magazine luiza

7.01.2015

Safo de Lesbos

( ~ 620 - 570 a. C.)

  Poetisa grega nascida em Eresso, próxima de Mitilene, capital da ilha grega de Lesbos, nordeste do mar Egeu, situada diante da costa da Anatólia,  a maior poetisa lírica da Antigüidade e conhecida como a Vênus de Lesbos, famosa pelas declamações de seus poemas, em reuniões sociais de mulheres de boa família, costume comum nessa ilha grega. Filha de família rica, ainda infante deixou sua pequena cidade natal para morar em Mitilene, onde estudou dança, retórica e poética, estudos então, permitidos para as mulheres da aristocracia. Segundo afirmam várias crônicas, preferiu perder as benesses a que tinha direito para, então, desenvolver sua vida com liberdade e envolveu-se com o jovem Alceu, poeta e desafeto político do ditador. Por isso acabou sendo exilada na cidade de Pirra, embora acusada de envolvimento contra o governo do ditador Pítaco, o mesmo que seria depois incluído na lista de Os Sete Sábios da Grécia, coisa improvável pois ela nunca demonstrou envolvimento político em seus poemas. Depois da volta para Mitilene não demorou a ser exilada de novo, desta vez na Sicília, onde se casou com milionário Kercolas, próspero habitante da ilha de Andros. Com este rico esposo teve uma filha e, pouco depois, ficou viúva. Rica deixou a Sicília e voltou para Mitilene, Lesbos, onde viveu a maior parte de sua vida. Na capital da ilha fundou um colégio para meninas da alta sociedade, onde ensinava música, poesia e dança. Tornou-se líder de uma das sociedades informais que reunia as chamadas de hetairas, que em grego significa companheiras. Elas se entretinham sobretudo com a composição e a declamação de poemas, e formaram grande número de admiradores da mestra. Com os boatos na cidade sobre atos e costumes adotados na sua escola, os pais começaram a tirar suas filhas da escola e rapidamente e a escola acabou. Sua hetaira favorita, Átis, por quem sentia paixão maior, foi uma das primeiras a sair, retirada pelos pais. Deste episódio compôs o Adeus a Átis, considerada até hoje como um dos mais perfeitos versos líricos de todos os tempos, tornando-se imortal através dos séculos. Ela teria dito que irremediavelmente, como à noite estrelada segue a rosada aurora, a morte segue todo o ser vivo até que finalmente o alcança... e morreu em Mitilene, onde viveu a maior parte de sua vida. Não se sabe exatamente como seus poemas circularam entre seus contemporâneos e nos três ou quatro séculos que se seguiram. Sabe-se, entretanto, que no século III a. C. os eruditos alexandrinos reuniram sua obra em aproximadamente dez livros escritos em papiros, mas essa edição não sobreviveu aos desmandos pseudo-moralísticos da Idade Média, por causa de suas históricas atitudes pessoais. Esta brilhante poetisa foi condenada pelo famigerado fanatismo moralístico-religioso através dos séculos, e por volta do século XI, toda a sua obra conhecida, inclusive a contida nos volumes publicados em pergaminhos, Alexandria, foi queimada por ordem da Igreja. Acidentalmente, no final do século XIX, arqueólogos britânicos descobriram, por acaso, em Oxorinco, sarcófagos envoltos em tiras de pergaminho, onde estavam ainda legíveis cerca de seiscentos de seus versos, o bastante para reconhecê-la como a maior poetisa lírica da Antiguidade. Comparada ao seu contemporâneo Alceu, para alguns seu amante na juventude, e Arquíloco, sua obra praticamente não continha referências políticas, característica freqüentemente encontrada nos versos de Alceu, por exemplo. Escrevia em linguagem simples, de forma concisa e direta, sobre assuntos pessoais: amores, ciúmes e rivalidades que surgiam entre as mulheres com quem se reunia, e as relações com seu irmão Charaxo. Reflexiva, discorria com tranqüilidade sobre os próprios êxtases e sofrimentos, sem que isso reduzisse o impacto emocional dos seus poemas. Como poetisa defendeu o amor em seus trabalhos e deu origem ao termo safismo, depois conhecido como lesbianismo. A primeira mulher a fazer poesia de alta qualidade na história da cultura ocidental, sua importância foi tanta que Platão a denominou de A décima musa. Lembrar que, pela mitologia grega, eram nove as musas, filhas de Júpiter e Mnemosine, e cada uma delas possuía um atributo especial em artes, habilidades ou conhecimentos.

Criança terrena e a criança cósmica

Criança terrena e a criança cósmica

cosmico e terreno
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“Diagnóstico: “Dia” significa “através” e “gnosis” é “conhecimento”, portanto, saber através do conhecimento e através do ser que está se manifestando através do sintoma. Nem todas as crianças nascem em situações onde eles se encaixam perfeitamente na rotina diária. As famílias muitas vezes têm de fazer grandes ajustes na sua vida terrena. Qual é então a natureza da criança? O ser humano está ligado tanto a terra como ao cosmo como um todo. É por isso que seu ser pode manifestar sua relação com o céu e com o mundo espiritual. Este mesmo ser humano, no entanto, também revela sua ligação com o terreno através do que ele recebeu da terra – seu metabolismo, seus membros, sua capacidade de ser ativo.”
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Na linguagem do diagnóstico médico convencional encontramos descrições como: disfunção cerebral mínima, problemas de comportamento agressivo, vários problemas trazidos pelo ambiente da criança, hiperatividade, etc.
Se olharmos para as causas destas doenças nos livros apropriados, encontraremos causas multifatoriais ou desconhecidas e assim por diante. Com este tipo de diagnóstico e de investigação sobre as causas, a atenção não está focada no desenvolvimento detalhado de cada etapa do organismo da criança. Devido a isso, não se chega a uma perspectiva clara sobre o que significa diagnóstico no verdadeiro sentido da palavra: “Dia” significa “através” e “gnosis” é “conhecimento”, portanto, saber através do conhecimento e através do ser que está se manifestando através do sintoma.
Qual é a natureza do ser humano? Quando alguém morreu ou ainda não nasceu, como imaginá-lo como puro espírito cósmico, em algum lugar distante.
Mas quando ele chegou e começou a chorar, comer e sujar as fraldas, o experimentamos como um ser da terra, físico.
Nem todas as crianças nascem em situações onde eles se encaixam perfeitamente na rotina diária. As famílias muitas vezes têm de fazer grandes ajustes na sua vida terrena. Qual é então a natureza da criança? O ser humano está ligado tanto a terra como ao cosmo como um todo. É por isso que seu ser pode manifestar sua relação com o céu e com o mundo espiritual. Este mesmo ser humano, no entanto, também revela sua ligação com o terreno através do que ele recebeu da terra – seu metabolismo, seus membros, sua capacidade de ser ativo.
Com base em vidas anteriores, cada pessoa traz sua relação particular com o céu e a terra, nas suas mais variadas formas e configurações através do seu corpo etérico.
Rudolf Steiner mostra para professores e médicos da escola Waldorf que a cabeça, com suas curvaturas esféricas, é uma imagem da abóbada do céu. É ai que o pensamento pode elevar-se ao espírito. Em suas palestras, Steiner fala da plasticidade da cabeça que predomina nas crianças. Algo do passado foi dado ao seu corpo etérico e foi capaz de trabalhar em particular no desenvolvimento do sistema da cabeça.
É raro encontrarmos uma pessoa, em que a cabeça e o resto do corpo tenham sido igualmente bem formados, de tal modo que temos a impressão de já encontrar a individualidade da criança como uma unidade.
Podemos sempre nos perguntar se o indivíduo já está totalmente presente ou se este ainda está por vir. Então, de repente, na quinta série, temos um aperto de mão real de uma criança e percebermos que ela chegou!
Criança terrena
Podemos ter uma criança que dá um aperto de mão firme e forte a partir dos três anos de idade, o que nos dá uma impressão muito diferente. Essas crianças estão muitas vezes com sujeiras em suas mãos, pois gostam de colocá-las na terra.
Aqui vemos a conexão com a terra, o interesse em tudo terreno. Estas crianças adoram todos os detalhes da terra, estão totalmente presas ao mundo terreno, e são dotados de um dom para enfrentar a existência terrena.
Essas crianças sabem lidar com a terra e seus arredores, têm uma orientação muito prática, mas não são quietas e pensativas, e assim não são capazes de colocar seu dom para em prática, serem úteis, é por isso que eles precisam da nossa ajuda.
A criança terrena, independente de seu temperamento, tem um tom leve de melancolia em sua natureza. Isto pode, é claro, ser a fonte de uma série de problemas comportamentais.
Para alguém já tem uma melancolia e acontece alguma coisa desagradável, é obvio que fica mais fácil se chatear por qualquer coisa, do que alguém que tem uma disposição mais alegre, como a cósmica.
O tom melancólico é o resultado do fato de que este dom que ela tem para lidar com o terreno, também significa estar sobrecarregada pela terra. Os fatores hereditários predominam nessas crianças, quando elas encarnam. O céu e o cosmos não são fortes o suficiente para equilibrar o terreno, e assim elas tendem a ser dominadas e definidas por aquilo que vem do fluxo da hereditariedade.
A recomendação aqui em termos de terapia é que as necessidades das crianças devem ser atendidas no momento que elas se encontram, atender às necessidades da criança com as medidas apropriadas no momento que ela está. Olhar para a sua fase e respeitar.
Se um tom melancólico está presente, levar a criança de um tom mais baixo da melodia para um tom mais alto, e com leveza o humor será.
O movimento interior é música e canto, o exterior é de movimento corporal. Assim, a música e a Euritmia são os elementos-chave na terapia de crianças terrenas. Isso pode representar um verdadeiro desafio para os professores, uma vez que estas são precisamente as crianças que se atiram no chão durante o processo e não querem participar.
Estas crianças têm um dom para o movimento e tendem a ser musical. Rudolf Steiner indicou que essa habilidade musical pode ser latente e precisa ser despertada.
O que é que estas crianças têm de aprender através do movimento e da música?
Elas têm que aprender a se envolver com os seus sentimentos e no que estão fazendo, e só podem fazer isso se sente um forte sentimento de identificação com o a matéria.
Se você tem uma classe com crianças terrenas, você poderia começar com algo que permita que as crianças se movam livremente, principalmente se na aula anterior ficaram paradas.
As crianças aprendem a desenvolver um sentimento pelo dom especial que lhes foi dado, a capacidade de se mover e de se relacionar com tudo que é terreno.
Assim, os sentimentos devem ser despertados para a música e o movimento, e para os elementos do belo, da luz e escuridão, de tenso e relaxado.
Através destas experiências, a criança se torna consciente das suas habilidades e interesses. Os sentimentos podem despertar seus pensamentos adormecidos, de modo que os céus também podem começar a falar com essas crianças.
Criança cósmica
A criança cósmica é talentosa e com um rico pensamento vivo. Ela traz uma resposta sensata, aonde temos a sensação de que carrega tesouros interiores, mas tem membros desajeitados que ainda não estão preparados para a vida terrena.
As crianças celestiais são bem dotadas e têm uma riqueza interior. Riqueza esta que elas ainda não podem expressar realmente e fazer frutificar na terra, pois por enquanto não são suficientemente talentosas para lidar com o terreno. Isso envolve o funcionamento do seu corpo etérico e a relação dela com o seu passado.
A criança cósmica traz certa mobilidade em seu pensamento, Rudolf Steiner chama atenção para todas as disciplinas que exigem observação e reflexão: História, geografia, história natural, literatura e poesia.
Aqui, também, o professor é desafiado para atender às necessidades da criança, no ponto que ele está.
Agora é uma questão de apresentar cada conteúdo a ser observado de tal maneira, que fortes sentimentos são despertados na criança.
Rudolf Steiner, após uma reunião de pais uma mãe relatou que seu filho, que estava na quinta série, chegava em casa todas as tardes durante as aulas de história e contava as últimas notícias de Roma. Mas um dia ele chegou em casa em silêncio, passou pela porta da cozinha, jogou a mochila no canto e somente quando foi chamado, ele contou: “Mãe, César está morto!”.
Com isso, ele correu para seu quarto e não reapareceu por um bom tempo.
O professor havia despertado sentimentos que ainda reverberavam pela casa e isto é ideal para crianças cósmicas.
Neste processo não é tão importante saber com precisão quando César viveu, e todos os detalhes. Essas coisas são certamente retratadas de forma diferente em cada escola.
O que é crucial, no entanto, são os elementos sobre César que vivem no professor e falar através disso que está vivo, para que a criança se envolva em seus sentimentos e desenvolva um relacionamento pessoal com César.
O mais importante é primeiro criar a base sentimental, a motivação para aquisição de conhecimentos mais tarde, que virá com muitas outras facilidades se for fundada sobre essa base.
Tanto a criança terrena como a cósmica têm necessidades especiais quanto aos conteúdos das aulas.
Através das artes podemos envolvê-las através dos seus sentimentos e experiências.
O caminho da verdadeira arte é o trabalho para se chegar à experiência da beleza, aonde a perfeição nunca é atingida, e se aprende que o que importa é a prática artística criativa.
O professor precisa ser um artista que apresenta seus conteúdos e as histórias de forma dramática e criativa. Tal ensino traz a criança cósmica para a Terra, pois seu próprio ser é capaz de encontrar uma conexão com o sistema metabólico e os membros, sua ferramenta para estar na terra.
Por outro lado, a criança terrena com o dom para o movimento, o dom para lidar com a terra, experimenta o poder da beleza e desenvolve a capacidade de dominar seu movimento, lentamente encontrando a conexão com a capacidade do pensamento, sendo levada ao cosmo.
Alguns professores podem pensar que: “Eu não posso fazer algo especial para cada criança, durante a aula, é impossível”.
Mas se o professor tem o pensamento fundamental como sua diretriz, deve desenvolver um sentimento para o mundo, trabalhando seus gestos, sua expressão e sua entonação, pois as crianças terrenas percebem cada timbre, e cada modulação da voz significa um sentimento. Então ela é educada na esfera do meio que intermedeia entre o céu e a terra, entre pensamento e ação, na esfera dos sentimentos.
Quando, por outro lado, ele manifesta os sentimentos dentro do que está sendo observado, então puxa as crianças cósmicas para o reino do sentimento, para o mundo terreno.
Em ambos os casos o reforço do sistema de meio é essencial.
A forma artística da Euritmia é o meio mais importante de autoeducação – o campo de treinamento mais importante para o próprio professor.
Hoje é cada vez mais difícil para as crianças realmente se manter ereto, estarem presentes nos gestos e nos seus movimentos.
As atrações do mundo exterior fazem muitas crianças mais terrenas do que seriam.
Quando o professor trabalha especialmente duro em sua postura, em seus gestos, na maneira como seu ego se manifesta através de seu corpo, isso tem um grande efeito sobre as crianças. É importante, no entanto, que Euritmia seja praticada.
As pessoas costumam perguntar se o aspecto terreno está sempre associado com a criança de cabeça pequena e o aspecto cósmico com a criança de cabeça grande. Este não é o caso. Há crianças de cabeça grande e de cabeça pequena, com aspecto terreno ou aspecto cósmico. A cabeça grande e a cabeça pequena são expressões da condição física e da interação do sistema neurológico com o sistema metabólico. Assim, o tratamento nesses dois casos visa apoiar as funções físicas, tais como a nutrição.
No caso da criança terrena e da criança cósmica, as coisas são diferentes, pois aqui o ser da criança é abordado no nível etérico. Tudo depende se ela pode individualizar a cabeça ou os membros de um modo adequado.

2.10.2015

Ilha Ramree crocodilos gigantes

Ilha Ramree, é o nome da ilha situada na costa do Estado de Rakhine, na Birmânia. A área da ilha é de cerca de 1350 km² e o principal centro populoso é Ramree, mas o que chama a atenção na ilha são os centros populacionais e sim seus pântanos.

Durante a Segunda Guerra Mundial ocorreu um confronto entre tropas inglesas e japonesas no local, a Batalha ficou conhecida como "A batalha de Ramree". Foi travada durante janeiro e fevereiro de 1945, como parte do avanço do Décimo Quarto Exército britânico 1944-1945 na ilha, com o intuito de acabar com o domínio japonês no local..
A batalha começou com a Operação Matador, um assalto anfíbio para capturar o porto estratégico de Kyaukpyu  (localizado no extremo norte de Ramree Island) ao sul de Akyab. Em Ramree a guarnição japonesa continuava com sua resistência heroica. Mas quando os marines ingleses flanquearam os redutos japoneses, os novecentos defensores dentro deles abandonaram suas bases e recuaram para dentro dos pântanos inamistosos ao redor da ilha. A rota de fuga obrigou os japoneses a atravessarem 16 quilômetros de manguezais, seu intuito era se juntarem com outro batalha japonês que ficava mais ao sul e nas extremidades da ilha, mas infelizmente ele não contavam com a lama profunda, bem como as doenças tropicais e seu maior algoz, o crocodilo de água salgada. Crocodilos esses que infestavam os pântanos da ilha.

Repetidas chamadas pelos britânicos para os japoneses se render foram ignorados: os Marines segurando os perímetros conquistados disparavam nos japoneses tentando escapar, enquanto dentro dos pântanos os soldados morriam ao longo de vários dias, vítimas dos crocodilos gigantes. Alguns, incluindo naturalista Bruce Stanley Wright (que participou da batalha), afirmou que os crocodilos atacaram e comeram a maioria de seus companheiros. A descrição de Wright se encontra em seu livro "Sketches Vida Selvagem Perto e Longe" e assusta os que ousam se imaginar na pele desses infelizes japoneses.
 
Trecho do livro:  "Essa noite (de 19 de fevereiro, 1945) foi a mais horrível que qualquer membro do exército japonês já experimentou. Os tiros de fuzil espalhados no pântano escuro como breu perfurado pelos gritos dos feridos esmagados nas garras de enorme répteis, e o som de crocodilos girando feito uma cacofonia do inferno que raramente tem sido repetido na terra. Ao amanhecer, os urubus chegaram para limpar o que os crocodilos tinham deixado .... Dos cerca de mil soldados japoneses que entraram nos pântanos de Ramree, apenas cerca de vinte foram encontrados vivos. "
O Guinness Book of World Records (livro dos Recordes) listou essa tragédia como o "O maior desastre sofrido por humanos, causado por animais". 
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