11.30.2009

Hooligans

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Hooligans.

O hooliganismo surgiu tradicionalmente na Inglaterra na década de 60, mas ficou mais evidente na década de 70
Hooligans são grupos de torcedores de eventos esportivos que existem na Europa, mais precisamente: Inglaterra, Rússia, Polónia, Alemanha e Croácia e que sentem prazer em brigar, usando o futebol como o evento alvo para isso. Eles vão aos estádios preparados para brigar, fazendo do futebol uma desculpa para os atos de violência. Em diversos países a entrada desses torcedores é barrada, principalmente se tem um grande evento marcado para aquela data. Pois os Hooligans sentem prazer ao entrar em confronto com torcedores de outro time, seria uma forma de tentar medir o poder, disputando qual deles seria o mais forte.
Misturam a paixão pelo clube com a vontade de fazer vandalismo, na maioria das vezes alcoolizados. Alguns grupos hooligans além da paixão pelo clube, defendem ideologias políticas (geralmente de Direita e Extrema Direita). Alguns factos ilustram o perigo que essas pessoas levam ao estádios. Um exemplo foi a final da Liga dos Campeões, entre Liverpool e Juventus da Itália; nesse episódio morreram mais de trinta pessoas. Ocorreu no dia 29 de Maio de 1985, ficou conhecido como a Tragédia do Estádio do Heysel.
http://www.youtube.com/watch?v=uQbW5ww1mCo
balanço final da tragédia apontou 38 mortos e um número indeterminado de feridos. A polícia não efectuou nenhuma detenção. Os hooligans ingleses foram responsabilizados pelo incidente, o que resultou na proibição das equipas britânicas participarem em competições europeias por um período de cinco anos. As reacções do povo inglês foram todas no sentido da reprovação e incredulidade pelos actos violentos dos adeptos do Liverpool, o que levou a própria rainha Isabel II a condenar publicamente o comportamento dos hooligans e a apoiar a suspensão das equipas inglesas.

Algumas medidas são tomadas a respeito hoje em dia, A polícia local das cidades, onde ocorrem os eventos futebolísticos, prepara um forte esquema para inibir a violência antes, durante e depois da partida, porém os Hooligans encontram formas de se confrontarem.

Um estudo elaborado por especialistas em comportamento de massas da Universidade de Liverpool e da Academia de Polícia holandesa, denominado 'Low-profile', que teve muito sucesso na Eurocopa 2004, tornou-se referência pela Europa



Denominada “Dinâmica, policiar e “hooliganism” multidão em Euro2004”, a pesquisa foi conduzida pelo Dr. Clifford Stott e pelo Dr. Otto Adang, da Universidade de Liverpool - Psicologia, treinou 16 observadores do Academia Portuguesa das Polícias e as Universidades de Coimbra, de Porto e de Lisboa (Portugal foi o país sede da Eurocopa 2004). Realizaram 300 entrevistas com torcedores, policiais (de vários países), responsáveis por seguranças em jogos de futebol e representantes da UEFA e da Liga Inglesa de futebol.Pontos principais da pesquisa do 'Low-profile':

1. Fora da vista, mas próximo:

Misturar policiais devidamente caracterizados com uma identificação fácil, bem visível (coletes nas cores verde limão) com policiais à paisana. Os fardados, em menor número, e numa distância que dificulte a provocação dos vândalos, que eram imediatamente identificados e presos pelos policiais à paisana.

2. Resposta rápida

Apesar de uma presença visível de um pequeno número de policiais (facilmente identificáveis pelas suas roupas) os potenciais incidentes eram imediatamente contidos, numa resposta veloz e apropriada (sem o uso extremo e desafiador da força policial), o que acaba por acalmar a situação.


Os limites de atuação, seja dos torcedores, seja dos policiais é claro para ambas as partes, que se conhecem. A atuação era tão rápida e de sucesso, que outros torcedores nem percebiam que haviam policiais à paisana entre eles.

A conclusão do estudo é de que o uso de oprissão e da força bruta pode controlar o conflito no curto prazo, mas a tendência é que amplie os conflitos na seqëncia, tanto em tamanho como em intensidade.

Para o professor Adang, a existência de poucos incidentes durante a Eurocopa é reflexo de "uma abordagem de polícia não visível, prestável mas firme, e não provocadora" diz o pesquisad

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