11.30.2010

Copa do Mundo de 1930 A 2014 HISTORIA

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A Copa do Mundo de 1930 foi a primeira Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 13 países.

A criação da Copa do Mundo era um sonho antigo do francês Jules Rimet. Ele tentou começar o torneio em 1914, mas a Primeira Guerra Mundial fez com que seus sonhos fossem adiados. Em 1920, ele foi eleito presidente da FIFA (Federação Internacional de Futebol) e conseguiu finalmente colocar a sua idéia em prática.

Em 1930, a primeira Copa do Mundo ocorreu no Uruguai. O país havia sido campeão olímpico em 1924 e 1928 e a Associação Uruguaia de Futebol prometeu pagar todas as despesas e dividir os lucros com todos os participantes.

Na época, as viagens eram feitas de navio e levavam muito tempo. Por esse motivo, só quatro países europeus participaram da Copa: França, Bélgica, Iugoslávia e Romênia. O Uruguai foi o campeão, derrotando todos os adversários sem maiores problemas.
JOGOS
Grupo 1

França 4 x 1 México

Argentina 1 x 0 França

Chile 3 x 0 México

Chile 1 x 0 França

Argentina 6 x 3 México

Argentina 3 x 1 Chile

Classificado: Argentina

Grupo 2

Iugoslávia 2 x 1 Brasil

Iugoslávia 4 x 0 Bolívia

Brasil 4 x 0 Bolívia

Classificado: Iugoslávia

Grupo 3

Romênia 3 x 1 Peru

Uruguai 1 x 0 Peru

Uruguai 4 x 0 Romênia

Classificado: Uruguai

Grupo 4

Estados Unidos 3 x 0 Bélgica

Estados Unidos 3 x 0 Paraguai

Paraguai 1 x 0 Bélgica

Classificado: Estados Unidos

Semi Finais

Argentina 6 x 1 Estados Unidos

Uruguai 6 x 1 Iugoslávia

Final

Uruguai 4 x 2 Argentina

O primeiro gol em Copas do Mundo

O primeiro gol de uma Copa do Mundo foi marcado por Lucien Laurent, da França, em Montevidéu, no dia 13 de Julho de 1930. Sua equipe venceu o México por 4 a 1.

Participação do Brasil

Ver artigo principal Brasil na Copa do Mundo de 1930.

Participação de Portugal

Portugal não participou no primeiro campeonato do Mundo de futebol. Em 1930, a actividade internacional do futebol português era quase nula.

Curiosidades

* João Coelho Neto, o Preguinho, marcou o primeiro gol do Brasil em Copa do Mundo. Foi na derrota de 2 X 1 para a Iugoslávia. Ele era filho do escritor Coelho Neto.

* Apenas dois países fundadores da FIFA participaram da primeira Copa: França e Bélgica.

* No dia da inauguração do Estádio Centenário, as bilheterias foram assaltadas.

A Copa do Mundo de 1950 foi a quarta Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 13 países. Trinta e três países participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu no Brasil.

Brasil na Copa

* Colocação: 2º lugar
* Campanha: 6 jogos, 4 vitorias, 1 empate, 1 derrota, 10 gols a favor e 3 gols contra.
* Jogos: Brasil 4 X 0 México, Brasil 2 X 2 Suiça, Brasil 2 X 0 Iugoslávia, Brasil 7 X 1 Suécia, Brasil 6 x 1 Espanha e Brasil 1 x 2 Uruguai.

Para o maior futebol do mundo o maior estádio que o mundo já viu. Foi construído o Estádio Muncipal do Rio de Janeiro o Maracanã. O Brasil organizou um mundial sensacional, com um público espetacular, que so foi superado décadas depois. O Brasil de Zizinho, Barbosa, Ademir de Menezes (que foi artilheiro da Copa) foi brilhante...mas perdeu. Na 1ª fase vencemos 4 x 0 o México, empatamos em 2 x 2 com a Suiça (devido a politicagem que impôs o jogo em São Paulo com jogadores paulistas, desfigurando a seleção) e vencemos a Iugoslávia por 2 x 0. Na 1ª fase a grande decepção foi a Inglaterra que perdeu por 2 x 1 dos Estados Unidos, na MAIOR ZEBRA DE TODOS OS TEMPOS. A Itália, bi-campeã mundial, também caiu na 1ª fase, mas o time não era sombra de antes devido ao trágico acidente aéreo que vitimou o time inteiro do Torino, base da Squadra Azurra. Na final, um quadrangular inédito e único em copas, Brasil, Suécia, Espanha e Uruguai. Brasil 7 x 1 na Suécia, Brasil 6 x 1 na Espanha, garantiam ao Brasil o empate para conquista do título frente ao Uruguai. Mas....

Derrota do Brasil

O silêncio tomou conta do Maracanã as 16 horas e 50 minutos do dia 16 de julho. O Brasil precisava de um empate. Saiu ganhando e perdeu por 2 a 1. Desolados, os quase 200 mil torcedores demoraram mais de meia hora para deixar o estádio. O time brasileiro fez trinta lances a gol (dezessete no primeiro tempo e treze no segundo). Os jogadores cometeram quase o dobro de faltas, um total de 21, contra apenas onze do Uruguai.

O presidente da FIFA, Jules Rimet, conta um caso curioso no seu livro La historie merveilleuse de la Cope du Monde:"Ao término do jogo, eu deveria entregar a Copa ao capitão do time vencedor. Uma vistosa guarda de honra se formaria desde a entrada do campo até o centro do gramado, onde estaria me esperando, alinhada, a equipe vencedora (naturalmente, a do Brasil). Depois que o público houvesse cantado o hino nacional, eu teria procedido a solene entrega do troféu. Faltando poucos minutos para terminar a partida (estava 1 a 1 e ao Brasil bastava apenas o empate), deixei meu lugar na tribuna de honra e, já preparando os microfones, me dirigi aos vestiários, ensurdecido com a gritaria da multidão".

Aconselhado a descer devagar a escada até o vestiário, Jules Rimet ia acompanhado por delegados da FIFA, dirigentes brasileiros e guardas armados com a missão de proteger a taça de ouro.

"Eu seguia pelo túnel, em direção ao campo. A saída do túnel, um silêncio desolador havia tomado o lugar de todo aquele júbilo. Não havia guarda de honra, nem hino nacional, nem entrega solene. Achei-me sozinho, no meio da multidão, empurrado para todos os lados, com a Copa debaixo do braço"

Jules Rimet não conseguiu entregar a taça e decidiu se retirar. Mas logo depois voltou e Obdulio Varela recebeu a taça. Rimet disse: "Estou feliz pela vitória que vocês acabam de conquistar. Cheia de mérito, sobretudo por ter sido inesperada. Com minhas felicitações".

Na tentativa de encontrar um culpado para a derrota do Brasil, os superticiosos de plantão culparam a troca do local de concentração na véspera da final. O Brasil trocou a concentração de Joá pelo estádio do Vasco da Gama em São Januário. Outros culpam Flávio Costa pelas 2 horas de missa na manhã do jogo impostas pelo treinador aos jogadores, que rezaram de pé.

Portugal na Copa

Uma vez mais, Portugal não chegou à fase final e uma vez mais foi afastado pela Espanha em 2 jogos. A 2 de Abril de 950, em Madrid, a Espanha ganhou 5-1 com golos de Zarra, Basora, Painzo (2) e Molowny, e Cabrita. Em Lisboa, a 9 de Abril de 1950, Portugal empatou 2-2 com golops de Travaços e Jesus Correia, e Zarra e Gainza.

Bem perto do início da fase final, diversas equipas desistiram, e a organização brasileira convidou Portugal a participar, mas o convite foi declinado.

A Copa do Mundo de 1954 foi a quinta Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 16 países. Trinta e oito países participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu na Suíça.
BRASIL NA COPA
* Colocação: 5º lugar

* Campanha: 3 jogos, 1 vitoria, 1 empate, 1 derrotas, 8 gols a favor e 5
gols contra.

* Jogos: Brasil 5 X 0 México, Brasil 1 X 1 Iugoslávia e Brasil 2 X 4 Hungria.

Mudança no uniforme

A partir dessa Copa, o Brasil passsou a usar o uniforme com a camisa amarela e o calção azul. Depois da derrota no Mundial de 1950, o uniforme antigo (camisa branca e calção azul usado de 1919) foi considerado uma das fontes de azar. Em 1953, o professor gaúcho Aldyr Garcia Schlee venceu outros treze candidatos no concurso para escolha do novo uniforme. Como vencedor recebeu uma cadeira cativa no Maracanã, um estágio como desenhista no extinto jornal Correio da Manhã e uma soma em dinheiro. A Copa de 54 foi disputada na Suiça e foi a primeira em solo europeu depois da 2ª Guerra. A escolha da sede levou em conta justamente a neutralidade da Suiça durante o conflito. Foi um mundial dominado amplamente pela fantástica equipe húngara, campeã olímpica de 52, composta de super craques como Puskas, Hidegout, Zacarias,Kocsis entre outros. A Hungria aplicou na 1ª fase duas goleadas históricas,uma sobre a fraca Coréia do Sul por 9 x 0 e a outra sobre nada mais, nada menos do que a Alemanha Ocidental, 8 x 3. Outro jogo de muitos gols foi Áustria 7 x Suiça 5, recorde até hoje em copas. O Brasil foi a vítima húngara nas Quartas. Uma verdadeira batalha campal em Berna e Hungria 4 x 2. Nas semifinais a Hungria acabava com a incrível invencibilidade da Celeste Olímpica em Copas. Até então o Uruguai não havia disputado Copa para perder jogo, 2 Copas, 30 e 50, dois títulos - Hungria 4 x 2. Na Final, a Hungria entrou em campo com a certeza de que seria campeã do mundo. Em poucos minutos já vencia a Alemanha Ocidental por 2 x 0. Mas o técnico alemão Sepp Heiberger tinha mudado completamente o time em relação ao primeiro jogo. A Alemanha aos poucos equilibrou a partida e chegou a inacreditável virada. Final Alemanha Ocidental 3 x 2 Hungria. Uma das maiores surpresas de todos os tempos. Hoje as coisas mudaram.
PORTUGAL NA COPA
Uma vez mais, Portugal ficou-se pela eliminatórias e não participou na fase final. Foi eliminado pela Áustria. Em 27 de Setembro de 1953, em Viena, Portugal perdeu por expressivos 9-1, com golos de Ockwirck (2) Probst (5), Wagner e Dienst, e José Águas. No segundo jogo em Lisboa, a 29 de Novembro, empataram a zero.


* Aconteceu na Copa de 1954 o maior número de gols numa partida: Áustria 7 X 5 Suíça.

* A Hungria detém o recorde de gols marcados numa Copa do Mundo. Foram 27 no total. O feito ocorreu nesta copa.

A Copa do Mundo de 1958 foi a sexta Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 16 países. 51 países participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu na Suécia. Uma grande copa. Brasil e França tinham os melhores times. Mas ainda lutávamos contra o estigma do vice de 50 e da taca de 54 que levamos da super equipe húngara. Mas o Brasil de Didi, Garrincha, Vavá, Pelé, Djalma Santos não conheceu adversários para ser derrotado. Vencemos a Áustria na estréia 3 x 0. Empatamos com a Inglaterra 0 x 0. Este resultado provocou a entrada no time dos reservas Pelé e Garrincha. Resultado: Brasil 2 x 0 URSS. Nas Quartas Pelé marcou um golaço e classificou o Brasil, 1 x 0 no País de Gales. Nas semifinais Brasil, melhor defesa, contra França, melhor ataque. A França de Just Fontaine tinha uma grande equipe e despontava como favorita. Mas o Brasil goleou 5 x 2. Estávamos em mais uma final. Desta vez contra a Suécia, velha freguesa do Brasil (4 x 2 em 38, 7 x 1 em 50). Os donos da casa chegaram a fazer 1 x 0. Didi buscou a bola no fundo do gol e foi conversando, acalmando a equipe. O Brasil empatou com Vavá, depois virou. Aí Pelé destruiu, fez um golaço antológico e ainda fez outro de cabeça. Zagalo também marcou. Final Brasil 5 x 2 Suécia. Finalmente o Brasil era campeão mundial de futebol, estava quebrado o tabu.
BRASIL NA COPA
* Colocação: Campeão

* Campanha: 6 jogos, 5 vitorias, 1 empate, 16 gols a favor e 4 gols contra.

* Jogos: Brasil 3 X 0 Áustria, Brasil 0 X 0 Inglaterra, Brasil 2 X 0 URSS, Brasil 1 X 0 País de Gales, Brasil 5 X 2 França e Brasil 5 X 2 Suécia.

* O Brasil jogou com Gilmar, Djalma Santos, Bellini, Orlando, Nílton Santos, Zito, Didi, Pelé, Garrincha, Vavá e Zagalo.

* Quem marcou gol na final: Vavá (2), Pelé (2) e Zagalo (1).
PORTUGAL NA COPA
Portugal ficou-se pela eliminatórias. Na fase qualificativa, encontrou-se com a Irlanda do Norte e a Itália. A campanha começou a 16 de Janeiro de 1957 em Lisboa com um empate 1-1 com os norte-irlandeses, com golos de Vasques e Bingham. A 1 de Maio, em Belfast, os irlandeses ganharam por 3-0 com golos de Casey, Simpson e Mc Ilroy. A 26 de Maio, Portugal ganhou à Itália por 3-0 (Vasques, Teixeira e Matateu), mas perdeu por idêntica marca em Milão a 22 de Dezembro, com golos de Graton (2) e Pivatelli.

Curiosidades

* Pelé foi o jogador mais novo a vencer uma Copa do Mundo. Tinha dezessete anos e oito meses quando o Brasil conquistou o título de 1958.

A Copa do Mundo de 1962 foi a 7ª Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 16 países. 56 países participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu no Chile. O Brasil campeão mundial manteve praticamente o mesmo time titular de 58. Pelé sofreu contusão no jogo contra a Tchecoslováquia e não voltou mais à Copa.

Amarildo teve a dificílima missão de substituir o rei e foi bem sucedido. O Brasil venceu o México 2 x 0, empatou com a Tchecoslováquia 0 x 0, derrotou a Espanha em jogo dramático e de virada, 2 x 1. O time só decolou a partir das Oitavas quando Garrincha chamou pra si a responsabilidade e dizimou o English Team: Brasil 3 x 1 Inglaterra. No dia seguinte os jornais ingleses estampavam: "Mané Garrincha é um extra-terrestre". O Brasil venceu o Chile dono da casa por 4 x 2 no Estádio Nacional lotado. Os chilenos com o lema "como nada temos queremos tudo" surpreendeu. Venceu e eliminou a Itália na 1ª fase, e ficou com um honroso 3º lugar ao derrotar a Iugoslávia. A seleção voltou a encontrar a Tchecoslováquia na final. Marsopust abriu o placar. O Brasil empatou, virou e ampliou, Brasil 3 x 1. Brasil bi-campeão mundial de futebol.

Brasil na Copa

* Colocação: Campeão

* Campanha: 6 jogos, 5 vitorias, 1 empate, 14 gols a favor e 5 gols contra.

* Jogos: Brasil 2 X 0 México, Brasil 0 X 0 Tchecoslováquia, Brasil 2 X 1 Espanha, Brasil 3 X 1 Inglaterra, Brasil 4 X 2 Chile e Brasil 3 X 1 Tchecoslováquia.

* O Brasil jogou com Gilmar, Djalma Santos, Zózimo, Mauro, Nílton Santos, Zito, Didi, Amarildo, Garrincha, Vavá e Zagalo.

Portugal na Copa

Nas eliminatórias, Portugal foi emparelhado com o Luxemburgo e a Inglaterra. A campanha começou em Lisboa a 19 de Março de 1961. Com golos de José Águas, Yaúca (3), Coluna e um auto-golo de Brosius, Portugal venceu folgadamente 6-0. A 21 de Maio, também em Lisboa, Portugal e Inglaterra empataram 1-1 (José Águas e Flowers). Mas o pior estaria para vir, a 8 de Outubro, Portugal perdeu escandalosamente no Luxemburgo por 4-2 com três golos de Schmidt 3 e um de Hoffmann; Yaúca e Eusébio marcaram por Portugal. Em Londres, a 25 de Outubro, Portugal voltou a perder 2-0 (Connely e Pointer).

Catástrofe

Dois anos antes de sediar a Copa, em 21 de Maio de 1960, o Chile sofreu a maior catástrofe de sua história.

Um terremoto de 8,3 graus na escala Richter atingiu 400 km de seu território. Cinco mil pessoas morreram e 2 milhões ficaram desabrigadas. A FIFA pensou em transferir a Copa, mas os chilenos não abriram mão de organizá-la . "Precisamos da Copa para esquecer a tragédia", disse Carlos Dittborn, presidente do Comitê Organizador. "Já que não temos nada, tudo faremos".

Curiosidades

* O gol mais rápido de uma Copa foi marcado aos quinze segundos pelo tcheco Vaclav Masek , na partida Tchecoslováquia X México.

* Essa foi a primeira Copa vista pelos brasileiros em videoteipe. As fitas chegavam de avião e eram exibidas nos dias seguintes aos jogos.

* O zagueiro Mauro, capitão da Seleção brasileira, ganhou o apelido de Marta Rocha por jogar bonito e elegante.

* Pelé sofreu uma distensão muscular na segunda partida, contra a Tchecoslováquia, e não voltou mais a jogar nessa copa.

* Na tribuna de imprensa, depois da vitória inaugural, todos os jornalistas brasileiros eram obrigados a trabalhar com roupa daquele primeiro jogo. Quem mudasse uma peça qualquer era impedido pelos companheiros de entrar.

* Na manhã da semifinal contra o Chile, a comissão técnica saiu para comprar salame, mortadela, queijo e pão. Os jogadores almoçaram apenas sanduíches. Como o jogo era contra os donos da casa, a seleção estava com medo de que algo pudesse ser colocado na comida do hotel.

* Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação, usou o mesmo terno marrom para viajar a Suécia, em 1958, e ao Chile.

* Em Brasil X Inglaterra, o juiz parou a partida duas vezes e saiu correndo atrás de cachorros que invadiram o campo. Quem solucionou o problema na primeira vez foi o inglês Greaves, que ficou de quatro e foi se aproximando do bicho que o olhava espantado. O segundo, ninguém pegou. Depois de passear pelo gramado, ele passou por baixo do alambrado e sumiu.
A Copa do Mundo de 1966 foi a oitava Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 16 países. 53 países participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu na Inglaterra.

O Brasil bicampeão de 58 e 62 cometeu muitos erros durante sua preparação e pagou caro. Para se ter uma idéia foram convocados simplesmente 44 jogadores, 4 times, para a copa. Além disso a seleção promoveu uma espécie de "culto aos antepassados" e vários veteranos das copas passadas foram convocados com base em mera superstição. Não podia ter dado certo. Após vitória inicial sobre a Bulgária por 2 x 0 o Brasil perdeu para a Hungria, 3 x 1, e Portugal 3 x 1. Estava eliminado ainda na 1ª fase. Pelé foi caçado em campo e até aquela copa não havia substituições. O grande Garrincha não foi nem sombra de si mesmo.

A Inglaterra dona da casa não convenceu muito no início, mas o time comandado por Bob Chalton cresceu no decorrer da competição. Inglaterra e Argentina fizeram um jogo violento, com muita confusão entre o juiz e o capitão Portenho, Ratim, que foi expulso. Naquele tempo não havia cartões e era muito confusa a comunicação entre jogadores e o juiz. Os cartões e substituições só estreariam nas copas 4 anos depois no México.

Portugal e Coréia do Norte, duas das grandes sensações, se encontraram nas Quartas. A Coréia chegou a estar vencendo por 3 x 0. Mas Portugal comandado pelo grande Eusébio diminuiu ainda no primeiro tempo 3 x 2. Na segunda etapa virou, Portugal 5 x 3 Coréia do Norte. Nas semifinais o time lusitano treinado pelo brasileiro Oto Glória caiu diante dos donos da casa, Inglaterra 2 x 1 Portugal.

Na final Inglaterra x Alemanha Ocidental. A Inglaterra ganhava por 2 x 1 quando a Alemanha empatou já no final 2 x 2. Durante a prorrogação um gol duvidoso da Inglaterra. A bola bate na trave, na linha e sai. O juiz consulta o bandeirinha soviético que confirma o gol - 3 x 2 Inglaterra. Depois o quarto gol, o de misericórdia, Inglaterra 4 x 2 Alemanha Ocidental. O time inglês finalmente era campeão, no ritmo dos Beatles.

Eliminatórias

Na fase eliminatória, Portugal ficou no grupo da Roménia, Checoslováquia e Turquia. Talvez as distância das viagens atemorizassem os Portugueses mais que os adversários. A 24 de Janeiro de 1965, Portugal estreou-se a ganhar à Turquia por 5-1, com três golos de Eusébio e ainda de Jaime Graça e Coluna; Fevzi marcou pelos Turcos. Em Ancara, a 19 de Abril, Portugal ganhou novamente por 1-0, com mais um golo de Eusébio. A 25 de Abril, Portugal jogou em Bratislava e derrotou os Chevoslovacos por 0-1, uma vez mais com Eusébio a marcar. A qualificação ficou garantida em Lisboa, a 13 de Junho com uma vitória sobre a Roménia; Eusébio marcou mais duas vezes, e Avran pelos adversários. Quando a 31 de Outubro, no Porto, a equipa nacional defrontou a Checoslováquia, a qualificação já estava garantida; o jogo saldou-se por um empate a zero. E finalmente, Portugal perdeu em Bucareste 2-0 contra a Roménia, com golo de Dridea, e um auto-golo de Carvalho.

Fase Final

* Colocação: 3º lugar
* Campanha: 6 jogos, 5 vitórias, 1 derrota, 19 golos a favor e 8 golos contra.
* Jogos: Portugal 3 X 1 Hungria, Bulgária 0 X 3 Portugal, Brasil 1 X 3 Portugal Coreia do Norte 3 X 5 Portugal, Portugal 1 X 2 Inglaterra e Portugal 2 X 1 URSS.

Brasil na Copa de 1966

* Colocação: 11º lugar
* Campanha: 3 jogos, 1 vitoria, 2 derrotas, 4 gols a favor e 6 gols contra.
* Jogos: Brasil 2 X 0 Bulgária, Brasil 1 X 3 Hungria e Brasil 1 X 3 Portugal.

Confusão da lista

Na elaboração da lista de 43 nomes para a preparação da Copa de 1966, um dirigente da CBD ponderou que havia poucos jogadores do Corinthians e sugeriu a convocação do zagueiro Ditão. Na hora de datilografar os nomes de batismo, porém, a secretária escreveu o nome de outro Ditão, o do Flamengo. Para não cair no ridículo, a Comissão Técnica não desfez o mal-entendido e a bobagem ficou por isso mesmo.

Estimulantes

Antes da Copa, a Federação Inglesa enviou um comunicado a CBD dizendo que o café consumido por hábito no Brasil seria considerado estimulante. A CBD respondeu que o assunto deveria ser tratado diretamente com o Instituto Brasileiro do Café e que o chá, bebido pelos ingleses, era muito mais estimulante. O assunto terminou por aí.

Jogador mais jovem

O jogador mais jovem a integrar a Seleção brasileira numa Copa foi o ponta-esquerda Edu. Ele tinha dezesseis anos ao ser convocado em 1966. Edu ficou na reserva e não entrou em nenhuma partida.
A Copa do Mundo de 1970 teve um diferencial importante para as demais: estava em jogo a posse definitiva da taça Jules Rimet, já que os três então bicampeões (Brasil, Itália e Uruguai) estavam querendo o terceiro título, que daria esse direito.

A seleção brasileira de Carlos Alberto, Tostão, Gérson, Rivelino, Pelé e muitos outros, não deu chance aos adversários atingindo seis vitórias em seis partidas. Na estréia o Brasil bateu a Tchecoslováquia por 4 x 1. Em seguida fez o grande jogo da Copa. Os campeões de 58 e 62 venceram os ingleses, campeões de 66, por 1 x 0. Depois 3 x 2 na Romênia. Nas Quartas o Brasil ganhou do Peru, 4 x 2, treinado pelo nosso grande Didi. Nas semifinais duas guerras: Brasil 3 x 1 Uruguai, jogo violento e duro - Itália 4 x 3 Alemanha Ocidental, uma epopéia sensacional decidida só na prorrogação. No último jogo brasileiros e italianos decidiram quem ficaria com a Julies Rimet.

O Brasil venceu a Itália por 4 a 1 e o estádio Azteca foi invadido pela torcida. Pelé chegou até a ganhar uma placa no estádio, que afirmava que o jogador é “um exemplo para a juventude do mundo”. O super time do Brasil passou para a história como a MELHOR SELEÇÃO DE TODOS OS TEMPOS. Treinada por Zagallo que passava para a história por ser o primeiro campeão mundial como jogador (58, 62) e como técnico (70) a seleção canarinho tinha como titulares Félix, Carlos Alberto Torres, Brito, Piazza e Everaldo; Gérson e Clodoaldo; Pelé, Rivelino, Tostão e Jairzinho. Pelé conseguiu sua 3ª copa como jogador, um recorde até hoje.

A alegria foi muito grande, apesar do fato do tricampeonato ter sido usado de forma política pela ditadura que subiu ao poder no país após o golpe militar de 1964. Além disso, a taça Jules Rimet foi roubada e derretida anos depois.
A Copa do Mundo de 1974 foi a 10ª Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 16 países. 95 países participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu na Alemanha. A Alemanha Ocidental de Franz Beckenbauer, Müller e cia era uma grande favorita. Um time porém prometia ser sua sombra em busca do título, a Holanda de Cruyf e Neskeens. E foi a grande sensação. O timaço da Holanda, dirigida por Rinus Michels revolucionou o futebol mundial implementando um sistema tático onde os jogadores não guardavam posição fixa: era o carrossel holandês. A Holanda chegou a final como a grande favorita ao título. O Brasil, sem Pelé, não era sombra do super time de 70. Jogando um futebol defensivo o time suou para empatar contra a Iugoslávia e Escócia e ganhar do Zaire por 3 x 0, na medida para se classificar. A Alemanha Ocidental demonstrando sua frieza abriu mão de sua invencibilidade e perdeu para a Alemanha Oriental por 1 x 0, evitando cair no grupo de Brasil e Holanda na 2ª fase da Copa. O Brasil perdeu para a Holanda por 2 x 0 no jogo que decidiu o finalista de seu grupo. Restou ao Brasil jogar ...e perder, pelo 3º lugar da Copa, contra a Polônia, 1 x 0 gol de Lato. Na final, a Holanda saiu na frente logo no início gol de penalti, mas a Alemanha repetiu 54 e virou pra cima do super favorito sagrando-se bi-campeã mundial.

Brasil na Copa de 1974

* Colocação: 4º lugar
* Campanha: 7 jogos, 3 vitorias, 2 empates, 2 derrotas, 6 gols a favor e 4 gols contra.
* Jogos: Brasil 0 X 0 Iugoslávia, Brasil 0 X 0 Escócia, Brasil 3 X 0 Zaire, Brasil 1 X 0 Alemanha, Brasil 2 x 1 Argentina, Brasil 0 x 2 Holanda e Brasil 0 x 1 Polônia.
A Copa do Mundo de 1978 foi a 11ª Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 16 países. 97 países participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu na Argentina. Foi uma copa no mínimo estranha. A Argentina, dona da casa, obrigou seus principais oponentes a viajar muito, enquanto ela sediava quase todos os jogos em Buenos Aires. A seleção brasileira foi à Argentina comandada por Cláudio Coutinho mas não se encontrou na 1ª fase. Só se classificou com um gol de Roberto Dinamite contra Áustria em um vitória que não precisava ser tão sofrida. A ótima seleção italiana, de Cáusio, Rossi, Zoff, ganhou da Argentina, Hungria e França na primeira fase e partiu para a segunda fase como favorita. A Holanda, sem Cruyf não era a mesma e teve dificuldades em se classificar. Na segunda fase a Itália caiu diante da Holanda que embalou. No grupo de Brasil e Argentina um escândalo. O time do Peru literalmente abriu mão do direito de jogar e passeou em campo dando à Argentina uma vitória de 6 x 0, o suficiente para os portenhos irem à final da Copa no lugar do Brasil. Embora sob suspeita não dá pra dizer que os argentinos não tinham mérito. O técnico Menotti treinava um time que tinha Kempes, Fillol e ainda abriu mão de Maradona por ser muito jovem na época. O Brasil disputou então o 3º lugar contra a Itália e ganhou por 2 x 1 com um golaço espetácular de Nelinho. Na final Argentina 1 x 1 Holanda no tempo normal, com uma bola na trave a favor da Holanda no último segundo de jogo. Na prorrogação o fim, 2 gols portenhos e Argentina 3 x 1 na Holanda. Argentina campeã do mundo!
BRASIL NA COPA DE 1978

* Colocação: 3º lugar
* Campanha: 7 jogos, 4 vitorias, 3 empates, 10 gols a favor e 3 gols contra.

* Jogos: Brasil 1 X 1 Suécia, Brasil 0 X 0 Espanha, Brasil 1 X 0 Áustria, Brasil 3 X 0 Peru, Brasil 0 x 0 Argentina, Brasil 3 x 1 Polônia e Brasil 2 x 1 Itália.

Curiosidades

* O Brasil utilizou dezessete dos 22 jogadores inscritos. Apenas quatro disputaram todos os jogos completos: Leão, Oscar, Amaral e Batista.

* Para disputar suas sete partidas, o Brasil percorreu 4659 quilômetros pela Argentina. Já a Argentina percorreu apenas 618 quilômetros.

* O jornal inglês Sunday Times denunciou que os argentinos estavam fraudando os testes antidoping. Diziam que a urina para os exames após cada partida não era fornecida pelos jogadores, que inferiam fortes doses de anfetaminas. Um homem teria sido contratado só para fazer xixi.

* O Brasil se autoproclamou "campeão moral" por ter sido a única seleção invicta da Copa e porque o goleiro do Peru, Quiroga, teria facilitado a partida contra a Argentina. A Argentina precisava ganhar de uma diferença superior a quatro gols. Ganhou de 6 a 0. Detalhe: Quiroga nasceu na Argentina e naturalizou-se peruano.

* Houve rumores de que a didatura militar argentina desejava o título a todo custo, o que explicava boa parte dos episódios estranhos ocorridos durante a Copa.
A Copa do Mundo de 1982 foi a 12ª Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 20 países. 105 países participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu na Espanha. O Brasil, liderado por Telê Santana, chegou na Espanha com a missão de tirar a má impressão deixada em 74 na Alemanha e em 78 na Argentina.

A seleção brasileira tinha um conjunto de talentos que conquistou a Espanha e encantou o mundo. Zico, Sócrates, Falcão, Cerezo, Júnior... Tudo indicava que nada tiraria do Brasil a glória do tetracampeonato mundial. Outras grandes seleções marcaram presença na Espanha. A França de Michel Platini, Tiganá, Rochetau, Six; a Alemanha de Rumennige, Kaltz, Littbarski.

A Argentina, campeã mundial, decepcionou. A Itália jogou 3 jogos péssimos na primeira fase, empatando com Peru, Camarões e Polônia e se classificando na quantidade de gols marcados. Na 2ª fase a mística da azurra incendiou a equipe que disparou rumo ao tricampeonato. Na 2ª fase a Itália venceu a Argentina por 2 x 1, o Brasil por 3 x 2, nas semifinais a Polônia por 2 x 0 e na final a Alemanha Ocidental por 3 x 1. Paolo Rossi, carrasco brasileiro com 3 gols no jogo, ainda marcou mais 3 e foi o artilheiro da Copa 82. Itália tri-campeã, igualando-se ao Brasil, que foi brilhante, mas não levou o título.

Brasil na Copa de 1982

* Colocação: 5º lugar
* Campanha: 5 jogos, 4 vitorias, 1 derrota, 15 gols a favor e 6 gols contra.
* Jogos: Brasil 2 X 1 URSS, Brasil 4 X 1 Escócia, Brasil 4 X 1 Nova Zelândia, Brasil 3 X 1 Argentina e Brasil 2 X 3 Itália.

Curiosidades

* A maior goleada foi registrada nessa copa: Hungria 10 X 1 El Salvador.

* O brasileiro Tim foi o técnico da Seleção Peruana na Copa da Espanha. Ele jogou a Copa do Mundo de 1938 pelo Brasil.

* O jogador argentino Maradona foi expulso na partida Brasil 3 X 1 Argentina, depois de dar uma entrada maldosa no volante brasileiro Batista.

* O zagueiro da seleção brasileira Edinho declarou que Éder e Serginho recebiam mil dólares cada para comemorar seus gols perto de uma placa de publicidade.

* Uma das coisas mais vergonhosas que aconteceram nessa copa foi um episódio realizado entre a Alemanha e Áustria, uma combinação de resultados que levou ambas para as quartas-de-final. A Alemanha precisava da vitória para ficar com a vaga da Argélia. Assim que Fischer fez 1 a 0, placar que também garantia a Áustria na fase seguinte, os dois times passaram a tocar bola no meio de campo. Tudo isso debaixo de uma estrondosa vaia da torcida espanhola.

* O príncipe Fahad Al Sabah, do Kuwait, não se contentou apenas em invadir o campo e paralisar o jogo com a França quando o seu time perdia de 3 a 1 e tomou o quarto gol em flagrante impedimento do atacante francês. No dia seguinte, mesmo tendo conseguido anular o gol, ele acusou a FIFA de ser dominada pela Máfia e acabou sendo punido pela entidade com multa de 11 mil dólares.

* O time de Honduras produziu uma das cenas mais comoventes da Copa de 1982. Sonhando em conseguir uma vaga para a segunda fase da competição, o time segurou o 0 a 0 contra a Iugoslávia até 42 minutos do segundo tempo. Aí a zaga cometeu um pênalti infantil e Honduras acabou derrotada. No final da partida, todo o time chorou copiosamente no gramado.

* Todas as vezes que o ônibus da Seleção Brasileira foi do hotel para o estádio o fez por um mesmo caminho, e sempre voltou por um outro. A rotina so foi mudada no fatídico dia 5 de Julho, quando o ônibus enveredou na ida pelo caminho que costumava fazer a volta. Mais: naquele dia a TV do ônibus não funcionou. Nesse dia, também pela primeira vez, desde o início da Copa, a seleção não pousou para fotografias, justamente no dia da derradeira derrota contra a Itália.

* O jogo da derrota do Brasil frente a Itália ficou conhecido como "A tragédia do Sarriá".

* O árbitro da partida final entre Itália e Alemanha foi o brasileiro Arnaldo Cezar Coelho.
A Copa do Mundo de 1986 foi a 13ª Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 20 países. 113 países participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu no México.


A Copa de 86 era pra ter sido disputada na Colômbia. Porém os graves problemas econômicos do país impediram os colombianos de serem os anfitriões da Copa e o México foi escolhido para sediar o mundial mais uma vez. Foi um mundial sensacional, onde o grande nome foi sem dúvida Diego Armando Maradona. Após o vexame de 82, a Argentina vinha com um time renovado. Maradona, Valdano, Burruchaga, Pumpido...um timaço que se deu ao luxo de abrir mão da titularidade de Passarela. A Argentina só empatou com a Itália, 1x1, e ganhou da Coréia do Sul, 3x1, da Bulgária, 2x0, do Uruguai, 1x0, da Inglaterra, 2x1 (com o famoso "mano de dios" e outro golaço antológico de Maradona), da Bélgica 2x0 e da Alemanha na final 3x2. O Brasil com uma defesa mais consistente só levou um gol, no fatídico empate com a França pelas Quartas de Final, onde Zico, aos 30 do segundo tempo viu Bats defender o penal que daria a classificação ao Brasil muito provavelmente. A Copa de 86 também marcou a despedida da geração Platini, e a França ficou com o 3º lugar, outra vez eliminada pela Alemanha. Foi uma copa brilhante!

Brasil na Copa

* Colocação: 5º lugar
* Campanha: 5 jogos, 4 vitorias, 1 empate (o Brasil perdeu depois nos pênaltis para a França), 10 gols a favor e 1 gols contra.
* Jogos: Brasil 1 X 0 Espanha, Brasil 1 X 0 Argélia, Brasil 3 X 0 Irlanda do Norte, Brasil 4 X 0 Polônia e Brasil 1 X 1 França(Nos penâltis, 4x3 pra França).

Portugal na Copa

Eliminatórias

Há 20 anos que Portugal não participava numa final do campeonato. No sorteio das eliminatórias, Portugal ficou alinhado com a Alemanha, Checoslováquia, Suécia e Malta. Duas equipas por grupo iriam ao campeonato.

Portugal começou bem, indo ganhar à Suécia por 1-0, em Estocolmo a 12 de Setembro de 1984. Foi a primeira vitória de sempre frente à Suécia. O golo foi de Gomes. Depois, no Porto, a 14 de Outubro, Portugal derrotou a Checoslováquia por 2-1, com golos de Diamantino e Carlos Manuel; com Janecka pelos checosolovacos. Mas, um mês depois, a 14 de Novembro, em Lisboa, Portugal cedeu 1-3 com a Suécia, com um golo de Jordão, e Nilsson e Prytz (2) pelos suecos. Em Malta, a 10 de Fevereiro, Portugal ganhou por 1-3, com golos de Gomes (2) e Carlos Manuel, com Ferrugia pelos malteses. Esse jogo caracetrizou-se por ter sido jogado da parte da manhã, antes de almoço. Com a Alemanha, em Lisboa, a 14 de Fevereiro, Portugal voltou a perder 1-2 (Diamantino e Völler e Littbarski). As esperanças de qualificação ficaram quase completamente arrasadas com mais uma derrota, desta vez em Praga, a 25 de Setembro por 1-0, golo de Hruska. Com Malta, em Lisboa, Portugal venceu novamente, mas tangencialmente 3-2, com golos de Gomes (2) e José Rafael; Frederico marcou na sua própria baliza; Di Giorgio marcou também por Malta. Foi a primaira vez, em jogos internacionais que Malta marcou dois golos fora do seu país. O apuramento para a fase final do campeonato, aconteceu quase por milagre. A 16 de Outubro, Porugal jogava em Estugarda, enquanto a Suécia ia jogar a Praga; Portugal tinha de vencer e esperar que os Suecos perdessem. A Suécia perdeu efectivamente contra a Checoslováquia, e Portugal ganhou 0-1 contra a Alemanha. Foi a primaira vez que a Alemanha perdeu um jogo em casa durante eliminatórias para o campeonato do Mundo. O golo de Portugal foi de Carlos Manuel.

Fase Final, o drama de Monterrey e Saltillo

No México, Portugal ficou no grupo da Inglaterra, Polónia e Marrocos; à partida era um grupo acessível. A equipa portuguesa instalou-se em Saltillo. A 3 de Junho de 1986, em Monterrey, Portugal estreou-se bem, vencendo a Inglaterra por 1-0, com golo de Carlos Manuel.

Portugal alinhou com: Bento; Álvaro, Frederico, Oliveira, Inácio; Diamantino (aos 83' José António), Jaime Pacheco, André, Sousa; Carlos Manuel e Gomes (aos 73': Futre).

Inglaterra com: P Shilton; G.M.Stevens, Fenwick, Butcher, Sansom; G Hoddle, Robson(aos 60': Hodge), Wilkins, Waddle (aos 80' Beardsley): Hateley, Lineker.

Mas algo estava mal entre a delegação portuguesa. Os jogadores e a federação não chegavam a acordo sobre prémios de jogo. Havia problemas de indisciplina e entre o primeiro e o segundo jogo, os jogadroes fizeram greve aos treinos . Além disso, o guarda-redes português, Bento partiu uma perna na véspera do segundo jogo, tendo sido substituído por Victor Damas. A 7 de Junho, também em Monterrey, Portugal defrontou a Polónia e perdeu por 0-1, com golo de Smolarek.
Portugal alinhou com Victor Damas; Álvaro, Frederico, Oliveira, Inácio; Diamantino, Jaime Pacheco, André (aos 73': Jaime Magalhães), Sousa; Carlos Manuel, Gomes (aos 46': Futre).

Polónia com: Mlynarczyk; Pawlak, Wójcicki, Majewski, Ostrowski; Matysik, Komornicki (aos 57' Karas), Boniek; Smolarek (aos 75' Zgutczynski), Dziekanowski, Urban.

A 11 de Junho, em Guadalajara, Marrocos, que antes havia surpreedentemente empatado com Polónia e Inglaterra, ganhou 3-1 (Khairi (2) e Krimau; Diamantino).
Portugal alinhou com: Damas; Álvaro (aos 55' Rui Aguas), Frederico, Oliveira, Inácio; Pacheco, Magalhães, Sousa (aos 69' Diamantino), Carlos Manuel; Gomes, Futre.

Marrocos com Zaki; Khalifi, El Biaz, Bouyahyaoui, Lemriss (aos 69' Amanallah); Dolmy, El Haddaoui (aos 71' Souleymani), Timoumi, Khairi; Bouderbala, Krimau
Portugal foi último do seu grupo e eliminado.

A greve de Saltillo deixou marcas profundas; a quase totalidade dos jogadores que foram ao campeonato do Mundo, recusaram voltar a jogar pela selecção durante dois anos, e Portugal viu-se obrigado e jogar com uma equipa de reservistas.

Curiosidades

* No dia do embarque para o México, o lateral brasileiro Leandro desistiu de participar da Copa. Ele disse que a atitude era em solidariedade ao corte de seu companheiro, Renato Gaúcho, que havia saído da concentração sem permissão.

* Na estréia do Brasil, contra a Espanha, a banda tocou o Hino à bandeira do Brasil, em vez do Hino Nacional Brasileiro.

* O prêmio dos argentinos, campeões mundiais, foi de 50 mil dólares. Se ficassem com a taça, os brasileiros ficariam com 130 mil.

* Carlos Bilardo, técnico da Argentina, trabalhava como médico.

* A expulsão mais rápida das copas ocorreu nesse ano, foi a do uruguaio Jose Batista no jogo contra a Escócia. Ele recebeu o cartão vermelho aos 55 segundos do primeiro tempo.

* Para viajar ao México, a seleção italiana exigiu da empresa aérea Alitalia a mesma tripulação que os levara a Espanha quatro anos antes. É que em 1982 a Itália tinha se sagrado campeã.

* Antes do futebol, o atacante italiano Bruno Conti jogava baseball. Era tão bom que quase foi jogar profissionalmente nos Estados Unidos.

* Quatro jogadores da seleção uruguaia jogavam no Brasil: o goleiro Rodolfo Rodriguez, o lateral Diogo, o zagueiro Dario Pereyra e o meia Rubén Paz.

* Preocupada com o Mal de Montezuma, que causa incontroláveis crise de estômago em estrangeiros no México, a delegação da Bélgica trouxe em sua bagagem 20 mil litros de água mineral e centenas de quilos de queijo holandês

* Em 1985, durante as eliminatórias, o coração do técnico escocês Jock Stein não resistiu as emoções do jogo decisivo contra o País de Gales. Tombou ainda no banco, depois da partida.

* Onze dos jogadores da Seleção Soviética eram do Dínamo de Kiev, cidade próxima da usina de Chernobyl, que tevem um acidente nuclear dois meses antes do desembarque da equipe no México.

* Foi a partir da Copa de 1970 no México, que foram permitidas substituições, inicialmente dois jogadores. Foi na Copa de 1986 também no México que passaram a ser autorizadas três substituições.
A Copa do Mundo de 1990 foi a 14ª Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 24 países. 112 países participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu na Itália. Curiosidade:Dos 115 gols marcados nessa Copa, 52 foram de bola parada. A Itália, dona da casa, era grande favorita ao título. O Brasil, campeão sul americano, comandado pelo técnico Sebastião Lazaroni, adotou o sistema com líbero, com dois laterais o 5-3-2, tornando irreconhecível o time canarinho.

Aliás a Copa 90 passou para a história como uma copa de equipes defensivas, que jogavam apenas para alcançar o resultado. Brasil e Argentina eram os maiores expoentes desta síndrome. A Alemanha, comandada pelo técnico Franz Beckenbauer, fez uma campanha brilhante. Seu futebol marcial, era liderado em campo por Mathäus, Klisman e Vöeller. Camarões, que venceu a Argentina por 1 x 0 no jogo de abertura do mundial foi a grande sensação com seu craque Roger Milla. O Brasil foi eliminado prematuramente pela Argentina, ainda nas Oitavas de Final. O time portenho também acabou com sonho de tetracampeonato da Itália. Na final, Argentina e Alemanha, na revanche de 86. Com um gol de penalti, duvidoso, o Alemanha foi a forra e ficou com o título. Alemanha tri-campeã do mundo e Beckenbauer igualava Zagalo como campeão do mundo como jogador e técnico.

Brasil na Copa de 1990

* Colocação: 9º lugar

* Campanha: 4 jogos, 3 vitorias, 1 derrota, 4 gols a favor e 2 gols contra.

* Jogos: Brasil 2 X 1 Suécia, Brasil 1 X 0 Costa Rica, Brasil 1 X 0 Escócia e Brasil 0 X 1 Argentina.

Água estranha

Depois do jogo com a Argentina, o lateral Branco saiu dizendo que havia pedido água ao massagista da equipe adversária e, depois de beber, tinha ficado zonzo. Estranhou que a água dada a ele não fosse do mesmo frasco entregue a Maradona. Ficou preocupado e comunicou ao bandeirinha. Depois, na volta para a concentração, dormiu no ônibus e continuou sonolento no dia seguinte. A história, que parecia uma desculpa pelo fracasso da Seleção em campo, acabou sendo comprovada no início de 1993 pelo massagista argentino, Miguel di Lorenzo. Ele confessou ao jornal El Clarín que, em sua maleta, havia dois tipos de água: uma para os argentinos e outra para os brasileiros. Ambas lhe foram entregues pelo técnico Carlos Bilardo.

Gol contra

No jogo Brasil e Costa Rica, houve um lance que gerou uma grande repercussão, o gol teria sido feito pelo zagueiro Montero ou por Muller. O juiz deu o gol para o zagueiro. Mais tarde a delegação brasileira protestou e o gol veio para Muller. Depois, a FIFA mudou de ideia outra vez e o gol voltou a ser novamente de Montero.
A Copa do Mundo de 1994 foi sediada nos Estados Unidos, apesar da pouca tradição do país no futebol. A Copa 94 também bateu todos os recordes de público, mantido até hoje. Foi uma copa de surpresas. A Bulgária que até ali em 6 participações anteriores jamais havia vencido um jogo de copa do mundo foi a 1ª colocada em um grupo que tinha a Argentina, além de eliminar a Alemanha, campeã mundial, por 2 x 1 nas Quartas de Final. Outra surpresa foi a Nigéria, com seu futebol ofensivo. Romênia e Suécia também surpreenderam. Aliás os suecos ficaram com o 3º lugar ao derrotar a Bulgária por 4 x 0.

A Argentina, com um timaço, que tinha Batistuta, Cannigia, Redondo caiu prematuramente nas Oitavas de Final, diante da Romênia de Haggi, Radociou e Popescu, por 3 x 2. O escândalo, do dopping de Maradona, expulso do mundial foi decisivo para o desequilíbrio do time que vinha bem até então. O Brasil, liderado por Romário, dirigido pela dupla Parreira e Zagallo, foi para Copa 94, desacreditado pela difícil campanha nas Eliminatórias. Jogando um futebol burocrático, porém consistente em seu sistema de marcação, a seleção canarinho tinha na dupla de ataque Bebeto e Romário sua principal arma. Já a Itália de Roberto Baggio teve 2 fases distintas: uma lástima na 1ª fase se classificando só no número de gols marcados, num grupo pobre com México, Irlanda e Noruega; a outra fase a partir das Oitavas, quando eliminou sucessivamente Nigéria, Espanha e Bulgária, todos por 2 x 1, com Baggio brilhando. A final, entre Brasil e Itália, entrou para a história por dois motivos: Primeiro, por fazer surgir o primeiro tetracampeão (ambos os países já tinham ganho três mundiais). Segundo, porque foi a primeira vez que a final de uma Copa do Mundo foi decidida nos pênaltis.

O jogo terminou em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. A vitória do Brasil veio após uma defesa do goleiro Taffarel e um chute para fora do italiano Roberto Baggio.

A Copa do Mundo de 1998 decorreu em França. Foi um mundial muito disputado e com uma final programada: Brasil x França, como era do desejo dos donos da casa. Na primeira fase brilhou a Nigéria que ganhou por 3x2 da Espanha, 1x0 da Bulgária e ficou com o 1º lugar do seu grupo. A Espanha, eterna promessa, foi a nocaute ainda na 1ª fase da copa. A Itália, vice campeã mundial, perdeu sua 3ª disputa de penaltis seguida e foi eliminada pela França, nas Quartas. A Argentina foi batida pela Holanda, aos 48 do segundo tempo, 2 x 1, também nas Quartas. O Brasil abriu o mundial com um 2x1 suado diante da Escócia. Depois 3x0 no Marrocos e derrota de 2x1 para a Noruega.

Depois um momento de recuperção: 4x1 no Chile, 3x2 na Dinamarca e um jogaço contra a Holanda, 1x1 com vitória nos penaltis e Tafarel brilhando. O torneio foi vencido pela França, que ganhou ao Brasil por 3 a 0, no jogo final. Foi a primeira vez que a França ganhou este título, tornando-se a sétima selecção nacional (depois do Uruguai, Itália, Alemanha, Brasil, Inglaterra e Argentina) a tornar-se campeã mundial.

As circunstâncias da vitória foram misteriosas porque às vésperas da final divulgou-se uma notícia de que Ronaldinho, o artilheiro e um dos principais jogadores brasileiros, teria sofrido uma convulsão (fato confirmado pelo lateral Roberto Carlos, seu companheiro de quarto).

Ronaldinho quase foi cortado da partida, mas insistiu em participar. A seleção brasileira teve um desempenho medíocre para o padrão de desempenho que vinha tendo em todo o certame, e a França venceu a partida com facilidade, com uma excelente atuação de Zidane que foi considerado o melhor atleta da Copa.

Davor Suker, da Croácia (que chegou ao terceiro lugar, para surpresa de muitos) venceu a Chuteira de Ouro depois de marcar seis gols.
A edição 2002 da Copa do Mundo de futebol reuniu 32 equipes entre os dias 31 de Maio e 30 de Junho. Foi a primeira vez que dois países sediaram unidos o evento, a primeira vez que três seleções, França, Japão e Coréia do Sul - estavam classificadas automaticamente, e a primeira vez que uma edição da Copa não aconteceu na Europa ou nas Américas.

Foi a Copa das grandes surpresas e decepções. Do lado das surpresas contaram-se o Senegal (1x0 contra a França, 1x1 com a Dinamarca, 3x3 com o Uruguai, sendo eliminado só nos quartos-de-final pela Turquia, outra surpresa. Os Turcos venderam caro a derrota para o Brasil, ficaram em 2º no grupo e perderam de novo para o Brasil, nas meias-finais, por um tangencial 1 x 0. A Turquia pode queixar-se dum calendário de jogos mal feito, em parte devido ao facto do campeonato se disputar em dios países, dado que as equipas que se defrontam na fase de grupos não devem voltar a jogar uma contra a outra, excepto na final. Na disputa do 3º lugar, a Turquia ganhou 3 x 2 à Coréia do Sul, outra grande surpresa, ainda que beneficiando de jogar em casa. A Coréia ganhou da Polônia, Portugal, Itália, eliminou a Espanha e ficou em 4º lugar no Mundial.

Do lado das decepções estão a França, Argentina, Itália e Portugal. A França, favorita ao título, foi eliminada logo na 1ª fase, com 1 empate, 2 derrotas e nenhum gol marcado. A Argentina caiu no chamado Grupo da Morte. Após ter vencido a Nigéria por 1 x 0, perdeu com a Inglaterra por 1 x 0 e sucumbiu diante da Suécia num empate a 1 x 1. A Itália, se classificou no seu grupo no saldo de gols, mas foi eliminada nos oitavos-de-final pela Coréia do Sul. Curiosidade, em 1966, a Itália foi eliminada pela Coréia do Norte. Portugal perdeu surpreendentemente com os Estados Unidos por 3 x 2, pareceu recompor-se com uma vitória sobre a Polónia, e perdeu por 1 x O com a Coreia do Sul.

Brasil e Alemanha, os dois gigantes das Copas, chegaram a 2002 desacreditados por todos. No entanto, jogaram a finl enre si. A Alemanha ganhou da Arábia Saudita por 8 x 0, Camarões 2 x 0, empatou 1 x 1 com a Irlanda, e depois venceu seus outros jogos todos por 1 x 0 até à final. O destaque alemão foi o goleiro Oliver Kahn, que só levou 3 gols durante o torneio. O Brasil fez a seguinte campanha: 2 x 1 com a Turquia, 4 x 0 com a China, 5 x 2 com a Costa Rica, 2 x 0 Bélgica, 2 x 1 Inglaterra, e 1 x 0 frente à Turquia. Na final, o Brasil ganhou 2 x 0 à Alemanha. O Brasil chegou ao pentacampeonato, inédito, e igualou a Alemanha em número de finais consecutivas, três.

Ronaldo Nazário foi o grande nome da Copa, pois todos duvidavam de sua capacidade física de disputar o mundial, devido a 2 anos de inatividade por causa de suas cirgurgias no joelho. Os 3 R's brilharam: Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo. O técnico do Brasil foi Luiz Felipe Scolari (Felipão).
A Copa do Mundo (ou Campeonato Mundial) de Futebol de 2006 realizar-se-á na Alemanha. Pela segunda vez a Alemanha será o país-sede e o único pré-classificado. Pela primeira vez na história do campeonato, o campeão do torneio anterior (nesse caso, o Brasil) precisou disputar as eliminatórias para poder defender o direito de ir para o torneio. Trinta e dois países participarão da Copa de 2006, cuja fase final está marcada para acontecer entre 9 de Junho e 9 de Julho.

A decisão de premiar com um evento altamente prestigiado a Alemanha foi controversa, já que se esperava que o campeonato fosse acontecer na África do Sul. Os outros finalistas eram Inglaterra, Marrocos e Brasil. Desde que a escolha foi feita, o órgão que controla mundialmente o esporte, a FIFA, afirmou publicamente sua intenção de rotacionar o país-sede entre suas confederações integrantes. Por isso, espera-se que a Copa do Mundo de 2014 seja na América do Sul.

A sede para a Copa seguinte foi escolhida logo em seguida: a África do Sul abrigará os jogos da Copa do Mundo de 2010.

Como preparação para a competição, a FIFA organizou a Copa das Confederações 2005 na Alemanha.

A venda de ingressos para a Copa começou em 1 de Fevereiro de 2005, poucas semanas depois de anunciados o logo oficial, o mascote e o pôster da Copa da Alemanha. Eles podem ser vistos aqui.

De acordo com os resultados obtidos nas eliminatórias, os 32 países classificados são: Alemanha (previamente classificada como país sede), Argentina, Brasil, Paraguai, Equador, México, Estados Unidos, Trinidad e Tobago, Costa Rica, Portugal, Espanha, Inglaterra, França, Itália, Suíça, Suécia, República Tcheca, Ucrânia, Sérvia e Montenegro, Países Baixos, Croácia, Polônia, Togo, Gana, Angola, Costa do Marfim, Tunísia, Japão, Arábia Saudita, Irã, Coréia do Sul e Austrália.

Pela primeira vez na história da Copa do Mundo, três países lusófonos estarão presentes (Portugal, Angola e Brasil).

O sorteio com a distribuição dos países classificados nas oito chaves do torneio foi realizado em 9 de Dezembro de 2005 em Leipzig.
SEDES
Cidade

Estádio

Clube
Capacidade
Berlim

Olympiastadion

Hertha Berlin
76.176
Dortmund

Westfalenstadion

Borussia Dortmund
66.981
Frankfurt

Waldstadion

Eintracht Frankfurt
48.132
Gelsenkirchen

Veltins-Arena

Schalke 04
53.804
Hamburgo

AOL Arena

Hamburger SV
51.055
Hannover

AWD-Arena

Hannover 96
44.652
Kaiserslautern

Fritz-Walter-Stadion

FC Kaiserslautern
41.170
Köln (Colônia)

RheinEnergieStadion

FC Köln
46.120
Leipzig

Zentralstadion

FC Sachsen Leipzig
44.199
München

Allianz-Arena

Bayern Munique
66.016
Nürnberg (Nuremberg)

Frankenstadion

FC Nürnberg
41.926
Stuttgart

Gottlieb-Daimler-Stadion

VfB Stuttgart
54.267

Um total de 12 cidades alemãs foram selecionadas para receber a fase final da Copa do Mundo de 2006 dentre um total de 20 candidaturas, tendo sido descartadas designadamente as postulações de Bremen, Düsseldorf, Mönchengladbach, Bochum e Duisburgo.

Nas cidades selecionadas, os estádios começaram a ser preparados pouco tempo depois da eleição na Alemanha para abrigar o estádio. Enquanto alguns submeteram pequenas adaptações, muitos tiveram que ser completamente reformados e alguns foram construídos especialmente para o torneio.

Para isso, cada estádio modernizado necessitou de um investimento que varia entre 48 e 280 milhões de euros. Além disso, mais de 1,38 bilhão de euros foram gastos para os novos estádios. Como comparação, para o torneio de 1974, foram gastos 242 milhões de marcos (aproximadamente 121 milhões de euros) para a habilitaçao de todos os centros esportivos.

A capacidade efetiva de alguns dos estádios na Copa do Mundo, em particular no Westfalenstadion, será mais baixa que os números citados, já que o regulamento da Bundesliga permite que se mantenham partes onde o público não tem a necessidade de se sentar, enquanto as regras da FIFA não permitem isso, e portanto assentos deverão ser instalados nas áreas com essas características para a Copa do Mundo, reduzindo assim um pouco da capacidade.

Também, durante a Copa do Mundo, muitos dos estádios serão oficialmente conhecidos por nomes diferentes, já que a FIFA proíbe patrocínio no nome dos estádios. Por exemplo, o Allianz Arena será conhecido durante a competição como "FIFA WM-Stadion München" (Estádio da Copa do Mundo da FIFA Munique), enquanto o Veltins-Arena será revertido para seu nome original de "Arena AufSchalke".

É talvez digno de nota que das doze cidades-sede, todas menos uma (Leipzig) estão no que era a Alemanha Ocidental.

Brasil, Inglaterra, Espanha, México, França, Argentina, Itália e Alemanha foram escolhidas as cabeças de chave.
PAÍSES CLASSIFICADOS
Após as partidas da rodada de classificação de 16 de Novembro de 2005, os seguintes países asseguraram a classificação (mostrados aqui separados por associação regional):
País Participações Classificação
Alemanha
15
sede
Croácia
2
8 de Outubro de 2005
França
11
12 de Outubro de 2005
Países Baixos
7
8 de Outubro de 2005
Inglaterra
11
8 de Outubro de 2005
Itália
15
8 de Outubro de 2005
Polónia
6
8 de Outubro de 2005
Portugal
3
8 de Outubro de 2005
Sérvia e Montenegro
7
12 de Outubro de 2005
Suécia
10
12 de Outubro de 2005
Ucrânia
Estreante
3 de Setembro de 2005
Suíça
7
16 de Novembro de 2005
Espanha
11
16 de Novembro de 2005
Rep. Tcheca
8
16 de Novembro de 2005
América do Sul
País Participações Classificação
Argentina 13
8 de Junho de 2005
Brasil 17 (todas)
4 de Setembro de 2005
Equador 1
8 de Outubro de 2005
Paraguai 6
8 de Outubro de 2005
América do Norte, Central e Caribe
País Participações
Classificação
Costa Rica 2
8 de Outubro de 2005
Estados Unidos 7
3 de Setembro de 2005
México 12
7 de Setembro de 2005
Trinidad e Tobago Estreante
16 de Novembro de 2005
Ásia
País Participações Classificação
Arábia Saudita 3
8 de Junho de 2005
Coréia do Sul 6
8 de Junho de 2005
Japão 2
8 de Junho de 2005
Irã 2
8 de Junho de 2005
África
País Participações Classificação
Angola Estreante
8 de Outubro de 2005
Costa do Marfim Estreante
8 de Outubro de 2005
Gana Estreante
8 de Outubro de 2005
Togo Estreante
8 de Outubro de 2005
Tunísia 3
8 de Outubro de 2005
Oceania
País Participações Classificação
Austrália 1
16 de Novembro de 2005
A Copa do Mundo de 2010 será realizada pela primeira vez no continente africano. A África do Sul, por ser o país-sede, é o único pré-classificado entre os trinta e dois países que participarão da Copa.

A África do Sul tem pouca tradição no futebol, em 2002 participou da Copa da Coréia e do Japão no grupo B, sendo eliminada na 1ª fase da copa num grupo que tinha Espanha, Eslovênia e Paraguai, participou também da Copa de 98, na França.
A Copa do Mundo de 2014 vai acontecer em um país da América do Sul, muito provavelmente no Brasil.

Em 7 de Março de 2004, a FIFA anunciou que a Copa aconteceria na América do Sul pela primeira vez desde que a Argentina a abrigou em 1978, coerente com sua política de fazer um rodízio do direito de sediar uma Copa do Mundo entre as diferentes confederações continentais. Em 17 de Março as confederações da CONMEBOL votaram de forma unânime pela adoção do Brasil como seu único candidato. A decisão final sobre a sede acontecerá em algum momento em 2008. Essa será a primeira vez na história que a Copa do Mundo acontecerá fora da Europa duas vezes consecutivas.

Outra forte candidata para sediar a copa é a Argentina, junto com o Chile, na que seria a segunda copa binacional. A primeira copa binacional foi realizada na Coréia do Sul e no Japão em 2002. A Copa do Mundo de 2002 foi muito interessante, porém, a FIFA não parece estar muito interessada em bancar uma repetição dessa, pois paga até hoje muitos gastos da copa binacional. Especula-se também que a China poderia ser outra candidata à realização da Copa de 2014, mas a possibilidade é remota dado o fato de a Copa de 2002 ter-se realizado no continente

Pedra, Papel, Tesoura, também chamado de Jankenpo

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Pedra, Papel, Tesoura, também chamado de Jankenpo (ou ainda Jó-ken-pô no Sudeste do Brasil), é um jogo de azar simples para duas ou mais pessoas. Não exige equipamento ou habilidade, sendo muito usado como método para se escolher uma pessoa em um grupo (como na escolha de times para a prática esportiva, por exemplo). A probabilidade de cada jogador ganhar é a mesma, embora alguns profissionais treinados sejam capazes de detectar o comportamento do adversário.

REGRAS

No jogo de Pedra, Papel, Tesoura, os jogadores devem simultaneamente esticar a mão, na qual cada um formou um símbolo (que significa pedra, papel ou tesoura). Então, os jogadores comparam os símbolos para decidir quem ganhou, da seguinte forma:
* Pedra ganha da Tesoura (amassando-a ou quebrando-a).
* Tesoura ganha do Papel (cortando-o).
* Papel ganha da Pedra (embrulhando-a).
A pedra é simbolizada por um punho fechado; a tesoura, por dois dedos esticados; e o papel, pela mão aberta. Caso dois jogadores façam o mesmo gesto, ocorre um empate, e geralmente se joga de novo até desempatar.

VARIAÇÕES

O jogo é conhecido em vários lugares do mundo, e é acompanhado de “gritos” ou rimas diferentes: Nos países lusófonos, os jogadores geralmente dizem “Pedra, Papel, Tesoura” antes de jogar, e no Brasil também é comum se dizer, alternativamente, “Jan-Ken-Po” devido � influência de imigrantes japoneses.
Em alguns países, substituem-se a pedra, a tesoura e o papel por outros símbolos. Por exemplo, na Índia usam-se “homem”, “arma” e “tigre”, sendo que o homem usa a arma, a arma mata o tigre, e o tigre mata o homem. Também é comum a criação de vários outros símbolos, de acordo com a cultura popular, as situações em que o jogo é disputado e muitas outras variáveis. O que vale é a imaginação livre dos jogadores.
Outra característica que difere os jogadores de Pedra, Papel, Tesoura ao redor do mundo é que alguns povos jogam assim que a última palavra do “grito” é dita, e outros dizem as palavras e então jogam. Essa diferença de tempo pode levar a vitória por parte de um oponente que faça sua jogada depois, caso ambos não estejam de comum acordo.

OUTRAS VERSÕES

Existem também outras versões de Jankenpo.A mais popular delas é esta:
Pedra - Papel - Tesoura - Corda (ou agulha) - Fogo - Água.
Movimentos possíveis (diferentes do modo padrão)
Obs:A Água é a mais forte escolha
* Agulha fura papel
* Fogo queima papel
* Água molha papel
* Corda amarra a pedra
* Pedra quebra agulha
* Pedra apaga o fogo (o fogo não vence,e não há empate)
* Tesoura corta a corda
* Fogo queima tesoura
* Água enferruja tesoura
* Fogo queima corda
* Fogo queima agulha
* Água enferruja agulha
* Água apaga o fogo
Torneios
Torneios de Pedra, Papel, Tesoura são disputados em alguns países. Há uma associação mundial de jogadores, a “World Rock Paper Scissors Society” (WRPS), que instituiu um campeonato mundial em 2002. O campeonato é conhecido por seus grandes prêmios em dinheiro e pelos excêntricos competidores, e é televisionado nos EUA pela FOX Sports Net. O campeonato é disputado anualmente em Toronto, no Canadá.

Amarelinha (Pular Macaca, em Portugal)

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A Amarelinha (Pular Macaca, em Portugal) é uma brincadeira muito antiga, fazendo parte do folclore.
É conhecida por diversos nomes:
* Em Portugal há outras variações: jogo da macaca, jogar ou saltar � macaca (no norte).
* Em Moçambique chama-se avião ou neca.
* No Rio de Janeiro (Brasil) pode ser ainda academia ou cademia e marelinha.
* Na Bahia (Brasil), diz-se pular macaco, semelhante a Portugal.
* Em Minas Gerais (Brasil) é maré.
* No Rio Grande do Norte (Brasil) é avião, como em Moçambique.
* No Rio Grande do Sul (Brasil) é sapata.
* Na Espanha a brincadeira é chamada: cuadrillo, infernáculo, reina mora ou pata coja.
* No Chile e no Peru é a rayuela.
* Na Colômbia é chamada coroza ou golosa.
* Nos Estados Unidos é hopscotch.
* Na França, por fim, é marelle, denominação que deu origem a amarelinha, marelinha e maré no Brasil.
* Na Galiza o jogo tem vários nomes: a chapa, truco, mariola, peletre, cotelo, macaca, estrícula, entre outros. Ainda que hoje a sua prática esteja muito reduzida, tempo atrás jogou-se em mais de 40 desenhos diferentes.

REGRAS

O jogo consiste em pular sobre um desenho riscado com giz no chão, que também pode ter inúmeras variações. Em uma delas, exemplificada na figura ao lado, o desenho apresenta quadrados ou retângulos numerados de 1 a 10 e no topo o céu, em formato oval.
Tira-se na sorte quem vai começar. Cada jogador, então, joga uma pedrinha, inicialmente na casa de número 1, devendo acertá-la em seus limites. Em seguida pula, em um pé só nas casas isoladas e com os dois nas casas duplas, evitando a que contém a pedrinha.

Uma das versões do riscado da Amarelinha
Chegando ao céu, pisa com os dois pés e retorna pulando da mesma forma até as casas 2-3, de onde o jogador precisa apanhar a pedrinha do chão, sem perder o equilíbrio, e pular de volta ao ponto de partida. Não cometendo erros, joga a pedrinha na casa 2 e sucessivas, repetindo todo processo.
Se perder o equilíbrio, colocando a mão no chão ou pisando fora dos limites das casas, o jogador passa a vez para o próximo, retornando a jogar do ponto em que errou ao chegar a sua vez novamente.
Ganha o jogo quem primeiro alcançar o céu.
Em uma outra versão, mais complexa, o jogo não termina aí. Quem consegue chegar ao céu vira de costas e atira a pedrinha de lá. A casa onde ela cair passa a ser sua e lá é escrito o seu nome (caso não acerte nenhuma, passa a vez ao próximo jogador). Nestas casas com “proprietário”, nenhum outro jogador pode pisar, apenas o dono, que pode pisar inclusive com os dois pés.
Nesta versão, ganha o jogo quem conseguir ser dono da maioria das casas

O LZ 129 Hindenburg foi um dirigível construído pela Luftschiffbau-Zeppelin GmbHa,

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O LZ 129 Hindenburg foi um dirigível construído pela Luftschiffbau-Zeppelin GmbHa, na Alemanha.
O seu projeto foi encomendado pelo governo de Adolf Hitler, visando divulgar a superioridade tecnológica do país.

O Hindenburg momentos depois de incendiar-se
Conhecido como Zeppelin, o dirigível, com 245 metros de comprimento e sustentado no ar por 200 mil metros cúbicos de hidrogénio, o maior dirigível da história até 1937, saiu de Hamburgo e cruzou o Atlântico a 110 km/h. Na noite de 6 de maio de 1937, o gigantesco dirigível Hindenburg preparava-se para descer na base de Lakenhurst, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, com 97 ocupantes a bordo, sendo 36 passageiros e 61 tripulantes, vindos da Alemanha. Durante as manobras de pouso, um incêndio tomou conta da aeronave e o saldo foi de 13 passageiros e 22 tripulantes mortos e um técnico em solo, no total de 36 pessoas.
Por muitos anos, achou-se que o explosivo hidrogênio que sustentava o Hindenburg teria sido a causa de seu incêndio. O governo alemão também sugeriu, � época, que uma sabotagem derrubara o grandioso zeppelim.

O Hindenburg em Lakehurst, em 25 de Janeiro de 1937
Posteriormente, um estudo divulgado por William Van Vorst, pesquisador da Nasa e professor da Universidade da Califórnia, desmistificou o caso. Van Vorst apurou que a tinta que cobria o tecido do Hindenburg era altamente inflamável e que o corpo do balão acumulou carga eletrostática na viagem. Quando essa energia finalmente foi descarregada, o que se viu foi aquele terrível desastre, esclarece Van Vorst.
Uma aeronave de dimensões idênticas, o LZ-130 Graf Zeppelin II, que substituiria o veterano LZ-127, chegou a ser construída por completo. Mas foi desmontada em 1940, sem nunca ter operado regularmente.
O incêndio do Hindenburg encerrou a era dos dirigíveis na aviação comercial de passageiros.

Theodore von Karman

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Theodore von Karman (Budapeste, 11 de Maio de 1881 — Aachen, 6 de Maio de 1963) foi um físico judeu-húngaro, muitas vezes cognominado como ‘pai da era supersônica’.

Theodore von Karman
Doutorado em mecânica pela Universidade de Göttingen, em 1912 foi nomeado diretor do Instituto Aeronáutico da Universidade de Aachen. Em 1930, deixou a Alemanha para ir aos Estados Unidos, onde asumiu o cargo de diretor do Laboratório Aeronáutico Guddenhein, no Instituto de Tecnologia da Califórnia. Em 1936, acabou por adotar a cidadania norte-americana.
Durante seus quase vinte anos de trabalho para o instituto californiano, Karman abriu novas perspectivas para a pesquisa de foguetes. Foi um dos primeiros a construir helicópteros operáveis e formulou teorias e desenhos que toraram possível o desenvolvimento do avião-foguete Bell X-1.
Em 1942, o laboratório onde trabalhava passou a operar com pesquisas sobre jato-propulsão. Karman fundou, então, o Aerojet Engineering Corporation, mais tarde chamado Aerojet General, que se tornaria uma das mais importantes fábricas de foguetes do mundo.
Em 1951, criou o Conselho consultivo de pesquisa e desenvolvimento da Aeronáutica (subordinado  OTAN), do qual foi presidente entre 1952 - 1963. Além disso, Karman também editou livros sobre aerodinâmica.
Theodore von Karman afirmava que o que distingue um cientista de um engenheiro é que “o cientista descobre o que existe, enquanto que o engenheiro cria o que nunca existiu”.

Jean-Baptiste Debret

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Jean-Baptiste Debret (Paris, 18 de Abril de 1768 — Paris, 28 de Junho de 1848) foi um artista francês que produziu muitas litografias valiosas que descrevem os povos do Brasil, tendo a maioria delas sido reunidas em sua obra, finalizada apenas quando Debret voltou a França, intitulada Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil. Era pintor, desenhista e professor, veio para o Brasil como membro da Missão Artística Francesa, criada para fundar, no Rio de Janeiro, uma academia de artes e ofícios, que se tornaria a Academia Imperial de Belas Artes.

Em Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, Debret retratou todos os costumes sociais e relações de classe da corte brasileira no período de 1816 a 1831 e os usos e costumes das tribos indígenas.

Algumas de suas obras como a bandeira do Brasil serviu de estrutura para definir as cores e as formas geométricas da atual bandeira republicana apresentada aos brasileiros em 19 de novembro de 1889.

Início da vida

Filho de Jacques Debret, funcionário do parlamento francês e estudioso de história natural e arte, e irmão de François Debret (nascido em 1777), arquiteto, membro do Instituto de França. Era parente (primo) de Jacques-Louis David (1748-1825), líder da escola neoclássica francesa. Estudou no Lycée Louis-le-Grand. Foi aluno da Escola de Belas Artes de Paris, na classe de Jacques-Louis David. Também chegaria, como seu irmão François, ao Instituto de França. Obteve em 1791 o segundo prêmio de Roma, com a tela Régulus voltando a Cartago.

A Revolução Francesa necessitava de engenheiros que entendessem de fortificações; foram, então, escolhidos alguns dos alunos mais brilhantes para o curso de Engenharia. Debret foi um dos escolhidos, tendo estudado engenharia por cinco anos. Contudo, apesar da carreira de engenheiro, Debret voltaria à pintura. Expôs no salon de 1798 um quadro com figuras de tamanho natural – Le général méssénien Aristomène delivré par une jeune fille, com o qual ganhou um segundo prêmio. Expõe em 1804, no salon, o quadro O médico Esístrato descobrindo a causa da moléstia do jovem Antíoco.

Em 1805 muda a temática de suas pinturas, expondo - novamente no salon - Napoleão presta homenagem à coragem infeliz, que recebeu menção honrosa do Instituto de França. Debret finalmente encontrara-se com o que seria o tema principal de suas obras enquanto na França: Napoleão. Expôs no salon em 1808 o quadro Napoleão em Tilsitt condecorando com a Legião de Honra um soldado russo. Em 1810, um novo “tributo” à Napoleão fora criado – Napoleão falando às tropas; seguido por A primeira distribuição de cruzes da Legião de Honra na Igreja dos Inválidos, de 1812. Não por acaso, Napoleão era um verdadeiro mecenas para artistas como Debret e David, apoiando – inclusive financiando – a disseminação da arte neoclássica.

A vinda para o Brasil: a missão francesa de 1816

A derrota de Napoleão, em 1815, foi um golpe duro aos artistas neoclássicos, que perderam o principal pilar que sustentava – financeira e ideologicamente - a arte neoclássica. Isto, somado com a perda do filho único, de apenas dezenove anos, abalara muito Debret. No mesmo período, ele e o arquiteto Grandjean de Montigny foram convidados à participar da missão de artistas franceses que rumava para a Rússia a pedido do Czar Alexandre I da Rússia. Mas, paralelamente, se aprontava em Paris a missão ao Brasil, por solicitação de Dom João VI. Debret - assim como Grandjean de Montigny - escolheu o Brasil. Embarcou no Havre a 22 de janeiro de 1816. Calpe, o veleiro norte-americano que trazia a Missão, aportou em território brasileiro em 26 de março de 1816. A missão foi planejada pelo Conde da Barca, que escrevera ao Marquês de Marialva, embaixador de Portugal em Paris, pedindo-lhe que cuidasse da vinda de uma missão artística, missão que, entre outros objetivos, idealizaria e organizaria a criação de uma Academia de Belas Artes.

Viagem pitoresca e histórica ao Brasil

Em Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, Debret revela sua profunda relação pessoal e emocional com o Brasil, adquirida nos 15 anos em que viveu no país. Em 1831 o pintor volta à França alegando problemas de saúde. Diferente do que Debret alegara, acredita-se em outras duas hipóteses para a sua volta: Debret talvez queria voltar para reencontrar-se com seus familiares, além de organizar o primeiro volume de Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil. Já outra hipótese sugere que, como em 1831 Debret já contava com 63 anos, e a obra seria uma espécie de "trabalho para aposentadoria", visto que a produção desse tipo de obra (almanaques de viajantes - livros com textos acompanhando imagens) fazia bastante sucesso no início do séc. XIX - quando Debret partiu para o Brasil - e poderia render a Debret uma boa aposentadoria (o que de qualquer forma não foi o que acabou acontecendo: quando da volta de Debret à França, esse tipo de publicação já não fazia o mesmo sucesso que anteriormente, tendo a Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil causado pouco impacto na França).

Debret tenta mostrar aos leitores - em especial os europeus - um panorama que extrapolasse a simples visão de um país exótico e interessante apenas do ponto de vista da história natural. Mais do que isso, ele tentou criar uma obra histórica; tentou mostrar com minuciosos detalhes e cuidados a formação - especialmente no sentido cultural - do povo e da nação brasileira; procurou resgatar particularidades do país e do povo brasileiro, na tentativa de representar e preservar o passado do povo, não se limitando apenas a questões políticas, mas também a religião, cultura e costumes dos homens no Brasil. Por estas razões, a obra de Debret é considerada atualmente como uma grande contribuição para o Brasil, e é freqüentemente analisada por historiadores como uma representação (um tanto quanto realista, apesar de não ser perfeita) do cotidiano e sociedade do Brasil – em especial, da vida no Rio de Janeiro – de meados do século XIX.

Publicada em Paris, entre 1834 e 1839, sob o título Voyage Pittoresque et Historique au Brésil, ou séjour d´un artiste française au Brésil, depuis 1816 jusqu´en en 1831 inclusivement, a obra é composta de 153 pranchas, acompanhadas de textos que elucidam cada retrato. Tal estilo de obra (textos descritivos acompanhando as imagens) não era muito comum entre os artistas que vinham ao Brasil para retratar o país, o que aumenta ainda mais o destaque e importância de Debret: a obra não é considerada tão importante apenas por aspectos artísticos, mas justamente pela combinação de interesse em retratar o cotidiano, com a presença de textos descrevendo as litografias. Preocupando-se com o sentido dos textos, Debret os compara com as ilustrações contidas em seus trabalhos, e é por isso que o aspecto historiográfico é colocado em primeiro plano em relação ao aspecto propriamente artístico.

O próprio título da obra de Debret apresenta este certo compromisso que ele tentou adquirir nas representações e descrições do Brasil. O uso da palavra “pitoresca” no titulo Viagem Pitoresca a Histórica ao Brasil denota uma certa precisão, habilidade e talento; características que buscou em suas representações. Viagem Pitoresca a Histórica ao Brasil pode ser considerada uma obra em estilo europeu, feita para europeus, visto que o estilo de livro (almanaque) fazia um certo sucesso na Europa na época.

O livro é dividido em 3 tomos: O primeiro é de 1834, e estão representados índios, aspectos da mata brasileira e da vegetação nativa em geral. O segundo tomo é de 1835, e concentra-se na representação dos escravos negros, no pequeno trabalho urbano, nos trabalhadores e nas práticas agrícolas da época. Já o tomo terceiro, de 1839, trata-se de cenas do cotidiano, das manifestações culturais, como as festas e as tradições populares.

Neoclassicismo, Romantismo e a obra de Debret

Apesar de ser um artista de formação neoclássica – seu tutor foi o mestre do neoclassicismo, Jacques-Louis David – Debret (ao menos ao se analisar sua produção em Viagem Pitoresca a Histórica ao Brasil), em alguns aspectos, pode ser considerado um artista de transição entre o neoclassicismo e o romantismo.

As representações dos índios – totalmente idealizados; fortes, com traços bem definidos e em cenas heróicas – são aspectos claros do neoclassicismo. Contudo, ao se analisar os textos que acompanham as imagens, são notados aspectos não neoclássicos, mas românticos. O romantismo tem como características a oposição ao racionalismo e ao rigor neoclássico. Caracteriza-se por defender a liberdade de criação e privilegiar a emoção. As obras românticas valorizam o individualismo, o sofrimento amoroso, a religiosidade cristã, a natureza, os temas nacionais e o passado. Além disso, uma característica essencial do romantismo – que o diferencia do neoclassicismo -, característica esta, notada nos textos de Debret, é a relação que o artista estabelece com as cenas que representa: o neoclássico é apenas um espelho do que observa, tentando fazer uma representação exata, daquilo que vê. já o romântico, tenta "jogar uma luz" no que observa – o romântico faz uma interpretação daquilo que observa, e é justamente isto que Debret faz nos textos que acompanham as aquarelas: interpretações. Nas aquarelas, Debret era o “espelho” do que observava: este é o Debret com princípios neoclássicos. Nos textos, ele jogava uma luz e interpretava o que via: este é o Debret com princípios românticos.

Debret, Diderot e o Iluminismo

Na obra Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, pode ser observada uma forte influência do iluminismo francês, principalmente da Enciclopédia de Denis Diderot, pois Debret não se prende apenas à representação de batalhas, cenas importantes e feitos grandiosos do país. Debret, como já dito anteriormente, representa cenas e características do cotidiano e da sociedade brasileira, como casas, ocas de índios, rostos de pessoas (para tentar mostrar as características do povo brasileiro). Ele procura representar o caráter do povo; seus costumes, festas populares (e da corte), relações de trabalho e utensílios e ferramentas utilizadas pelo povo. Essa proposta de certa forma enciclopédica, de conseguir acumular em livros o máximo de informação e conhecimento acerca de determinado assunto, faz parte dos ideais de diversos iluministas da França do final do século XVIII e início do século XIX – entre eles, o caso mais famoso talvez seja o de Diderot e sua Enciclopédia (l'Encyclopédie, no original), obra que com certeza inspirou Debret acerca de suas representações do Brasil em Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil.

Debret: plagiador?

No tomo I de Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, dentre as inúmeras representações de indígenas. Algumas chamam a atenção: eles são representados com pintura corporais muito semelhantes (para não dizer idênticas) às de uma imagem de índios de uma tribo de índios norte-americanos, presente em uma publicação sob o título de Voyages and travels en various parts of the world: during the years 1803, 1804, 1805, 1806, and 1807, feita décadas antes de Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, pelo naturalista da antiga Prússia, Georg Heinrich von Langsdorff.

A semelhança da pintura de Debret, intitulada Dança de Selvagens da Missão de São José, com a de Langsdorff, intitulada Uma Dança Indígena na Missão de São José em Nova Califórnia é tal que chega a levantar a dúvida entre alguns historiadores: Debret realmente viajou pelo Brasil, como é comumente afirmado, ou teria permanecido apenas nas imediações da cidade de Rio de Janeiro? alguns pesquisadores afirmam que tal hipótese seria verdadeira, e as representações de índios feitas por Debret – como supostamente a citada neste caso comparado com Langsdorff – seriam cópias de representações de outros europeus que participaram de expedições naturalistas. Para reforçar ainda mais esta hipótese, deve-se levar em consideração que muitos utensílios e ferramentas representadas por Debret, já se encontravam em museus de História Natural da época; locais que ele poderia ter visitado sem problema algum.

Iberê Bassani de Camargo

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Iberê Bassani de Camargo (Restinga Seca, 18 de Novembro de 1914 — Porto Alegre, 9 de Agosto de 1994) foi um pintor, escritor, gravador e professor brasileiro.

Embora tenha estudado com figuras marcantes representativas de variadas correntes estéticas, não se pode afirmar que tenha se filiado a alguma. Iniciou seus estudos, ainda no Rio Grande do Sul, na Escola de Artes e Ofícios de Santa Maria com Parlagreco e Frederico Lobe. Já em Porto Alegre estudou pintura com João Fahrion.

No Rio de Janeiro cursa a Escola Nacional de Belas Artes, mas era insatisfeito com a metodologia ali adotada. Junta-se a outros artistas, também insatisfeitos, e com seu professor de gravura, Guignar, fundam o Grupo Gruignar. Suas obras estiveram presentes, e sempre reapresentadas, em grandes exposições pelo mundo inteiro, como na Bienal de São Paulo, Bienal de Veneza.

Em 1995 foi criada a Fundação Iberê Camargo com sede na antiga moradia do artista para conservar, catalogar e promover sua obra.

Nelson Leirner

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Nelson Leirner é um pintor, desenhista, cenógrafo, professor, realizador de happenings e instalações brasileiro. Nasceu em 1932, filho de Isai Leirner, ex-diretor do MAM/SP e fundador da Galeria de Arte da Folha e do Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, e de Felícia Leirner, escultora; irmão de Giselda Leirner, desenhista; tio de Sheila Leirner, crítica de arte.

Viveu de 1947 a 1952 no Estados Unidos onde estudou engenharia têxtil, mas sem concluir o curso. Entre 1956 e 1958, estuda artes plásticas. De volta ao Brasil, faz sua primeira exposição individual no ano de 1961, em São Paulo.

Em 1966, funda e integra o Grupo Rex, ao lado de Wesley Duke Lee, Carlos Fajardo e José Resende, entre outros. O grupo lança o jornal Rex Time e cria a Rex Gallery & Sons.

Em 1967 é premiado na IX Bienal de Tóquio. Em seu trabalho realiza comentário irônico acerca do sistema de arte. Tem participado de várias exposições no Brasil e no exterior.

Em 1997, muda-se para o Rio de Janeiro e passa a dar aulas na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

Lygia Clark

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(Belo Horizonte, em 23 de outubro de 1920 - Rio de Janeiro, 25 de abril de 1988) foi uma pintora e escultora brasileira. Auto-intitulava-se “não-artista”.
Em 1947, inicia-se nas artes no Rio de Janeiro, sob orientação de Burle Marx. Em 1952, viajou a Paris e lá estudou com Léger, Dobrinsky e Arpad Szenes. Realizou a primeira exposição individual pouco antes de seu retorno ao Brasil, no Institut Endoplastique. No ano seguinte, em 1953, suas obras Composições, nas quais investigou o papel da linha e do plano como elementos plásticos, foram premiadas na Primeira Exposição Nacional de Arte Abstrata.
De 1954 a 1956, integrou o Grupo Frente, liderado por Ivan Serpa e formado por Hélio Oiticica, Lygia Pape, Aluísio Carvão, Décio Vieira, Franz Weissmann e Abraham Palatnik entre outros. Nessa época, eliminou a moldura, tornando-a parte da obra, ao pintá-la. De 1954 a 1958 desenvolveu uma pintura de extração construtivista, restrita ao uso do branco e preto em tinta industrial. No ano de 1957, participou da I Exposição Nacional de Arte Concreta, no Ministério de Educação e Cultura no Rio de Janeiro. Em 1959, assinou o Manifesto Neoconcreto e participou da Exposição Neoconcreta no MAM do Rio. Em 1960, lecionou artes plásticas no Instituto Nacional de Educação dos Surdos.
Em 1961, criou a série Bichos, construções metálicas geométricas que se articulavam por meio de dobradiças e requeriam a co-participação do espectador. Foi premiada na Bienal Internacional de São Paulo. A partir de meados da década de 60, preferiu a poética do corpo, apresentando proposições sensoriais e enfatizando a efemeridade do ato como única realidade existencial, em trabalhos como A Casa É o Corpo.
Entre 1970 e 1975 passou a residir em Paris. Como professora na Sorbonne propôs exercícios de sensibilização, buscando a expressão gestual de conteúdos reprimidos e a liberação da imaginação criativa. Retornando ao Brasil, deu continuidade a seu trabalho, na fronteira entre arte e terapia, privilegiando a experiência individual em detrimento da materialidade da obra, usando objetos relacionais com fins terapêuticos.

Cildo Meireles,

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Cildo Meireles, Herói do Brasil-Rio de Janeiro,(1948) é um pintor brasileiro. Cildo Meireles é um artista conceptual com uma reputação internacional, que cria os objetos e as instalações que acoplam diretamente o visor em uma experiência sensorial completa, questionando as inustiças do regime militar do Brasil e da dependência do país na economia global. Cildo Meireles tem desempenhado um papel chave dentro da produção artística nacional e internacional. Situando-se na transição da arte brasileira entre a produção neoconcretista do início dos anos 60 e a de sua própria geração, já influenciada pelas propostas da arte conceitual, instalações e performances, as obras de Cildo Meireles dialogam não só com as questões poéticas e sociais específicas do Brasil, mas também com os problemas gerais da estética e do objeto artístico.
Durante os anos 70 e 80 Cildo Meireles arquitetou uma série de trabalhos que faziam uma severa crítica à ditadura militar. Obras como Tiradentes: totem monumento ao preso político ou Introdução a uma nova crítica, que consiste em uma tenda sob a qual se encontra uma cadeira comum forrada com pontas de prego, são alguns trabalhos de cunho político do artista. Neles a questão política sempre vem acompanhada da investigação da linguagem. Inserções em circuito ideológico: Projeto Coca Cola, por exemplo, consistiu em escrever, sobre uma garrafa de Coca Cola, um dos símbolos mais eminentes do imperialismo norte-americano, a frase Yankees go home, para, posteriormente, devolvê-la à circulação. Além da questão política o projeto faz referência a toda problematização desenvolvida pelos movimentos de vanguarda e por Marcel Duchamp no início do século; uma espécie de ready made às avessas.
Cildo examina a falibilidade da percepção humana, os processos de comunicação, as condições do espectador, a relação da obra de arte com o mercado.
Uma de suas obras, chamada Cruzeiro zero é uma réplica fiel de uma nota do cruzeiro (a moeda corrente naquele tempo) que não tem nenhum valor e cujos as figuras históricas e heróicas sejam substituídas pela fotografia de um índio brasileiro e de um paciente de um hospital psiquiátrico. Há uma crítica, um comentário na superinflação e na desvalorização do cruzeiro, este trabalho joga com noções tradicionais da natureza e ‘ do valor ‘ da arte e da marginalização do Brasil no mundo internacional da arte.

Cleptomania

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Cleptomania

O que é?




A Cleptomania caracteriza-se pela recorrência de impulsos para roubar objetos que são desnecessários para o uso pessoal ou sem valor monetário. Esses impulsos são mais fortes do que a capacidade de controle da pessoa, quando a idéia de roubar não é acompanhada do ato de roubar não se pode fazer o diagnóstico. Devemos estar alerta para ladrões querendo passar-se por cleptomaníacos. Dinheiro, jóias e outros objetos de valor dificilmente são levados por cleptomaníacos, ainda menos se os impulsos são em sua maioria para objetos de valor, se alguma vez a pessoa leva um objeto valioso, sendo na maioria coisas inúteis, pode-se admitir o diagnóstico, caso contrário, não. Acompanhando o forte impulso e a realização do roubo, vem um enorme prazer em ter furtado o objeto cobiçado. Numa ação de roubo, o ladrão não experimenta nenhum prazer, mas tensão apenas e posteriormente satisfação, não faz isso por prazer.
Como é o paciente com cleptomania?



Aparentemente o cleptomaníaco é completamente normal não há um traço identificável fora do descontrole em si mesmo, ou seja, não é possível identificar o cleptomaníaco antes de ele adquirir objetos. Após o roubo o paciente reconhece o erro de seu gesto, não consegue entender porque fez nem porque não conseguiu evitar, fica envergonhado e esconde isso de todos. Essas características se assemelham muito ao transtorno obsessivo compulsivo, por isso está sendo estudada como uma possível variante desse transtorno, assim como quanto à bulimia também, por se tratar de um impulso (por definição incontrolável) que leva o paciente a sentir-se culpado e envergonhado depois de ter comido demais.
Qual o curso dessa patologia?



A cleptomania geralmente começa no fim da adolescência e continua por vários anos, é considerada atualmente uma doença crônica e seu curso ao longo da vida é desconhecido, ou seja, não se sabe se ocorre remissão espontânea. Geralmente a cleptomania é identificada nas mulheres em torno dos 35 anos e nos homens em torno dos 50.
Sobre quem a cleptomania costuma incidir?



Encontram-se mais casos de cleptomania em mulheres do que em homens, mas sabe-se também que as mulheres procuram mais os médicos do que os homens. Estima-se a incidência em aproximadamente 6 casos em 1000. É provável que esse número esteja subestimado porque apesar de ser um problema médico envolve também uma quebra da lei, reforçando o desejo do paciente em se esconder, fazendo-nos pensar que é um transtorno raro. Quando um objeto some de casa sabe-se que alguém o roubou, mas não sabemos se foi um ladrão ou um cleptomaníaco, o roubo em si é idêntico em ambos os casos. Estudos em lojas mostraram que em menos de 5% dos roubos estavam envolvidos cleptomaníacos
Tratamento



Não há tratamento eficaz até o momento aceito, tentativas estão sendo feitas com terapia orientada ao insight nos EUA, terapia cognitiva comportamental e medicações, apenas com resultados parciais, algumas pessoas melhoram outras não. Também não se tem certeza se a melhora observada foi devido à atenção dada ou se foi pelo tratamento especificamente.

Videos

 
Obs: Cleptomania já foi tema da novela América, da Rede Globo.
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http://www.youtube.com/watch?v=oBIqhaOxYtI&playnext=1&list=PL8D077828C08BFD43&index=25

Parques de diversões abandonados pelo mundo.

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Parque Mattari, Japão: abandonado e mal-assombrado

Inaugurado em 1973, este parque se destacou durante anos por abrigar a montanha-russa mais alta do Japão, chamada de 'Grande Dragão Branco'. Nos anos 80 o parque começou a entrar em decadência para, finalmente, fechar as portas na década de 90. Porém, reza a lenda local que o real motivo do fechamento seriam os estranhos fenômenos sobrenaturais que aconteciam nas imediações do local.


Spreepark, Berlim: preso no tempo


O parque funcionou de 1969 até 2001. Inicialmente, era o único lugar no norte de Berlim que oferecia alguma diversão. A atração mais popular era a 'Roda da Fortuna', que tinha 36 lugares e 45 metros. O pouco investimento em inovações e o aumento de parques modernos na região, no entanto, levaram o Spreepark à falência.

Parque de Prypiat, Chernobyl: nas cinzas do desastre

Em Chernobyl, tudo o que existia antes da explosão nuclear de 1986 parece ter congelado, falido, no tempo. O Parque de Prypiat não teve diferente destino.

Splendid China, Flórida: a China falsificada

Réplica de um parque que de fato existia na China, o Splendid teve poucos anos de vida. Aberto em 1993 na Flórida, fechou suas portas dez anos depois, quando perdeu público para o gigante complexo da Disney World.

Parque Chippewa Lake, Cleveland: 100 anos de história

Este é um dos mais antigos parques da cidade americana. Seu ciclo de vida tem cem anos (vai de 1878 até 1978). Um dos principais encantos do lugar era sua localização, em meio à natureza, que criava um clima de mistério. Hoje, de portas fechadas, o local provoca nostalgia aos que por lá passam.

Six Flags, Nova Orleans: destruído pelo Katrina

Inicialmente em 2000, o nome do parque era 'Jazzland', homenageando o título de 'cidade do jazz' de Nova Orleans. Em 2002 a companhia 'Six Flags' comprou o local e rebatizou o parque. Tudo ia bem, até o furacão Katrina assolar a cidade e destruir 80% do parque. Como a reconstrução traria mais prejuízo para os donos do parque, o Six Flags permanece abandonado e destruído, afundando, pouco a pouco, no pântano da cidade.

FONTE: http://viagem.br.msn.com/galeriadefotos.aspx?cp-documentid=26411926&page=1 

11.29.2010

Heróis Gregos

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Hércules ou Héracles, para os gregos - filho de Alcmena (uma mortal) e de Zeus (Júpiter) - este houvera se disfarçado como seu legítimo esposo, Anfitrião, que se achava ausente na guerra de Tebas. Ao nascer, Zeus, para torná-lo imortal, pediu a Hermes que o levasse para junto do seio de Hera, quando esta dormia, e fê-lo mamar. A criança sugou com tal violência que, mesmo após Hércules já ter terminado, o leite da deusa continuou a correr e as gotas caídas formaram, no céu, a Via-Láctea e na terra, a Flor-de-lis. Foi Hércules o mais célebre dos heróis da Mitologia greco-romana, símbolo do homem em luta com forças da natureza. Desde que nasceu teve de vencer as perseguições da ciumenta Hera. Tanto é que, apenas com oito meses de existência, estrangulou, com as mãos, duas serpentes que a deusa mandara ao seu berço para o devorarem. Quando homem, sobressaiu-se por sua musculatura de aço e enorme força. A sua primeira façanha deu-se quando se dirigiu a Beócia, cidade próxima de Tebas, e perseguiu e matou, apenas com as mãos, um enorme leão, que devorava os rebanhos de Anfitrião e de Téspio. A caçada durou cinquenta dias consecutivos, durante os quais Hércules foi hóspede de Téspio, que aproveitou para unir cada uma das suas cinquenta filhas com ele, de maneira a criar uma aguerrida descendência, conhecidos pelos Tespíadas, que se espalharam por diversos lugares, chegando até a Sardenha. Por livrar a cidade de Tebas de um tributo que tinha de pagar à de Orcómeno, o rei da primeira, Creonte (filho de Meneceu), casou a sua filha mais velha, Mégara.
Num acesso de loucura provocado por Hera, assassinou sua mulher Mégara, e os filhos com ela tidos. Após recuperar a sanidade, Hércules foi a Delfos consultar o oráculo de Apolo sobre o meio de se redimir desse crime e poder continuar com uma vida normal. O oráculo ordenou-lhe que servisse, durante doze anos, o seu primo Euristeu, rei lendário de Micenas e de Tirinte. Apresentando-se ao serviço, o rei, simpático a Juno, que não cessava de perseguir os filhos adulterinos de Júpiter, impôs-lhe, com a oculta intenção de eliminá-lo, doze perigosíssimos trabalhos, das quais o herói saiu vitorioso.
Os Doze Trabalhos
1. No Peloponeso, estrangulou o Leão de Neméia - filho dos monstros Ortro e Equidna - que devastava a região e cujos habitantes nao conseguiam matar. Na segunda tentativa de o matar, sendo a primeira infrutífera, estrangula-o depois de com ele lutar. Acabada a luta arranca a pele do animal com as suas próprias garras e ao cobrir os ombros com ela, passou a utilizá-la como vestuário. Diz-se que esta criatura se converteu na costelação de Leão.

2. Matou o monstro filho de Equidna e do avô do Leão de Neméia: A Hidra de Lerna. Esta era uma serpente, com corpo de cachorro, com nove cabeças (uma das quais era parcialmente de ouro e imortal), que se reproduziam mal eram cortadas e exalavam um vapor que eliminava quem se encontrasse nas redondezas. Segundo a tradição, o monstro fora criado por Juno para que acabasse com Hércules e este acabou com a hidra cortando-lhe as cabeças enquanto o seu sobrinho Iolau impedia a sua reproduçao queimando as feridas do animal com tições em brasa. Hera enviou ajuda à serpente, um enorme caranguejo, mas Hércules pisou-o e o animal converteu-se na constelação de Caranguejo (ou Câncer). Por fim, o herói banhou as suas flechas com o sangue da serpente de maneira a que ficassem envenenadas.

3. Alcançou correndo a corça de Cerínia, um animal lendário, com chifres de ouro e pés de bronze. Essa corça corria com assombrosa rapidez e nunca se cansava.

4. Capturou vivo o javali de Eurimanto, que devastava os arredores, ao fatigá-lo depois de o perseguir durante horas. Euristeu, ao ver o animal no ombro do herói, teve tamanho medo, que foi se esconder dentro de um caldeirão de bronze. As presas do animal foram mostradas no templo de Apolo em Cumas.

5. Limpou, em um dia, os currais do rei Aúgias, que continham três mil bois e que, havia trinta anos, não eram limpos. Estavam tão fedorentos, que exalavam um gás mortal. Para isso, desviou dois rios.

6. Matou, no lago Estínfalo, com suas flechas envenenadas, monstros cujas asas, cabeça e bico eram de ferro, e que, pelo seu gigantesco tamanho, interceptavam, no vôo, os raios do sol. Com seu arco, consegue matar alguns e os outros, ele os expulsa para outros países.

7. Venceu o touro de Creta, que havia sido mandado por Netuno contra Minos;

8. Castigou o sanguinário Diómedes, filho de Marte, possuidor de cavalos que vomitavam fumo e fogo, e aos quais ele dava a comer os estrangeiros que a tempestade arrolava à costa do seu país. O herói dominou-o e o entregou à voracidade de seus próprios animais furiosos;

9. Lutou e venceu as guerreiras Amazonas, tirou-lhes a rainha Hipólita, apossando-se do cinturão mágico que esta levava na cintura;

10. Matou o gigante Gerion, monstro de três corpos, seis braços e seis asas, e tomou-lhe os bois que se achavam guardados por um cão de duas cabeças, e um dragão de sete;

11. Colheu os pomos de ouro do Jardim das Hespérides, depois de matar o dragão de cem cabeças que os guardava. Segundo alguns, o dragão foi morto por Atlas, a seu pedido, e durante o trabalho, ele sustentou o mundo nos ombros;

12. Desceu aos infernos, foi ao palácio de Hades e de lá trouxe, vivo, Cérbero - célebre cão de três cabeças.

Após esses trabalhos, Hércules entregou-se, espontaneamente, a muitos outros, na defesa dos oprimidos:
* Matou, no Egito, o tirano Busíris que cruelmente sacrificava todos os estrangeiros que aportavam aos seus Estados

* Tendo encontrado Prometeu acorrentado, por ordem de Júpiter, no cume do Cáucaso, entregue à voracidade de um abutre que lhe devorava o fígado, libertou-o

* Estrangulou o gigante Anteu que, em luta, recuperava a força sempre que conseguia tocar, com os pés, o solo.

* Entre as façanhas de Hércules, conta-se ainda haver ele separado os montes Calpe (da Espanha) e Ábilia (da África), abrindo assim o estreito de Gibraltar. Depois disso, ele disputou com o terrível Aquelos a posse de Dejanira, filha de Eneu, rei da Etólia. Como a princesa a Hércules preferia, Aquelos, furioso, tranformou-se em serpente, e investiu contra ele; repelido, tranformou-se em touro, e de novo arremeteu; mas o herói enfrentou-o, pela segunda vez, quebrando-lhe os chifres, e desposou Dejanira. Em seguida, tendo de atravessar o rio Eveno, pediu ao Centauro Nesso (mitologia) que conduzisse Dejanira ao ombro, enquanto ele faria a travessia a nado. No meio do caminho, tendo Nesso se recordado de uma injúria que outrora Hércules lhe dirigira, resolveu, por vingança, raptar-lhe a esposa, passando, com esse intuito, a galopar rio acima. O herói, tendo percebido as suas intenções, aguardou que ele alcançasse terra firme, e então atravessou-lhe o coração com uma das flechas envenenadas. Nesso tombou, e, ao expirar, deu a Dejanira a sua túnica manchada do sangue envenenado, convencendo-a de que seria, para ela, um precioso talismã, com a virtude de restituir-lhe o esposo, se este viesse, em qualquer tempo, a abandoná-la.

* Mais tarde, Hércules apaixonou-se pela sedutora Iole, e se dispunha a desposá-la, quando recebeu de Dejanira, como presente de núpcias, a túnica ensangüentada, e, ao vestí-la, o veneno infiltrou-se-lhe no corpo; louco de dores, ele quis arrancá-la, mas o tecido achava-se de tal forma aderido às suas carnes que estas lhe saíam aos pedaços. Vendo-se perdido, o herói ateou uma fogueira e lançou-se às chamas. Logo que as línguas de fogo começaram a serpentear no espaço, ouviu-se o rebumbar do trovão. Era Júpiter que arrebatava seu filho para o Olimpo, onde ganhou a imortalidade e, na doce tranqüilidade, recebeu Hebe em casamento.

Na mitologia Grega, Heitor era um príncipe de Tróia e um dos maiores guerreiros na Guerra de Tróia, suplantado apenas por Aquiles. Era filho de Príamo e de Hécuba. Com sua esposa, Andrómaca, foi pai de Astíanax.
Como o seu pai fosse incapaz de combater, durante o cerco de Tróia feito pelos Aqueus, devido à sua avançada idade, Heitor foi nomeado general das tropas troianas. A sua força, coragem e eficiência na guerra foram enormes: nos poemas épicos de Homero, Heitor é responsável pela morte de 28 heróis Gregos; nem Aquiles obtém um número tão grande (24 heróis Troianos caídos a seus pés). Pela voz do Destino, os Troianos estavam informados que as muralhas de Tróia nunca cairiam enquanto Heitor se mantivesse vivo.
Na Ilíada, Homero chama-o de "domador de cavalos", devido a preocupações de métrica e porque, de modo geral, Tróia era conhecida por ser criadora de cavalos. Na narrativa da Ilíada, no entanto, Heitor nunca é visto com cavalos. Outro epíteto que lhe é característico é "o do elmo flamejante".
Heitor contrasta fortemente com Aquiles. Se por um lado Aquiles foi essencialmente um homem de guerra, Heitor representa Tróia e aquilo por que esta lutava. Alguns estudiosos têm vindo a sugerir que é Heitor, e não Aquiles, o verdadeiro herói da Ilíada. Heitor lutava não pela glória pessoal, mas em defesa da sua pátria. A sua repreensão a Polidamante, dizendo-lhe que lutar pela pátria era o primeiro e único presságio, tornou-se provérbica para os patriotas Gregos. É por ele que podemos ver pormenores sobre como seria a vida em Tróia, em tempo de paz, e noutros sítios de civilização mediterrânica da Idade do Bronze descrita por Homero. Na Ilíada, a cena em que Heitor se despede da sua esposa Andrómaca e do seu filho é particularmente comovente.
Durante a Guerra de Tróia, Heitor matou Protesilau e foi ferido por Ájax. Nos quadros de guerra descritos na Ilíada, ele luta com muitos dos guerreiros Gregos e normalmente (mas nem sempre) consegue matá-los ou feri-los. Quando, sob a assistência de Apolo, ele mata Pátroclo e desbarata todo o exército grego, parece que se chegou a um ponto de viragem no decorrer da guerra.
No entanto, o destino pessoal de Heitor, decretado por Zeus no início da história, nunca está em dúvida. Aquiles, irado pela morte do seu amigo Pátroclo, mata Heitor e arrasta o seu cadáver à volta das muralhas de Tróia. Finalmente, por intervenção de Hermes, Príamo convence Aquiles a permitir que o seu corpo seja recuperado de modo a prestarem-lhe cerimónias fúnebres. O último episódio da Ilíada é o funeral de Heitor, depois do qual a perdição de Tróia é uma questão de tempo.
No saque final a Tróia, como é descrito no Canto II da Eneida, o seu pai e muitos dos seus irmãos são mortos, o seu filho é atirado do cimo das muralhas, por medo que este vingue a morte do seu pai, e a sua esposa é transportada por Neoptólemo para viver como escrava.
Na mitologia Grega,
 
Astíanax (em Grego Arcaico príncipe da cidade) foi filho de Heitor e de Andrómaca. O seu nome real era Escamândrio, numa clara alusão ao rio que passava perto de Tróia, mas o povo de Tróia chamou-o de Astíanax, por ser filho de Heitor. Na Ilíada, na famosa cena da despedida de Heitor e Andrómaca, Astíanax encolhe-se a chorar contra o seio da ama, assustado com a aparência do pai, cheio de bronze e com o penacho de crina de cavalo que desponta no seu elmo. Pai e mãe riem por causa da reacção do filho, mas Heitor acaba por beijá-lo, pegá-lo ao colo e pedir aos deuses que aquela criança venha a governar Tróia e que venha a ser um guerreiro no mínimo igual ao seu pai.
As versões sobre o que aconteceu a Astíanax no fim da Guerra de Tróia divergem: a mais conhecida, e corroborada por obras trágicas como As Troianas, de Eurípides, menciona que o príncipe foi atirado por Neoptólemo do cimo das muralhas da cidade, receando este que Astíanax, sendo filho de Heitor, por um lado vingasse a morte do pai durante a guerra e, por outro, se tornasse rei de Tróia; outra versão mais recente, no entanto, defende que Astíanax não foi morto, mas fundou mais tarde, juntamente com o seu primo Ascânio, filho de Eneias, uma nova Tróia.


Na mitologia grega, Aquiles ou Achilleus ou Akhilles, foi não só o maior guerreiro na guerra de Tróia como o ponto central da Ilíada de Homero. Sua lenda é conhecida sobretudo através da Ilíada, cujo tema não é a tomada de Tróia, mas a cólera de Aquiles, que quase causou a derrota do exército grego.
Aquiles era filho de Peleu, Rei dos Mirmidões na Tessália. É filho da ninfa Tétis e de Peleu. Zeus e Poseidon a levaram até um oráculo que viu na sua mão que ela teria um filho que seria maior que o próprio pai e por isso resolveram dá-lo para outra pessoa. De acordo com a lenda, Tétis tentou tornar Aquiles invencível mergulhando-o no rio da Estige. Porém, ao mergulhá-lo, segurou-o pelo tendão de um dos calcanhares (o tendão de Aquiles). Assim, esta parte ficaria vulnerável, podendo levá-lo à morte. Homero deliberadamente não mencionou isto; Aquiles não poderia ser herói se não corresse risco.
Um oráculo disse que se Aquiles fosse para Tróia ele morreria lá. Sua mãe escondeu-o na corte de Licurgo em Scyrus disfarçado de mulher. Lá teve um romance com Deidamia resultando numa criança, Neoptolemo. Foi descoberto por Odisseu disfarçado de vendedor ambulante de bugigangas e armamentos. Aquiles foi apontado por mulheres que sabiam do seu gosto por coisas ilegais. Foi desmascarado por um toque de trombeta quando se viu compelido a não se acovardar e tomar a lança de um atacante. Daí precisou de pouca coisa para decidir ir a Tróia.
Aquiles é uma das duas únicas pessoas na Ilíada descritas como um deus. Não só pela sua capacidade superior de luta mas pela atitude. Mostrava uma completa e total devoção pela excelência de sua arte e como um Deus, nenhum respeito pela vida. Seu modo de pensar era com relação se a morte fosse rápida desde que gloriosa e não como qualquer morte. Sua cólera era absoluta. A humanização de Aquiles nos episódios da guerra é o tema de Ilíada.
Orientado por Agamenon, líder dos gregos fora de Tróia, Aquiles se recusa a lutar e a guerra começa a favorecer Tróia. Pátroclo, um amigo, veste a armadura de Aquiles para dar novo ânimo aos gregos, mas é derrotado por Heitor, o campeão de Tróia. Enfurecido, Aquiles retorna à luta, mata Heitor e arrasta seu corpo pela cidade.
Imediatamente após a morte de Hector, Aquiles derrotou Memnon da Etiópia. Logo depois, Páris de Tróia, guiado pelos deuses, acerta o calcanhar de Aquiles com uma flecha envenenada e o grande guerreiro morre. De acordo com antiga versão, entretanto, o herói morreu com uma punhalada nas costas quando visitava uma princesa troiana. Ambas as versões negam ao matador qualquer valor e mostram que Aquiles não foi derrotado no campo de batalha. Seus ossos foram misturados aos de Pátroclo e juntos foram enterrados. Uma luta por causa de sua armadura ocasionou a morte de Ajax.

Na Odisséia, também de Homero, há uma passagem onde Odisseu navega para o mundo inferior e conversa com as almas. Uma delas é Aquiles que, cumprimentado como abençoado na vida e abençoando na morte, responde que preferia ser um escravo do que estar morto. É interpretado como uma rejeição à vida de guerreiro e à indignidade pelo seu martírio desprezado.
O rei de Épiro reclama ser descendente de Aquiles através de seu filho. Também Alexandre, o Grande, tendo por mãe uma princesa epirana, reclama sua descendência e de muitas formas aspira a ser como seu grande ancestral; diz ter visitado sua tumba quando esteve em Tróia. Aquiles foi cultuado como um deus do mar em muitas colônias do mar Morto.

Ájax, filho de Telamon

Ájax, filho de Telamon (rei de Salamina), ao lado de Diomedes era um dos mais fortes e habilidosos guerreiros gregos depois de Aquiles. Meio-irmão de Teucro, era praticamente imbatível e graças a ele os gregos conquistaram várias vitórias contra os troianos.

Homero descreveu Ajax como uma muralha, muito mais alto do que os outros homens. Quando Aquiles se retirou da luta, Ajax enfrentou Heitor em um único combate. Os dois heróis lutaram o dia inteiro e só Heitor sofreu pequenos ferimentos. Após a morte de Aquiles, Ajax disputou com Odisseu a armadura do herói morto. Odisseu provou ser melhor orador e ganhou o prêmio.
Num acesso de loucura, degolou os animais dos rebanhos dos gregos, certo de que matava os adversários. Ao reconhecer o erro, suicidou-se. A loucura de Ájax inspirou a Sófocles a tragédia Ájax furioso (450 a.C.).
Ájax é dito como um dos grandes guerreiros da Ilíada, mas não é tão conhecido do grande público como Aquiles, por exemplo. Mas recentemente, Ajax tornou-se um dos personagens principais do jogo de computador Age of Mythology.

Agamémnon é um personagem da Ilíada, da Odisséia e de várias tragédias gregas, muitos crêem ser um rei real. Rei de Argos e de Micenas, filho de Atreu, neto de Pélops, e irmão de Menelau (rei de Esparta), foi o supremo chefe da guerra de Tróia .
Comandante do exército aqueu, era arrogante e quase sempre egoísta. Agamémnon exerce forte liderança sobre os aqueus, mas às vezes age de forma impetuosa e em benefício próprio. Como Aquiles, faltam a Agamémnon ponderação e prudência.
Seguindo o conselho do adivinho Calcas, sacrificou sua filha Ifigênia, a fim de aplacar a ira de Ártemis (Artemis) e assim fazer cessar os ventos contrários que impediam a frota grega, que se achava retida em Aulis (na Beócia), de levantar ferros. Sua filha, entretanto, foi salva por Artemis, que a tornou sua sarcedotisa.
No cerco da cidade, ao se apossar da recompensa de guerra de Aquiles, a escrava Briseida (Brisêida), causou uma crise para os aqueus, quando Aquiles, insultado, retirou-se da guerra por algum tempo.
Depois da rendição da cidade, regressou a Micenas, onde sua mulher, Clitemnestra, auxiliada pelo amante Egisto, vingou a filha, assassinando-o. Seus filhos Orestes, e Electra por sua vez, vingaram a sua morte, matando a própria mãe e o cúmplice.

O lendário herói grego Teseu derrotou o Minotauro, monstro que habitava o célebre labirinto mantido pelo rei Minos, na ilha de Creta. Teseu era filho de Egeu, rei de Atenas, e Etra, filha do sábio Piteu, rei de Trezena, na Argólida, onde nasceu. Egeu, descendente de Erictônio, reinava em Atenas e não tinha descendentes, apesar das tentativas de praxe. Tinha no entanto numerosos sobrinhos, os palântidas (filhos de um irmão chamado Palas), que esperavam pacientemente sua morte para dividir a Ática entre si.
O rei decidiu fazer uma consulta ao oráculo de Delfos, que o aconselhou "a não abrir o odre de vinho antes de chegar a Atenas". Na volta dessa viagem parou em Trezena, onde reinava Piteu, filho de Pélops e Hipodâmia, dotado de poderes divinatórios. Egeu confessou ao amigo que não entendera nada, mas Piteu entendeu tudo. Ele tinha uma bela filha, Etra e, depois de embebedar Egeu com vinho, fez a moça se unir a ele. Em algumas versões da lenda o deus Posídon, apaixonado por Etra, também se unira a ela antes, nessa mesma noite. Etra engravidou. Antes de conhecer o filho, porém, Egeu teve de voltar a Atenas, pois a situação estava um pouco instável devido à ambição dos sobrinhos. Por esse motivo, inclusive, o rei pediu a Etra que, se ela desse à luz um menino, só revelasse ao filho quem era seu pai quando ele tivesse forças para pegar a espada e as sandálias que ele escondera sob uma enorme pedra. Depois disso devia ir em segredo até Atenas, pois os ambiciosos palântidas eram capazes de matá-lo.
Nasceu um menino, que cresceu vigoroso e forte como um herói. Aos dezesseis anos seu vigor físico era tão impressionante que Etra decidiu contar-lhe quem era o pai e o que se esperava dele. Teseu ergueu então a enorme pedra antes movida por Egeu, recuperou a espada e as sandálias do pai, e dirigiu-se para Atenas. Egeu reconheceu seu filho ao ver a espada e as sandálias e anunciou a todos que Teseu era seu filho e herdeiro.

Teseu e o Minotauro

Decidido a livrar Atenas do pesado tributo devido a Creta, de sete moças e sete rapazes que eram devorados pelo Minotauro todos os anos, o herói seguiu para essa cidade como se fosse um dos jovens sacrificados. Porém, antes de deixar Atenas, combinou com seu pai, Egeu, um sinal: se tudo ocorresse bem, o navio retornaria com velas brancas; caso contrário, com velas negras.
Antes de penetrar no labirinto do Minotauro, Ariadne, filha de Minos, rei de Creta, se apaixonou por ele e lhe deu um novelo de lã para marcar o caminho de volta. Assim, conseguiu matar o monstro e se salvar com os companheiros. Por descuido, o barco de Teseu retornou a Atenas com as velas pretas que indicavam luto. Desesperado, Egeu se jogou ao mar do alto da acrópole. E segundo a lenda, em sua homenagem se deu esse nome ao Mar Egeu
O herói assumiu então o governo: uniu os povos da Ática, com capital em Atenas, adotou o uso da moeda, criou o Senado, promulgou leis e instaurou a base da democracia. Cumpridas essas tarefas, Teseu retomou à vida de aventuras. Depois de lutar contra as amazonas, uniu-se à rainha delas, Antíope.
Por motivos políticos, casou-se com Fedra, que depois apaixonou-se por Hipólito, filho de Teseu com Antíope. Ao lado do amigo Pirítoo, raptou Helena de Esparta, mais tarde resgatada por seus irmãos Castor e Pólux, e desceu aos infernos para tentar raptar também Perséfone, esposa de Plutão, mas este os manteve presos em suas cadeiras durante um banquete. Anos depois, Teseu foi salvo por Hércules. Ao voltar a Atenas, Teseu encontrou-a dilacerada por lutas internas, pois os cidadãos o julgavam morto. Triste, desistiu do poder, mandou os filhos para a Eubéia e, amaldiçoando a cidade, exilou-se na ilha de Ciros, onde foi morto por seu primo Licomedes. Fim da lenda!

Na mitologia grega, Pátroclo ou Pátroklos, era o melhor amigo de Aquiles e, presumivelmente seu amante, filho de Menécio.
Na sua juventude, Pátroclo matou um amigo seu, Clisónimo, durante um jogo de astrágalos (ossos usados de forma semelhante aos dados). O seu pai teve, então, de se exilar com ele para fugir à punição. Obtiveram refúgio na corte do rei Peleu, pai de Aquiles. O rei enviou os dois jovens para a floresta, onde foram educados em várias artes, especialmente a medicina, por Quíron, o sábio rei dos centauros.
Pátroclo lutou com os gregos, ao lado de Aquiles, durante a Guerra de Tróia. Aí, matou Sarpédon (um filho de Zeus), Cébrion (condutor do carro de Heitor), entre outros troianos de menor destaque. Quando Aquiles se recusou a lutar devido à sua disputa com Agamémnon, Pátroclo, envergando a armadura de Aquiles, é morto por Heitor e Euforbo, com a ajuda de Apolo. Depois de resgatar o corpo do amigo, cujo corpo fora protegido no campo de batalha por Menelau e Ájax, Aquiles recusa-se durante algum tempo a sepultar o amigo, mas é convencido quando uma aparição de Pátroclo lhe suplica a cremação, de forma a que a sua alma possa ser admitida no Hades. Aquiles inicia, então as cerimónia fúnebres, durante as quais sacrifica cavalos, cães e doze troianos cativos, antes de colocar o corpo de Pátroclo na pira crematória.
Aquiles organiza, de seguida, uma competição de atletismo em honra do amigo, que incluía uma corrida de carros (vencida por Diomedes), pugilismo (onde o vencedor é Epeu), uma corrida a pé (vencida por Ulisses), lançamento de disco (onde Polipetes vence Epeu), e um concurso de arco (vencido por Meríones), e lançamento de dardo (vencido por Agamémnon). Os jogos são descritos no livro 23 da Ilíada, e consiste numa das primeiras referências ao desporto em documentos da antiga Grécia.

Na Mitologia grega, Príamo foi o rei de Tróia durante a Guerra de Tróia, e filho de Laomedonte.
O seu nome original era Podarge e livrou-se de ser morto por Héracles por usar um véu dourado, dado pela sua irmã Hesíone. Depois disto, mudou o nome para Príamo, que significa "resgatado".
Teve várias esposas e muitos filhos. A primeira foi Arisbe, filha de Mérope, da qual nasceu Esaco. Depois teve como esposa Hécuba, que gerou Heitor, Heleno, Cassandra, Polido, Creusa, Laodice, Páris, Dêifobo, Polixena, Polídoro, Antifo, Tróilo e Ilíone. Outras fontes referem que teve com Hécuba dezenove ou vinte filhos no total. Outra esposa foi Laothoe, mãe de Licaon e com uma escrava teve Cebrion como filho.
Quando do gregos chegaram a Tróia, já Príamo era velho e não participou activamente na guerra. Só se aventurou no campo de batalha para concluir o acordo respeitante ao duelo entre Páris e Menelau. Após a morte do seu filho Heitor, foi ao acampamento de Aquiles para resgatar o corpo. Quando os gregos entraram na cidade, Príamo quis lutar, mas foi persuadido por Hécuba e refugiou-se com ela e com as filhas num templo. Enquanto lá, o seu filho Polido entrou, perseguido por Neoptolemo, e foi morrer aos seus pés. Príamo tentou atingir Neoptolemo, mas foi brutalmente assassinado por este.

Páris é um dos mais novos filhos de Príamo, rei de Tróia, exímio arqueiro. Foi escolhido pelas deusas Hera, Atena e Afrodite para eleger qual dentre elas era a mais bela. Cada deusa, buscando suborná-lo para ser eleita, prometeu-lhe riquezas e vitórias, mas Afrodite lhe garantiu que se casaria com a mais bela mortal da Terra, Helena. Páris elegeu Afrodite como a mais bela, despertando a ira de Atena e Hera, que enviaram os exércitos gregos para destruir Tróia. Páris, com a ajuda de Apolo, o Arqueiro Infalível, derrotou Aquiles, o mais forte e potente guerreiro dos gregos, atingindo-lhe com uma seta no calcanhar, seu único ponto fraco que, se atingido, poderia matá-lo.
Neoptólemo, também conhecido por Pirro, na mitologia grega , era filho de Aquiles e Deidamia. Aquiles não desejava lutar na Guerra de Tróia, pelo que se disfarçou de mulher na corte de Licomedes, o rei de Esciro. Durante o tempo em que se manteve lá, teve um caso amoroso a princesa Deidamia, que gerou Neoptólemo.
Durante o cerco de Tróia, passados dez anos, depois da morte de Aquiles e de Ájax e sem quaisquer sinais de vitória, os Aqueus capturaram o adivinho Troiano, Heleno, o forçaram-no a dizer que condições poderiam levar os Aqueus (Gregos) à vitória. Heleno revelou que poderiam tomar Tróia se adquirissem as flechas venenosas de Héracles, então na posse de Filoctetes; se roubassem o Paládio (que levou à construção do famoso Cavalo de Tróia); e, por fim, se persuadissem o filho de Aquiles a juntar-se à guerra. Os Gregos apressaram-se a ir buscar Neoptólemo a Esciro, e trouxeram-no a Tróia.
O fantasma de Aquiles apareceu aos sobreviventes da guerra, exigindo que Polixena, princesa Troiana, fosse sacrificada antes que alguém se fosse embora. Neoptólemo assim fez, sacrificando também Príamo em honra de Zeus.
Com Andrómaca, que foi por ele escravizada, Neoptólemo foi o pai de Molosso a antepassado de Olímpia, a mãe de Alexandre Magno.
Neoptólemo foi morto, a pedido de Hermíone, por Orestes, ou sacerdotes de Apolo.
Se o seu pai Aquiles foi conhecido pela sua compaixão para com Príamo, já o filho foi mais conhecido pela sua crueza. Foi ele quem matou Príamo, Eurípilo, Políxena, Polites e Astíanax, entre outros, e escravizou Heleno e Andrómaca depois da guerra. Com Andrómaca, Heleno e Fénix, Neoptólemo navegou para as ilhas Epirotas e tornou-se então o rei de Épiro, exilando Ulisses, porque este matara um grande número de pretendentes a Penélope.
Na mitologia grega, Orion era um gigante caçador, por vezes chamado de Orião. De seu mito há várias versões . Segundo a mais comum delas, Orion era filho de Poseidon e de Gaia . Recebeu de seu pai o dom de andar sobre as águas, e de sua mãe o tamanho gigantesco. Dotado de beleza extraordinária ,era cobiçado pelas mulheres e pelas deusas.
Casou-se inicialmente com Side, que se dizia ser a mais bela de todas as jovens da Grécia antiga. Mas Side era orgulhosa e gabava-se de ser mais bela ainda do que as imortais, mais bela do que a própria Hera . Ciumenta, Hera vingou-se e precipitou a jovem do cimo das montanhas do Tártaro , matando-a. Tendo perdido a esposa , Orion perambulou perdido pela Terra.
Certo dia, foi chamado por Enopião , rei de Chios ,para acabar com as feras que haviam invadido seu reino. Tendo terminado o serviço , conheceu a jovem Mérope , filha de Enopião. Mal se viram os jovens apaixonaram-se. Porém o pai de Mérope era contra o casamento ,e criou uma armadilha ao gigante. Enopião ,que significa "o que bebe vinho", em grego, conseguiu embebedar o jovem . Quando este já estava dormindo, o rei cegou-o e expulsou-o do reino. Foi achado por um garoto, que se sentou em seus ombros e o guiou até o Sol Nascente . Quando Eos ,a Aurora, o viu apaixonou-se por ele e curou-o, dando-lhe novamente a visão. Os dois foram morar na ilha de Delos .Os dois viveram algum tempo juntos, porém o amor deles não durou muito, e Orion partiu para novas conquistas.
Em suas viagens ,conheceu Artemis, a deusa da caça, com quem criou forte amizade. Logo o caçador se apaixonou pela deusa, e, segundo dizem alguns autores, Artemis tambem se enamorou dele, apesar disso ser motivo de controvérsia. De qualquer forma a amizade dos dois gerou fortes ciúmes em Apolo , que um dia enviou um enorme Escorpião para matar o gigante. Apesar de o caçador estar habituado a esmagar estas criaturas , este era maior que Orion , além de possuir uma couraça que a espada do gigante não conseguia atravessar. Houve uma feroz batalha, que acabou com a morte de Orion.
Inconformada, Artemis pediu a seu pai, Zeus, que o revivesse. Zeus se recusou, mas acabou por transformar Orion em uma constelação, colocando-o nos céus. Transformou também o Escorpião, mas,temeroso de que os dois lutassem, zeus colocou-o no canto oposto do céu,de forma que quando um ascendesse , à noite, o outro descendesse, e nunca estivessem juntos no céu.
Outras versões contam que quem enviou o escorpião foi a própria Artemis, pois Orion havia tentado estuprá-la, ou Gaia, pois O gigante havia prometido acabar com todos os animais selvagens da Terra. Há ainda a versão que diz que a morte do caçador nada teve a ver com escorpiões. Apolo , viajando por uma praia com sua irmã,e sabendo que o caçador estava nadando nas proximidades, desafiou Artemis a acertar com uma flecha um pequeno ponto no mar. Impecável na pontaria, a deusa da caça acertou em cheio o ponto, na verdade a cabeça de Orion , matando seu grande amor. Colocou-o então no céu, para ter sua lembrança por toda a eternidade.Esta versão não explica o fato do escorpião e o caçador nunca se encontrarem , e por isso a outra é mais aceita.
Orion está no céu sempre a perseguir uma lebre, acompanhado por Sírius ,que segundo alguns é seu cão, uma pele de leão e com uma espada no cinto.

Odisseu (em grego) ou Ulisses (em latim) é uma personagem da mitologia grega, presente na Ilíada e na Odisséia de Homero. É a personagem principal dessa última obra. Odisseu é uma figura à parte na Guerra de Tróia e em toda a mitologia da Grécia. É um dos mais ardilosos guerreiros de toda a epopeia grega em Tróia, e mesmo depois dela, quando do seu longo retorno à sua pátria, Ítaca, uma das numerosas ilhas gregas. Herói grego, Odisseu é rei de Ítaca e filho de Laertes. A princípio, cortejou Helena, mas esta foi prometida a Menelau, tendo o itacense então casado com Penélope, irmã de Helena. Daí a amizade existente entre Agamémnon, Menelau e Odisseu.
Da união com Penélope nasceu Telêmaco, seu querido filho, do qual teve de se apartar muito cedo para lutar ao lado de outros nobres gregos em Tróia. Foi um dos elementos mais atuantes no cerco de Tróia, no qual se destacou principalmente por sua prudência e astúcia.

Durante a citada guerra, muitas batalhas os gregos venceram a conselho de Odisseu, sendo este mesmo um grande guerreiro, apesar de sua baixa estatura (algumas lendas diziam mesmo que era anão). Tentou em vão convencer Aquiles a cessar sua ira contra Agamemnon, ao lado de Ájax, filho de Telamon, e de Fênix, todavia, sem obter sucesso.

Um de seus mais famosos ardis foi ajudar na construção do célebre Cavalo de Tróia, que permitiu a entrada dos exércitos gregos na cidadela. Aliás, a idéia da estratégia do Cavalo de Tróia foi sua.

Após a derrota dos troianos, ele iniciou uma viagem de dez anos de volta para casa (Ítaca) - onde a sua mulher o espera com uma fidelidade obstinada, apesar da demora. Essa viagem mereceu a criação por Homero do poema épico Odisseia, na qual são narradas as aventuras e desventuras de Odisseu e sua tripulação desde que deixam Tróia, algumas causadas por eles e outras graças à intervenção dos deuses.

Quando cegaram o ciclope Polifemo, despertaram a ira de Posêidon, que os atormentou por anos. Com a ajuda de Zeus e de outros deuses, Odisseu chegou em casa sozinho para encontrar sua esposa Penélope, importunada por pretendentes. Disfarçado como mendigo, primeiro verificou se Penélope lhe era fiel e, em seguida, matou os pretendentes à sua sucessão que a perseguiam, limpando o palácio. Com isso, iniciou-se uma batalha final contra as famílias dos homens mortos, mas a paz foi restaurada por Atena.
Menelau é o irmão mais novo de Agamemnon. Teve sua esposa raptada por Páris e levada para Tróia. Em virtude disto, arregimentou grande número de nobres que pudessem combater contra os troianos, junto com seu irmão. Conta Homero que Menelau não era dos melhores guerreiros, mas era muito nobre e possuía grandes riquezas. Após a guerra de Tróia, voltou com sua esposa para a Grécia, e lá permaneceu reinando até o fim de seus dias.

Jasão foi um herói grego da Tessália, filho de Esão, rei do Iolco, e criado pelo centauro Quíron. Foi despojado do trono paterno por seu tio Telias ou Pélias. Temendo a profecia de que seria morto por Jasão, o rei Pélias envia o herói, como condição para lhe restituir o trono, para uma missão impossível: trazer o Tosão de ouro da distante Cólquida. Em Argos, Jasão constrói a nau Argo e reúne uma tripulação de heróis, conhecida como os argonautas, para acompanhá-lo.
Após várias aventuras, inclusive a primeira passagem pelas Simplégadas (o Bósforo), os argonautas chegam à Cólquida, pensando estar em alguma parte no fim do mar Negro. O rei Eetes da Cólquida exige que Jasão cumpra várias tarefas para obter o Tosão, inclusive arar um campo com touros que cospem fogo, semear os dentes de um dragão, lutar com o exército que brota dos dentes semeados e, por fim, passar pelo dragão que guarda o próprio Tosão. Com o Tosão nas mãos, Jasão foge com Medéia, filha de Pélias, e enfrenta várias aventuras na volta para casa. Medéia trama a morte do rei Pélias, cumprindo a antiga profecia.
Depois, retirou-se para Corinto e repudiou Medéia para desposar Creúsa, filha de Creonte. Medéia, por vingança, matou Creúsa e os próprios filhos que tivera de Jasão. Muitos anos depois, Jasão é morto por um pedaço de madeira da nau Argo.

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