1.17.2010

vikings historia

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Disallow:Os vikings, apesar de terem apenas uma passagem relativamente breve pelo mundo, que começou no século VIII, tem suas histórias de horror e destruição botando medo em criancinhas até hoje.




Veja agora 10 fatos errados sobre os vikings, nos quais
muita gente acredita até hoje, sendo esclarecidos.

1º: Estilo dos Elmos

Mal Entendido: Os Vikings usavam elmos com chifres.

Esse é maior erro quando se trata de Vikings, pois não existem registros de que esses elmos realmente existiram. Todas as representações de elmos Vikings datando da época dos Vikings, mostra elmos sem chifres, e o único elmo Viking autêntico já achado também não têm chifres. Uma explicação para o mito dos chifres é que os Cristãos da época adicionaram o detalhe para fazer com que os Vikings parecessem mais bárbaros e pagãos do que já eram, com chifres exatamente iguais ao de Satã em suas cabeças. É digno de nota que o deus nórdico Thor usava um elmo com asas nele, que de certa forma é similar a chifres.

2º: Estupro e Pilhagem

Mal Entendido: Os Vikings pilhavam como sua única maneira de viver.

Na verdade apenas uma pequena porcentagem de Vikings eram guerreiros, sua maioria era formada de fazendeiros, artesãos e comerciantes. Para os Vikings que iam para alto mar, a pilhagem era uma entre outros objetivos de suas expedições. Os Vikings se assentaram pacíficamente em vários lugares como na Islândia e Groenlândia, e eram mercantes internacionais em seu tempo; eles comerciavam pacíficamente com quase todos os países existentes na época.

3º: Sedentos de Sangue

Mal Entendido: Os Vikings eram bárbaros sedentos de sangue.

Os ataques Vikings eram, sem dúvida, violentos, mas a era medieval era violenta, e a pergunta era se outros exércitos não-Vikings eram menos violentos e bárbaros que eles; por exemplo, Carlos Magno, que foi contemporâneo dos Vikings, praticamente exterminou todo o povo de Avars. Em Verden, ele ordenou a decapitação de 4.500 saxões. O que realmente fazia os Vikings diferentes era que eles destruiam especialmente itens de valor religioso (Monastérios Cristãos e Lugares Santos) e matavam homens da igreja, o que os fez muito odiados em um tempo altamente religioso. Os Vikings provavelmente gostavam da reputação que tinham; na maioria das vezes em que viam um navio Viking nas redondezas, fugiam das cidades ao invés de defendê-las.

4º: Eles eram odiados por todos

Mal Entendido: Os Vikings eram odiados por todos os lugares.

Nós podemos pensar que os Vikings eram odiados por todos por causa de seus ataques, mas parece que eles também eram respeitados por alguns. O Rei francês Carlos III, também conhecido como Carlos o Simples, deu aos Vikings as terras que eles já ocupavam na Franças (Normandia), e ele até deu sua filha ao chefe Viking Rollo. Em troca, os Vikings protegiam a França de alguns Vikings ainda piores.

Também em Constantinopla os vikings eram conhecidos por sua força, tanto que a guarda real dos Reis Bizantinos (Guarda Varangiana), era feita exclusivamente de Vikings Suecos.

5º: Cidade Natal

Mal Entendido: Os Vikings viviam somente na escandinávia.

Os Vikings eram originados de países escandinavos, mas com o passar do tempo eles começaram a se fixar em vários lugares, desde o Norte da África, Rússia, Constantinopla e até na América do Norte. Existem diferentes teorias sobre os motivos da Expansão dos Vikings, e a mais comum é que a população escandinava tinha exaurido o limite do potencial agrícola da região.

Outra teoria é de que as velhas rotas de comércio da Europa ocidental e Eurásia caíram de rendimento quando o Império Romano caiu no século V, forçando os Vikings a abrirem novas rotas de comércio para lucrar do comércio internacional.

6º: Armas brutas

Mal Entendido: Os Vikings usavam armas brutas e não sofisticadas.

Vikings são mostrados várias vezes com armas rudes, como porretes ou machados simples, mas eles eram na verdade habilidosos ferreiros. Usando um método chamado de padrão de soldagem, os Vikings podiam fazer espadas extremamente afiadas e flexíveis ao mesmo tempo. De acordo com as narrativas épicas dos Vikings, o método de teste dessas armas era colocar o fio da espada em um córrego e deixar um fio de cabelo flutuar em direção a ele, se a espada cortasse o fio de cabelo, ela era considerada uma boa espada.

7º: Copos de Crânios

Mal Entendido: Os Vikings bebiam de copos feitos a partir de crânios.

A origem da lenda reside no livro de Ole Worm “Reuner seu Danica literatura antiquissima” de 1636, em que ele escreve que os guerreiros dinamarqueses bebiam de “galhos de crânios curvados”, ou seja , chifres , que foi erradamente traduzido em Latim para significar crânios humanos. A verdade é que, nenhum copo de crânio foi achado em escavações na época dos vikings.

8º: Grandes e Loiros

Mal Entendido: Os Vikings eram todos grandes e loiros.

os Vikings são mostrados na maioria das vezes como caras grandes, encrenqueiros e loiros, mas registros históricos mostram que a média de altura entre os homens Vikings era de 170 centímetros, altura que não era específicamente grande na época. O cabelo loiro era visto como o ideal na cultura Viking, e muitos homens nórdicos tingiam o cabelo de loiro com um sabão especial.

Mas os Vikings eram especialistas em abduzir pessoas, e muitas pessoas que eram sequestradas como escravos, se tornaram parte da população viking da época. Logo, nos grupos Vikings, você provavelmente acharia Italianos, Espanhóis, Portugueses, Franceses e Russos, um grupo variados de pessoas reunidos ao redor de um núcleo de Vikings de uma determinada região, como por exemplo, a Dinamarca ou no fiorde de Oslo.

9º: Pessoas sujas e selvagens

Mal Entendido: Os Vikings eram um povo maltrapilho e de aparência selvagem.

Em muitos filmes e desenhos animados, os Vikings são mostrados como pessoas imundas, selvagens, homens e mulheres, mas na realidade, os Vikings eram vaidosos quanto a sua aparerência. Na verdade, pentes, pinças, navalhas e uma espécie de cotonetes estão entre os itens mais encontrados em escavações da época dos Vikings. As mesmas escavações também mostraram que os Vikings faziam sabão.

Na Inglaterra, os Vikings vivendo lá tinham a reputação de limpeza excessiva, pois tomavam banho uma vez na semana (todo sábado). Por isso, o Sábado é dito como laugardagur/laurdag/lørdag/lördag, que significa ‘dia do banho’ nas línguas escandinavas, ainda que, hoje em dia, o significado original está perdido na língua moderna na maioria das vezes. De qualquer maneira ”laug” realmente significa banho ou piscina em Islandês.

10º: Uma Nação

Mal Entendido: Os Vikings eram uma nação.

Os Vikings não eram uma nação, mas vários grupos de guerreiros, exploradores e comerciantes liderados por um chefe tribal. Durante a época dos Vikings, a Escandinávia não era separada, como hoje em dia, entre Dinamarca, Noruega e Suécia, ao invés disso, cada chefe tribal governava uma pequena quantidade de terras. A palavra Viking não se refere a nenhum local, ela era a palavra, em norueguês arcaico, que se referia a uma pessoa que participava em uma expedição ao mar.

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[viking.bmp]Eles não grunhiam, não eram estúpidos e também não lutavam vestindo elmos adornados com chifres de boi, como o cinema ou a literatura costuma retratar. Os vikings, povo nórdico que se expandiu a partir do século VIII, foram grandes conquistadores e travaram batalhas memoráveis contra celtas, frísios e até mesmo com índios na América do Norte, mas passam longe dos estereótipos atribuídos a eles pelo senso comum. Esses navegadores escandinavos, que carregavam uma cultura guerreira próxima à de Beowulf, conseguiram desenvolver uma sociedade bastante evoluída para a época, com cidades prósperas, um sistema de leis eficiente e técnicas avançadas para a construção de barcos - ou seja, não eram bárbaros e muito menos subdesenvolvidos.

Eles chegaram ao território anglo-saxão no fim do século VIII e tiveram uma importância fundamental para a formação daquele povo. “Os primeiros vikings chegaram ao oeste da Europa através de invasões nos anos de 790, montando assentamentos na Escócia, Irlanda e Inglaterra. Eles também se assentaram na Islândia durante o fim do século IX, e na Groenlândia somente no século seguinte”, conta o historiador James Graham-Campbell, da University College London (Inglaterra).

A primeira prova da evolução dos vikings na Idade Média é, sem dúvida, a qualidade militar dos soldados. Eles não lutavam como uma turba desorganizada e arruaceira, como ocorria com muitos povos bárbaros. No campo de batalha, eles agiam como um exército bem treinado e com estratégias predeterminadas para derrotar os adversários. Para conquistar tantas vitórias, esses nórdicos se valiam de técnicas de luta baseadas em espécies de falanges, que serviam para dividir as defesas inimigas: uma fórmula usada muito tempo antes por gregos e romanos.

De acordo com o arqueólogo Stephen Harding, professor da University of Nottingham (Inglaterra), os guerreiros vikings normalmente usavam lanças e escudos circulares de madeira no campo de batalha e, os mais ricos, vestiam-se com cotas de malha e empunhavam espadas longas. “Nas batalhas, eles se organizavam em linhas e formavam uma ‘parede de escudos’, como a maioria de seus oponentes. Eles tentavam quebrar as defesas inimigas enviando ‘esquadrões de sangue’ munidos com machados de batalha”, detalha.

A coragem dos nórdicos já era conhecida pelos povos da região há muito tempo e, assim como o herói Beowulf, os navegadores vikings também se lançavam ao mar rumo ao desconhecido para enfrentar perigos mortais. Para isso, tiveram que aprender a construir naus bastante fortificadas, já que o clima extremamente frio e as águas turbulentas dos mares do norte poderiam facilmente afundar barcos pouco resistentes. Sendo assim, aperfeiçoaram as técnicas de construção dos drakkar, as grandes embarcações utilizadas para navegações próximas à costa ou em rios, e os knor, barcos para jornadas mais longas, conhecidos por alguns inimigos como ‘predadores dos mares’.

Outra semelhança com o período pré-viking é a própria religião pagã venerada pelos vikings. Até o fim do século X eles também cultuavam deuses como Thor e Odin, mas acabaram sendo finalmente cristianizados no decorrer dos séculos. Porém, até isso ocorrer, acreditavam em uma crença politeísta marcada pela presença de deuses e heróis que os estimulavam a lutar até a morte - mesmo que não houvesse nenhuma chance de vitória. Contudo, Harding lembra que o fato mais instigante em relação a esses conquistadores não envolve guerras, batalhas ou estratégias de combate, mas sim a própria vida social. Algo pouco conhecido, explica, refere-se aos instrumentos jurídicos utilizados pelos escandinavos da Idade Média. “Eles eram excelentes juristas e foram responsáveis pela introdução da palavra ‘lei’ (law, em inglês) na língua inglesa”, lembra o arqueólogo. “Apesar de terem uma reputação de guerreiros, eles eram, na realidade, pessoas muito civilizadas”.

Contudo, o professor da University of Nottingham admite que os vikings ganharam uma fama histórica negativa por conta de seus métodos violentos de conquistar o território dos oponentes: eles invadiam os territórios inimigos causando pilhagens, cometendo estupros e raptando os inimigos vencidos, inclusive sacerdotes e monges capturados em monastérios localizados na costa da Ilhas Britânicas. Graham-Campbell ressalta ainda que o principal objetivo dos invasores nórdicos era roubar riquezas, embora muitos acabassem optando por ficar nas terras recém-tomadas. “Para os invasores, o objetivo principal era levar para casa o resultado de seus saques, mas para aqueles que não tinham terras, por serem muito jovens ou mesmo exilados, encontrar um território para construir uma boa fazenda obviamente passou a ser uma boa idéia”, conta. Isso, sem dúvidas, acirrou ainda mais as hostilidades entre escandinavos e anglo-saxões.

Fonte: Leituras da Hitória

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