em detrimento dos árabes. Os árabes, não sem razão, sempre perguntam por que os EUA não procuram impor aos israelenses a Resolução 242 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, de 1967, que exige até hoje a retirada de Israel dos territórios ocupados, da mesma forma que impuseram pela força a saída de Saddam Hussein do Kuwait, após a Resolução 660 do mesmo Conselho de Segurança. Ou a imposição da Resolução 425, de março de 1978, que exige a retirada de Israel do sul do Líbano. Enfim, na época de Cristo a Palestina era regida pela pax romana. Hoje, pela pax americana...

O jornal Egyptian Gazette rebatizou a Guerra do Golfo como sendo uma guerra árabe-israelense. Teríamos tido, assim, o "5º round" e não sabíamos. Esses exageros são comuns na imprensa egípcia, principalmente aquela que não aceita a influência americana na região e a situação de Israel, ainda com poder de mando.
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EGITO EM DOCUMENTÁRIOS

EGITO EM DOCUMENTÁRIOS: MUITO ALÉM DOS EGIPTÓLOGOS...

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Documentario:
Arca da aliaça Perdida
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EGIPTO
La Piedra de Roseta
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http://video.google.com/videoplay?docid=2454176276855296267&q=source%3A000025629912928653765&hl=pt-BR
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La piedra Rosetta
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http://video.google.com/videoplay?docid=8169713629185238234&hl=pt-BR
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El Exodo Descifrado.
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http://video.google.com/videoplay?docid=-6125053729628751378&hl=pt-BR

Simcha Jacobovici, em mais um belo documentários, apresenta revelações bombásticas sobre o êxodo bíblico, que culmina com a descoberta de uma imagem da arca da aliança.

Muito bom este documentário e recomendado pelo webmaster para quem deseja conhercer histórias alternativas.

Nas últimas cenas de um filme muito famoso, a Arca da Aliança, o cofre que uma vez abrigou os 10 mandamentos foi guardada e abandonada no porão de um depósito.

E se a fantasia de Hollywood refletisse a realidade? Isto significaria que escondida, em algum canto, existe a prova tangível da história que a Bílbia chama êxodo, a libertação do Egito do povo Israelita conduzida pelo profeta Moisés.

No Museu Arqueológico Nacional em Atenas Grécia, existe uma imagem de 3.500 anos de ouro, esculpida talvez por uma testemunha ocular do Êxodo Bíblico, da Arca da Aliança perdida.
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Rainhas do antigo Egito
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http://video.google.com/videoplay?docid=4766762789114512523&q=source%3A000025629912928653765&hl=pt-BR
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Secretos de la Antiguedad -
Cuidades Perdidas
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Eu concebi, carreguei e dei à luz a toda vida. Depois de dar-lhe todo meu amor. Dei-lhe também meu amado Osíris. Senhor da vegetação. Deus dos cereais para ser ceifado e nascer outra vez.

Cuidei de você na doença fiz suas roupas observei seus primeiros passos. Estive com você até mesmo no final segurando sua mão para guiá-lo para a imortalidade

Você para mim é TUDO

E eu lhe dei TUDO

E para você eu fui TUDO

Eu sou sua Grande-Mãe, ÍSIS

Nossa amada Deusa Ísis foi cultuada e adorada em inúmeros lugares, no Egito, no Império Romano, na Grécia e na Alemanha. Quando seu amado Osíris foi assassinado e desmembrado pelo seu irmão Seth que espalhou seus pedaços por todo o Egito, Ísis procurou-os e os juntou novamente. Ela achou todos eles, menos seu órgãos sexual, que substitui por um membro de ouro. Através de magia e das artes de cura, Osíris volta à vida. Em seguida, ela concebe seu filho solar Hórus.

Os egípcios ainda mantêm um festival conhecido como a Noite da Lágrima. Tal festival tem sido preservado pelos árabes como o festival junino de Lelat-al-Nuktah.
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ÍSIS, DO MITO À HISTÓRIA
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No começo só existia o grande, imóvel e infinito mar universal, sem vida e em absoluto silêncio. Não havia nem alturas, nem abismos, nem princípio, nem fim, nem leste, nem oeste, nem norte e nem sul. Das primeiras sombras se desprenderam as trevas e apareceu o caos. Desse ilimitado e sombrio universo surgiu a vida e, com ela, a estirpe dos Deuses.

Conta a mitologia solar que o criador de tudo foi Atum, o Pai dos Pais. A partir do momento que Atum toma consciência de si mesmo, ele tornou-se Rá.

Em sua infinita sabedoria, o Deus consciente, desejou e materializou uma separação entre si mesmo e as águas primordiais, desejando emergir a primeira terra seca em forma de colina a que os egípcios chamaram a "colina benben".

Então Atum criou os outros Deuses. Recolheu seu próprio sêmen na mão, e engolindo-o se fecundou a si mesmo. Vomitou, dando vida a Shu e Tefnut, o ar seco e o ar úmido.

Shu e Tefnut se unem e dão a luz ao Deus Geb, a terra, e a Deusa Nut, o céu, que, por sua vez, quando se uniram fisicamente tiveram quatro filhos: Osíris (Deus da Ordem), Seth (Deus da Desordem) e suas irmãs Ísis e Neftis, nascidos nessa ordem. A nova geração completa o número de nove divindades, a Enéada, que começa com o Deus criador primordial. Na escrita egípcia o três era utilizado para representar o número plural, enquanto que o nove proporciona um meio simbólico de indicar o "todo". A Enéada do Deus Sol é conhecida entre os egiptólogos como a Enéada Heliopolitana.

Osíris, o primogênito, havia herdado de seu pai Geb a terra para governá-la. Já a Deusa Ísis, cujo nome significa "o trono", "a sede" (capital), se uniu a seu irmão Osíris, para sustentar todo o seu poder, estabelecendo-se assim, o primeiro casal real do Egito. Se ele era o rei, soberano da terra, ela ia ser seu trono, a sede eternamente estável, de onde era exercida toda a realeza sobre o Egito.
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ÍSIS E O NOME SECRETO DE RÁ
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O Deus Sol Rá tinha tantos nomes que inclusive os Deuses não conheciam todos. Um dia, a Deusa Ísis, Senhora da Magia, se pôs a aprender o nome de todas as coisas, para tornar-se tão importante como o Deus Rá.
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Depois de muitos anos, o único nome que Ísis não sabia era o nome secreto de Rá, assim decidiu enganá-lo para descobrir.
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A cada dia, enquanto voava pelo céu, Rá envelhecia e até já começava a babar. Ísis recolheu sua baba e modelando-a com terra, deu forma a uma serpente, que depois colocou no caminho de Rá. Esse foi mordido e caiu ao solo agonizante. Ísis disse ao Deus que poderia curá-lo, desde que ele lhe revelasse seu nome secreto. Ele se negou, porém ao notar que o veneno da cobra era potente suficientemente para matá-lo, não teve outra opção a não ser revelá-lo. Com esse conhecimento secreto, Ísis pode apropriar-se de parte do poder de Rá.
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ÍSIS E OSÍRIS (segundo Plutarco)
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No Egito, assim como na Babilônia, o culto da lua precedeu o do sol. Osíris, Deus da lua, e Ísis, a Deusa da lua, irmã e esposa de Osíris, a mãe de Hórus, o jovem Deus da lua, aparecem nos textos religiosos antes da quinta dinastia (cerca de 3.000 a. C.).
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É difícil fazer um estudo conciso sobre o significado do culto de Ísis e Osíris, pois, durante muitos séculos nos quais esta religião floresceu, aconteceram mudanças na compreensão dos homens em relação a ele.
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Nos primeiros registros, Osíris, parece ser um espírito da natureza, concebido como o Nilo ou como a lua, o qual, pensava-se, controlava as enchentes periódicas do rio. Era o Deus da umidade, da fertilidade e da agricultura. Durante o período da lua minguante, Seth, seu irmão e inimigo, um demônio de um vermelho fulvo incandescente, devorava-o. Dizia-se que Seth tinha se unido a uma rainha etíope negra para ajudá-lo na sua revolta contra Osíris, provavelmente uma alusão à seca e ao calor, que periodicamente vinham do Sudão, assolavam e destruíam as colheitas da região do Nilo.
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Seth era o Senhor do Submundo, no sentido de Tártaro e não de Hades, usando-se termos gregos. Hades era o lugar onde as sombras dos mortos aguardavam a ressureição, correspondendo, talvez, à idéia católica do purgatório. Osíris era o Deus do Submundo neste sentido, Tártaro é o inferno dos condenados, e era deste mundo que Seth era o Senhor.
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Nas primeiras formas do mito, Osíris era a lua e Ísis a natureza, Urikitu, a Verde da história caldéia. Mas, posteriormente, ela tornou-se a lua-irmã, mãe e esposa do Deus da lua. É neste ciclo que este mito primitivo da natureza começou a tomar um significado religioso mais profundo. Os homens começaram a ver na história de Osíris, que morreu e foi para o submundo, sendo depois restituído à vida pelo poder de Ísis, uma parábola da vida interior do homem que iria transcender a vida do corpo na terra.
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Os egípcios eram um povo de mente muito concreta, e concebiam que a imortalidade poderia ser atingida através do poder de Osíris de maneira completamente materialista. Era por essa razão que conservavam os corpos daqueles que tinham sido levados para Osíris, através da iniciação, como conta o "Livro dos Mortos"; com efeito, acreditavam que, enquanto o corpo físico persistisse, a alma, ou Ka, também teria um corpo no qual poderia viver na Terra-dos-bem-aventurados, como Osíris que, no texto de uma pirâmide da quinta dinastia, é chamado de "Chefe daqueles que estão no Oeste", isto é, no outro mundo.
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Ísis e Osíris eram irmãos gêmeos, que mantinham relações sexuais ainda no ventre da mãe e desta união nasceu o Hórus-mais-velho. No Egito, nesta época, era hábito entre os faraós e as divindades a celebração de núpcias entre irmãos, para não contaminar o sangue.
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A história continua contando que quando Osíris tornou-se rei, livrou os egípcios de uma existência muito primitiva. Ensinou-lhes a agricultura e a feitura do vinho, formulou leis e instruiu como honrar seus deuses. Depois partiu para uma viagem por todo o país, educando o povo e encantando-o com sua persuasão e razão, com a música, e "toda a arte que as mesas oferecem".
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Enquanto ele estava longe sua esposa Ísis governou, e tudo correu bem, mas tão logo ele retornou, Seth, que simbolizava o calor do deserto e da luxúria desenfreada, forjou um plano para apanhar Osíris e afastá-lo. Confeccionou um barril do tamanho de Osíris. Então convidou todos os Deuses para uma grande festa, tendo escondido seus setenta e dois seguidores por perto. Durante a festividade, mostrou seu barril que foi admirado por todos. Prometeu dá-lo de presente àquele que coubesse nele. Então todos entraram nele por sua vez, mas ele se ajustou somente a Osíris. Neste momento, os homens escondidos apareceram e, rapidamente lacraram a tampa do barril. Levaram-o e jogaram no rio Nilo. Ele boiou para longe e alcançou o mar pela "passagem que é conhecida por um nome abominável".
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Este evento ocorreu no décimo sétimo dia de Hator, isto é, novembro, no décimo oitavo ano de reinado de Osíris. Ele viveu e reinou por um ciclo de vinte e oito períodos ou dias, porque ele era a lua, cujo ciclo completa-se a cada vinte e oito dias.
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Quando Ísis foi sabedora dos acontecimentos fatídicos, cortou uma mecha de seu cabelo e vestiu roupas de luto e vagou por todos os lugares, chorando e procurando pelo barril. Foi seu cachorro Anúbis, que era filho de Néftis e Osíris, que levou-a até o lugar onde o caixão tinha parado na praia, no país de Biblos. Ele havia ficado perto de uma moita de urzes, que cresceram tanto com sua presença, que tornou-se uma árvore que envolveu o barril. O rei daquele país mandou cortar a tal árvore e de seu tronco fez uma viga para a cumeeira de seu palácio, sem sequer imaginar que o mesmo continha o barril.
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Ísis para reaver seu marido, fez amizade com as damas de companhia da rainha daquele país e acabou como enfermeira do príncipe. Ísis criou o menino dando-lhe o dedo ao invés de seu peito para mamar.
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Os nomes do rei e da rainha são: Malec e Astarte, ou Istar. Bem sugestivo, pois nos faz ver que Ísis teve que recuperar o corpo de Osíris de sua predecessora da Arábia.
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Acabou tendo que revelar-se para a rainha e implorou pelo tronco da árvore que continha o corpo de Osíris. Ísis retirou o barril da árvore e levou-o consigo em sua barcaça de volta para casa. Ao chegar, escondeu o caixão e foi procurar seu filho Hórus, para ajudá-la a trazer Osíris de volta à vida.
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Seth que havia saído para caçar com seus cachorros, encontra o barril. Abriu-o e cortou o corpo de Osíris em catorze pedaços espalhando-os. Aqui temos a fragmentação, os catorze pedaços que óbviamente referem-se aos catorze dias da lua.
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Ísis soube do ocorrido e saiu à procura das partes do corpo. Viajou para longe em sua barcaça e onde quer que acahasse uma das partes fazia um santuário naquele lugar. Conseguiu reunir treze das peças unindo-as por mágica, mas faltava o falo. Então fez uma imagem desta parte e "consagrou o falo, em honra do qual os egípcios ainda hoje conservam uma festa chamada de "Faloforia", que significa "carregar o falo".

Ísis concebeu por meio dessa imagem e gerou uma criança, o Hórus-mais-jovem.

Osíris sugiu do submundo e apareceu para o Hórus-mais-velho. Treinou-o então para vingar-se de Seth. A luta foi longa, mas finalmente Hórus trouxe Seth amarrado para sua mãe.

Este é o resumo do mito.



Os cerimoniais do Egito eram relacionados com esses acontecimentos. A morte de Osíris, interpretada todos os anos, bem como as perambulações de Ísis e suas lamentações, tinham um papel conspícuo. O mistério final de sua ressureição e a demonstração pública, em procissão, do emblema de seu poder, a imagem do falo, completavam o ritual. Era uma religião na qual a participação emocional da tristeza e alegria de Ísis tinha lugar proeminente. Posteriormente, tornou-se de fato uma das religiões nas quais a redenção era atingida através do êxtase emocional pelo qual o adorador sentia-se um com Deus.



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ARQUÉTIPO DA PROVEDORA DA VIDA









É pelo poder de Ísis, através de seu amor, que o homem afogado na luxúria e na paixão, eleva-se a uma vida espiritual. Ísis, antes de tudo, é provedora da vida. Comumente é representada amamentando seu filho Hórus, pois ela é a mãe que nutri e alimenta tudo que gera. Ísis com seu bebê no colo, acabou transformada na Virgem Maria com o menino Jesus.



Embora Isis fosse considerada como mãe universal ela era venerada como protetora das mulheres em particular. Sendo aquela que dá a vida, que presidia sobre vida e morte, ela era protetora das mulheres durante o parto e confortava aquelas que perdiam seus entes queridos. Em Ísis, as mulheres encontravam o apoio e a inspiração para prosseguirem com suas vidas. Ísis proclamava ser, em hinos antigos, a deusa das mulheres e dotava suas seguidoras de poderes iguais aos do homem.



Esta Deusa é também freqüentemente representada como uma Deusa negra. Este fato está diretamente associado ao período de luto de Ísis (morte de Osíris), quando ela vestia-se de preto ou ela própria era preta.

As estátuas pretas de Ísis tinham também um outro sentido. Plutarco declara que "suas estátuas com chifres são representações da Lua Crescente, enquanto que as estátuas com roupa preta significavam as ocultações e as obscuridades nas quais ela segue o Sol (Osíris), almejando por ele. Conseqüentemente, invocam a Lua para casos de amor e Eudoxo diz que Ísis é quem os decide".



No Solstício de Inverno, a Deusa, na forma de vaca dourada, coberta por um traje negro, era carregada sete vezes em torno do Santuário de Osíris morto, representando as perambulações de Ísis, que viajou através do mundo pranteando sua morte e procurando pelas partes espalhadas de seu corpo. Este ritual, era um procedimento mágico, que tencionava prevenir que a seca invadisse as regiões férteis do Nilo, pois a ressurreição de Osíris era, naquela época, um símbolo da enchente anual do Nilo, da qual a fertilidade da terra dependia.



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ÍSIS E HÓRUS



Muita conhecida de todos os nós é a história de Hórus, o filho de Ísis, a Deusa do Egito, tanto quanto os também tão estimados e conhecidos Maria e o menino Jesus no cristianismo. Entretanto, existem algumas diferenças entre os dois: a Ísis é adorada como uma divindade maternal muito antiga. Algumas vezes é representada com um disco do sol (ou lua) na cabeça, flanqueada à direita e à esquerda por dois chifres de vaca. A vaca era e é por seu úbere dispensador de leite o animal-mãe, usado em muitas culturas como símbolo materno. Outra diferença fundamental entre Ísis e Maria é também o fato de Ísis ter sido venerada como a grande amada. Ainda no ventre materno ela se casou com seu irmão gêmeo Osíris, que ela amava acima de tudo.



Nos rituais antigos egípcios, executados para obter a ressurreição, o olho de Hórus tinha papel muito importante e era usado para animar o corpo do morto cujos membros tinham sido reunidos. Hórus, filho e herdeiro por excelência, é invocado também, para que impeça a ação do réptéis que estão no céu, na terra e na água, os leões do deserto, os crocodilos do rio.



Protetor da realeza, Hórus desempenha ainda, o papel capital do Deus da cura. A magia de Hórus desvia as flechas do arco, apazigua a cólera do coração do ser angustiado.



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ARQUÉTIPO DE CURA







Ísis era invocada nas antigas escrituras como a senhora da cura, restauradora da vida e fonte de ervas curativas. ela era venerada como a senhora das palavras de poder, cujos encantamentos faziam desaparecer as doenças.



À noção de magia liga-se também, imediatamente ao nome de Ísis, que conhece o nome secreto do Deus supremo. Ísis dipõe do poder mágico que Geb, o Deus da Terra, lhe ofereceu para poder proteger o filho Hórus. Ela pode fechar a boca de cada serpente, afastar do filho qualquer leão do deserto, todos os crocodilos do rio, qualquer réptil que morda. Ela pode desviar o efeito do veneno, pode fazer recuar o seu fogo destruidor por meio da palavra, fornecer ar a quem dele necessite. Os humores malignos que perturbam o corpo humano obedecem a Ísis. Qualquer pessoa picada, mordida, agredida, apela a ísis, a da boca hábil, identificiando-se com Hórus, que chama a mãe em seu socorro. Ela virá, fará gestos mágicos, mostrar-se-á tranqüilizadora ao cuidar do filho. Nada de grave irá lesar o filho da grande Deusa.



Ísis aparece em na nossa vida para dizer que é hora de meditar. Você tem desperdiçado sua energia maternal sem guardar um pouco para si mesma? Sua mãe lhe deu todo o amor que você precisou? Pois agora é tempo de você se dar "um colo" para curar as mágoas do passado. Todos nós precisamos de cuidados maternos, independente de sermos donzela, mãe ou mulher madura.



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ARQUÉTIPO DA MÃE-NATUREZA





Ísis, Deusa da lua, também é Mãe da Natureza. Ela nos diz que para este mundo continuar a existir tudo que é criado um dia precisa ser destruído. Ísis determina que não deve haver harmonia perpétua, com o bem sempre no ascendente. Ao contrário, deseja que sempre exista o conflito entre os poderes do crescimento e da destruição. O processa da vida, caminha sobre estes opostos. O que chamamos de "processo da vida", não é idêntico ao bem-estar da forma na qual a vida está neste momento manifesta, mas pertence ao reino espiritual no qual se baseia a manifestação material.



Com certeza, se a morte e a decadência não tivessem dotados de poderes tão grandes quanto as forças da criação, nosso mundo inteiro já teria alcançado o estado de estagnação. Se tudo permanecesse para sempre como foi primeiramente feito, todas as capacidades de "fazer" teriam sido esgotadas há séculos. A vida hoje estaria hoje totalmente paralisada. E, assim, inesperadamente, o excesso de bem, acabaria em seu oposto e tornar-se-ia excesso de mal.



Ísis, tanto na forma da natureza, como na forma de Lua, tinha dois aspectos. Era criadora, mãe, enfermeira de todos e também destruidora.



O nome Ísis, significa "Antiga" e era também chamada de "Maat", a sabedoria antiga. Isto corresponde a sabedoria das coisas como são e como foram, a capacidade inata inerente, de seguir a natureza das coisas, tanto na forma presente como em seu desenvolvimento inevitável, uma relação à outra.



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O VÉU DE ÍSIS









O traje de Ísis só era obtido através da iniciação, era multicolorido e usado em muitos cerimoniais religiosos.



O véu multicolorido de Ísis é o mesmo véu de Maias, que nos é familiar no pensamento hindu. Ele representa a forma sempre mutante da natureza, cuja beleza e tragédia ocultam o espírito aos nosso olhos. A idéia é a de que o Espírito Criativo vestia-se de formas materiais de grande divindade e que todo o universo que conhecemos era feito daquela maneira, como a manifestação do Espírito do Criador.

Plutarco expressa essa idéia quando diz:"Pois Ísis é o princípio feminino da natureza e aquela que é capaz de receber a inteireza da gênese; em virtude disso ela tem sido chamada de enfermeira e a que tudo recebe por Platão e, pelo multidão, a dos dez mil nomes, por ser transformada pela Razão e receber todas as formas e idéias".

Um hino dirigido a Ísis-Net exprime essa mesma idéia de véu da natureza que esconde a verdade do mistério dos olhos humanos. Net era uma forma de Ísis, e era considerada como Mãe-de-todos, sendo de natureza tanto masculina como feminina. O texto em que esse hino está registrado data de cerca de 550 a.C., mas é provavelmente muito mais antigo.

Salve, grande mãe, não foi descoberto teu nascimento!

Salve, grande deusa, dentro do submundo que é duplamente escondido, tu, a desconhecida!

Salve, grande divina, não foste aberta!

Ó, abre teu traje.

Salve, coberta, nada nos é dado como acesso a ela.

Venha receber a alma de Osíris, protege-adentro de tuas duas mãos.



O véu de Ísis, tem também significados derivados. Se diz que o ser vivo é pego na teia ou véu de Ísis, significando que no nascimento o espírito, a centelha divina, que está em todos nós, é preso ou incorporado na carne. Significa dizer, que todos nós ficamos emaranhados ou presos na teia da natureza. Essa teia é a trama do destino ou circunstâncias. É inevitável que devamos ser presos pelo destino, mas freqüentemente consideramos este enredamento como infortúnio e queremos nos libertar dele. Se aceitarmos esta situação de o ser vivo estar preso a teia de Ísis, acabaremos encarando a trama de nossa vida de maneira diferente, pois é somente deste modo que o espírito divino pode ser resgatado. Se não fosse aprisionado desta forma, vagaria livremente e nunca teria oportunidade de transformar-se. Portanto, o espírito do homem precisa estar preso à rede de Ísis, caso contrário, não poderá ser levado em seu barco para a próxima fase de experiência.



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DANÇA SAGRADA DOS SETE VÉUS





"Vê-la dançar é participar da força criadora que vibra no Cosmos; massa negra e pulsante explícita nos olhos e cabelos de Jhade. (...) Mãos se elevam em serpente e cortantes transformam em som o poder telúrico de seu ventre. Que os sons, manifestos em seu corpo, subam de encontro com o Eterno e sejam ouvidos além do tempo." (por W. Hassan)



A Dança dos Sete Véus tem sua origem em tempos remotos, onde as sacerdotisas dançavam no templo de Isis. É uma dança forte, bela e enigmática. Ela também reverencia à vida, os elementos da natureza, imita os passos dos animais e das divindades numa total integração com o universo. O coração da bailarina é tão leve quanto a pluma da Deusa Maat e é exatamente por isso que os véus são necessários, pois é deles que os deuses se servem para sutilizar o corpo da mulher. Os véus de Ísis, ao serem retirados, nos transmitem ensinamentos. Quando a bailarina usa dois véus, ao retirá-los nos diz que o corpo e espírito devem estar harmonizados. A Dança do Templo, que é usado três véus, homenageia a Trindade dos deuses do Antigo Egito: Ísis, Osíris e Hórus. A Dança do Palácio, com quatro véus, representa a busca da segurança e estabilidade e ao retirá-los a bailarina nos demonstra o quanto nos é benéfico o desapego das coisas materiais. Na Dança dos Sete Véus, cada véu corresponde a um grau de iniciação.



Os sete véus representam os sete chakras em equilíbrio e harmonia, sete cores e sete planetas.Cada planeta possui qualidades e defeitos que influenciam no temperamento das pessoas e a retirada de cada véu representa a dissolução dos aspectos mais nefastos e a exaltação de suas qualidades.

Significado das cores:


Vermelho: libertação das paixões e vitória do amor
Laranja: libertação da raiva e dos sentimentos de ira
Amarelo: libertação da ambição e do materialismo
Verde: saúde e equilíbrio do corpo físico
Azul : encontro da serenidade
Lilás: transmutação da alma, libertação da negatividade
Branco: pureza, encontro da Luz.



Toda mulher deixa transbordar seu essência através da dança. Todas aquelas emoções reprimidas, sentimentos esquecidos, afloram. Toda e qualquer mulher que consegue penetrar nos mistérios e ensinamentos dessa prática, se revelará de forma pura e sublime e alcançará o êxtase ao dançar.



Dançar é minha prece mais pura
Momento em que meu corpo vislumbra o divino,
Em que meus pés tocam o real
Religiosidade despida de exageros,
Desejo lascivo, bordado de plenitude
Através de meus movimentos posso chegar ao inatingível
Posso sentir por todos os corpos,

abraçar com todo
o coração,
E amar com os olhos
Cada gesto significativo desenha no espaço o infinito,
Pairando no ar, compreensão e admiração
Iniciar uma prece é como abrir uma porta
Um convite a você, para entrar em meu universo
O mágico contorna minha silhueta, ao mesmo tempo
Que lhe toco sem tocar
Nada a observar, só a participar
Esta prece ausente de palavras
É codificada pela alma
E faz-nos interagir, de maneira sublime e hipnótica
Quando eu terminar esta dança,
Estarei certa de que não seremos os mesmos.
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RITUAL DE ÍSIS PARA A LEALDADE

Você pode usar esse ritual para pedir à Ísis que reforce sua lealdade se se sentir tentada (o) a trair a confiança de alguém, ou para pedir que outra pessoa lhe seja leal.
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Deve sempre ser realizado pela manhã e se possível imediatamente ao levantar-se da cama. Necessitará de uma granada, a pedra preciosa que simboliza a lealdade. A pedra pode estar solta ou presa em alguma jóia.
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Acenda uma vela branca e coloque à sua frente. Suspenda a vela em frente a vela, de maneira que brilhe à luz da chama. Enquanto observa a luz brilhando através da granada, pense em tudo que necessitas fortalecer no sentido da lealdade.
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Imagine você, ou a pessoa que a(o) preocupa, em uma situação que possa trair a confiança. Pense que você, ou essa pessoa, resistem ao impulso. Por exemplo, pode visualizar uma situação em que um amigo pede para revelar um segredo, porém você resiste, dizendo:

"Não, não posso lhe dizer".

Agora coloque a granada em seu bolso e use-a como jóia até que sinta que a ameaça da deslealdade tenha passado.

“Demônios e Antigos Deuses

Tem sido muito comum a denominação dos deuses de tribos ou nações vencidas e/ou inimigas ao longo da História Humana.

Sempre que se denominava um deus alheio, este passava a fazer parte do "nosso" panteão infernal (por oposição ao "deles").

Os exemplos de deuses poderosos caídos em descrédito são numerosos. Comecemos por alguns casos mais interessantes: Deuses

- Set: Originalmente, Set representava a força noturna enquanto Hórus representava a força diurna, sendo, todavia muito respeitado. A sua reputação entrou em crise quando os Egípcios verificaram que certos povos menos civilizados identificavam Set com uma das suas divindades, o que contribuiu para uma degradação da sua imagem, identificando-o mais e mais com o mal. Set tem várias formas. Fontes diversas atribuem-lhe uma cabeça de camelo, outras de hiena. Há registros de aparições suas como hipopótamo e como um grande porco negro. É também identificado com Apophis, ou Apophi, ou Apep, a grande serpente do caos, que todos os dias luta contra o avanço da barca diurna onde viaja Osíris. Também conhecido por Set-Hen, o adversário, concepção em que havia de influenciar o povo Hebreu escravizado no Egito.

- Amon, Ra, Amen, Re, Amen-Re/Amon-Ra: Freqüentemente representado com uma cabeça de carneiro, é uma divindade solar, sendo o deus dos deuses Egípcios, aquele que se criou quando disse o próprio nome.
Amen e Re não eram as mesmas divindades a princípio, mas dadas as semelhanças que os tornavam praticamente indissociáveis agruparam os dois numa única identidade. A causa da sua denominação parece-me óbvia: o seu zoomorfismo, que o torna um alvo fácil do desprezo monoteísta e o deixa totalmente à mercê dos descrentes para caracterizá-lo como uma entidade menor.

- Sekhmet: Deusa Egípcia da vingança, com cabeça de leoa, não é de espantar que tenha vindo a ser injustamente temida e "despromovida" à condição de deusa infernal - Serket Deusa-escorpião do Egito. Está tudo dito.

- Néftis: Mulher de Set, irmã de Ísis, pela sua aliança com Set ganhou um estatuto infernal. Demônios”

TEXTO PESQUISADO E DESENVOLVIDO POR:
ROSANE VOLPATTO
FONTE:
http://www.rosanevolpatto.trd.br/deusaisis.htm

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