3.29.2011

Hikikomori.

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Hikikomori (em japonês: 引き篭り lit. isolado em casa), é um termo de origem japonesa que designa um comportamento de extremo isolamento doméstico. Os hikikomori são pessoas geralmente jovens entre 15 a 39 anos que se retiram completamente da sociedade, evitando contato com outras pessoas.

É como se de repente a vida real perdesse todos os seus atrativos: adolescentes passam meses sem sair do quarto, dedicando-se a personagens de histórias em quadrinhos ou desenhos animados e rejeitam qualquer relação com o mundo exterior. Há alguns anos a mídia ocidental fala de estranhos comportamentos cada vez mais difusos entre os jovens japoneses, freqüentemente apresentando-os como exemplos de desvios exóticos. Estudos recentes sugerem, porém, que esse fenômeno não é exclusividade dos orientais.

O Ministério da Saúde do Japão classifica como hikikomori um rapaz ou uma garota que não sai de casa – em momento algum - por pelo menos seis meses. O problema já ganhou proporções epidêmicas. Estima-se que cerca de 20% dos rapazes japoneses seja hikikomori, o que já preocupa as autoridades de saúde. Segundo o psicólogo Tamaki Saito, da Universidade de Tóquio, até 1,2 milhão de jovens vivem isolados em suas próprias casas – 25% deles há mais de cinco anos e 8% há mais de dez.


 
Durante muito tempo a síndrome hikikomori foi considerada um fenômeno tipicamente japonês, favorecido pela estrutura social do país. Os motivos vão desde um ideal histórico de solidão até o sistema escolar repressivo, no qual a intimidação entre os estudantes é muito difundida e a competição feroz está presente desde a educação infantil. Além disso, a estreita relação com a mãe torna ainda mais difícil a conquista da independência, especialmente para os rapazes.

Em 1996, o governo japonês tentou reduzir a pressão escolar: as aulas aos sábados foram abolidas e o programa de estudo foi modificado de modo a deixar mais espaço para a prática de atividades lúdicas e criativas. Com isso, houve um boom de escolas privadas mais “duras” e de escolas noturnas no estilo Kumon, método de aprendizagem baseado na repetição exaustiva. “As crianças japonesas crescem em uma sociedade obcecada pela formação”, ressalta o psicólogo Michael Manfé, professor da Universidade de Salisburg. Ele adverte, porém, que isso não justifica conclusões apressadas que limitam o problema à cultura japonesa.

Há quem considere os hikikomori representantes de uma variante extrema dos otakus, isto é, pessoas apaixonadas pelas histórias em quadrinho, japonesas, mais conhecidas como mangás, mostrando uma dedicação ao tema que muitas vezes beira o fanatismo. Os otaku já são cultura de massa. Estudo realizado em 2005 no Instituto de Pesquisa Nomura de Tóquio identificou pelo menos 1,7 milhão de otaku no Japão. Esse estilo de vida começou a se difundir pelo mundo na onda dos mangás e dos animês (os desenhos animados japoneses) no início dos anos 90, chegando à Europa e aos Estados Unidos, onde hoje contam com milhões de seguidores.

O otaku significa literalmente “sua casa” ou “em casa”, mas acabou se transformando em uma espécie de pronome pessoal para ser usado em situações específicas. A língua japonesa oferece diversas modalidades de tratamento para nos dirigirmos aos outros e que são escolhidas segundo a posição social do interlocutor, exatamente como acontece quando usamos “você” ou “o senhor/a senhora”. Quando não há condições de avaliar com quem se está falando, os japoneses usam a palavra otaku, que é um modo de se dirigir a outra pessoa mantendo uma distância respeitosa.

Mas o que diferencia os otaku dos hikikomori? Qual é o limite entre a dedicação maníaca aos quadrinhos e a vida solitária fruto de uma escolha consciente? Embora o isolamento social seja um aspecto comum aos dois casos, os hikikomori protegem-se fisicamente dentro de seus quartos, enquanto os otakus isolam-se subjetivamente dentro de um universo midiático.


 
Segundo Manfé a diferença entre otaku e hikikomori é justamente a atitude do primeiro e a passividade do segundo. “O hikikomori afunda e, sem trabalho psicoterápico, o retorno à sociedade parece impensável. Já o otaku é ativo, criador.”

Não seria o otaku um hikikomori em estágio inicial? Não necessariamente, afirma Manfé. “O retiro do otaku não é uma fuga, é uma decisão consciente. Para eles a vida é um espaço utópico no qual experimentam a própria individualidade.” A versão ocidental do otakismo geralmente é mais branda que a original japonesa. Quando um jovem italiano ou alemão diz ser um otaku, quer reforçar o fato de pertencer a uma comunidade. De fato, o otaku pode parecer um ser solitário, mas nunca está sozinho nas suas paixões.

Em 2007 o governo Japonês implantou um programa de assistência aos hikikomoris - assistentes sociais estabelecem contato com eles através de cartas, telefonemas e depois os convidam a sair para cinema, praças, shoppings, estimulando o contato social e consequentemente melhorando o estado de isolamento. Essas assistentes sociais são chamadas de "Super Irmãs" por serem do sexo feminino e conseguirem re-erguer muitos jovens masculinos nessa situação.

O tratamento é feito estimulando o jovem a atividades sociais, culturais e esportivas, porém a companhia constante de outra pessoa apoiando é fundamental, visto que os hikikomori's são extremamente sensíveis a interações humanas. Na Inglaterra, grupos de apoio dos que sofrem o mesmo problema se mostraram bastante eficientes.

 
FONTE: http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/geracao_manga_imprimir.htmlAkihabara - Japão.

história das sete irmãs Sutherland

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Entre 100 a 150 anos atrás, os cabelos longos, dispostos em elegantes penteados, eram um atributo indispensável para a beleza feminina. Mas as irmãs Sutherland, que viviam em Lockport, ficaram famosas em todo o mundo por levar a concepção de cabelo comprido para um outro nível. O comprimento total do cabelo de todas as sete irmãs -Sarah, Victoria, Isabella, Grace, Naomi, Maria e Dora- chegava a incríveis 11 metros.



As irmãs Sutherland se tornaram grandes estrelas da época e amealharam uma grande fortuna somente exibindo os cabelos e fazendo dinheiro com publicidade, uma novidade que surgia no século 19. Só para terem uma ideia, elas superaram os ganhos do Barnum e Bailey Circus, onde se apresentaram pela primeira vez.

O mentiroso Barnum chamava-as de "sete maravilhas mais agradáveis do mundo". No final de 1800 elas eram umas das mais famosas celebridades mundiais. Sua presença no palco usando vestidos brancos, seus belos cabelos escuros e vozes melodiosas tornaram-nas milionárias, mas os seus gastos extravagantes subseqüentes fez com que ficassem pobres de novamente.

A música não era a atração principal. O clímax do show só acontecia no final, quando as irmãs juntas iam até a frente do palco e soltavam as volumosas melenas para a alegria dos espectadores. Um suspiro de assombro e deleite seguido por aplausos estrondosos. O show era um sucesso, mas era apenas o começo da saga das irmãs Sutherland, uma história mais bizarra do que qualquer outro escritor de ficção poderia imaginar.[b/]



As irmãs eram filhos de um conhecido charlatão, Fletcher Sutherland, e sua esposa Mary, uma estudante de música. Especulava-se que duas delas eram na verdade filhas de Martha, irmã de Maria, que também morava na casa dos Sutherland. Martha passou a cuidar das moças depois que sua irmã morreu em 1867.



A incrível história das sete irmãs Sutherland e suas fartas melenas

Elas cresceram na pobreza e desprezadas pela sociedade burguesa local, mas tinham reconhecidamente dois talentos: o musical e os enormes cabelos, que segundo o folclore, foram reforçados em sua extensão e beleza com o uso de um creme de cheiro desagradável feito de sebo por sua mãe.

Suas habilidades musicais levaram Fletcher Sutherland a apresentar suas filhas para o mundo do circo, mas era o cabelo que os tornaria ricos, Naomi casou com J. Henry Bailey, sobrinho do co-proprietário do circo em 1885, e Bailey, sabendo que havia mais homens carecas do que amantes da música, assumiu a gestão do show das irmãs. Ele começou a vender o creme do cabelo, que Fletcher inventara a partir da fórmula de sua falecida esposa, usando as irmãs Sutherland como suas ferramentas promocionais.




Os produtos Sutherland Sisters' Hair Grower -xampus e cremes de limpeza do couro cabeludo, poções anti-caspa e para os cabelos- venderam milhões, e as irmãs começaram a ostentar construindo uma mansão vitoriana com sete quartos, todos com banheiros decorados em mármore de carrara. O dinheiro corria como a água e parecia amplificar as excentricidades da família. Animais foram tratados como realeza, com funerais e obituários nos jornais locais. Seus cavalos usavam ferradura de ouro. As irmãs viviam fazendo festas de gala, muitas vezes incluindo fogos de artifício.




Todo esse dinheiro nas mãos de um grupo de mulheres solteiras atraiu aventureiros, lógico. Um deles foi Fredrick Castlemaine, que deu primeiro um "bote" em Dora, mas que surpreendeu a todos ao se casar com Isabella. Ele tinha 27 anos, ela 40.



Castlemaine era bonitão e charmoso, mas tinha lá suas excentricidades próprias, como vício em ópio e morfina além da mania de fotografar os raios de rodas de carruagens de seu assento no alpendre Sutherlands. Em 1897, enquanto acompanhava as irmãs em um de seus passeios, Castlemaine cometeu suicídio.



Tragédias como essa e a morte precoce de uma das irmãs, Naomi, pareceu perturbar demais as mulheres. O corpo de Naomi permaneceu na salão principal da mansão por algumas semanas, enquanto aguardavam a construção de um mausoléu de 30 mil dólares. Mas ao final enterraram Naomi no jazigo da família.



Quando Frederico morreu, seu corpo permaneceu também no salão durante várias semanas, não embalsamado, em um caixão de vidro em formato de cúpula. As irmãs sentavam-se em volta do defunto e cantavam suas músicas favoritas. Finalmente, o departamento de saúde local interveio e obrigou as irmãs relutantes em remover o corpo para um mausoléu de granito. Mesmo assim, Isabella caminhava 5 quilômetros toda noite para ir ao cemitério, carregando uma lanterna, para comungar com o marido perdido. Isso durou dois anos, até que ela conheceu e se casou com Alonzo Swain, ela tinha 46 anos, ele 30.
A incrível história das sete irmãs Sutherland e suas fartas melenas


Swain convenceu Isabella a vender suas ações na empresa da família e a se juntar a ele na tentativa malfadada de vender um restaurador de cabelos concorrentes, cuja fórmula continha nove litros de rum Inglês e dois litros de álcool. O empreendimento fracassou, Isabella morreu como indigente e Alonzo desapareceu.



A incrível história das sete irmãs Sutherland e suas fartas melenas

As experiências de sua irmã com Castlemaine e Swain não impediu Victoria Sutherland de se casar com um homem de 19 anos de idade, quando ela tinha 50 anos. Isso provocou um racha dentro da família e as outras irmãs, que nunca se casaram, se recusaram a visitar Victoria até que ela estava em seu leito de morte.



As demais foram perseguidas por outras formas de infortúnio. Maria teve períodos de loucura, e sempre ficava trancada em seu quarto. A popularidade dos penteados mais curtos para as mulheres terminaram de vez com o sucesso do cultivador de cabelo, e a mina de ouro das irmãs secou. Em 1926, as três irmãs sobreviventes foram a Hollywood para ajudar um estúdio a fazer um filme sobre suas vidas, mas o projeto foi cancelado, e Dora, morreu em um acidente de carro nesta viagem. Ela foi cremada em Hollywood, mas Maria e Grace não tinham sequer dinheiro para pagar os serviços funerários, assim as cinzas Dora ainda estão em Hollywood, à espera de pretendentes.

As últimas duas irmãs voltaram para sua mansão decadente e viveram na mais profunda miséria que tinha marcado o início de suas vidas. Eventualmente, até mesmo a casa foi vendida. Alguns anos após a morte da irmã sobrevivente final, a mansão queimou até o chão, deixando apenas o grandioso mausoléu Castlemaine e, talvez, alguns vidros empoeiradas do Sutherland Sisters' Hair Grower nos sótãos e porões para contar sua história.



-




FIM
Fonte: http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=18225

E se a Terra tivesse anéis como Saturno?

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E se a Terra tivesse anéis como Saturno?

http://www.youtube.com/watch?v=UT2sQ7KIQ-E&feature=player_embedded

E se a Terra tivesse anéis como Saturno? Essa foi a ideia motivadora dos criadores do vídeo acima. Mas não se trata de astrologia, pode ficar tranquilo.

O vídeo foi uma dica do colega de trabalho Daniel Moser. A animação foi realizada por Roy Prol, e mostra não somente como os famosos anéis seriam vistos nos nossos céus a partir da superfície terrestre, mas também como seriam se vistos a partir do espaço.

Prol afirma que as imagens dos anéis a partir da superfície da Terra foram criadas de acordo com o local (latitude) e a orientação do obervador. Além disso, os tamanhos dos anéis foram calculados respeitando o limite de Roche da Terra.

Interessante em Quito que, devido à proximidade da linha do Equador, os anéis seriam visto de perfil. E demarcariam uma linha vertical nos céus. Seria assombroso!

Interessante que durante a noite, a luz do Sol ainda iluminaria os anéis. Isso atrapalharia algumas observações astronômicas, mas como estamos na era de telescópios espaciais, acho que já não seria o maior dos problemas.

O principal inconveniente é que, provavelmente, não haveria lugar para a Lua em torno da Terra. Mas, mesmo assim, seria maravilhoso!

se acharem desnecessário, apaguem, sou novo por aqui

3.27.2011

Bacalhau

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Um Alimento Milenar:
O início do Bacalhau com os Espanhóis e os Vikings

Bacalhau para os povos de língua portuguesa; Stockfish para os anglo-saxônicos; Torsk para os dinamarqueses; Baccalà para os italianos; Bacalao para os espanhóis; Morue, Cabillaud para os franceses; Codfish para os ingleses.

(O nome bacalhau, de acordo com o Dicionário Universal da Língua Portuguesa, tem origem no latim baccalaureu. )

Mundialmente apreciado, a história do bacalhau é milenar. Existem registros de existirem fábricas para processamento do Bacalhau na Islândia e na Noruega no Século IX. Os Vikings são considerados os pioneiros na descoberta do cod gadus morhua, espécie que era farta nos mares que navegavam. Como não tinham sal, apenas secavam o peixe ao ar livre, até que perdesse quase a quinta parte de seu peso e endurecesse como uma tábua de madeira, para ser consumido aos pedaços nas longas viagens que faziam pelos oceanos.

Mas deve-se aos bascos, povo que habitava as duas vertentes dos Pirineus Ocidentais, do lado da Espanha e da França, o comércio do bacalhau. Os bascos conheciam o sal e existem registros de que já no ano 1000, realizavam o comércio do bacalhau curado, salgado e seco. Foi na costa da Espanha, portanto, que o bacalhau começou a ser salgado e depois seco nas rochas, ao ar livre, para que o peixe fosse melhor conservado.

Seca do bacalhau - E. Ulving


As Guerras do Bacalhau

O bacalhau foi uma revolução na alimentação, porque na época os alimentos estragavam pela precária conservação e tinham sua comercialização limitada ( a geladeira surgiu no século XX). O método de salgar e secar o alimento, além de garantir a sua perfeita conservação mantinha todos os nutrientes e apurava o paladar. A carne do bacalhau ainda facilitava a sua conservação salgada e seca, devido ao baixíssimo teor de gordura e à alta concentração de proteínas.

Um produto de tamanho valor sempre despertou o interesse comercial dos países com frotas pesqueiras. Em 1510, Portugal e Inglaterra firmaram um acordo contra a França. Em 1532, o controle da pesca do bacalhau na Islândia deflagrou um conflito entre ingleses e alemães conhecido como as "Guerras do Bacalhau". Em 1585, outro grande conflito envolveu ingleses e espanhóis.

Por isso, ao longo dos séculos, várias legislações e tratados internacionais foram assinados para regular os direitos de pesca e comercialização do tão cobiçado pescado. Atualmente, com a espécie ameaçada de extinção em vários países, como o Canadá, tratados internacionais de controle da pesca estão sendo revistos, com o objetivo de assegurar a reprodução e a preservação do "Príncipe dos Mares".
A industrialização na Noruega

Foi o mercador holandês Yapes Ypess que fundou a primeira indústria de transformação na Noruega e é considerado o pioneiro na industrialização do peixe.

A partir daí, a crescente demanda na Europa, América e África foi aumentando o número de barcos pesqueiros e de pequenas e médias indústrias pela costa norueguesa, transformando a Noruega no principal pólo mundial de pesca e exportação do bacalhau.

"Se o bacalhau nos abandonar, a que nos agarraremos? O que levaremos a Bergen para trocar por ouro?"
Peter Daas, Trumpet of Nordland, Noruega, 1735
Portugal e o "fiel amigo"

Devemos aos portugueses o reconhecimento por terem sido os primeiros a introduzir, na alimentação, este peixe precioso, universalmente conhecido e apreciado".
(Auguste Escoffier, chef-de-cuisine francês, 1903).

Os portugueses descobriram o bacalhau no século XV, na época das grandes navegações. Precisavam de produtos que não fossem perecíveis, que suportassem as longas viagens, que levavam às vezes mais de 3 meses de travessia pelo Atlântico.

Fizeram tentativas com vários peixes da costa portuguesa, mas foram encontrar o peixe ideal perto do Pólo Norte. Foram os portugueses os primeiros a ir pescar o bacalhau na Terra Nova ( Canadá ), que foi descoberta em 1497. Existem registros de que em 1508 o bacalhau correspondia a 10% do pescado comercializado em Portugal.

Já em 1596, no reinado de D. Manuel, se mandava cobrar o dízimo da pescaria da Terra Nova nos portos de Entre Douro e Minho. Também pescavam o bacalhau na costa da África.

O bacalhau foi imediatamente incorporado aos hábitos alimentares e é até hoje uma de suas principais tradições. Os portugueses se tornaram os maiores consumidores de bacalhau do mundo, chamado por eles carinhosamente de "fiel amigo". Este termo carinhoso dá bem uma idéia do papel do bacalhau na alimentação dos portugueses.

“Os meus romances, no fundo, são franceses, como eu sou, em quase tudo, um francês – excepto num certo fundo sincero de tristeza lírica que é uma característica portuguesa, num gosto depravado pelo fadinho, e no justo amor do bacalhau de cebolada!”
Eça de Queiroz ( carta a Oliveira Martins )


A Pesca do Bacalhau em Portugal

O bacalhau chegava a Portugal de várias formas. Até o meio do século XX, os próprios portugueses aventuravam-se pelos perigosos mares da Terra Nova, no Canadá, para a pesca do bacalhau.

"Nos finais do séc. XIX, as embarcações portuguesas enviadas à pesca do Bacalhau eram de madeira e à vela, sendo praticada a pesca à linha. Tratava-se de uma prática muito trabalhosa, apenas rentável em regiões onde abundava o peixe. Este tipo de pesca era praticado a partir dos dóri: pequenas embarcações de fundo chato e tabuado rincado, introduzidas em Portugal nos finais do século passado."( Extraído de Apontamentos Etnográficos de Aveiros - Universidade de Aveiros - http://www.dlc.ua.pt/etnografia).

O artigo de Teresa Reis, sobre a Pesca do Bacalhau, retrata um pouco desta aventura:
"Na pesca do bacalhau, tudo era duplamente complicado. Maus tratos, má comida, má dormida...Trabalhavam vinte horas, com quatro horas de descanso e isto, durante seis meses. A fragilidade das embarcações ameaçava a vida dos tripulantes" dizia Mário Neto, um pescador que viveu estes episódios e pode falar deles com conhecimento de causa.
Quando chegava à Terra Nova ou Groenlândia, o navio ancorava e largava os botes. Os pescadores saíam do navio às quatro da manhã e só regressavam à mesma hora do dia seguinte, com ou sem peixe e uma mínima refeição: chá num termo, pão e peixe frito. No navio, o bacalhau era preparado até às duas ou três da manhã. Às cinco ou seis horas retomava-se a mesma faina. Isto, dias e dias a fio, rodeados apenas de mar e céu. ... Vidas duras...!"

Nos dias atuais, Portugal importa praticamente todo o bacalhau salgado e seco que consome. Também importa muito bacalhau "verde", que é salgado e curado nas próprias indústrias portuguesas, como a Riberalves, localizada em Torres Vedras.
O começo do bacalhau no Brasil

O hábito de comer bacalhau veio para o Brasil com os portugueses, já na época do descobrimento. Mas foi com a vinda da corte portuguesa, no início do século XIX, que este hábito alimentar começou a se difundir. Data dessa época a primeira exportação oficial de bacalhau da Noruega para o Brasil, que aconteceu em 1843.

Na edição do Jornal do Brasil de 1891 está registrado que os intelectuais da época, liderados por Machado de Assis, reuniam-se todos os domingos em restaurantes do centro do Rio de Janeiro para comer um autêntico "Bacalhau do Porto" e discutir os problemas brasileiros. Mais de um século depois, ainda são muito comuns nos restaurantes especializados estes "almoços executivos", onde a conversa sobre negócios é feita saboreando um bom bacalhau.
A tradição popular do bacalhau.

Durante muitos anos o bacalhau foi um alimento barato, sempre presente nas mesas das camadas populares. Era comum nas casas brasileiras o bacalhau servido às sextas-feiras, dias santos e festas familiares.

Após a 2ª Guerra Mundial, com a escassez de alimentos em toda a Europa, o preço do bacalhau aumentou, restringindo o consumo popular. Ao longo dos anos foi mudando o perfil do consumidor do bacalhau, e o consumo popular do peixe se concentrou, principalmente, nas principais festas cristãs: a Páscoa e o Natal.

Atualmente, o bacalhau está totalmente incorporado à cultura culinária brasileira. Todos os bons restaurantes oferecem em sua carta o nobre pescado, e o bolinho de bacalhau é preferência nacional nos bares e botequins. Como em Portugal, também desperta paixões e inspira famosos escritores.

"Gosto de bacalhau seco, compacto. Sempre esqueço que é um peixe que singrou outrora os mares até cair nas malhas e na ganância dos pescadores. Presente raro dos deuses, o bacalhau, para mim, nasceu simplesmente salgado, sempre em postas e, neste estado, graças ao engenho humano, é levado à mesa e entregue à sanha de nossa gula."
Nélida Piñon, Brasil, 1996


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[^]Ponto de Encontro


A tradição religiosa do Bacalhau na Páscoa e no Natal

A Igreja Católica, na época da Idade Média, mantinha um rigoroso calendário onde os cristãos deveriam obedecer os dias de jejum, excluindo de sua dieta alimentar as carnes consideradas "quentes". O bacalhau era uma comida "fria" e seu consumo era incentivado pelos comerciantes nos dias de jejum. Com isso, passou a ter forte identificação com a religiosidade e a cultura do povo português.

Conforme relatam os autores do livro "O Bacalhau na Vida e na Cultura dos Portugueses":
"O número de dias de jejum e abstinência a que se sujeitavam anualmente os portugueses era considerável, não se limitando ao período da Quaresma, a época do ano em que o bacalhau era "rei" à mesa. Segundo Carlos Veloso, durante mais de um terço do ano não se podia comer carne. Assim era na "Quarta-Feira de Cinzas e todas as Sextas e Sábados da Quaresma, nas Quartas, Sextas e Sábados das Têmperas, (n)as vésperas do Pentecostes, da Assunção, de Todos-os-Santos e do dia de Natal e ainda nos dias de simples abstinência, ou seja, todas as Sextas-Feiras do ano não coincidentes com dias enumerados para as solenidades, os restantes dias da Quaresma, a Circuncisão, a Imaculada Conceição, a Bem-Aventurada Virgem Maria e os Santos Apóstolos Pedro e Paulo."

O rigoroso calendário de jejum foi aos poucos sendo desfeito, mas a tradição do bacalhau se mantém forte nos países de língua portuguesa até os dias de hoje, principalmente no Natal e na Páscoa, as datas mais expressivas da religião católica, onde se comemoram o Nascimento e a Ressurreição de Cristo.

Tabela de Nutrientes

O Bacalhau é um peixe salgado, seco e naturalmente preparado, conservando todas as propriedades do peixe fresco.
É nutritivo, saboroso, de fácil digestão, rico em minerais e vitaminas, e com colesterol quase zero.
É saudável e totalmente natural. Veja o conteúdo de nutrientes por 100g de parte comestível de bacalhau:
Nutrientes por 100g de Bacalhau
Proteína 38g
Gordura 1g
Cálcio 60mg
Ferro 1,6 mg
Vitamina B:
Tiamina
Riboflavina
Niacina 0,01 mg
0,20 mg
2,4 mg
Porção comestível 85%
Água 40g
Energia Kcal/KJ 160/170

Além disso tudo, o valor nutritivo de 1kg de bacalhau equivale a 3,2 Kg de peixe! Rende mais, podendo alimentar de 6 a 8 pessoas.
O bacalhau é mais nutritivo que o peixe, a carne e o frango. E permite inúmeras variações na cozinha do dia-a-dia, com receitas práticas que não deixam a rotina do feijão com arroz acabar com seu prazer de comer.
Coma mais bacalhau : é gostoso e só faz bem.
Os 5 tipos de bacalhau salgado e seco

Do ponto de vista técnico, entende-se por peixe salgado e seco o produto elaborado com peixe limpo, eviscerado, com ou sem cabeça e convenientemente tratado pelo sal ( cloreto de sódio ) , devidamente seco, não podendo conter mais de 40% de umidade para as espécies consideradas gordas, tolerando-se 5% a mais para as espécies consideradas magras.
Dentro destas características, existem 5 tipos diferentes de peixes salgados secos no mercado brasileiro ( que também podem ser vistos em Fotografias ) : Cod Gadus Morhua, Cod Gadus Macrocephalus, Saithe, Ling e Zarbo.
Pela legislação que está sendo aprovada, apenas dois tipos poderão utilizar a designação Bacalhau: o Cod Gadus Morhua, o Legítimo Bacalhau, e o Cod Gadus Macrocephalus, o bacalhau do Pacífico. Os demais deverão receber a designação"pescado salgado seco".
cod

LEGÍTIMO BACALHAU:
O Cod Gadus Morhua é o Legítimo Bacalhau. É pescado no Atlântico Norte e considerado o mais nobre tipo de bacalhau. Tem coloração palha e uniforme quando salgado e seco; quando cozido, desfaz-se em lascas claras e tenras, de sabor inconfundível e sublime. É o bacalhau recomendado em todos os pratos da cozinha internacional.

BACALHAU MACROCEPHALUS :
O COD Gadus Macrocephalus, ou Bacalhau do Pacífico, é muito semelhante em aspecto com o Cod Gadus Morhua. Seu habitat é o Pacífico Norte.
É um peixe claro e tem sido vendido em muitos pontos de venda, devido à semelhança, como sendo Legítimo Porto. Não é fácil diferenciar um do outro: uma das formas é observando bem o rabo e as barbatanas - se tiverem uma espécie de bordado branco nas extremidades, é Macrocephalus. Outra forma é pela coloração: o macro é um peixe bem mais claro (quase branco) que o Legítimo Porto.
saithe

O Saithe é um tipo mais escuro e de sabor mais forte. É o tipo mais importado atualmente e é o campeão de vendas no Nordeste brasileiro. É utilizado para bolinhos, tortas, mexidos, saladas e ensopados de bacalhau.
ling

O Ling é bem claro e mais estreito que os demais. Tem um bom corte e é muito apreciado no Brasil. Sua carne é clara, bonita e muito boa para grelhar.
zarbo

O Zarbo é um peixe pequeno e claro, que se adapta bem ao corte transversal e tem muito boa rentabilidade.
Classificação

Todos os 5 tipos são classificados em 3 categorias:
Imperial- É a melhor classificação. Significa que o bacalhau está bem cortado, bem escovado e bem curado. O Porto Imperial é exemplo do melhor dos melhores.
Universal - Classificação que identifica o bacalhau que apresenta pequenos defeitos, que não chegam a comprometer sua qualidade, visto que o paladar é o mesmo do Imperial;
Popular - É o bacalhau que apresenta manchas e do qual faltam pequenos pedaços, extirpados pelo arpão na hora da pesca.

É de praxe nas importações de bacalhau que 80% dos peixes sejam classificados como Imperial e 20% como Universal.

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Ponto de Encontro


O que é o Bacalhau do Porto?

Historicamente, a cidade do Porto foi a primeira a receber e preparar o bacalhau que os pescadores portugueses buscavam nas águas geladas da Terra Nova, Islândia e Groenlândia. Ainda hoje o Porto é a principal cidade culinária do bacalhau.

Por tradição cultural, no Brasil o nome "Porto" passou a identificar o bacalhau de melhor qualidade. Era o bacalhau que vinha da Cidade do Porto, e era comercilizado no porto das capitais do Rio e Salvador.

Usava-se chamar "Porto" apenas o bacalhau tipo Cod Gadus Morhua acima de 3 kg, que quando cortado apresenta grossas lascas, de bela cor e suave textura.
No entanto, exportadores e supermercados também utilizam a denominação "Porto" para o Cod Gadus Macrocephalus, o que confunde o consumidor.

Atualmente, o "Bacalhau Porto" que identificamos no mercado brasileiro, pode ser de origem norueguesa, portuguesa, islandesa, espanhola ou francesa ( principais países exportadores). E pode ser do tipo Cod Gadus Morhua e Cod Gadus Macrocephalus, com peso superior a 3 kg.

Aproveite para conhecer um pouco mais da Cidade do Porto.
Tabela de Nutrientes

O Bacalhau é um peixe salgado, seco e naturalmente preparado, conservando todas as propriedades do peixe fresco.
É nutritivo, saboroso, de fácil digestão, rico em minerais e vitaminas, e com colesterol quase zero.
É saudável e totalmente natural. Veja o conteúdo de nutrientes por 100g de parte comestível de bacalhau:
Nutrientes por 100g de Bacalhau
Proteína 38g
Gordura 1g
Cálcio 60mg
Ferro 1,6 mg
Vitamina B:
Tiamina
Riboflavina
Niacina 0,01 mg
0,20 mg
2,4 mg
Porção comestível 85%
Água 40g
Energia Kcal/KJ 160/170

Além disso tudo, o valor nutritivo de 1kg de bacalhau equivale a 3,2 Kg de peixe! Rende mais, podendo alimentar de 6 a 8 pessoas.
O bacalhau é mais nutritivo que o peixe, a carne e o frango. E permite inúmeras variações na cozinha do dia-a-dia, com receitas práticas que não deixam a rotina do feijão com arroz acabar com seu prazer de comer.
Coma mais bacalhau : é gostoso e só faz bem.
Os 5 tipos de bacalhau salgado e seco

Do ponto de vista técnico, entende-se por peixe salgado e seco o produto elaborado com peixe limpo, eviscerado, com ou sem cabeça e convenientemente tratado pelo sal ( cloreto de sódio ) , devidamente seco, não podendo conter mais de 40% de umidade para as espécies consideradas gordas, tolerando-se 5% a mais para as espécies consideradas magras.
Dentro destas características, existem 5 tipos diferentes de peixes salgados secos no mercado brasileiro ( que também podem ser vistos em Fotografias ) : Cod Gadus Morhua, Cod Gadus Macrocephalus, Saithe, Ling e Zarbo.
Pela legislação que está sendo aprovada, apenas dois tipos poderão utilizar a designação Bacalhau: o Cod Gadus Morhua, o Legítimo Bacalhau, e o Cod Gadus Macrocephalus, o bacalhau do Pacífico. Os demais deverão receber a designação"pescado salgado seco".
cod

LEGÍTIMO BACALHAU:
O Cod Gadus Morhua é o Legítimo Bacalhau. É pescado no Atlântico Norte e considerado o mais nobre tipo de bacalhau. Tem coloração palha e uniforme quando salgado e seco; quando cozido, desfaz-se em lascas claras e tenras, de sabor inconfundível e sublime. É o bacalhau recomendado em todos os pratos da cozinha internacional.

BACALHAU MACROCEPHALUS :
O COD Gadus Macrocephalus, ou Bacalhau do Pacífico, é muito semelhante em aspecto com o Cod Gadus Morhua. Seu habitat é o Pacífico Norte.
É um peixe claro e tem sido vendido em muitos pontos de venda, devido à semelhança, como sendo Legítimo Porto. Não é fácil diferenciar um do outro: uma das formas é observando bem o rabo e as barbatanas - se tiverem uma espécie de bordado branco nas extremidades, é Macrocephalus. Outra forma é pela coloração: o macro é um peixe bem mais claro (quase branco) que o Legítimo Porto.
saithe

O Saithe é um tipo mais escuro e de sabor mais forte. É o tipo mais importado atualmente e é o campeão de vendas no Nordeste brasileiro. É utilizado para bolinhos, tortas, mexidos, saladas e ensopados de bacalhau.
ling

O Ling é bem claro e mais estreito que os demais. Tem um bom corte e é muito apreciado no Brasil. Sua carne é clara, bonita e muito boa para grelhar.
zarbo

O Zarbo é um peixe pequeno e claro, que se adapta bem ao corte transversal e tem muito boa rentabilidade.
Classificação

Todos os 5 tipos são classificados em 3 categorias:
Imperial- É a melhor classificação. Significa que o bacalhau está bem cortado, bem escovado e bem curado. O Porto Imperial é exemplo do melhor dos melhores.
Universal - Classificação que identifica o bacalhau que apresenta pequenos defeitos, que não chegam a comprometer sua qualidade, visto que o paladar é o mesmo do Imperial;
Popular - É o bacalhau que apresenta manchas e do qual faltam pequenos pedaços, extirpados pelo arpão na hora da pesca.

É de praxe nas importações de bacalhau que 80% dos peixes sejam classificados como Imperial e 20% como Universal.

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Ponto de Encontro


O que é o Bacalhau do Porto?

Historicamente, a cidade do Porto foi a primeira a receber e preparar o bacalhau que os pescadores portugueses buscavam nas águas geladas da Terra Nova, Islândia e Groenlândia. Ainda hoje o Porto é a principal cidade culinária do bacalhau.

Por tradição cultural, no Brasil o nome "Porto" passou a identificar o bacalhau de melhor qualidade. Era o bacalhau que vinha da Cidade do Porto, e era comercilizado no porto das capitais do Rio e Salvador.

Usava-se chamar "Porto" apenas o bacalhau tipo Cod Gadus Morhua acima de 3 kg, que quando cortado apresenta grossas lascas, de bela cor e suave textura.
No entanto, exportadores e supermercados também utilizam a denominação "Porto" para o Cod Gadus Macrocephalus, o que confunde o consumidor.

Atualmente, o "Bacalhau Porto" que identificamos no mercado brasileiro, pode ser de origem norueguesa, portuguesa, islandesa, espanhola ou francesa ( principais países exportadores). E pode ser do tipo Cod Gadus Morhua e Cod Gadus Macrocephalus, com peso superior a 3 kg.

Aproveite para conhecer um pouco mais da Cidade do Porto.
Como identificar o legítimo bacalhau

Identificar o Bacalhau não é tarefa muito fácil, por isso peça sempre que o estabelecimento onde você compra informe corretamente o tipo e a classificação do bacalhau que está sendo vendido.
Mas você pode fazer algumas observações que ajudam a identificar se está comprando o legítimo bacalhau:

1) Observe na hora da compra:
A forma do peixe - o legítimo bacalhau é largo e permite o corte em lombos.
O rabo do peixe - deve ser quase reto ou ligeiramente curvado para dentro, de cor uniforme ( se tiver uma espécie de "bordado" branco na extremidade, não é o legítimo ).
A cor "palha" - se o bacalhau é branquinho, não é o legítimo.
A pele - solta com facilidade; puxe um pouquinho para verificar.

2) Repare se o peixe está bem escovado: sua aparência deve ser limpa, sem manchas escuras. Manchas ( pretas, marrons ) podem ser resíduos do peixe como sangue, bílis, etc. , significando que ele não foi bem trabalhado.

3) Verifique também se ele está bem seco: pegue o bacalhau firmemente pela "cabeça" e solte a cauda. Se ele ficar reto - ou quase reto -está bem curado, se dobrar "caindo" para baixo está mal curado e úmido.
Local seco e refrigerado Guarde o bacalhau em local seco e refrigerado

O bacalhau vem para o Brasil transportado em containers secos e refrigerados entre 2º e 5º C. A viagem dura de 2 a 3 semanas.

Muito cuidado é necessário para se evitar o choque térmico assim que o produto é desembarcado, porque o calor e a umidade são inimigos do bacalhau.

Na armazenagem é muito importante controlar a refrigeração entre 2º e 5ºC.

O bacalhau salgado e seco não deve ser congelado (só depois de dessalgado) , nem mantido a temperaturas altas, que lhe conferem uma cor avermelhada e alteram o seu sabor original.
O bacalhau dobra de peso depois do dessalgue Dessalgue normal

O bacalhau é seco e salgado, então é necessário dessalgá-lo e hidratá-lo novamente. O bacalhau pode ganhar até 20% peso se for corretamente dessalgado.
Veja como é simples dessalgar e aproveitar o melhor do peixe, fazendo ele render e ficar com um sabor excepcional:
Fio d'água

1.Depois de cortar o bacalhau em postas, coloque-o submerso dentro de um vasilhame sob um fio d'água por uns 10 minutos;

2.Coloque o vasilhame com o bacalhau coberto de água dentro da geladeira;

3.Dessalgue o bacalhau dentro da geladeira, pois assim ele irá ficar tenro e consistente. Na água gelada o bacalhau não irá exalar cheiro algum. Se dessalgado fora da geladeira, o bacalhau vai exalar forte cheiro, podendo pré-cozinhar e até estragar, principalmente nos dias mais quentes;

4. O tempo médio para dessalgue depende da altura das postas ( ou lombos) do bacalhau:

POSTAS NORMAIS: 24 horas

POSTAS GROSSAS: 40 horas

POSTAS MUITO GROSSAS: 48 horas


BACALHAU DESFIADO: 6 horas

Dessalgue com pressa Dessalgue com pressa

Para quem não dispõe do tempo necessário para o dessalgue tradicional, aí vão as dicas:

1. Corte o bacalhau em bocados e coloque dentro de um vasilhame sob um fio de água permanente; o dessalgue será bem mais rápido que o tradicional - dependendo do tamanho do lombo, pode-se dessalgar o bacalhau em até 12 horas adotando este método;

2. Esta é da "Sebastiana Quebra-Galho": para dessalgar o bacalhau que não esteve de molho, faça o seguinte: leve-o ao fogo para aferventar com bastante água, juntando a ele, quando começar a ferver, um punhado de sal ( 2, 3, 4 colheres de sopa ), de acordo com a quantidade de bacalhau; logo que ferver escorra, escalde em água fria (agora sem sal) e torne a levar ao fogo com bastante água fria, agora sem sal, para dar nova fervura. Escorra e verifique o sal do bacalhau; se necessário, dê mais fervuras, sempre em água pura, sem sal. Nota: todas as vezes que o bacalhau for ao fogo é para dar apenas uma fervura e não para cozinhar.

3.Se o bacalhau ficou mais salgado do que o esperado, cubra-o com leite fervente e deixe-o por 30 minutos, se necessário, repita a operação.
Evite ferver o bacalhau Dicas de Preparo

1. Para saber a quantidade de bacalhau numa refeição, calcule entre 150g e 250g por pessoa;

2. O melhor momento para retirar a pele do bacalhau é quando ele ainda está salgado e seco: levante a pele em uma das extremidades e retire-a com puxadas firmes. Depois do cozimento, a pele também sai com facilidade. O melhor momento para retirar as espinhas é quando se desfia o bacalhau ainda salgado e seco ou depois do cozimento;

3. O bacalhau não deve ser fervido, a não ser que a receita ou o preparo indiquem. A fervura prejudica o paladar e resseca o peixe. Deve ser sempre preparado em água a ferver, ou seja, em fogo brando, sem borbulhar; você pode reservar o caldo do bacalhau ( a água do cozimento ) para cozinhar as batatas ou o arroz.

4. Em receitas de bacalhau ao forno ou bacalhau na brasa, faça um pré-cozimento no bacalhau, colocando-o em um tabuleiro imerso em água em fogo brando, sem ferver, durante 10 minutos;

5. Se quiser apurar o paladar do bacalhau, de acordo com a receita, deixe-o temperado com azeite e ervas ( p.ex. coentro ou salsa ) ou submerso no leite durante pelo menos 2 horas antes do preparo;

6. A qualidade da refeição com bacalhau também depende da qualidade dos complementos: o azeite de oliva deve ser extra-virgem, de preferência português; as batatas, do tipo HBT; as azeitonas pretas, portuguesas, e as verdes, portuguesas, argentinas ou espanholas.
Aproveite tudo Aproveite tudo

Separe a pele, espinhas e aparas.
Depois de dessalgar, dê uma rápida escaldada jogando água quente e esperando esfriar um pouco para limpar. Com uma faquinha bem afiada, raspe a pele e a parte branca. Retire com cuidado as espinhas: as partes altas do lombo podem ser utilizadas inteiras, por isso todo cuidado na separação.

Você pode aproveitar as aparas do bacalhau em bolinhos, saladas e recheios. Veja na página de receitas.

Utilize a pele e as espinhas para fazer um pirão. Ficará delicioso.

Aproveite a água da fervura do bacalhau para cozinhar as batatas e para fazer o arroz de acompanhamento: ficam perfeitos no acompanhamento.

E não se esqueça: do bacalhau, tudo se aproveita.
Congelamento Quem congela sempre tem

Quem gosta de bacalhau quer ter sempre essa alternativa culinária à mão.
De repente, dá aquela vontade de comer algo diferente, ou chega uma visita inesperada, e é só abrir o congelador: lá está ele para salvar sua refeição.

Para isso, você precisa comprar uma quantidade maior e dessalgar tudo de uma só vez. Uma parte você destina ao preparo do prato que será consumido logo. A outra porção, você congela. Prático, não acha ?

Para congelar, depois de dessalgar, enxugue o bacalhau em um pano limpo, apertando-o levemente para secar um pouco. Pincele com um bom azeite português toda a superfície, para impedir o ressecamento provocado pelo gelo. Guarde no freezer em um vasilhame bem fechado.

Algumas pessoas congelam o bacalhau dentro de um vasilhame com água, para garantir que ele não irá ressecar.

Para descongelar, o ideal é retirar do freezer para a geladeira, e esperar pacientemente. Mas não há inconveniente em descongelar o bacalhau na temperatura ambiente.
André Brito desenhou para nós a maior parte das ilustrações ;
Marco Terranova é um fotógrafo que faz arte e da sua viagem à Noruega obtivemos as lindas imagens de Aalesund, que estão no  Álbum.
Ronaldo Nina é também fotógrafo e é dele a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes.
Dorys Hansen Leitão fez a tradução para o inglês.
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Créditos e fontes das sequências midi:
Referências importantes:
  • As fotografias da Cidade do Porto foram gentilmente cedidas pelo Jornal de Notícias de Portugal, cuja sede fica naquela cidade.
  • As fotografias de salmão foram gentilmente cedidas pelo Conselho Norueguês de Comércio Exterior (021-553-5505).
  • As receitas foram obtidas em folhetos da Associação dos Exportadores de Pescado da Noruega, em arquivo cedido pela PortugalNet e em pesquisas em livros de culinária, em especial "Culinária Portuguesa", de Antonio Maria de Oliveira Bello, editora Assírio & Alvim, Lisboa, 1994.

3.26.2011

Cassandra e Heleno

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Cassandra e Heleno

A Maldição de Cassandra



A mitologia grega conta como Cassandra e o seu irmão gêmeo, Heleno, ainda crianças, foram ao Templo de Apolo brincar. Os gêmeos brincaram até ficar demasiado tarde para voltarem para casa, e assim, foi-lhes arranjada uma cama no interior do templo. Na manhã seguinte, a ama encontrou as crianças ainda a dormir, enquanto duas serpentes passavam a língua pelas suas orelhas. A ama ficou aterrorizada mas as crianças estavam ilesas. Como resultado do incidente os ouvidos dos gêmeos tornaram-se tão sensíveis que lhes permitiam escutar as vozes dos deuses. 
Cassandra tornou-se uma jovem de magnífica beleza, devota servidora de Apolo. Foi de tal maneira dedicada que o próprio deus se apaixonou por ela e ensinou-lhe os segredos da profecia. Cassandra tornou-se uma profetisa, mas quando se negou a dormir com Apolo, ele, por vingança, lançou-lhe a maldição de que ninguém jamais viesse a acreditar nas suas profecias ou previsões.

Cassandra passa a ser considerada como louca ao tentar comunicar à população troiana as suas inúmeras previsões de catástrofe e desgraça.

A falta de credibilidade das previsões e profecias de Cassandra levou à queda e consequente destruição de Tróia, quando esta viu frustradas as suas sucessivas tentativas de implorar a Príamo que ele destruísse o cavalo de madeira (Cavalo de Tróia) engendrado por Ulisses para a conquista de Tróia pelo seu interior.
Com a cidade já tomada pelos gregos, Cassandra refugia-se no templo de Atena, onde é descoberta e violada pelo brutal Ájax, filho de Oileu (a deusa haveria de vingar-se do guerreiro, posteriormente). Na partilha do butim de guerra, ela é dada a Agamenon, que a leva em seu navio, na viagem de volta à Micenas, onde ele seria assassinado por Egisto, amante da rainha Clitemnestra, esposa de Agamenon. Depois disso, Cassandra foi à Cólquida, de onde saiu com Zakíntio, para que fosse fundada uma nova cidade, pois ele alegava ter recebido uma mensagem dos deuses para que fundasse, com alguma mulher que também pudesse ser sacerdotisa, como Cassandra fora. De acordo com a placa de número 183, no Museu de Arqueologia de Atenas, ao que tudo indica, Cassandra não foi morta em Tróia ou em Micenas, como muitos acreditam, mas sim realmente ajudou na fundação da nova cidade, dando descendência de trinta gerações depois a Agaton, o autor da placa com pedido escrito aos deuses.
Heleno


Heleno recebeu de Apolo o dom da adivinhação, pelo que predisse que a viagem de Páris à Grécia seria nefasta. Com efeito, no seguimento da viagem desencadeou-se uma guerra. Durante a guerra e após a morte de Páris, Heleno aspirou à mão de Helena, mas foi-lhe recusada em favor de Dêifobo. Irado, Heleno retirou-se para o monte Ida. Lá, os gregos, a conselho do adivinho Calcas, o capturaram e torturaram até que ele expusesse o que era necessário para tomar Tróia. Heleno disse-lhes que eles venceriam se recuperassem as flechas de Héracles, em posse de Filoctetes; se roubassem o paládio troiano, coisa que conseguiram com o célebre estratagema do cavalo de Tróia; e se persuadissem o filho de Aquiles, Neoptólemo, a juntar-se à guerra. Neoptólemo estava escondido da luta em Esciro, mas os gregos convenceram-no a ir a Tróia.

Depois de seus pais serem mortos pelos aqueus na guerra, Heleno foi escravizado por Neoptólemo, de quem ganhou a liberdade e a confiança ao impedi-lo de zarpar com o resto da frota dos aqueus, predizendo uma terrível tempestade. A partir desse ponto, há duas versões para o destino de Heleno:

1. Foi levado para o Épiro, onde Neoptólemo deu-lhe a mão de Andrómaca, viúva de Heitor, (que também se tornara sua escrava), e declarou-o herdeiro do seu trono. Quando o filho de Aquiles morreu às mãos de Orestes, Heleno e Andrômaca assumiram o reino onde, mais tarde, receberam a visita de Enéas.

2. Foi levado para o país dos Molossos e ali Neoptólemo deu-lhe a mão de sua mãe, Deidamia. Posteriormente, Héleno fundou uma cidade na Molóssia, onde viveu pelo resto da vida.

Imagem do deus Apolo

3.23.2011

Uma Entrevista com Shaitan

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Uma Entrevista com Shaitan

Fonte: Kitab Al Awa’ail

Certa vez, o nosso amado Profeta Muhammad (que a paz de Allah esteja com ele e sua família) estava caminhando com seus Sahaabas (companheiros) no caminho de volta de Jan’atul Baqi (Madina). À medida que ele estava caminhando, ele viu um homem muito velho com um chapéu colorido em sua cabeça, com um cinto colorido com diamantes em volta de sua cintura, com um sino em sua mão esquerda, e com uma rede em sua mão direita. Esse velho homem disse para nosso Profeta: “Assalamu aleikum yah Rasool Allah” (Ó Profeta de Allah, que a paz de Allah esteja contigo). O Profeta não respondeu a sua salam. Esse velho homem sabia porque o nosso Profeta não respondeu a sua salam. Afinal de contas, esse velho não era um homem qualquer, ele era o Shaitan, o maldito. Então Shaitan disse: “Salam ul-llahai Alaykum yah Rasool Allah” (Que a paz de Allah esteja contigo, ó Profeta de Allah). Então, nosso Profeta aceitou a salam dele. Nesse momento, os As’haabs (companheiros) do Profeta entenderam que esse era o maldito Shaitan. Todos os As’haabs estavam surpresos de ver o maldito pessoalmente. Shaitan (o maldito) tentava desviar até mesmo os Profetas e Imams. Ele costumava se encontrar com os profetas para responder todas as perguntas deles. De fato, era obrigatório para ele (Shaitan, o maldito) responder as perguntas dos Mensageiros de Allah.
Nosso amado Profeta, embora possuísse todo o Conhecimento, apenas em função de seus companheiros, formulou à Shaitan, o maldito, as seguintes questões:
Nosso amado Profeta (saw): Ó Shaitan, as pessoas estão interessadas em seu chapéu. Diga-me, o que é isso?
Shaitan, o maldito: Ó Profeta de Allah, meu chapéu são os bens materiais desse mundo, os benefícios mundanos perecíveis, e os prazeres mundanos efêmeros. Uma vez que uma pessoa é pega por esse meu chapéu colorido, ela passa a ficar sob meu controle e esquece de tudo mais sobre a Outra Vida.
Nosso amado Profeta (saw): Shaitan, o que é esse cinto com ouro e diamantes, que você está usando em volta da sua cintura?
Shaitan, o maldito: Ó Profeta, essa é a minha segunda arma, que mantém minhas costas fortalecidas. Ó Profeta, para aqueles momineens (crentes) que não caem na minha armadilha através do meu chapéu, eu uso essa arma.
Nosso amado Profeta (saw): Mas o que é isso?
Shaitan, o maldito: Ó Profeta, são as mulheres e garotas behijabs (sem véu) desse mundo. Através dessas mulheres e garotas behijabs (sem véu), eu desvio os momineens (crentes).
Nosso amado Profeta (saw): Mas o que é esse sino que você está segurando na sua mão esquerda?
Shaitan, o maldito: Esse é o sino através do qual eu destruo a iman (fé) dos crentes.
Nosso amado Profeta (saw): Como você faz isso?
Shaitan, o maldito: Sempre quando eu vejo crentes discutindo entre si, entrando em antagonismo verbal menor ou discordando uns dos outros, eu toco esse sino. E quando eu toco esse sino, esses crentes iniciam agressões verbais maiores e começam a dizer coisas (tais como calúnia, falsas acusações, ou usam uma linguagem baixa) entre si, de modo que a própria iman (fé) desaparece dos corações.
Nosso amado Profeta (saw): Mas o que é essa rede que você está segurando?
Shaitan, o maldito: Quando eu vejo que os crentes não estão caindo na minha armadilha através de nenhuma das minhas armas, então eu lanço essa rede como minha última arma.
Nosso amado Profeta (saw): Mas o que é essa rede?
Shaitan, o maldito: Ó Profeta de Allah, ela é Riyah Kari (praticar boas ações apenas para mostrar às pessoas). Sempre que eu vejo que um crente está praticando todas as boas ações, e essa pessoa não está sendo pega pelas minhas armas, então eu jogo essa rede neles. Caminhando nessa rede as suas boas ações que eles estão praticando para Allah, se tornam inválidas. Porque os crentes, gradualmente, se enchem de ego enquanto praticam todas as suas orações, observam jejum, executam a Hajj, pagam o Zakat e Khums, e várias outras obrigações perante Allah. Ele (os crentes) fazem tudo isso e outras boas ações, mas depois que eles são pegos pela minha rede, eles mostram as suas boas ações aos outros e pensam que eles fizeram um favor a Allah ao realizar tais boas ações. Eles dizem às pessoas quando eles fazem as orações da meia-noite, eles dizem às pessoas quando eles vão para a Hajj. Eles dão dinheiro em caridade, mas apenas para mostrar aos outros ou por interesses pessoais. Assim é como eles, eventualmente, se sentem superiores àquelas pessoas que eles sabem que não praticam essas boas ações. Todos esses atos que acontecem depois que eles caminham na minha rede, fazem com que as suas boas ações sejam desperdiçadas (anuladas).
Nosso amado Profeta (saw): Shaitan, diga-me mais uma coisa, agora que você desperdiçou tanto do seu tempo nessa vida com as suas más ações, você tem algum amigo? Você possui companheiros?
Shaitan, o maldito: Embora eu visite todas as casas e todas as pessoas em geral, eu possuo 11 (onze) tipos de pessoas que são meus melhores amigos e companheiros. E eu tenho 15 (quinze) tipos de pessoas que eu mais odeio. Ó Profeta, tenha em mente que uma pessoa que é meu amigo, é um inimigo de Allah. E uma pessoa que é meu inimigo, é um amigo de Allah.
Nosso amado Profeta (saw): Ó Shaitan, diga-me quem são os seus amigos e quem são os seus inimigos? (Então, Shaitan formulou, para o nosso amado Profeta, uma lista de seus amigos e uma lista de seus inimigos. Depois dele descrever os seus inimigos, nosso amado Profeta perguntou suas razões. Nós excluímos as questões do nosso amado Profeta e simplesmente listamos os nomes ou a descrição dos inimigos, seguidos por suas razões em alguns casos).
Shaitan, o maldito: Ó Profeta de Allah, primeiramente, eu tenho 15 (quinze) inimigos, e eles são os seguintes:
Inimigos de Shaitan (O Maldito)
Ó Profeta de Allah, meu primeiro inimigo é você e a sua Ahlul-Bayt (família) porque se não fosse por você e por sua Ahlul-Bayt, minha missão seria muito bem-sucedida. Não teria havido sequer um único crente (seguidor da senda reta mostrada por Allah). Você trouxe a religião de Allah (al-Islam) para esse mundo. Você fez as pessoas crerem na comunicação de Allah.
Ó Profeta de Allah, meu segundo inimigo é aquele governante que governa uma nação com completa justiça.
Ó Profeta de Allah, meu terceiro inimigo é aquela pessoa rica que não possui nenhum ego ou sentimento de superioridade em relação aos pobres ao seu redor.
Ó Profeta de Allah, meu quarto inimigo é aquele homem de negócios que realiza os seus negócios com justiça.
Ó Profeta de Allah, meu quinto inimigo é aquele Aalim (sábio) que teme a Allah e pratica o que prega.
Ó Profeta de Allah, meu sexto inimigo é aquele mo’min (crente) específico que trabalha no sentido de mostrar aos outros a senda da verdade. Que fornece aos outros o conhecimento dos atos Wajibats (obrigatórios) e Haram (proibidos) de Allah. Esse indivíduo está desfazendo todo o meu árduo trabalho.
Ó Profeta de Allah, meu sétimo inimigo é aquela pessoa que não escuta o que é proibido, não olha o que é proibido e que não come o que é proibido.
Comentário de Maulana Sadiq Hasan Qibla: Essa pessoa não olha para nenhuma mulher/homem Na-Mehram (uma mulher com quem um homem pode se casar ou um homem com o qual uma mulher pode se casar), não assiste a filmes ou shows. Essa pessoa evita ouvir música, canções, mentiras ou Geebath (maledicência). Essa pessoa não come alimento proibido (carne que não tenha sido abatida de acordo com os modos islâmicos, como carne abatida por comerciantes não-muçulmanos, etc.) nem alimento que não seja adquirido com recursos Halal (lícitos) – (tal como recursos obtidos através do comércio de álcool, jogos, drogas e muitas outras fontes que são proibidas no Islam).
Ó Profeta de Allah, meu oitavo inimigo é aquele crente que se mantém limpo o tempo todo. Um indivíduo que permanece em estado de Wuzu e que veste roupas limpas.
Ó Profeta de Allah, meu nono inimigo é aquela pessoa que tem um grande coração. Que gasta o seu dinheiro pela causa de Allah
Comentário de Maulana Sadiq Hasan: Certa vez, o Profeta perguntou aos seus companheiros “vocês sabem quando um Dinar pode ser maior que Um Lakh (cem mil) Dinares?” Os companheiros do Profeta responderam “não, ó Profeta de Allah”. Então, (nosso amado) Profeta de Allah disse: “se uma pessoa que possui, por exemplo, dez lakhs e doa um lakh em caridade é menos que aquele homem pobre que possui dois dinares e doa um dinar em caridade.”
Ó Profeta de Allah, meu décimo inimigo é aquela pessoa que faz Sadaqa (caridade) apenas em nome de Allah.
Ó Profeta de Allah, meu décimo primeiro inimigo é aquela pessoa que lê, memoriza e atua de acordo com o Alcorão.
Ó Profeta de Allah, meu décimo segundo inimigo é aquela pessoa que pratica “Namaz-e-Shab” (orações oferecidas depois da meia-noite e antes da Namaz Fajr). Eu estou sempre com medo dessa pessoa.
Ó Profeta de Alah, meu décimo terceiro inimigo é aquela pessoa que oferece seu Khums wajib (obrigatório), Zakat wajib e outras sadaqas wajib.
Ó Profeta de Allah, meu décimo quarto inimigo é aquela mulher que observa o Hijab (véu) e salvaguarda seu Hijab.
Ó Profeta de Allah, meu décimo quinto inimigo é aquele indivíduo que realiza sua “Ibadat” (tal como orações) sem ter pensamentos outros que não os pensamentos em Allah.
Depois de ouvir a lista dos quinze inimigos de Shaitan, nosso amado Profeta de Allah (que a paz de Allah esteja com ele e com sua família) pediu para Shaitan nomear seus onze amigos. Ante isso, o maldito Shaitan nomeou as seguintes onze pessoas.
Os amigos de Shaitan (O Maldito)

O meu primeiro amigo é aquele líder que é um opressor (Zalim).
Meu segundo amigo é aquele homem de negócios que conduz os seus negócios enganando os seus clientes.
Meu terceiro amigo é aquele “Mo’min” (Crente) que bebe álcool.
Meu quarto amigo é aquela pessoa rica que está orgulhosa com a sua riqueza e que, irritado, se recusa a dar dinheiro em caridade aos pobres e necessitados.
Meu quinto amigo é aquele indivíduo que faz maledicência (Geebath), que fala com os outros de tal maneira, que inimizades crescem entre as pessoas, e que revela os defeitos dos outros.
Meu sexto amigo é aquela pessoa que assassina outros seres humanos por razões outras que não por Allah.
Meu sétimo amigo é aquela pessoa que rouba os pertences (como riqueza) de um órfão.
Meu oitavo amigo é aquela pessoa cuja a fonte de renda é baseada na coleta de juros.
Meu nono amigo é aquela pessoa que dá mais importância a essa vida terrena do que a do mais além. Esse meu amigo prefere praticar aquelas ações, que ele sabe, só trarão benefícios nesse mundo, mas no outro, tais ações só acarretarão perdas.
Meu décimo amigo é aquela pessoa que mantém longos atrasos e esperas no pedido de perdão a Allah.
(Aqui, Maulana deu o exemplo daquela pessoa que atrasa os seus pedidos de perdão a Allah. Por exemplo, ele disse: “as pessoas se recusam a pedir perdão a Allah porque eles dizem que ainda são jovens e que os ‘anjos da morte ainda não estão correndo atrás de nós’. Portanto, essas pessoas que atrasam seus pedidos de arrependimento, dizem: ‘nós não vamos parar de escutar música, nós não vamos observar o Hijab, ou nós não vamos manter a barba’. Essas pessoas dizem que elas farão tudo isso daqui há dez ou mais anos. Esses são o décimo amigo de Shaitan, porque eles mantém longa espera e atrasos no pedido de perdão a Allah)”.
Meu décimo primeiro amigo é aquela pessoa que ajuda as mulheres a aumentarem seu interesse em realizar Jadu (magia) nas pessoas.
Depois de nomear seus onze amigos, Shaitan, o maldito, disse: “esses são meus onze amigos, que são os piores inimigos de Allah”. Nesse momento, a entrevista com Shaitan (o maldito) foi continuada pelo Profeta Muhammad (que a paz de Allah esteja sobre ele e sua família) da seguinte forma:
Nosso amado Profeta (saw): Shaitan, nos diz por que você impede meus seguidores de praticar as suas orações? Que benefícios você tira disso?
Shaitan, o maldito: Toda vez que seus seguidores recitam as orações, meu corpo fica febril e começa a estremecer, e com um corpo doente eu não consigo induzir seus seguidores a desobedecer Allah.
Nosso amado Profeta (saw): Por que você impede meus seguidores de observarem o jejum (roza) durante o mês de Ramadan?
Shaitan, o maldito: Quando eles jejuam, eles me colocam na prisão e eu não consigo corrompê-los durante o tempo que eles jejuam, pois eu acabo na prisão, e desse modo, eu não consigo extraviá-los.
Nosso amado Profeta (saw): Quando meus seguidores se preparam para lutar pela causa de Allah, por que você os impede?
Shaitan, o maldito: Quando eles vão lutar pela causa de Allah, minhas mãos apertam meu pescoço, e eu não consigo enganá-los tendo as minhas mãos apertadas no meu pescoço.
Nosso amado Profeta (saw): Por que você impede meus seguidores de fazerem a Hajj?
Shaitan, o maldito: Quando eles vão para a Hajj, os seus movimentos de ida em direção a Hajj amarram as minhas pernas. E com minhas pernas amarradas, eu não consigo desviar os seguidores de obedecerem a Allah.
Nosso amado Profeta (saw): Por que você impede meus seguidores de recitar o Alcorão?

Shaitan, o maldito: Quando eles recitam o Alcorão Sagrado, minha existência se torna uma não existência. E sem ter a minha existência, como eu poderei desviar seus seguidores de viver de acordo com o desejo de Allah?
Nosso amado Profeta (saw): Por que você impede meus seguidores de oferecer “Du’a” (súplica a Allah)?
Shaitan, o maldito: Quando eles recitam Du’a (tais como Du’a-e -Kumail), eu fico surdo e mudo. E como eu poderei desviar seus seguidores, sem possuir a habilidade de falar e a habilidade de ouvir, ó Profeta de Allah (saw), de viver a vida de acordo com o desejo de Allah?
Nosso amado Profeta (saw): Shaitan, diga-me por que você impede meus seguidores de pagar Sadaqa?
Shaitan, o maldito: Ó Profeta de Allah (saw), quando seus seguidores pagam Sadaqa (dar dinheiro em caridade), é como se eles me cortassem, com uma serra, em dois pedaços e jogassem um pedaço no leste e o outro pedaço no oeste.
Nosso amado Profeta (saw): Por que você se fere tanto quando meus seguidores pagam Sadaqa? Por que você é cortado em dois pedaços?
Shaitan, o maldito: Toda a vez que uma pessoa doa seu dinheiro em caridade, aquela pessoa recebe três benefícios de Allah. O primeiro beneficio que tal pessoa recebe, é que Allah Se torna seu mutuário (aquele que recebe alguma coisa emprestado). O segundo beneficio que tal pessoa recebe, é que Allah faz do Paraíso, sua herança (de tal maneira que ela será chamada como uma proprietária do Paraíso). E o terceiro benefício é que tal pessoa recebe um aumento de 700 vezes em sua riqueza da parte de Allah, e em troca, essa pessoa usa esse aumento de riqueza em caridade.
Nosso amado Profeta (saw): Shaitan, agora diga-me quando uma pessoa (que é meu seguidor) fica sob seu total controle?
Shaitan, o maldito: Ó Profeta de Allah, seus seguidores ficam sob meu total (absoluto) controle quando eles realizam três coisas. A primeira delas é que quando seus seguidores se tornam mesquinhos, eles ficam sob meu total controle. Mesquinhez é a raiz de todos os pecados, o qual leva uma pessoa a fazer todo tipo de outros pecados. A segunda coisa é quando uma pessoa começa a perdoar os seus pecados. Uma pessoa que realiza tais atos que são contrários ao desejo de Allah e então, depois de praticar tais atos, essa pessoa não relembra deles e não pede por nenhum perdão. Então, aquela pessoa fica sob meu absoluto controle. Ó Profeta de Allah, qualquer pessoa que realiza essas três ações, então essa pessoa fica sob meu absoluto controle.
Nosso amado Profeta (saw): Shaitan, você sabe que Allah concedeu aos meus seguidores uma poderosa arma de arrependimento. Toda vez que meus seguidores pedirem por perdão verdadeiro com a intenção de não voltar a cometer aquele pecado, Allah os perdoa. Como é que você lida com esse problema?
Shaitan, o maldito: Eu sei, ó Profeta de Allah. Allah concedeu-lhes essa poderosa arma, mas eu me preparei para confrontar os seus seguidores com essa poderosa arma deles.
Nosso amado Profeta (saw): Qual método você possui, por meio do qual, você impede meus seguidores de pedir por perdão?
Shaitan, o maldito: Ó Profeta de Allah, para lidar com esse problema eu criei quatro unidades diferentes. Cada unidade lida com uma faixa etária distinta dos seus seguidores. Em cada grupo eu incito seus seguidores a praticarem tais atos que tornam o arrependimento deles inválidos (recusados)
Nosso amado Profeta (saw): O que são essas unidades?
Shaitan, o maldito: A primeira unidade é aquela pela qual eu envolvo seus homens idosos a entregaram-se a quatro pecados. Eu os faço mentir, eu os faço acusarem alguém de algo que ele não cometeu, eu os faço prestar falso testemunho, e eu os faço orar sem o completo conhecimento das leis da realização das orações. Ó Profetas de Allah, seus idosos estarão oferecendo du’as, oferecendo orações, e recitando as orações obrigatórias, mas se você conversar com eles você vai ouvir eles falarem mal das outras pessoas, atestando as más ações das outras pessoas mesmo sem ter sido testemunha das mesmas, e recitando orações obrigatórias sem conhecer todas as leis das orações. Seus idosos não vão tentar aprender as leis das orações em função do ego deles. Toda vez que os jovens da sua Ummah tentarem explicar a forma correta de se realizar o Wuzu, seus idosos dirão que “você acabou de entrar para o Islam e agora está tentando nos ensinar como realizar o Wuzu?” Ó Profeta de Allah, minha segunda unidade é aquela que toma conta dos jovens da sua Ummah. Eu não impeço seus jovens de recitarem orações, fazerem a Hajj, ou fazer qualquer outra coisa, contanto que eu os envolva em duas coisas. Primeiramente, eu faço com que eles olhem para coisas proibidas a eles, e eles vão ouvir aquelas coisas que são proibidas a eles. (Aqui, entre as coisas que esses jovens olharão que são proibidas a eles, estão garotas, e entre as coisas que esses jovens ouvirão, estão músicas e canções ilícitas).
Ó Profeta de Allah, minha terceira unidade é aquela que engana suas mulheres idosas. Eu faço suas mulheres idosas fazerem Geebath (maledicência), acusarem falsamente as outras pessoas, destruírem a reputação de outros homens e mulheres, e a se interessarem em fazer magia em outros homens e mulheres.
Ó Profeta de Allah, minha quarta unidade não é ativa porque ela é destinada a tomar conta das jovens garotas da vossa Ummah. Desde que todas as vossas garotas já são minhas soldadas e eu detenho um enorme controle sobre elas, eu não encontro muitas dificuldades em enganá-las. Contudo, às vezes eu encontro uma mulher entre mil que segue vosso estilo de vida e eu não serei capaz de fazer nada para desviá-la.
Nosso amado Profeta (saw): Shaitan, diga-me se você fica zangado quando você vê alguns dos seus soldados saírem do seu controle e seguirem os comandos de Allah?
Shaitan, o maldito: Não, ó Profeta de Allah, eu não fico zangado. Eu espero aquela pessoa praticar qualquer boa ação e, então, eu vou até aquela pessoa novamente e engano-a de tal modo que ela sente que fez um favor a Allah realizando tal boa ação.
Nosso amado Profeta (saw): Você faz aquela pessoa achar que ela fez um favor a Allah?
Shaitan, o maldito: Sim, ó Profeta de Allah, aquela pessoa sai por aí depois de realizar uma boa ação e diz aos outros o que ela fez, tais como: “eu recitei namaz, eu observei jejum, dei tanto dinheiro àquele indivíduo ou eu ajudei aquela pessoa nos seus maus momentos.”
Nosso amado Profeta (saw): Shaitan, como você desvia aqueles meus seguidores que dão o seu melhor para não serem desviados por você?
Shaitan, o maldito: Allah fez uma ação, a qual se os seus seguidores a realizarem com a correta intenção e no tempo certo, eles nunca serão desviados por mim. E essa ação é a Namaz (Salat/orações obrigatórias). Mas para resolver esse problema, o que eu fiz é que para cada um de seus seguidores eu tenho designado um dos meus soldados, cujo nome é “Mutawaqee”. E seu trabalho é tornar o seu seguidor preguiçoso e envolvido em atividades devida as quais, seu seguidor recita a namaz no último momento. Quando seus seguidores recitam a namaz (salat) no último minuto, ele o faz de um modo tal que sua namaz não é aceita por Allah.
Nosso amado Profeta (saw): Shaitan, uma vez que você conhece tanto sobre o Islam e seus seguidores, por que você não pede perdão a Allah?
Comentário por Maulana Sadiq Hasan: Aqui, Shaitan, o maldito, deu uma resposta verdadeiramente satânica. Ele recitou cinco Ayats (versículos) do nosso Alcorão Sagrado e deu a resposta. Desde que nós não estamos interessados no motivo pelo qual Shaitan não pede por perdão, eu vou pular os detalhes da sua resposta.
Shaitan, o maldito: Ó Profeta de Allah, Allah não quer que eu peça perdão. O que eu posso fazer? (Aqui, Shaitan usa uma prova ilógica do Alcorão Sagrado. Contudo, você verá alguns muçulmanos usando tais provas para se defenderam. Tal como quando eles argumentam que “Allah não me chama para realizar a Hajj ou oferecer orações”).
Nosso amado Profeta (saw): Shaitan, eu ouvi que, às vezes, você se sente como se alguém tivesse jogado uma pesada pedra em sua cabeça que a quebra em vários pedaços?
Shaitan, o maldito: Ó Profeta de Allah, sim, é verdade. Toda vez que seus seguidores pedem com sinceridade a Allah por perdão verdadeiro, eu me sinto desse jeito.
Nosso amado Profeta (saw): Eu ouvi que, às vezes, você se sente como se alguém estivesse o esbofeteando?
Shaitan, o maldito: Sim, quando seus seguidores recitam o Alcorão com a correta pronunciação.
Nosso amado Profeta (saw): Quando você vai para a parte mais profunda do Inferno?
Shaitan, o maldito: Quando os seus seguidores praticam uma boa ação para os seus pais ou para os seus parentes.
Nosso amado Profeta (saw): Eu ouvi que, às vezes, o seu corpo inteiro se condói?
Shaitan, o maldito: Sim, quando seus seguidores fazem caridade sem mostrar às pessoas.
Nosso amado Profeta (saw): Eu ouvi que, às vezes, você se sente como se alguém estivesse o açoitando?
Shaitan, o maldito: Aquela pessoa que não faz negócios enganando os outros.
Nosso amado Profeta (saw): Quando você sente mais dor?
Shaitan, o maldito: Quando seus seguidores relembram de Allah durante as horas do dia e da noite.
Nosso amado Profeta (saw): Quem você mais teme?
Shaitan, o maldito: Eu temo aqueles que recitam suas salats (orações) na primeira fileira da jamat.
Nosso amado Profeta (saw): Que pessoas dentre meus seguidores você escolheu para serem seus servos permanentes?
Shaitan, o maldito: Qualquer um dos seus seguidores que faz uso de bebida inebriante.
Nosso amado Profeta (saw): Que pessoa faz você rir?
Shaitan, o maldito: Aquela pessoa que encoraja os outros a cometerem pecados (Por exemplo: um indivíduo que convida as pessoas para uma festa na qual homens e mulheres Na-Mehram se misturam sem observar o Hijab adequado).
Nosso amado Profeta (saw): Com quem você mais fala?
Shaitan, o maldito: Com a pessoa que mais mente.
Nosso amado Profeta (saw): Quem mais te agrada?
Shaitan, o maldito: Um homem que calúnia e se divorcia de uma mulher inocente.
Nosso amado Profeta (saw): Você possui mais apoiadores?
Shaitan, o maldito: Sim, aquela pessoa que atrasa a realização das suas orações obrigatórias.
Nosso amado Profeta (saw): Shaitan, onde você mais fica?
Shaitan, o maldito: Num lugar onde homens e mulheres Na-Mahram se reúnem sem qualquer separação ou observação do Hijab, esse é meu lugar de ficar.
Nosso amado Profeta (saw): Onde você se encontra com as pessoas?
Shaitan, o maldito: Nos Bazaars (centros comerciais). Eu tento induzir os compradores a enganarem os vendedores e estes a enganarem aqueles. Eu tento induzir os homens a fazerem negócios com as mulheres e as mulheres a fazerem negócios com os homens. Eu tento induzir as pessoas a cometerem toda a sorte de pecados nos Bazaars (centros comerciais).
Nosso amado Profeta (saw): O que você lê?
Shaitan, o maldito: Eu leio músicas.
Nosso amado Profeta (saw): Qual é o seu modo de chamar as pessoas a cometerem pecados?
Shaitan, o maldito (saw): Música e canções. Toda vez que seus seguidores ouvirem música, eles virão até mim.
Nosso amado Profeta (saw): Qual é o seu livro?
Shaitan, o maldito: Meus livros são cartas de baralho.
Nosso amado Profeta (saw): Quem é seu ajudante?
Shaitan, o maldito: Qualquer pessoa que causa danos aos muçulmanos.
Nosso amado Profeta (saw): O que você come?
Shaitan, o maldito: Eu como tudo aquilo que é conseguido por meios ilícitos ou que é obtido por não se pagar o Khums.
Nosso amado Profeta (saw): O que você bebe?
Shaitan, o maldito: Eu bebo álcool.
Nosso amado Profeta (saw): Qual é a sua sobremesa?
Shaitan, o maldito: Gheebat (maledicência).
Nosso amado Profeta (saw): Você tem algum desejo?
Shaitan, o maldito: Qualquer falso compromisso é meu desejo.
Nosso amado Profeta (saw): Você é grato por alguma coisa?
Shaitan, o maldito: Sim, eu sou grato àqueles homens e mulheres que se entregam aos pecados depois de pedir perdão a Allah.
Nosso amado Profeta (saw): Você descansa?
Shaitan, o maldito: Sim, quando seus seguidores perdem a oração Fajr (da alvorada)
Nosso amado Profeta (saw): Você consegue alguma recompensa dos meus seguidores?
Shaitan, o maldito: Sim, toda vez que seus seguidores quebram relações com seus parentes e vizinhos.
Nosso amado Profeta (saw): Você tem algum companheiro?
Shaitan, o maldito: Sim, aquela pessoa que pratica sexo com sua esposa sem dizer “Bismillahir Rehmanir Raheem” (Aqui, sexo se refere ao intercurso permitido. Sexo não permitido é Haram de qualquer jeito) e aquela pessoa cujo sustento é obtido através de meios não-islâmicos.
Nosso amado Profeta (saw): Qual ação dos meus seguidores deixa você nervoso?
Shaitan, o maldito: Qualquer mãe quando ela tenta fazer o seu filho ou a sua filha jejuar ou praticar as orações.
Nosso amado Profeta (saw): Existe algum homem dentre os meus seguidores que você não consegue extraviar?
Shaitan, o maldito: Sim, todos os homens que não olham para mulheres e garotas Na-Mehram, intencionalmente.
Nosso amado Profeta (saw): Existe alguma mulher dentre minhas seguidoras que você não consegue desviar?
Shaitan, o maldito: Sim, aquela mulher que observa o Hijab e aquela mulher que ouve o seu marido.
Nosso amado Profeta (saw): Shaitan, fora os homens e mulheres que você descreveu, existe algum homem ou mulher em especial que você mais ama?
Shaitan, o maldito: Sim! Dentre as mulheres, eu adoro aquelas que não observam o Hijab, e entre os homens, aquele que é orgulhoso e aquele que é um Aalim (clérigo religioso) pecador.
Nosso amado Profeta (saw): Qual é o homem que você mais odeia?
Shaitan, o maldito: Quatro homens: a) Homens ricos humildes; b) Aalim que pratica o que prega; c) Jovens que pedem perdão; d) Idosos que temem a Allah.
Nosso amado Profeta (saw): Você está sozinho ou você possui algum companheiro?
Shaitan, o maldito: Sim, Eu tenho alguns companheiros que estão sentados na mesquita para enganar seus visitantes. Meus companheiros fazem os visitantes da mesquita de Allah falarem sobre coisas que induzem esses visitantes a praticarem más ações, ao invés de boas ações. Outros companheiros meus são encarregados de fazer os seus seguidores sábios pensarem pouco nos seus maus atos e muito nos seus bons atos. Alguns companheiros meus, quando vêem alguém dando dinheiro em caridade ou ajudando alguém pela causa de Allah, eles induzem aquela pessoa a dizer aos outros o que ela está dando em caridade ou o que ele está fazendo para os outros.
Então, Shaitan, o maldito, disse: Ó Profeta de Allah, eu já conversei com você em muitos detalhes. Eu gostaria de te dizer que você está trabalhando para levar as pessoas para o Paraíso e eu estou trabalhando para levar as pessoas para o Inferno.” Então, depois disso, Shaitan, o maldito, deu a sua salam ao nosso amado Profeta (saw) e desapareceu.

Depoimento perdi minha honra e dignidade com o Mut'a

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Eu tinha catorze anos e o relacionamento com meus pais estava no limite, como acontece com qualquer adolescente. Comecei a me interessar pelos rapazes. Eu sentia que ninguém me entendia, nem mesmo minhas amigas. E, principalmente, não me sentia bonita com meu aparelho nos dentes.
Tudo mudou quando o conheci.  Era fascinante saber que um colega estudante se importava tanto comigo. Ele era uma pessoa maravilhosa. Tratava-me como uma rainha, e logo nos tornamos melhores amigos. Eu sentia que poderia contar qualquer coisa para ele. Conforme nossa amizade progredia, falávamos sobre diferentes tópicos, incluindo religião. Seu credo era diferente do meu; ele era Shia enquanto eu era Sunni. Nós sempre discutíamos sobre as diferenças. Ele sabia fazer as coisas parecerem melhores do que são. Eu logo fiquei muito confusa.
Um dia ele mencionou a idéia do Mut'a. Ele me disse que era um tipo de casamento temporário, que era halal mesmo nos livros Sunni. De início eu não acreditei, mas ele usou referências como Bukhari e Muslim. Eu confiei em sua palavra e, antes que eu me desse conta, já estava metida em uma grande confusão. Eu estive em Mut'a por quatro anos. Com o passar do tempo, percebi que perdi minha honra e dignidade para alguém que fez o mesmo com muitas outras garotas. Allah me ajudou a enxergar e compreender no que eu entrei. Mas, naquele momento, eu estava a ponto de mudar minha crença e tornar-me uma Shia. Só que resolvi realmente pesquisar a verdade. Como não é possível eu mostrar toda a pesquisa, vou tentar fazer um resumo do conceito de Mut'a.
Eu espero informar e educar as pessoas sobre a “doença” da Mut'a, que está se alastrando rapidamente na nossa comunidade. Certos indivíduos Shia têm por objetivo fazer Mut'a com garotas inocentes, que não possuem conhecimento religioso e experiência de vida. Eles as convencem com suas crenças, e criam confusão em suas mentes. Eu imploro a cada irmã, irmão, pai, mãe e amigo que observe com cuidado aquelas que ama e se assegure que elas não se tornem vítimas do Mut’a.         
Mut'a é uma forma de casamento temporário, onde um homem pode se casar com uma mulher por um determinado período e mediante uma certa quantia (mahr), de comum acordo. No Mut'a, o marido não é financeiramente responsável pela esposa. Não há um conjunto de regras para esse tipo de casamento, Segundo os Shias. De acordo com a crença Shia, não são necessárias testemunhas ou a permissão de um guardião (o pai Sunni não aceita, pois ele é um ato ilícito), e não há limite quanto ao número de Mut'a que um homem pode estabelecer.
O período de tempo pode ser tão breve quanto uma hora ou tão longo quanto sessenta anos. E mais: um homem com um casamento permanente pode fazer quantos Mut'a ele tiver vontade, mesmo com uma mulher casada. Isso se parece muito mesmo com prostituição.
Na história do Islam, o Profeta permitiu o  Mut'a por duas vezes. Da primeira vez o Profeta  o permitiu por três dias, durante a batalha de Khaibar, e após três das se tornou haram . Certa vez Ali discutiu com um homem que acreditava na permissibilidade do  Mut'a e lhe disse que o Profeta tornou o Mut'a e a carne de burro haram no dia de Khaibar (Bukhari vol. 7, pg. 287 e vol. 4 pg. 134). Esse hadiss também pode ser encontrado nos livros Shia de hadiss, que eu mencionarei adiante. A segunda vez que o Profeta o permitiu foi na conquista de Mecca, por três dias, e então ele o tornou haram novamente até o Dia do Julgamento (Muslim vol. 4 pg. 133). Vejam bem, a prática do Mut'a tornou-se haram até o Dia do Julgamento. Isso é confirmado pelos hadiss dos seguintes livros: Imam Ahmad Musnad vol. 16 pg. 192-193, Muslim vol. 4, pg. 132, Bayhaki vol. 7 pg. 293-294. Então houve um período em que o Mut'a foi halal(licito). Por isso podemos encontrar hadiss que dizem que é halal. Mas os últimos hadiss, que seguem os comandos finais de jurisprudência colocados pelo Profeta , têm precedência sobre os hadiss anteriores.
Noventa e nove por cento dos companheiros seguiram essa opinião, mas havia um por cento que acreditava que Mut'a poderia ser feito em casos de extrema necessidade nas terras em guerra. Esse um por cento se dividia em dois grupos. Um dizia que era permitido com a autorização do Califa, e o outro dizia que tal autorização não era necessária. Aqueles que não acreditavam na necessidade da permissão do Califa diziam que tinha sido Umar(R) que tornou o Mut’a haram. A evidência que eles apresentam se baseia em uma opinião de um companheiro chamado Ibn Abbas. As pessoas abusavam dessa opinião de Ibn Abbas(R) até que ele se explicou dizendo: “Wallahi, eu não quis dizer o que eles dizem! O que eu disse foi que seria parecido com o que Allah comandou ao permitir o consumo da carne de animais mortos e de porco em caso de extrema necessidade”. Isso ocorreu durante a época de Umar, quando as pessoas abusaram da lei da necessidade, seguindo a interpretação de uma minoria. Por fim, Umar(R) declarou e ensinou que é haram quando uma senhora veio até ele reclamando sobre seu marido em Mut'a, que era casado permanentemente com outra, que não queria se responsabilizar pela criança. Umar compreendeu como a sociedade tinha se tornado corrupta, com condições tão similares ao adultério. Assim ele teve que ensinar o povo e tornar Mut'a haram mesmo no caso da opinião da minoria de um por cento.
Os próprios Shia têm um hadiss narrado por Ali (r.a.a) que relata que o Profeta  tornou o Mut'a haram no dia de Khaibar (Livro do Tahdeeb: vol. 7, pg. 251, rewaya 10). O autor afirma que Ali mentiu com o propósito de Taqiya [1]. No Livro de Istebsar: vol. 3, pg. 142, rewaya 5, há uma declaração de Ali que Mut'a é haram. Novamente acusam Ali de mentir por Taqiya.
Com a confusão dos livros Shias a respeito de Mut'a, e sendo considerado haram entre os Sunnis, deveria ser difícil alguém se convencer que está realmente casando de modo halal e em nome de Allah ao se engajar em Mut’a.
Se o Mut'a não é uma desculpa para satisfazer a própria luxúria, então o que é?! Parece ser a solução mais fácil para o adultério. Se o Mut'a realmente pudesse ser feito em caso de necessidade, então porque uma pessoa casada pode fazer Mut'a? E ainda, se alguém não pode se casar por falta de meios financeiros, como pode ser responsável por sustentar a criança se não consegue suportar a esposa? E como ele vai ter certeza que acriança e realmente dele e não de outro?
Os Shia também usam o Qur‘an, Surah 4 ayah 24, como uma referência de apoio ao Mut'a. Eles usam esse Ayah sem considerarem os versículos que o precedem e que o seguem. Um Ayah não pode ser considerado isolado. Um bom exemplo disso é a Surah 107 ayah 4 "Ai dos adoradores (…)". Se nós tomarmos esse Ayah sózinho, vamos entender que Allah está irado com os seus adoradores, mas se lermos adiante, o versículo 5 diz "(...) que são negligentes em suas preces." Isso dá um melhor entendimento do que Allah está nos dizendo. E se lermos até o fim, entenderemos melhor ainda o que Allah tenta nos dizer.
Mas o Shia olha apenas para a surah 4 Ayah 24. Quando Allah diz "Exceto por elas, todas as demais são lícitas, desde que as procurem (em casamento) com presentes de sua propriedade, desejando a castidade e não a luxúria". Nós tomamos em consideração Ayah anterior, que descreve todas as mulheres proibidas para o casamento. Surah 4 Ayah 23, “Estão proibidas para você (em casamento) suas mães, filhas, irmãs; e as irmãs de seu pai e de sua mãe". Assim, quando Allah diz no Ayah 24 que todas as demais são lícitas nós entendemos que todas as mulheres menos as citadas são lícitas.
O Ayah continua "se vocês se deleitam com elas, dêem-lhes seus dotes (ao menos) como prescrito".  Os Shia dizem que o Mut'a é esse casamento-prazeroso ao qual Allah está se referindo. Para termos um entendimento claro de como traduzir esse Ayah, precisamos saber que esse é um shariah hokoom (julgamento) de Allah sobre o pagamento do dote.
Se um homem casa-se com uma mulher e então se divorcia dela, há quarto cenários possíveis quanto ao dote. São eles:
1) O homem não usufrui de sua esposa (o casamento não se consuma) e não determina um dote.
2) O homem não usufrui de sua esposa (o casamento não se consuma), mas determina um dote.
3) O homem usufrui de sua esposa (o casamento se consuma) mas não determina um dote.
4) O homem usufrui de sua esposa (o casamento se consuma) mas não paga o dote devido.
O primeiro hokoom está na surah 2, versículo 236, "Não há censura em você se divorciar de uma mulher antes do casamento ser consumado ou do dote ser prescrito; mas dê-lhes um presente apropriado." Há também um hadiss em que o Profeta  divorcia-se de uma mulher antes de tocá-la ou determinar um dote. Ele lhe deu alguns presentes (2 pares de tecido), e então a libertou do compromisso.
O Segundo hokoom está na surah 2 versículo 237, "E se vocês se divorciarem delas antes da consumação mas após a fixação de um dote, então metade do dote é devido a elas.” O terceiro hokoom está na surah 4, versículo 4: “E dê-lhes seu dote como uma obrigação”. Em árabe a palavra que traduzimos como obrigação pode ser traduzida mais precisamente como “obrigação padrão”. Assim o homem deve pagar o que a sociedade muçulmana tornou padrão.
O último hokoom é que se você determinou um mahr (dote) e consumou o casamento, você deverá pagar, haja divórcio ou não. 
Esse hokoom está na Surah 4, Ayah 24: "Se você usufruiu delas então dê-lhes (ao menos) o dote conforme prescrito; mas se após a determinação do dote vocês concordarem mutuamente em mudá-lo, não há culpa em você, e Allah é Onisciente, O Sábio." Para os Shia, é lei que se pague o dote antes do usufruto ou não haverá Mut'a. Este Ayah está falando sobre se chegar a um acordo e então discutir o pagamento do dote após estar tudo acertado ou pagar após a consumação. Então podemos ver que o Mut'a não se encaixa.
Há outras diferenças. Se você continuar lendo o Ayah 5 ele diz: "Se algum de vocês não tiver recursos para se casar com mulheres crentes e livres, então podem se casar com as mulheres crentes dentre as que sua mão direita possui e Allah tem pleno conhecimento de sua fé. Vocês são um do outro: case-se com elas com a permissão de seus donos e dêem-lhes seus dotes, conforme o razoável: elas devem ser castas e não lascivas”. Este Ayah diz que é necessária a permissão de seus guardiões, e o Ayah continua nos ensinando sobre as diferenças legais entre se casar com uma crente livre e uma que a mão direita possui. No final é dito que mesmo se casar com uma das mulheres que a mão direita possui não é do agrado de Allah se a pessoa o fizer sem ser por estar em grande risco de cometer um pecado maior. É então que Allah permitiu o casamento com esse grupo, mas sugerindo que é melhor ter paciência e auto-controle. A mesma orientação pode ser lida na Surah 23, Ayah 5-7. Allah nos ensina que há somente dois tipos de casamento permitidos: o normal e aquele com as que a mão direita possui. Quem quer que vá além disso está excedendo os limites do que  Allah diz e torna-se um transgressor. Como os Shia podem encaixar o Mut'a no Ayah quando ele claramente limita o casamento a esses dois tipos?
Também no Qur´an, podemos ver que sempre que Allah menciona casamento Ele também nos ensina sobre divórcio. Quando um homem se casa com uma mulher casta e quer deixá-la, primeiro ele se divorcia. Isso pode ser visto nas seguintes Surahs e Ayahs: 2:231, 2:232, 2:236, 2:37, 33:49, 65:1,66:5
No Mut'a não há divórcio; uma vez que você paga determinada quantia em dinheiro e o tempo fixado se esgota, não há mais direitos, deveres, leis de herança ou processo de divórcio. A única lei é que a mulher deve esperar por um período de 45 dias antes de entrar em outro Mut'a, enquanto o homem pode firmar outro de imediato, mesmo que esteja verdadeiramente casado e/ou envolvido em outros Mut'a. Isso vai contra o que Allah determinou para o casamento no Qur´an. Na Surah 2, Ayah 228 Allah diz: “As mulheres divorciadas devem esperar por três meses e não é lícito para elas esconder o que Allah criou em seus ventres. Se elas têm fé em Allah e no último dia." No Mut'a ela pode estar grávida de seu primeiro marido em Mut'a e se casar com seu segundo marido em  Mut'a ou com um permanente. No livro de Mustadrak-Alwasa il (Livro Shia hadiss autênticos) vol. 7, livro 3 pg. 506 rewayah 8762, é colocado que o Profeta  disse “que quem quer que não tenha capacidade para se casar, que jejue, porque a proteção de minha Ummah é o jejum”. Também em Beharul-Alanwaar (Livro Shia de hadiss, vol.14 pg. 327 rewayah 50:21) é relatado que o Imam Ali disse “e procure proteção do desejo pelas mulheres no jejum”. Qual a necessidade do jejum se Mut'a é OK ? É óbvio que é contraditório. Eu espero e oro para que nós levemos a sério esse assunto.
A cada dia mais e mais moças de nossa comunidade caem vítimas dessa idéia apresentada por indivíduos Shia. Essas moças estão desamparadas e precisando de alguma ajuda, principalmente de seus pais. Por favor, ensinem e informem uns aos outros sobre a idéia de Mut'a, e nossas crenças quanto ao assunto. Por favor façam-no pela honra e dignidade do Islam e pelo amor de Allah!

 [1] “Taqiya” significa “dissimulação”. É um conceito legítimo no Islã quando se apresentam situações de extrema ameaça à segurança própria ou dos demais. Mas não é difícil imaginar como pode ser invocado de modo abusivo, como no caso tratado aqui. 
http://www.islam.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=111:depoimento-de-uma-irma-envolvida-em-muta&catid=41:a-mulher-muculmana&directory=2

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